Vanderlan sobe, Marconi oscila e Iris cai
Vanderlan é o menos rejeitado
Senado: Demóstenes e Renner crescem
Dilma dispara: vantagem de 24,2 pontos
Debate mostra fragilidades de Marconi
Veja: houve "armação" contra Marconi
Conheça o histórico de Marconi nos debates
TRE divulga o que leitor do blog já sabia
Veja o tempo dos candidatos ao Senado
Serpes nas entrelinhas: nada definido
Senadores põem na campanha assessores pagos pela Casa
Marconi volta a ter mais tempo de TV
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras
STF abre inquérito contra Marconi
Iris tem mais tempo de TV
Os 60,1% que preocupam Iris e Marconi
Eleição em Goiás não está definida
Um passeio fácil da Coreia do Sul
Nem tradição salvou o jogo
 
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03/09/10 - Sexta-feira
Eleições 2010
Vanderlan sobe, Marconi oscila e Iris cai

Gráfico: Grupom
Estimulada mostra crescimento de Vanderlan e queda de Iris

A primeira rodada da pesquisa Rádio 730/Grupom após o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão aponta mudanças no cenário eleitoral em Goiás. Segundo o levantamento, feito entre os dias 28 de agosto e 1 de setembro, o candidato a governador Iris Rezende (PMDB) caiu 6,5 pontos porcentuais (tem agora 31%) e o governadoriável Vanderlan Cardoso (PR) cresceu 3,2 pontos porcentuais, alcançando 11,3%.

As posições, no entanto, não foram alteradas. O candidato Marconi Perillo (PSDB) continua liderando a pesquisa com 47,3% das intenções de voto. Em relação à última pesquisa, ele oscilou 0,5 ponto porcentual para cima, dentro da margem de erro, que é de 2,8 pontos porcentuais para mais ou para menos.

Representantes da esquerda, a candidata Marta Jane (PCB) tem 0,6%, enquanto Washington Fraga (PSOL) alcança 0,2%. Segundo o Grupom, que ouviu 1202 eleitores em todo o Estado, o número de indecisos subiu: eram 5,1% na pesquisa anterior e agora são 7,2%. A rodada aponta também que 2,3% de eleitores pretendem votar nulo ou branco.

No levantamento espontâneo, todos os candidatos subiram em relação à última rodada, realizada entre os dias 1 e 5 de agosto. Marconi subiu de 25,3% para 36,3%, Iris cresceu de 21,3% para 25,1% e Vanderlan foi de 5,7% para 7%. Na pesquisa espontânea, em que a cartela com o nome dos candidatos não é apresentada, 31,4% dos eleitores ainda se dizem indecisos. No levantamento anterior, esse número era de 47,2%.

Sexo
Os candidatos Vanderlan Cardoso e Iris Rezende seguem mais bem avaliados entre os homens do que entre as mulheres, enquanto o fenômeno inverso ocorre com o candidato Marconi Perillo. O tucano tem 44,1% das preferências do eleitor masculino e 50,2% do eleitor feminino. Já Iris tem 30% entre as mulheres e 32,1% entre os homens. Vanderlan, por sua vez, é o preferido de 14,4% dos eleitores masculinos e de 8,4% dos femininos.

No quesito idade, Marconi Perillo é mais forte quanto mais jovem o eleitor é, enquanto fenômeno inverso ocorre com o peemedebista Iris Rezende. Já Vanderlan Cardoso tem certo equilíbrio de votos em todas as faixas etárias.

Na clivagem por escolaridade, Marconi tem certo equilíbrio entre todos os graus de instrução, enquanto Vanderlan é mais forte entre os mais escolarizados e Iris segue mais popular entre os menos escolarizados.

No cruzamento por região, Marconi é o mais popular em todas as cinco grandes regiões que o Grupom utiliza para avaliar as intenções de voto. No Centro Goiano, que inclui, entre outras cidades, a capital, a região metropolitana e Anápolis, Marconi tem 41,8% contra 30,9% de Iris e 16% de Vanderlan. O melhor desempenho de Iris é no Noroeste Goiano, onde ele alcança 38,3%, enquanto a melhor performance de Marconi ocorre no Leste Goiano, onde ele possui 57,8%.

Religião
No cruzamento por preferência religiosa do eleitor, o melhor desempenho de Vanderlan Cardoso e Marconi Perillo ocorre entre os espíritas. Neste público, o candidato do PR tem 27% das intenções de voto e Marconi tem 54,1% contra 13,5% de Iris. Os eleitores evangélicos e católicos manifestam suas intenções de voto praticamente de forma idêntica: liderança de Marconi, seguido por Iris e Vanderlan.

Já na estratificação por renda familiar do eleitor, Vanderlan alcança seu melhor índice entre os eleitores que ganham mais de dez salários mínimos por mês (15,4%), o mesmo ocorrendo com Marconi (55,1%). Já Iris tem melhor desempenho entre os mais pobres. Ele possui 32,3% entre os eleitores que ganham até 3 salários-mínimos, 32,5% entre os que ganham de 3 a 10 salários-mínimos e só possui 21,8% entre os eleitores mais ricos.

Postado por Eduardo Horácio em 03/09/10 às 10:05.
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03/09/10 - Sexta-feira
Eleições 2010
Vanderlan é o menos rejeitado

No quesito rejeição, Washington Fraga segue em primeiro lugar, agora de forma isolada: 24,3% dos eleitores dizem que jamais votariam no candidato do PSOL. Seria um reflexo de sua campanha fraca e de seu comportamento inusitado nos debates?

Candidata do PCB, Marta Jane teve queda em sua rejeição: caiu de 25,4% para 18,1% das intenções de voto. A rejeição de Iris oscilou de 15,9% para 18,5%, enquanto as rejeição de Marconi Perillo (PSDB) oscilou 0,1 ponto para cima (agora está em 15,3%) e a de Vanderlan Cardoso oscilou 0,9 ponto porcentual para baixo, estando agora em 14,5%.

Postado por Eduardo Horácio em 03/09/10 às 10:03.
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03/09/10 - Sexta-feira
Eleições 2010
Senado: Demóstenes e Renner crescem

Na disputa para o Senado, segundo a pesquisa Grupom/Rádio 730, há ainda liderança absoluta dos dois candidatos que disputam a reeleição. Demóstenes Torres (DEM) subiu de 46,3% para 50,2% e Lúcia Vânia (PSDB) caiu de 37,9% para 35,2% das intenções de voto. Pedro Wilson (PT), que cresceu até agosto, tinha 15,7% na rodada anterior e oscilou para baixo, caindo para 14,6%. Renner (PP) subiu de 2,1% para 6,4% e Paulo Roberto Cunha (PP) caiu de 9,2% para 6,1% das intenções de voto. Adib Elias (PMDB) oscilou de 5,7% para 5,3%. Elias Vaz (PSOL) caiu de 3,7% para 2,2% das intenções de voto. Rubens Donizete (PSTU) tem 1,2% e Bernardo Bispo (PCB) está com 0,8% das intenções de voto.

Na divisão por indicação, Demóstenes tem o voto mais consolidado já que ele possui 40,8% das intenções de voto na primeira indicação e 9,5% na segunda. Lúcia Vânia, no entanto, tem mais votos na segunda indicação de voto do eleitor pesquisado: 18,8% contra 16,4% da primeira indicação. Fenômeno semelhante ao de Lúcia ocorre com Pedro Wilson, Paulo Roberto Cunha e Renner.


 

Postado por Eduardo Horácio em 03/09/10 às 10:02.
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03/09/10 - Sexta-feira
Eleições 2010
Dilma dispara: vantagem de 24,2 pontos

A sucessão presidencial em Goiás confirma tendência nacional, segundo o instituto Grupom: a candidata Dilma Rousseff (PT) tem 24,2 pontos porcentuais à frente de José Serra (PSDB), enquanto na rodada anterior essa diferença era de apenas 1,1 ponto porcentual. Se as eleições presidenciais fossem hoje em Goiás, Dilma teria 51,7% contra 27,5% de Serra e 7% de Marina Silva (PV). Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) tem 0,2% e os outros candidatos não conseguiram alcançar nem 0,1%

Na espontânea, Dilma tem 22,6 pontos porcentuais à frente de José Serra (PSDB), enquanto na rodada anterior essa diferença era de apenas 8,1 pontos porcentuais. Hoje, Dilma teria 43,2% contra 20,6% de Serra. O tucano é também o mais rejeitado: 22,9% dos eleitores dizem que jamais votariam nele, enquanto a rejeição de Dilma é de 17,1%. 

Postado por Eduardo Horacio em 03/09/10 às 09:08.
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01/09/10 - Quarta-feira
Eleições 2010
Debate mostra fragilidades de Marconi

Foto: Leo Iran
Primeiro colocado nas pesquisas ataca terceiro: alguém já viu isso antes?

Se na Fonte TV e na TV Goiânia, o candidato Marconi Perillo (PSDB) foi o melhor debatedor, no debate da TBC na semana passada e no de ontem, transmitido pela web e organizado pelo jornal O Popular, ele foi o pior.

Marconi passou a imagem de arrogante e destemperado, algo que é ruim para uma reta final de eleição. O seu desempenho se assemelhou muito ao de Ronaldo Caiado nos debates para governador de 1994 e de Luiz Bittencourt na eleição para prefeito de Goiânia em 1996, com a diferença que Caiado e Bittencourt tinham argumentos embasados e não caíam facilmente em contradições.

Já o candidato Iris Rezende (PMDB) se recuperou do debate pífio na TBC e teve desenvoltura para se contrapor a Marconi Perillo, sem baixar o nível em momento algum. O candidato Vanderlan Cardoso (PR) teve sua melhor participação em debates até agora. Não se intimidou com as críticas do tucano, apresentou dados embasados do período em que Marconi foi governador e soube argumentar bem suas respostas, sem passar a imagem de arrogante ou dono da verdade.

Marconi usou argumentos frágeis para criticar os adversários, com perguntas que acabaram expondo as vulnerabilidades de sua própria candidatura.

O fato de estourar o tempo e de ficar gritando enquanto o adversário falava revelou descontrole por parte do tucano. 

E o mistério vai permanecer por alguns dias: por que Marconi partiu para cima de um candidato que está em terceiro lugar nas pesquisas? Para mim, é fato inédito na história dos debates.

Ou há problemas com as pesquisas ou algum fato muito recente nesta semana causou essa estratégia inesperada por parte do tucano. Alguém consegue imaginar, por exemplo, Dilma Rousseff (PT) tomar a iniciativa de criticar Marina Silva (PV) nos debates presidenciais?

Vamos a algumas contradições de Marconi ontem no debate. A maioria dessas contradições, vale lembrar, só ficaram expostas justamente porque Marconi abriu a guarda e foi com tudo para o ataque:

1) Ao falar que Vanderlan tem toda a elite empresarial ao seu lado, Marconi fez propaganda gratuita para o adversário. Fortaleceu a candidatura de Vanderlan. Ademais, o discurso de Marconi caberia bem num candidato de esquerda, não? Ou agora Marconi é um candidato contra as elites?

2) Marconi diz que o partido de Vanderlan (o PR) é do "mensalão e retrógrado". Mas o PR não participou da base aliada de Marconi em seus oito anos de governo? Antes o PR servia como aliado e, agora, não?

3) Marconi disse que Vanderlan já criticou Alcides no passado... ué, mas não foi Marconi que elogiava Alcides até outro dia, se gabando inclusive de ter sido seu cabo eleitoral? Então, se há contradição, é dos dois lados

4) Marconi disse ontem que o Trem-Bala é caro e inviável. Então por que Marconi gastou milhões com viagens à Europa se o projeto jamais sairia do papel, como o próprio tucano admitiu ontem?

5) Marconi "acusou" Vanderlan de ser candidato chapa-branca. Ué, Marconi não foi ele próprio candidato chapa-branca em 2002? Em 2006, ele não apoiou um candidato chapa-branca, Alcides Rodrigues?

6) Marconi engoliu seco e não soube responder a crítica (feita por Vanderlan) que Marconi deu desconto na alíquota de impostos para uma empresa de cigarros (Souza Cruz) em troca de antecipação de receitas, gerando duplo prejuízo ao Estado;

Postado por Eduardo Horacio em 01/09/10 às 12:01.
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28/08/10 - Sábado
Eleições 2010
Veja: houve "armação" contra Marconi

Trecho de matéria da Veja que está nas bancas de algumas cidades do país desde ontem e que deve chegar a Goiânia hoje à noite:

"A armação começou a ser preparada no ano passado, quando o líder do PR na Câmara, deputado Sandro Mabel (GO), aliado do governo, se encontrou no Planalto com Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula. para conversar sobre “uma bomba”. O deputado tinha um conjunto de papéis que, entre outras coisas, mostrava a existência de uma conta secreta no exterior em nome do tucano. A papelada continha extratos bancários de um certo Aztec Group, offshore sediada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens Britânicas. Perillo seria o administrador da empresa. Um dos documentos - com timbre do banco suíço UBS - indicava que a Aztec seria dona de uma aplicação de 200 milhões de euros, o equivalente a mais de 440 milhões de reais. Como o material era apócrifo, era necessário que o governo lhe conferisse autenticidade. Adversário de Perillo na política goiana, Mabel saiu do Palácio com a promessa de que o caso seria investigado a fundo.

Com uma mãozinha de Carvalho, foram abertas as portas do Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI), seção do Ministério da Justiça encarregada de mapear no exterior o dinheiro que sai ilegalmente do país. Após falar com o chefe de gabinete do presidente. Mabel reuniu-se também com o atual ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, a quem o DRCI está subordinado. Como o DRCI não pode agir sem o pedido de outro órgão de investigação, Mabel fez o dossiê chegar às mãos de um promotor de Goiás - que, de pronto, abriu um inquérito para investigar as supostas contas. Os documentos obtidos agora por VEJA atestam que a máquina do estado foi usada para dar ares de legalidade a papéis fajutos.

Em resposta às consultas do Ministério da Justiça, o promotor suíço Daniel Tewlin afirma que uma das principais contas relacionadas no dossiê simplesmente não existe. À mensagem, ele anexou uma comunicação do banco UBS. “O banco ressalta que o documento apresentado como prova de que haveria relações comerciais (entre o UBS e o Aztec Group) é uma falsificação”, escreveu o promotor de Zurique. Há duas semanas, o coordenador-geral do DRCL Leonardo do Couto Ribeiro, encarregou-se de informar o vexatório desfecho da empreitada ao promotor de Goiás que abriu o inquérito. Ele foi arquivado"

Postado por Eduardo Horácio em 28/08/10 às 11:50.
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04/08/10 - Quarta-feira
Eleições 2010
Conheça o histórico de Marconi nos debates

1998 - Desconhecido da maior parte do eleitorado, o então deputado federal Marconi Perillo (PSDB) foi a todos os debates entre os governadoriáveis do 1º Turno, enquanto Iris fugiu de todos. No primeiro turno, Marconi dizia que quem quer governar "não pode fugir do debate". No 2º Turno, Iris - sentindo o golpe do primeiro turno -, resolveu ir a todos. Marconi foi (contra Iris) aos debates da CBN e da então Rádio K (hoje, Rádio 730). Depois, com a forte reação de Iris no 2º turno, não foi a mais nenhum debate (não apareceu nos debates organizados pelas TVs, por exemplo). Mesmo com a reação de Iris na reta final, Marconi venceu a eleição.

2002 - Marconi não foi a nenhum debate. Em todos, mandou carta dizendo que não ia a debates porque "representavam o baixo nível da eleição". No último debate, da TV Anhanguera, não foi e sua assessoria ainda convenceu alguns candidatos como Geraldo Lemos (PTB) e Alba Célia (do extinto PGT) a também não ir. Maguito Vilela (PMDB) e Marina Sant'Anna (PT) ficaram sozinhos no debate da TV Anhanguera. Durante o debate da TV Anhanguera, desrespeitando inclusive a legislação eleitoral, Marconi concedeu entrevista no mesmo dia e horário na TV Brasil Central, que ele controlava como governador. A não-ida de Marconi no último debate da TV quase lhe custou a vitória no primeiro turno: nos últimos quatro dias de campanha, caiu oito pontos porcentuais na pesquisa Serpes e seis no Grupom e ganhou a eleição com pouco mais de 50% dos votos válidos.

2006 - Candidato ao Senado, Marconi não foi a nenhum dos debates que emissoras de TV e Rádio tentaram organizar com os candidatos ao cargo. Voltou a alegar o "baixo nível" dos debates e fugiu de todos.

Postado por Eduardo Horacio em 04/08/10 às 17:38.
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04/08/10 - Quarta-feira
Eleições 2010
TRE divulga o que leitor do blog já sabia

O Tribunal Regional Eleitoral divulgou hoje o tempo de cada bloco da propaganda política no rádio e na televisão para governador. Quem sempre acompanhou o assunto aqui no Jornal X sabe disso há muito tempo.

Na última atualização, depois das definições de PTC e PTN por parte da Justiça Eleitoral, feita dia 29 de julho aqui no blog, antecipamos exatamente os minutos e segundos que cada coligação teria. O único 1 segundo que, pela matemática correta, não deveria ir para ninguém, foi dado a Marconi Perillo.

Os números, segundo o cálculo oficial do TRE:
Marconi Perillo -  5 min e 33 seg
Iris Rezende - 5 min e 31 seg
Vanderlan Cardoso - 4 min e 27 seg
Washington Fraga - 1 min e 16 seg
Marta Jane - 1min e 12 seg

Os números segundo o cálculo que o Jornal X fez dia 29/07:
Marconi Perillo -  5 min e 32 seg
Iris Rezende - 5 min e 31 seg
Vanderlan Cardoso - 4 min e 27 seg
Washington Fraga - 1 min e 16 seg
Marta Jane - 1min e 12 seg

A ordem dos programas no primeiro dia (depois vai mudando, dia após dia):
Washington Fraga
Marconi Perillo
Iris Rezende
Marta Jane
Vanderlan Cardoso

O sorteio da ordem dos programas acabou beneficiando Iris Rezende, já que o programa dele sempre será depois do propagrama de Marconi. Se usar bem, pode desconstruir o discurso de Marconi na sequência, atrapalhando o tucano. Quem ficou com o pior lugar, portanto, é Marconi Perillo. Já para Vanderlan, que será precedido por Marta e, a partir do segundo dia, sucedido por Washington, tende a não ganhar, nem perder.

Postado por Eduardo Horacio em 04/08/10 às 11:49.
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04/08/10 - Quarta-feira
Eleições 2010
Veja o tempo dos candidatos ao Senado

Veja como ficou a distribuição do tempo de TV e rádio dos candidatos ao Senado por bloco feita pelo TRE:

Demóstenes e Lúcia Vânia: 04min37s
Pedro Wilson e Adib Elias: 04min36s
Paulo Roberto Cunha e Renner: 03min42s
Elias Vaz e Rubens Donizzeti: 01min05s
Bernardo Bispo: 01min00s

Como o PCB é a única coligação que só lançou um candidato ao Senado, Bernardo Bispo terá o privilégio de usufruir de todo o 1 minuto que sua coligação tem direito. Enquanto isso, os candidatos da chapa PSOL-PSTU ficarão com 32 segundos cada.

Postado por Eduardo Horacio em 04/08/10 às 11:18.
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02/08/10 - Segunda-feira
Eleições 2010
Serpes nas entrelinhas: nada definido

Seguem, abaixo, 14 comentários que fiz hoje de manhã no meu Twitter sobre a pesquisa Serpes/O Popular publicada hoje (veja índices clicando aqui). Acrescentei algumas coisas e expliquei melhor outras.

1) Primeiro: não é verdade que o cenário não mudou em relação à ultima pesquisa, de 3 semanas atrás. Os números consolidados são praticamente os mesmos, mas o perfil de votos de cada candidato mudou significativamente. Exemplo: Iris e Vanderlan agora têm mais votos no interior e menos na capital. Já Marconi cresceu na capital e caiu no interior. Isso não é mudança?

2) Entre eleitores com curso superior, na espontânea, Iris tem 12% contra 10% de Vanderlan. Empate técnico. Luz vermelha na campanha de Iris: seus votos estão menos consolidados, estão mais frágeis. Neste nicho, Marconi chega a 36%

3) Iris está cada vez pior entre as mulheres. Na espontânea, perde de 24 a 14% para Marconi. Entre os homens, está na frente do tucano: 28 a 26%. Na estimulada, Iris perde de 49% a 37% entre as mulheres e tem 41% contra 43% de Marconi entre os homens.

4) Outro alerta vermelho para o PMDB: quanto mais jovem o eleitor, mais votos Vanderlan tem e menos Iris alcança.

5) No geral, Marconi cresceu na capital e perdeu votos no interior. Já Iris perdeu votos na capital, mas compensou ganhando em regiões importantes do interior. O mesmo aconteceu com Vanderlan.

6) Rejeição de Iris entre eleitores do Estado com curso superior é alta: 34%. Rejeição de Marconi entre goianienses com curso superior é também alta: 30%.

7) Eleição definida para senadores? Não. Um dado ilustra bem isso: contando apenas os votos de Goiânia, o cenário já começa a ficar mais apertado: 31,6% para Demóstenes, 19,3% para Lúcia Vânia e 16,1% para Pedro Wilson

8) Mesmo com a popularidade de Alcides oscilando para cima ou para baixo (saberemos os números do Serpes amanhã), o governo é um cabo eleitoral forte. Quem pensar o contrário estará cometendo um erro grave.

9) Em 2002, os índices de ótimo-bom de Marconi eram carca de 10 pontos melhores do que os de Alcides hoje (comparando julho de 2002 com julho de 2010). Na propaganda eleitoral, popularidade de Marconi melhorou mais. Uma campanha eleitoral às vezes faz mais bem para a popularidade de um governante do que anos e anos de propaganda institucional. E outra: na época de Marconi, os jornais colocavam "regular" nos índices de aprovação do tucano, o que nunca foi correto nem aqui, nem em lugar algum.

10) Em 2004, Pedro Wilson (PT), candidato à reeleição na prefeitura de Goiânia, era tido como candidato derrotado por muitos, inclusive pelo sociólogo Alberto Carlos Almeida, que veio a Goiás e "provou" isso numa palestra. Pedro começou julho de 2004 com baixíssimos 19% de bom-ótimo (metade do que Alcides tem hoje), mas superou o candidato de Marconi naquela eleição (Sandes Jr) e foi ao 2º turno contra Iris. No 2º turno, Iris venceu por 9 pontos porque conseguiu impedir uma virada de Pedro no final.

11) Nunca, na história política de Goiás, um candidato apoiado pelo governador teve menos de 30% dos votos. Vanderlan pode ser o primeiro? Pode. Mas é cedo, muito cedo, para duvidar da força da máquina. Em 1990, o governador Henrique Santillo não tinha nem a metade da popularidade de Alcides, enfrentava mil problemas (Césio, fim do governo Sarney e a hiper-inflação, a economia sob Collor, a oposição de Iris em Brasília, cinco meses de salário do funcionalismo atrasado, etc) e, mesmo assim, ajudou bastante o candidato Paulo Roberto Cunha contra o então todo-poderoso Iris Rezende. Houve um momento da campanha, inclusive, que parecia real a vitória de Paulo Roberto.

12) Em Goiás, segue a polarização invertida dos sexos na sucessão presidencial. Entre as mulheres, Serra tem 41% e Dilma tem 29%. Entre os homens, Dilma tem 46,7% e Serra tem 37,3%

13) Quanto mais instruído (do ponto de vista escolar) é o eleitor, mais votos Dilma tem e menos Serra alcança. Entre eleitores com curso superior, Dilma tem 40%, Serra tem 36% e Marina alcança 14%. Isso desmente a tese de que o PT é mais forte entre os menos favorecidos.

14) Entre eleitores goianienses, Dilma tem 38% e Serra tem 32,7%. Marina está com 10%. No Entorno do DF, hoje, Serra tem mais votos que Dilma: 41,2 a 40%.

Postado por Eduardo Horacio em 02/08/10 às 12:31.
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29/07/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Senadores põem na campanha assessores pagos pela Casa

Reprodução O Estado de S.Paulo
Manchete do Estadão de hoje trata de funcionários pagos pelo Senado que estão fora do DF

Levantamento feito pelo 'Estadão' identifica uma intensa transferência de servidores registrados em Brasília para os redutos eleitorais dos parlamentares; reportagem flagrou auxiliares que recebem salário do Senado atuando na campanha

Dos 29 assessores de Marconi Perillo (PSDB-GO), 25 estão alocados em Goiás e só 4 estão em Brasília

 

Por Leandro Colon
De Brasília

Manchete de hoje
d'O Estado de S.Paulo

Uma tropa de cabos eleitorais pagos pelo Senado está trabalhando na campanha dos senadores candidatos nos Estados. São assessores que, oficialmente, deveriam apenas cumprir expediente nos gabinetes, mas estão nas ruas pedindo voto, coordenando e ajudando na corrida eleitoral dos parlamentares.

Levantamento feito pelo Estado identificou uma intensa transferência de servidores registrados em Brasília para os redutos eleitorais dos senadores e a reportagem flagrou assessores que recebem salário do Senado atuando na campanha.

A reportagem constatou que, dos 53 senadores que disputam as eleições, 33 aumentaram o quadro de servidores de confiança entre julho de 2009 e julho de 2010 e transferiram a maioria para os Estados. Quem não aumentou adotou a segunda manobra e tirou seus funcionários de Brasília. Só nos últimos 23 dias, desde o início oficial da campanha, 53 assessores foram realocados, segundo dados do sistema interno de Recursos Humanos, para os "escritórios de apoio" dos senadores, entre eles os dos candidatos Renan Calheiros (PMDB-AL), Marcelo Crivella (PRB-RJ), Heráclito Fortes (DEM-PI), Marconi Perillo (PSDB-GO) e Paulo Paim (PT-RS). Desde início de fevereiro, foram cerca de 175, uma média de uma transferência por dia.

Os senadores aproveitaram a calmaria no Congresso - serão realizadas apenas duas semanas de votações até as eleições de outubro - para esvaziar seus gabinetes em Brasília. Hoje, há cerca de 1,1 mil assessores espalhados pelo País recebendo salários do Senado sem nenhum tipo de fiscalização por perto que os impeça de atuar como cabos eleitorais.

Velho hábito. O Senado regulamentou no ano passado a antiga prática dos senadores de ter assessores de confiança nos escritórios regionais com um controle de frequência quase nulo. A campanha eleitoral deste ano é a primeira em que é possível saber o número oficial de funcionários do Senado à disposição dos parlamentares nos Estados durante a disputa, uma vantagem estrutural em relação aos demais adversários.

Candidato a governador do Paraná, Osmar Dias (PDT) tem apenas três servidores oficialmente registrados em Brasília, informação confirmada ontem pela reportagem em visita a seu gabinete. Outros 21 estão como assessores no Estado.

Primeiro-secretário do Senado e candidato à reeleição, Heráclito Fortes colocou 25 servidores no Piauí e deixou apenas 8 em Brasília.

Vice-presidente da Casa e de olho na eleição para governador, o tucano Marconi Perillo deslocou 25 assessores para Goiás e manteve apenas quatro no Senado. Os campeões são Efraim Morais (DEM-PB) e Mão Santa (PMDB-PI). O paraibano tem, oficialmente, 52 servidores lotados em seu Estado durante a campanha, enquanto o peemedebista conta com 34.

Em Santa Catarina, os dois senadores postulantes ao governo encheram seus escritórios de apoio no Estado. Dos 26 assessores de Raimundo Colombo (DEM), 20 trabalham em Santa Catarina. Entre os 22 funcionários de Ideli Salvatti (PT) no Estado está Claudinei do Nascimento. Além de secretário de finanças do diretório do PT, é um dos coordenadores de campanha de Ideli.

Oficialmente, recebe salários do Senado como assessor no escritório de apoio dela, que tirou licença durante a campanha.

São Paulo
Os dois senadores paulistas que disputam a eleição de outubro têm mais assessores nos Estados do que em Brasília. Candidato ao governo, Aloizio Mercadante (PT) tem 16 servidores em São Paulo e apenas cinco no Congresso. Já Romeu Tuma (PTB) goza dos serviços de 15 funcionários por perto. O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) faz parte do grupo que tem transferido assessores para o Rio nos últimos meses. São 20 até o momento ao lado do parlamentar.

Um dado curioso: o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) não tem nenhum funcionário lotado em Brasília, mas 29 estão em seu Estado. A artimanha foi colocar servidores que vivem na capital federal como funcionários da liderança do PSB - o regimento permite que apenas gabinetes de senadores tenham assessores nos Estados. O presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, é o suplente na chapa de Valadares ao Senado.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), pôs 16 assessores em Roraima, enquanto o presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), terá, durante a campanha para deputado federal, 21 servidores em Pernambuco. Seu aliado e candidato a governador, senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), deixou apenas sete assessores em Brasília e lotou 19 no Estado

Veja a lista completa dos assessores dos senadores Marconi Perillo, Lúcia Vânia e Demóstenes Torres clicando aqui.

Leia a matéria na íntegra no site do Estadão clicando aqui.

Postado por Eduardo Horacio em 29/07/10 às 08:00.
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29/07/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Marconi volta a ter mais tempo de TV

Com a definição de PTN e PTC ontem (o PTN fica na coligação de Vanderlan Cardoso e o PTC vai para Marconi Perillo) a distribuição atualizada do tempo de rádio e televisão de cada bloco de 18 minutos (não estão contadas as pílulas de 30 segundos e nem os tempos dos candidatos a deputado estadual, federal e senador) por coligação fica da seguinte maneira:

Marconi Perillo -  5 min e 32 seg
Iris Rezende - 5 min e 31 seg
Vanderlan Cardoso - 4 min e 27 seg
Washington Fraga - 1 min e 16 seg
Marta Jane - 1min e 12 seg

Postado por Eduardo Horácio em 29/07/10 às 07:35.
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10/07/10 - Sábado
Eleições 2010
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"

Reprodução Folha de S.Paulo
Perillo é investigado pelo STF, a pedido da Procuradoria Geral

Por FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA (Folha de S.Paulo)

O senador Marconi Perillo (PSDB-GO), investigado pela suspeita de ter recebido propina de R$ 2 milhões, chamou de "eleitoreira" e "café requentado" as denúncias que constam no inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal).

Ao se defender no microblog Twitter, Perillo deu duas versões para as medidas adotadas pelo governo do Estado para beneficiar frigoríficos e que fundamentaram a abertura de inquérito no STF.

Reportagem da Folha desta sexta-feira revelou que Perillo é investigado pelo STF, a pedido da Procuradoria Geral da República, pela suspeita de ter recebido R$ 2 milhões de propina de frigoríficos, quando governou o Estado, para modificar leis que favorecessem o setor.

Vice-presidente do Senado, Perillo é favorito às eleições para o governo de Goiás. A investigação contra o senador é um desdobramento da Operação Perseu, da Polícia Federal, realizada em 2004.

Empresários foram flagrados em grampos telefônicos discutindo "ajudar" Perillo com R$ 2 mi para conseguir benefícios fiscais --que de fato foram concedidos pelo governo três meses após as conversas. Nos diálogos, eles dizem ainda que o governo faria um decreto para regulamentar os benefícios.

No Twitter, Perillo disse primeiro que não assinou o decreto. "Sequer assinei o decreto, que foi assinado pelo governador em exercício na época", disse o senador pelo microblog Twitter.

O decreto, contudo, data do dia 23 de junho de 2005 e leva o nome Marconi Perillo e do ex-secretário de Fazenda José Paulo Loureiro. Em depoimento à PF, Loureiro disse que era "era prática de Perillo tratar de assuntos relacionados a incentivos diretamente com a classe".

"Houve casos em que o governador acertava com os respectivos setores incentivos e transformava sua vontade em decretos de governo."

Depois de ser procurado pela Folha, Perillo voltou atrás e admitiu também no microblog que assinou os documentos --citados pela PGR como indícios de crime de "corrupção passiva".

"Mais esclarecimentos: por motivo de viagem, não assinei a lei que concedeu os benefícios. E assinei os decretos que regulamentaram a lei, que era uma obrigação legal."

Segundo o senador, a lei não foi assinada por ele pelo fato de estar em viagem oficial na Ásia.

O candidato ao governo de Goiás disse ainda que não houve irregularidade nos benefícios concedidos aos frigoríficos.

Perillo afirmou que o uso político das denúncias é um "ataque vazio". "Se alguma atitude tomada por mim fosse por ventura considerada ilícita, não hesitaria em renunciar à vida pública", afirmou. "Teria vergonha de me apresentar diante dos goianos e brasileiros", completou.

Leia a matéria na Folha Online clicando aqui.

Leia mais sobre o assunto na Folha clicando aqui.

Postado por Eduardo Horacio em 10/07/10 às 08:04.
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10/07/10 - Sábado
Eleições 2010
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras

Reprodução Folha de S.Paulo
Matéria da Folha evidencia contradições de Marconi Perillo

Marconi Perillo, candidato em Goiás, é investigado por suspeita de receber propina

Na Folha de S.Paulo de hoje

O senador Marconi Perillo (PSDB-GO), investigado pela suspeita de ter recebido propina de R$ 2 milhões, chamou de "eleitoreira" e "café requentado" as denúncias que constam em inquérito no Supremo Tribunal Federal.

Ao se defender no Twitter, Perillo deu duas versões para as medidas adotadas pelo governo do Estado para beneficiar frigoríficos.

Reportagem da Folha revelou que Perillo é investigado pelo STF pela suspeita de ter recebido propina de frigoríficos, quando governou o Estado, para modificar leis que favorecessem o setor.

Vice-presidente do Senado, Perillo é favorito às eleições para o governo de Goiás. Empresários foram flagrados em grampos telefônicos discutindo "ajudar" Perillo com R$ 2 milhões para conseguir benefícios fiscais -que de fato foram concedidos três meses após as conversas.

Nos diálogos, eles dizem que seria feito um decreto para regulamentar os benefícios. Ontem, no Twitter, Perillo disse primeiro que não assinou o decreto. "Foi assinado pelo governador em exercício na época."

O decreto, contudo, data de 23 de junho de 2005 e leva o nome Marconi Perillo e do ex-secretário de Fazenda José Paulo Loureiro.

Após ser questionado, Perillo admitiu no Twitter que assinou os documentos. "Por motivo de viagem, não assinei a lei que concedeu os benefícios. E assinei os decretos que regulamentaram a lei, que era obrigação legal." Ele disse ainda que não houve irregularidade. (FILIPE COUTINHO)

Postado por Eduardo Horacio em 10/07/10 às 07:12.
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09/07/10 - Sexta-feira
Na Folha de S.Paulo
STF abre inquérito contra Marconi

Reprodução Folha de S.Paulo
STF suspeita que Marconi recebeu R$ 2 milhões de propina

PF investiga se Marconi Perillo recebeu R$ 2 mi de propina em troca de benefícios fiscais a frigoríficos; ele nega

Investigação faz parte da Operação Perseu, que em 2004 resultou na prisão de 12 pessoas por sonegação fiscal


FILIPE COUTINHO
FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA

Favorito para o governo de Goiás, o senador Marconi Perillo (PSDB) é investigado no Supremo Tribunal Federal pela suspeita de ter recebido R$ 2 milhões de propina de frigoríficos quando governou o Estado (1999 -2006).

Perillo é vice-presidente do Senado. A investigação contra o senador é um desdobramento da Operação Perseu, realizada pela Polícia Federal em 2004, que prendeu 12 pessoas envolvidas em esquema de sonegação fiscal de R$ 150 milhões praticada por frigoríficos.

Interceptações telefônicas realizadas pela PF revelam conversas entre quatro empresários do ramo que discutiam subornar Perillo, segundo a investigação, para que o governo modificasse leis estaduais em benefício do setor. Dos 4 grampeados, 2 foram presos pela PF.

"Foi instaurado procedimento noticiando a suposta prática de corrupção passiva envolvendo Marconi Perillo, consubstanciada no recebimento de R$ 2 milhões para alteração da legislação tributária", diz a Procuradoria-Geral da República no pedido de abertura de inquérito. A defesa do senador afirma que ele é inocente.

Nos diálogos interceptados entre agosto e setembro de 2004, os investigados dizem que o senador concederia, em troca de propina, benefício fiscal de 7% para os frigoríficos pagarem dívidas tributárias com o Estado. O índice foi concedido por uma lei promulgada três meses depois das conversas.

Relatório da PF que descreve os grampos revela conversas do empresário Ney Padilha, preso pela PF, com Rodrigo Siqueira, ex-sócio da empresa Goiás Carnes, sobre os benefícios fiscais.

Diz o relatório: "Rodrigo diz que "só precisa fazer essas coisas aí, aquela parte que é esquisita". Ney pergunta que parte. Rodrigo responde: "você conhece político né". Ney diz "tem que acertar né'", informa a transcrição.

Em outro trecho, a PF relata conversa do empresário Gustavo Penasso (frigorífico Centro Oeste) com Mauro Suaiden em que discutem como "ajudar" Perillo com R$ 2 milhões, que seriam rateados pelas empresas.

Três dias depois, a PF interceptou telefonema em que Penasso diz que ao menos um empresário já teria pago a propina e que Rodrigo também iria pagar.

Por ordem do STF, já foram ouvidas quatro pessoas no inquérito. O ex-secretário de Fazenda José Paulo Loureiro disse desconhecer o suborno, mas admitiu que Perillo tratava diretamente com os empresários do setor.

Presos pela PF na operação Perseu, Ney Padilha e Mauro Suaiden eram donos do frigorífico Margen. Antes da operação, ele era o segundo maior do país.


Defesa diz que Perillo é inocente e não participou de elaboração de lei

DE BRASÍLIA

A defesa do senador Marconi Perillo afirma que ele é inocente e que não participou da elaboração da lei citada em conversa de terceiros.
"O senador desconhece completamente o assunto. Ele nunca atuou com essas pessoas, nem sequer acompanhou a mudança na lei", disse o advogado Antonio Carlos Almeida Castro.
Segundo ele, a defesa não teve acesso ao inquérito.
Luiz Rassi, advogado do empresário Rodrigo Siqueira -que aparece nos grampos falando em dar dinheiro a Perillo-, também disse que não teve acesso ao inquérito e que não comentaria o caso.
O advogado apenas afirmou que Siqueira foi ouvido pela PF como testemunha.
O empresário Gustavo Penasso não foi localizado.
O ex-secretário de Fazenda José Paulo Loureiro disse que não poderia comentar as investigações porque não estava no cargo à época dos fatos.
O empresário Ney Padilha, ao saber sobre o teor da reportagem, disse que não falaria por telefone e desligou.
O advogado do empresário Mauro Suaiden, Ney Moura, afirmou que seu cliente não fez pagamento a Perillo em troca de benefícios.

Leia a matéria completa da Folha de S.Paulo clicando aqui.

Postado por Eduardo Horacio em 09/07/10 às 15:23.
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06/07/10 - Terça-feira
Eleições 2010
Iris tem mais tempo de TV

Com a definição de cinco candidaturas a governador nas eleições deste ano, a distribuição do tempo de rádio e televisão de cada bloco de 18 minutos (não estão contadas as pílulas de 30 segundos e nem os tempos dos candidatos a deputado estadual, federal e senador) por coligação fica da seguinte maneira:

Iris Rezende - 5 min e 31 seg
Marconi Perillo -  5 min e 28 seg
Vanderlan Cardoso - 4 min e 31 seg
Washington Fraga - 1 min e 16 seg
Marta Jaime - 1min e 12 seg

A propaganda eleitoral para governador ocorrerá, no primeiro turno, sempre às segundas, quartas e sextas, em dois horários:
- No Rádio: das 7h às 7h18 e das 12h às 12h18;
- Na Televisão: das 13h às 13h18 e das 20h30 às 20h48;

Iris Rezende (PMDB) passou a ter mais tempo de televisão (3 segundos, para ser exato) do que Marconi Perillo (PSDB) porque o tucano perdeu o PTC, de última hora, para o candidato Vanderlan Cardoso (PR). Na conta anterior, Marconi tinha mais tempo de TV do que Iris exatamente porque o PTC estava com ele.

O tempo de TV de todos os candidatos acabou caindo no último instante em função da candidatura lançada e registrada ontem da professora Marta Jaime (PCB). Antes, o PCB estava na aliança de Washington Fraga (PSOL).

Vale destacar que, dos 18 minutos de cada bloco, 6 minutos são divididos igualmente entre todos os candidatos, o que dá um mínimo de 1 min e 12 segundos para cada candidato, já que temos cinco postulantes ao Palácio das Esmeraldas. Os outros 12 minutos são divididos de acordo com a bancada que cada partido elegeu no Câmara dos Deputados em 2006 (não é a bancada empossada em fevereiro de 2007, nem a bancada atual e, sim, a eleita em outubro de 2006 - observação importante que muitos não consideram).

A lei eleitoral também deixa claro que, para contagem do tempo, não são consideradas as frações de segundo, e as sobras que resultarem desse procedimento serão adicionadas no programa de cada dia ao tempo destinado ao último partido político ou coligação. Nos meus cálculos essas sobras ficam entre 2 e 4 segundos.

A propaganda eleitoral do primeiro turno começa dia 17 de agosto e termina dia 30 de setembro.
Se houver segundo turno, a propaganda eleitoral começa a partir de 48 horas da proclamação dos resultados do primeiro turno (o resultado deve ser proclamado dia 6 de outubro e a propaganda, portanto, começaria dia 8 de outubro) e vai até 29 de outubro de 2010. Na campanha do segundo turno, a propaganda destina 10 minutos diários em cada bloco (totalizando 20 minutos para cada governadoriável de segunda a segunda, incluindo os domingos).

Se você tem dúvidas, leia a lei eleitoral atualizada clicando aqui.

Veja abaixo qual foi a quantidade de deputados federais que cada partido elegeu em 2006 (já atualizadas com as devidas fusões que ocorreram depois):
PMDB - 89
PT - 83
PSDB - 66
DEM - 65
PP - 41
PSB - 27
PR - 25 (23 do PL + 2 do Prona)
PDT - 24
PTB - 23 (22 do PTB + 1 do PAN)
PPS - 22
PC do B - 13
PV - 13
PSC - 9
PSOL - 3
PTC - 3
PMN - 3
PHS - 2
PT do B - 1
PRB - 1
PRP - 0
PSDC - 0
PTN - 0
PSL - 0
PRTB - 0
PSTU - 0
PCB - 0

Agora veja como ficou cada coligação e o total de partidos (e deputados) que cada candidato conseguiu agrupar:

Iris Rezende
PMDB - 89
PT - 83
PC do B - 13
Total de deputados: 185
Porcentagem do tempo proporcional: 36,07%
Tempo: 1min e 12 seg + 4 min e 19 seg = 5 min e 31 seg

Marconi Perillo
PSDB - 66
DEM - 65
PTB - 23 (22 do PTB + 1 do PAN)
PPS - 22
PMN - 3
PT do B - 1
PRB - 1
PHS - 2
PSL - 0
PRTB - 0
Total de deputados: 183
Porcentagem do tempo proporcional: 35,67%
Tempo: 1min e 12 seg + 4 min e 16 seg = 5 min e 28 seg

Vanderlan Cardoso
PR - 25 (23 do PL + 2 do Prona)
PP - 41
PSB - 27
PDT - 24
PV - 13
PSC - 9
PTC - 3
PRP - 0
PSDC - 0
PTN - 0
Total de deputados: 142
Porcentagem do tempo proporcional: 27,68%
Tempo: 1min e 12 seg + 3 min e 19 seg = 4 min e 31 seg

Washington Fraga
PSOL - 3
PSTU - 0
Total de deputados: 3
Porcentagem do tempo proporcional: 0,58%
Tempo: 1min e 12 seg + 4 seg =  1 min e 16 seg

Marta Jaime
PCB - 0
Total de deputados: 0
Porcentagem do tempo proporcional: 0,00%
Tempo: 1min e 12 seg + 0 seg = 1 min e 12 seg 

Postado por Eduardo Horacio em 06/07/10 às 04:01.
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17/06/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Os 60,1% que preocupam Iris e Marconi

Arte: Jornal Opção

O que preocupa os adversários do candidato do PR não são seus 7,1% na pesquisa Grupom e, sim, o fato de 60,1% não saberem quem é Vanderlan

O crescimento da candidatura de Vanderlan Cardoso (PR) na sucessão em Goiás era uma questão de tempo. Isso todos sabiam, inclusive os adversários. Afinal, o candidato do PR é pouco rejeitado, tem uma boa administração para mostrar e é apoiado por um governador que, se não tem as porcentagens estratosféricas que Lula tem, já alcança índices semelhantes ao de Marconi Perillo (PSDB) em 2002, ano em que foi reeleito governador.

A primeira questão, para os adversários do candidato do PR, não era saber se ele iria crescer e, sim, tentar adiar ao máximo esse crescimento. Daí que Marconi sempre dizia que seu único adversário era Iris Rezende (PMDB) e vice-versa.

Iris insistiu até quando pôde numa hipotética união entre PMDB, PP e PR já no primeiro turno, algo que ele - esperto como é - sabe que nunca foi cogitado seriamente.

Marconi e Iris preferem se enfrentar. Um já conhece bem o outro e os dois imaginam que sabem como ganhar se a bipolarização entre eles fosse mantida até o fim.

O primeiro objetivo - impedir o crescimento de Vanderlan - até que foi alcançado com algum sucesso. Criaram - e ainda criam - atritos dentro da base de Vanderlan e assim devem se comportar até onde der. Estão errados? Não, faz parte do jogo político.

Marconi sabia que Vanderlan cresceria, como aponta a pesquisa Grupom divulgada no último domingo pelo Jornal Opção e pela Rádio 730. Não foi por acaso que o lançamento da candidatura de Marconi Perillo (PSDB), por exemplo, enfatizou o "municipalismo", bandeira que Vanderlan defende há tempos e introduziu no debate eleitoral deste ano.

Iris sabe que Vanderlan está crescendo, o que explica o assédio mais forte em cima de PSB e PDT, dois partidos que caminhavam para compor a aliança do candidato do PR.

Isso explica também o peemedebista ter começado a bater pesadamente no governo Alcides Rodrigues (PP) nos últimos quinze dias, postura antes descartada.

A estratégia, no entanto, tende a ser alterada, já que pesquisas qualitativas não aprovam os ataques ao governador. Foi por isso que Marconi, por exemplo, cessou a artilharia contra Alcides um mês atrás, depois de criticar fortemente o atual governador. Nas últimas três semanas, o tucano seguiu batendo em Alcides, mas de forma menos intensa e mais sutil.

O que preocupa Marconi e Iris não são os 7,1% que Vanderlan têm na pesquisa estimulada.

O que preocupa ambos é o fato de Vanderlan ainda ser desconhecido de 60% do eleitorado e já alcançar índices expressivos em vários nichos do eleitorado. Só 4,2% dizem conhecer bem o candidato Vanderlan. Iris e Marconi são conhecidos de todos os eleitores e, por isso, é razoável supor que não vão crescer com facilidade.

Marconi, aliás, deve saber que chegou ao teto no primeiro turno e sonha em manter os 45,1% que têm hoje, porcentual que o garantiria no segundo turno. Se cair alguns pontos porcentuais, teme perder apoios políticos que o acompanham exclusivamente pela perspectiva de poder que tem. Não são poucos.

A segunda questão, para os adversários de Vanderlan, era saber de quem o candidato do PR mais tiraria votos. A resposta começa a aparecer.

Iris perde mais
Hoje, Vanderlan tira mais votos de Iris do que de Marconi. É o cenário do momento, o que justifica a reação agressiva de Iris ao atual governo.

Iris, que já foi governador duas vezes e prefeito da capital por dois mandatos e meio, sabe que não se pode desprezar um candidato apoiado pela situação. Ele próprio elegeu Maguito Vilela (PMDB) governador numa eleição que foi polarizada por três candidatos do início ao fim do primeiro turno. Foi em 1994 e os dois outros protagonistas eram Lúcia Vânia e Ronaldo Caiado, com a primeira indo para o segundo turno contra o candidato de Iris.

Marconi, no entanto, sabe que esses cenários mudam. Vanderlan pode tirar votos apenas de Iris neste momento mas, no acirramento da campanha eleitoral, é possível que arranque pontos percentuais também do tucano. A polarização com o primeiro colocado é inevitável. Em termos ideológicos, aliás, qualquer um dos três principais candidatos a governador pode tirar votos do outro, já que os três nomes são candidatos de centro-direita, assim como ocorreu em 1994. Isso só aumenta o caráter imprevisível da eleição.

Marconi, claro, sabe disso. O cenário ideal para o tucano é um segundo turno contra Iris, adversário que ele imagina saber como derrotar. Um segundo turno contra Vanderlan seria imprevisível. Afinal, o "novo" não seria mais Marconi, mesmo que ele insistisse em discutir Twitter ou prometer trazer uma fábrica da Apple para Goiás. Se fizer um segundo turno contra Iris, a tese do "novo", ainda que desgastada, até que teria alguma chance de colar.

Vanderlan já cresceu, está crescendo e é natural que cresça ainda mais. Afinal, é a única novidade desta eleição e carrega o apoio de um governador com popularidade em ascenção.

Vanderlan vai ser eleito? Estará no segundo turno? Difícil dizer. O eleitor goiano é um dos mais imprevisíveis do país. Várias eleições em Goiás só foram decididas na última semana do primeiro turno, o que mostra o grau de instabilidade da eleição.

O que se sabe é que, com o decorrer natural da campanha, Vanderlan deve crescer e disputar votos com os adversários.

Um ponto a favor ele tem, ao menos nos próximos meses. O nome do PR é hoje aquele que tem mais chances de crescer na campanha eleitoral, enquanto Iris e Marconi têm mais chances de perder votos, até pelos altos índices que possuem.

Enquanto a campanha de Vanderlan seguirá o planejamento natural (já que estará em crescimento, provavelmente), Iris e Marconi terão de segurar o ímpeto de mudar o planejamento a todo instante quando começarem a perder votos.

Afinal, pior do que estar em queda nas pesquisas é passar a imagem de que está desesperado.

Mas como manter um planejamento se a campanha vai mal? Está aí um desafio - dos grandes - para Iris hoje e, talvez, para Marconi amanhã.

Postado por Eduardo Horacio em 17/06/10 às 18:59.
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13/06/10 - Domingo
Eleições 2010
Eleição em Goiás não está definida

Arte: Jornal Opção
Números do instituto Grupom mostram Iris e Marconi estagnados

Marconi tem 7,4 pontos a mais do que Iris na pesquisa Grupom/Jornal Opção/Rádio 730. Vanderlan tem de contornar “problema” de ser pouco conhecido do eleitor. Fato concreto: decisão mesmo, só no segundo turno

Retirado do Jornal Opção
www.jornalopcao.com.br

Se as eleições fossem hoje, de acordo com a pesquisa Grupom/Jornal Opção/Rádio 730, haveria segundo turno em Goiás na eleição para governador. Apesar da distância de 7,4 pontos porcentuais que separa o primeiro colocado, Marconi Perillo (PSDB), de Iris Rezende (PMDB), a soma dos pontos porcentuais dos adversários do tucano é maior do que seus índices de intenção de voto.

Segundo o cenário estimulado do Instituto Grupom, Marconi tem hoje 45,1% das intenções de voto, seguido por Iris com 37,7% e Vanderlan Cardoso (PR), com 7,1%. A seguir, aparecem Enio Tatico (PRP) com 1,7% e Washington Fraga (Psol) com 0,2%. O índice de indecisos é de 6,4% e os eleitores que pretendem votar nulo ou branco somam 1,7% das intenções de voto.

 No levantamento espontâneo — em que o eleitor pesquisado tem de apontar seu candidato a governador sem o auxílio da cartela com o nome dos candidatos -, Vanderlan mostra um bom índice de consolidação de votos. Neste cenário, 5% dos eleitores apontam o nome do candidato do PR, apenas dois pontos porcentuais a menos do que ele tem no cenário estimulado. Marconi tem 23,5% das intenções espontâneas de voto e Iris alcança 20,7%. Tatico aparece com 1% e Washington possui 0,2%.

O índice de indecisos neste levantamento chama a atenção por ser ainda muito alto: 47,9% dos eleitores não respondem o nome de nenhum candidato, o que mostra que continua a haver espaço no imaginário do eleitor para uma mudança de voto. Não está evidenciado o que se chama, na ciência política, de fenômeno da “cristalização de votos”.

Já o índice de rejeição é baixo para os três principais candidatos a governador. Apenas 13% dos eleitores dizem que jamais votariam em Marconi, enquanto 14,1% dizem o mesmo de Vanderlan e 15,8 de Iris. Os mais rejeitados são Tatico (25,4%) e Washington (23%).

Estratificação
Na clivagem da pesquisa, há mais dados interessantes. Iris Rezende e Vanderlan Cardoso têm hoje mais votos entre os homens do que entre as mulheres, enquanto o eleitorado de Marconi Perillo é majoritariamente feminino. Mas o eleitorado dos três principais candidatos a governador não varia praticamente nada de acordo com a idade do eleitor, a diferença está sempre dentro da margem de erro.

Já o grau de instrução do eleitor mostra diferenças significativas de acordo com a estratificação. Entre os eleitores com curso superior, Marconi abre uma diferença maior para Iris. O tucano tem 52,4% das intenções de voto, enquanto Iris tem 28,9%. É neste eleitorado — onde Iris tem seu pior desempenho — que Vanderlan alcança seu melhor índice: 9% das intenções de voto.

Já Iris é muito forte entre os eleitores que possuem apenas ensino fundamental ou primeiro grau completo. Neste nicho, o peemedebista tem 40,3% das intenções de voto, apenas 2,9 pontos porcentuais a menos do que Marconi Perillo.

Nas cinco grandes regiões do Estado, Marconi tem mais votos no Sul do Estado, com 51,7% das intenções de voto, enquanto Iris Rezende é líder absoluto no Noroeste do Estado, com 48,3% das intenções de voto, quase sete pontos porcentuais à frente do tucano. Já no Centro do Estado, onde estão os eleitores de Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia e cidades vizinhas, Iris lidera com 43,4%, seguido por Marconi com 40,7% e Vanderlan com 11% — é a região onde o candidato do PR experimenta seu melhor índice.

Nos cenários simulados de segundo turno, Marconi venceria todos em que aparece se as eleições fossem hoje. No cenário em que ele rivaliza com Iris, o tucano tem 49,9% contra 40,7% do peemedebista. No cenário entre Marconi e Vanderlan, o atual senador teria 67,3% contra 20% do ex-prefeito de Senador Caneado. Já no cenário que tem Iris e Vanderlan, o peemedebista alcança 65,2% contra 21,2% do candidato do PR.


“Problema” de Vanderlan é ser pouco conhecido

A pesquisa Grupom/Jornal Opção/Rádio 730 faz um levantamento do índice de conhecimento dos pré-candidatos entre os eleitores. Neste momento de definição de candidaturas, costuma-se confundir ‘conhecimento de’ com intenção de voto. Natural é que esses dois quesitos sejam avaliados com o devido peso, para se saber verdadeiramente a “fotografia” do momento eleitoral. Assim, é possível avaliar o potencial de crescimento e de fortalecimento futuro.

Neste quesito, o candidato do PR, Vanderlan Cardoso, tem a seu favor o fato de ser de longe o menos conhecido. Enquanto apenas 1,4% dos eleitores dizem não conhecer Marconi Perillo e somente 2,3% afirmam não saber quem é Iris Rezende, 60,1% dos entrevistados dizem não conhecer Vanderlan — sem contar os 10,2% que dizem conhecê-lo “pouco”.

Pelo levantamento, se Vanderlan tem 7,1% das intenções de voto com um índice de conhecimento tão baixo, é factível supor que ele tem alto potencial de crescimento na medida em que se torna mais conhecido em todo o Estado. Eis o desafio do candidato do PR, portanto: tornar-se conhecido. Vale, no entanto, o contraponto: e se ele não conseguir alcançar o eleitor com o seu nome? Eis a questão para os marqueteiros de Vanderlan responderem.

Há um ponto a ser avaliado, neste quesito. Qual o índice de consolidação de voto dos pré-candidatos? Ficar cada vez mais conhecido é melhor mesmo para Vanderlan? E para Iris e Marconi, o que acontece a partir do aumento do nível de conhecimento de Vanderlan? O debate está aberto.


Análise: Dados mostram Marconi e Iris estagnados

A pesquisa Grupom/Jornal Opção/Rádio 730 indica uma tendência: a estagnação, observada em outras sondagens, de Marconi Perillo e Iris Rezende. Diante disso e com o número elevado de indecisos, Vanderlan Cardoso, além do fato de ser disparado o mais desconhecido, como apontado no levantamento, as articulações políticas passam a ser a peça chave para consolidar seu nome.

Esse é o mês decisivo para consolidar as articulações políticas nessa pré-campanha e isso é que mais preocupa os adversários do Vanderlan, que centralizaram suas estratégias em tentar desestabilizar sua candidatura. Atualmente, o republicano conta com apoio de seis partidos (PP, PR, PSB, PTN, PV e PSC), e com possibilidades de ainda ter ao seu lado PDT e o tão disputado DEM, do deputado federal Ronaldo Caiado e o franco favorito na disputa ao Senado, Demóstenes Torres.

Essa aliança, sem ainda contar com o DEM e o PDT, deve garantir, em tese, 85 prefeituras ao republicano. Os democratas e os pedetistas contam com mais 16 administrações municipais (15 do DEM e 1 do PDT) e a presença deles na chapa majoritária garantem a Vanderlan o maior tempo no programa de TV durante a campanha, fator importante à eleição majoritária.

O apoio do DEM é disputado com os tucanos, em decorrência da aliança nacional, porém alcidistas estão confiantes de que atrairão os democratas. No caso do PDT, a apoio é quase certo. A presidente regional do partido, Flávia Morais, é ex-secretária do governo Alcides e não esconde a disposição de estar ao lado do republicano.

Leia a matéria completa clicando aqui.

Postado por Eduardo Horacio em 13/06/10 às 19:12.
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11/06/10 - Sexta-feira
Copa do Mundo 2010 - Coreia do Sul 2x0 Grécia
Um passeio fácil da Coreia do Sul

Este foi um jogo dos contrastes. A rápida Coreia do Sul se opôs à sonolenta seleção grega, o que explica a fácil vitória coreana. Park Ji-sung jogou muito bem e não será surpresa para mim se estiver, ao fim da Copa, na seleção do torneio, especialmente se a seleção asiática conseguir chegar ao menos nas quartas-de-final. E a Grécia, com um ataque sem objetividade e uma defesa preguiçosa, deve estar na Copa apenas a passeio. Foi o primeiro jogo da competição com vários lugares vazios no estádio. Culpa do ingresso caro ou do péssimo trânsito até o estádio?

Postado por Eduardo Horacio em 11/06/10 às 19:53.
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11/06/10 - Sexta-feira
Copa do Mundo 2010 - França 0x0 Uruguai
Nem tradição salvou o jogo

O jogo França X Uruguai prometia? Pela tradição, sim. Mas pelo desempenho recente das duas seleções, não. Afinal, nenhuma das duas equipes se classificou com facilidade para o mundial. O Uruguai só conseguiu a vaga, mais uma vez, pela repescagem - mesmo caso do time francês. As fracas atuações dos craques Ribery e Diego Forlán contribuíram para o baixo nível técnico da partida que, ao contrário do jogo-abertura da Copa, nem emoção teve.

Postado por Eduardo Horácio em 11/06/10 às 18:36.
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11/06/10 - Sexta-feira
Copa do Mundo 2010 - África do Sul 1x1 México
Pouca técnica e alguma emoção

O jogo de abertura da copa teve baixo nível técnico. Acabou sendo interessante pela comoção causada pela torcida da Casa. O time do México teve bom volume de jogo, mas finalizou muito pouco. Só arriscou mesmo depois que levou o gol de Tshabalala - tanto que conseguiu arrumar o gol de empate com o ágil Rafa Márquez, que se aproveitou da frágil defesa sul-africana. O time sul-africano parece estar bem treinado (as jogadas ensaiadas mostram o dedo do técnico, Carlos Alberto Parreira), mas ainda há ingenuidade em alguns lances e falta de objetividade na hora de finalizar.

A cerimônia de abertura (nada a ver com a festa de abertura do dia anterior, muito brega) que foi realizada duas horas antes do início do jogo, foi bonita e bem organizada, focada na cultura e história do país. Engraçado o fato de Globo, Bandeirantes e Sportv não terem transmitido nada, quem mostrou foi apenas a Espn Brasil (no canal HD da Espn ficou melhor ainda).

Postado por Eduardo Horácio em 11/06/10 às 17:28.
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10/06/10 - Quinta-feira
Futebol
Copa do Mundo aqui no Jornal X

Como fiz em 1998 e 2002 (no blog Escanteio) e também em 2006 (aqui mesmo no Jornal X), começo amanhã uma cobertura - baseada em opinião e análise - da Copa do Mundo de 2010. O leitor poderá acompanhar os rabiscos deste blogueiro sobre o mundial da África do Sul diariamente aqui neste espaço.

Os comentários sobre política, claro, vão continuar normalmente.

Postado por Eduardo Horácio em 10/06/10 às 05:54.
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04/06/10 - Sexta-feira
Urbanismo
Um texto que vale para qualquer capital

Delicadeza

MARIA RITA KEHL
Especial para O Estado de S.Paulo

Se eu fosse Deus e se eu existisse, executaria em São Paulo uma prosaica providência administrativa. Tombaria a cidade inteira pelos próximos dez anos: como está, fica. Não se derruba mais nada, não se constrói mais nada. Tratem de melhorar a cidade que já existe: monstruosa, desigual, mal planejada e mal cuidada. Se é para movimentar dinheiro, invistam-se nos espaços públicos: ruas, praças, jardins, calçadas, iluminação, centros de lazer, prevenção contra enchentes - tudo o que faz, de um amontoado de moradias, algo parecido com a magnífica invenção humana chamada cidade. Investir em urbanidade também dá retorno financeiro.

Vista assim do alto, do ponto de vista celeste, São Paulo mais parece uma cidade bombardeada. Imensas crateras em todos os bairros, quarteirões de casas derrubadas, populações pobres jogadas de lá pra cá à procura de lugar para criar novos campos de refugiados de onde serão expulsas pouco tempo depois. Inundações, trânsito bloqueado, gente desesperada presa dentro dos carros parados, gente enlouquecendo pela dificuldade de tocar o dia a dia. Gente que sente no corpo e na alma os efeitos de viver sob uma cúpula negra de poluição que só se vê de cima. Parece uma guerra, mas é só o capitalismo: bombando, enriquecendo alguns e empobrecendo o resto. Enquanto a cidade se torna infernal, se oferece aos que podem pagar o lenitivo de viver numa torre, bem acima do chão, de onde se finge escapar da realidade urbana. O uso novo-rico da palavra torre substituiu as obsoletas "edifício" e "prédio", além da simpática e infantil "arranha-céu". Nas histórias de fadas, a torre era o lugar onde se encarceravam as princesas. Privilégio em São Paulo é viver encerrado numa torre.

Mas como parar todos os negócios imobiliários da cidade? E a economia? E a geração de empregos? Digamos que, se eu fosse Deus, daria um jeito nisso. Se uma prefeitura rica como a nossa, em vez de se tornar cliente de um setor poderoso, investisse os impostos que recebe em outras atividades, em pouco tempo a cidade recuperaria sua pujança. Digamos que seja possível planejar um pouco a economia municipal. Só assim deixaríamos de ser reféns de quem já detém poder econômico. Dez anos são menos que uma fração de segundo pra quem vê o tempo do ponto de vista da eternidade. Mas quem sabe, tempo suficiente para que a cidade pudesse eleger uma nova prefeitura e uma câmara dos vereadores livres de compromissos com o poderoso Secovi, maior sindicato de comércio imobiliário da América Latina.

Mas - em nome de que Deus faria uma coisa dessas? Em nome de que impediria a cidade de, digamos - "crescer"? Não, Deus não precisaria ser socialista. Nem urbanista. Bastaria agir em nome de um valor que está presente em todas as perspectivas sagradas, religiosas ou simplesmente humanistas: em nome da delicadeza. Bastaria considerar que as cidades não existem para impressionar e oprimir as pessoas, mas para ampliar a esfera da liberdade, das possibilidades e daquilo que se costuma chamar de urbanidade.

Nesse ponto convido o leitor a trocar a vista aérea de São Paulo pelo ponto de vista pedestre. Basta descer um pouco do carro e passear a esmo pelas ruas. Se achar a proposta muito mixuruca, finja que é Baudelaire flanando por Paris no século 19, tentando captar o que sobrou da antiga cidade depois da monumental reforma executada por Haussmann a mando de Napoleão III. Ou finja que você é o João do Rio, cronista da capital brasileira reformada por Pereira Passos. A diferença, claro, é que essas duas enormes destruições/reconstruções urbanas foram planejadas visando a modernizar o espaço público, enquanto hoje a construção civil compra o poder público e faz literalmente o que quer em nome do interesse das pessoas, isto é, do mercado. Parece que o mercado é igual à soma das vontades das pessoas. Não é. O que chamamos mercado é um dispositivo formado por poucos, porém grandes interesses, que se impõe às pessoas de modo a determinar o que elas devem querer.

O que será de uma cidade que destrói todas as suas reservas de delicadeza, de graça, de modéstia? Caminhe um pouco pelas ruas de seu bairro em busca dos cantinhos que ainda não foram devastados por alguma obra grandiosa e brega. O que será de uma cidade sem varandas? Sem janelas dando para a rua - e o gato que espia pelo vidro de uma delas? O que será de nosso convívio diário numa cidade sem o pequeno comércio da rua, responsável pelo território coletivo onde as pessoas aos poucos se conhecem, se cumprimentam, conversam? Uma cidade sem zonas de familiaridade? O que será de uma cidade sem as vilas com casas antigas onde o pedestre entra sem passar por uma guarita e encontra um micro-oásis de sombra e silêncio? Sem a minúscula pracinha que sobrou numa esquina onde se esqueceram de construir outra coisa? Procure os lugares em que ainda seja possível o encontro entre o público e o privado, o íntimo e o estranho, o desafiante e o acolhedor. O que será de uma cidade que é pura arrogância, exibicionismo e eficiência? O que será de nós, moradores de uma cidade que despreza a vida urbana?

Maria Rita Kehl é psicanalista

Leia o texto no sítio do Estadão na web clicando aqui.

Postado por Eduardo Horacio em 04/06/10 às 00:28.
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14/05/10 - Sexta-feira
Copa do Mundo 2014
E Goiânia? Vai pelo menos tentar?

Informação que está na coluna Radar, da Veja que chega às bancas amanhã:

Substituição
O Comitê Organizador da Copa de 2014 deve anunciar durante a Copa da África do Sul o nome das cidades-sede que irão para o paredão. Ou seja, perderão a condição de ser uma das doze escolhidas como palco das partidas. Natal é uma das duas que devem cair fora. Belém e Campo Grande estão se aquecendo na beira do gramado: são as mais cotadas para entrar.

Postado por Eduardo Horacio em 14/05/10 às 23:46.
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23/04/10 - Sexta-feira
Eleições 2010
Dilma Rousseff admite dois palanques em Goiás

Pré-candidata petista diz na Rádio 730 que prioridade é para o PMDB, mas destaca afinidade do Planalto com Alcides

Da Folhapress
Na edição de hoje do jornal O Popular

A pré-candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, admitiu ontem que não descarta a possibilidade de subir em dois palanques nas eleições ao governo de Goiás. Tanto Iris Rezende (PMDB) quanto Vanderlan Cardoso (PR) - este último apoiado por Alcides Rodrigues (PP) - esperam ter o apoio da petista nas eleições. Em entrevista ontem à Rádio 730, ela lembrou que as alianças do PT com os Estados ainda não estão definidas e que é preciso entrar em acordo sobre a questão.

"Cada situação regional vai ser diferenciada. Não é possível ter uma regra geral no Brasil. As coisas têm de caminhar mais para a gente ver como vão ficar os acordos. Porque para subir em dois palanques vai ter de ter um acordo de procedimentos”, explicou Dilma.

Segundo a petista, o governo federal tem uma afinidade com o governador e isso deve ser levado em consideração no momento de definir os palanques. Mesmo assim, a pré-candidata deixou claro que a prioridade nos Estados é formar uma coalizão com o PMDB, que deve ter o presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer como vice na chapa nacional. "Temos esse projeto de construir a mesma coalizão que sustentou o governo. Dentro desse projeto o PMDB se destaca. Tanto assim que a gente considera importante que o candidato a vice saia do PMDB”, declarou.

Para Dilma, a melhor perspectiva de palanque em Goiás é ao lado de Iris. “Aí em Goiás a gente vê como excelente perspectiva e muito bons olhos a candidatura de Iris Rezende. Agora, esse processo ainda está em andamento. Como vai ficar direitinho não está claro, mas os dados apontam nessa direção”, disse. “Em muitos Estados pode ser que haja dois palanques. Mas na maioria acho que vai haver uma tendência a unificar.”

PSDB
Na entrevista, Dilma voltou a criticar o PSDB afirmando que o partido “já defendeu o fim do Bolsa Família e acha que o programa é contraditório com a geração de empregos”. A petista disse ainda que antes do governo Lula “só se prendia pobres e pessoas de menos recursos”.

Questionada sobre sua relação com o senador Marconi Perillo (PSDB), candidato ao governo do Estado, Dilma aproveitou para atacar o PSDB.

“Tenho uma relação republicana com o senador, não tenho nenhuma restrição pessoal ao senador, agora tenho um projeto distinto ao dele. No meu projeto, acho que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é fundamental, nós estamos fazendo obras importantíssimas. Eu acredito que a posição do senador é de um partido que já defendeu o fim do Bolsa Família, que acha que é contraditório com a geração de emprego e nós não achamos. As pessoas têm direito ao Bolsa Família, não é que o governo quer dar”, disse.

A pré-candidata do PT lançou mão de números para dizer que o governo Lula foi mais atuante no combate à corrupção do que o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo a candidata, na gestão dos tucanos, a Polícia Federal fez 29 operações especiais, enquanto no governo do PT foram mais de mil.

“Acho que ficou visível que nunca antes na história desse País houve caso de prisão de governador, prefeito, deputado, empresário e banqueiro. Não que os políticos ou empresários sejam as pessoas que comentem mais malfeitos. No Brasil, antes só se prendia os pobres, as pessoas de menos recursos e menos poder. Hoje não, o governo mostrou que ninguém está acima da lei”, disse.

Dilma afirmou que vai respeitar a indicação de vice do PMDB para sua chapa. “Acho que essa questão de vice é delicada, mas o partido é quem tem de indicar o nome ou os nomes. Eu não posso dar palpite. As coisas estão fluindo mais para o presidente da Câmara (Michel Temer) e é uma questão que precisa ser tratada com respeito porque é uma decisão do partido”, afirmou.

PMDB
Dilma fez questão de defender o PMDB das críticas do ex-ministro Ciro Gomes (PSB) durante a entrevista. Ela disse que a corrupção pode acontecer “em todos os lugares” e deu uma estocada no colega, ao dizer que ninguém deve ter a “soberba” de associá-la a um determinado partido.

“A questão da corrupção não pode ser confundida com um partido ou uma sigla”, disse. “Os seres humanos são diferentes, a corrupção é uma questão de desvio de conduta e isso pode acontecer em todos os lugares. A gente não pode ter essa soberba ao analisar os outros.”

Leia a matéria no site do jornal O Popular clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio em 23/04/10 às 05:31.
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22/04/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Dilma Rousseff: ‘Ninguém está acima da lei’

Entrevista da presidenciável petista foi concedida à Rádio 730, de Goiânia

Por Edson Sardinha
Congresso em Foco

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse hoje (22) que não se pode associar a corrupção a nenhum partido político brasileiro e que nenhum governo se empenhou mais no combate a esse tipo de crime do que o governo do presidente Lula. Em entrevista à Rádio 730, de Goiânia, a ex-ministra da Casa Civil afirmou que ninguém pode ter a "soberba” de achar que determinada sigla está imune a “desvios de conduta” de seus filiados.

"A questão da corrupção não pode ser confundida com um partido ou uma sigla. Não é possível a gente supor hoje que as pessoas, os seres humanos são diferentes se eles são de um partido. A questão da corrupção é um desvio de conduta da pessoa, isso pode acontecer em todos os lugares. A gente não pode ter essa soberba ao analisar os outros. O PMDB e o PT deram grandes contribuições para o país e a democracia. Onde houve erro, você tem de investigar e punir. Se não, fica só na retórica", disse a petista ao comentar a declaração do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) de que a aliança entre peemedebistas e petistas era "terreno fértil" para escândalos. A ex-ministra declarou que, apesar de admirar o ex-colega de governo, discorda do posicionamento do deputado cearense, que tenta se lançar na corrida ao Planalto. 

Operações da PF
Segundo Dilma, as operações da Polícia Federal no governo Lula mostram que "ninguém está acima da lei". "Não só mobilizamos a Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal como jamais cerceamos o Ministério Público. Nos oito anos que nos antecederam, houve só 29 operações especiais da Polícia Federal. No nosso período, houve mais de mil, 1012, se não me engano. Nesse período, nós investigamos tudo que se nos apresentou, e punimos o culpado, doesse a quem doesse. Esse é o tema, é investigar e punir pra não ter a questão da impunidade", declarou.

"Nunca antes na história deste país, como diz o nosso presidente, houve caso de prisão de governador, prefeito, deputado, empresário e banqueiro. No Brasil antes só se prendiam os pobres, as pessoas de menos recursos e menos poder. Hoje o governo mostrou que ninguém está acima da lei", acrescentou.

A pré-candidata petista reafirmou que não se envolverá no processo de escolha do vice de sua chapa. De acordo com a petista, cabe ao PMDB definir o nome que melhor representa o partido. Dilma admitiu, ainda, que em determinados estados não será possível reproduzir nos palanques regionais a aliança que dá sustentação ao governo Lula. "Em muitos estados pode ser que haja dois palanques. Mas na maioria deles vai haver uma tendência a unificar os palanques", destacou."Cada situação regional vai ser diferenciada. Não é possível ter uma regra geral no Brasil. Todo mundo segue aquele modelinho, e aí quando a coisa não dá certo, a pessoa se surpreende. Não pode ser assim. É possível dois palanques."

Pesquisas e reflexões
Na entrevista aos jornalistas Altair Tavares, Eduardo Horácio e Marcelo Heleno, Dilma afirmou que não vai criar "constrangimento"a nenhum instituto de pesquisa, por mais que haja diferença nos dados divulgados, e que os números apresentados até agora são importantes porque geram "reflexões". A pré-candidata do PT disse que espera crescer à medida em que se aproximar mais do eleitorado durante a campanha eleitoral. "Espero que quanto mais eu seja conhecida, os eleitores vão se aproximar de mim. Porque o projeto que represento, que é o do presidente Lula, é amplamente aprovado", declarou.

Dilma atribuiu os altos índices de aprovação ao governo Lula a uma mudança de "lógica". "Uma parte importante se deve ao fato de que o governo do presidente Lula é um governo muito bem avaliado, porque nós mudamos a lógica. Essa avaliação que o presidente tem favorável a nós se deve ao fato de que o país vinha de uma trajetória de desemprego, estagnação e desigualdade. Com a gente, ele muda. Sai dessa trajetória, em que também havia desesperança. As pessoas eram céticas, não acreditavam mais. E passa para uma nova era, que eu chamo de prosperidade."

A ex-ministra da Casa Civil e de Minas e Energia defendeu a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, contestada por ambientalistas, indígenas e Ministério Público. Segundo ela, a energia gerada por hidrelétricas é a menos poluente. "Estamos fazendo Belo Monte e exigindo um padrão de respeito ao meio ambiente que permita que a gente faça hidrelétrica e não destrua o meio ambiente", declarou.

Pais e filhos
Ainda na entrevista, Dilma negou que seja uma pessoa dura e comparou sua postura no governo Lula com a de uma mãe, que precisa às vezes falar coisas que os filhos não querem ouvir. "Não acho que sou dura, não. Eu sou uma pessoa que exijo de mim um trabalho árduo. Se você não exigir de si um trabalho árduo, no Brasil, você não toca as coisas pra frente. Nós, quando chegamos ao governo, devemos isso para o povo", afirmou. "Minha função era coordenar o governo. Eu queria saber por que a obra nesse estado não estava andando, por que a gente não está cumprindo os prazos. Eu cumpria aquele papel em que ninguém é muito simpático fazendo, o da cobrança. É como uma família, mãe tem hora que o filho acha mais duro que o pai. O pai deixa os filhos soltos por aí", acrescentou.

Questionada se o presidente Lula era o pai que deixava as coisas correrem soltas, Dilma evitou a comparação. "Não. O pai, que é o Lula, tem um olho de lince.  Ele sabia antes de mim aonde a coisa não estava funcionando. Obviamente, porque ele é o presidente. 'Isso aqui tem de andar, aquilo ali não pode ser assim'", afirmou.

Ouça a entrevista na íntegra clicando aqui

Postado por Eduardo Horácio em 22/04/10 às 17:04.
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18/04/10 - Domingo
Eleições 2010
Por que Marconi lançou candidatura no Twitter?

Foto: Paulo José
Marconi já queria a bandeira do ‘novo’ quando era do PMDB jovem em 1987

Algumas ações do pré-candidato a governador Marconi Perillo (PSDB) nos últimos dias merecem atenção mais detida. E aqui nem estou falando de dossiês e outros temas policiais, mas sim do tom e do rumo do discurso que o ex-governador tucano pratica neste período de pré-campanha eleitoral. Uma pergunta que muita gente me fez alguns dias atrás foi: por que Marconi lançou sua candidatura a governador pelo Twitter? A resposta é a mesma para outra pergunta: por que Marconi tem falado tanto em Tecnologia da Informação (TI) nos últimos dias? 

A resposta: porque Marconi percebeu, por meio de pesquisas qualitativas, que a população já não enxerga nele o 'novo'.

Ao lançar sua candidatura via Twitter e falar mais pela Web do que via jornais e outros órgãos de imprensa, Marconi tenta recapturar a imagem de ‘novo" perdida nos últimos anos.

Nas pesquisas qualitativas, Marconi é visto hoje pelos eleitores (inclusive os seus próprios) como um político da velha guarda, espaço que Iris Rezende (PMDB), por exemplo, ocupa há pelo menos 12 anos.

Como não há espaço vazio que dura muito tempo no cenário político, Marconi sabe que tem de usar todas as armas para voltar a ser ‘o novo’, antes que outro candidato (que pode ser Vanderlan Cardoso, única novidade de fato, ou até mesmo Iris Rezende, que tem procurado se renovar desde que foi eleito prefeito em 2004). 

Isso explica Marconi não ter escolhido um evento público, com presença da imprensa, para lançar sua candidatura. Isso quem faz, no pensamento do marketing de Marconi, é político antigo. Político dinâmico faz isso via Twitter, alguém deve ter dito a Marconi.  

Essa busca pelo ‘novo’ como se fosse um pote de ouro explica Marconi aparecer, vez ou outra, falando de assuntos ligados à ligados à tecnologia. Hoje mesmo, em seu Twitter, o tucano fala que quer trazer a Apple para Goiás.

Isso mesmo. Você entendeu corretamente. A Apple não tem nenhuma store no Brasil, nem na América do Sul, mas Marconi diz que alguém precisa lutar para trazê-la para Goiás. Alguma chance de dar certo? Pouca, para não dizer nenhuma.

Em todo caso, ao criar o factóide, Marconi indiretamente associa seu nome à tecnologia e a uma empresa que vive momentos de alta popularidade no mundo, inclusive no Brasil. O nível de satisfação dos usuários Mac (incluindo as plataformas móveis, como iPod, iPad e iPhone) é altíssimo (inclusive este blogueiro atesta isso, com prazer) e Marconi, claro, quer seu nome associado ao que é bom e moderno.

Como bem define o jornalista André Forastieri, a Apple está hoje para tecnologia como estão os Beatles para o rock: é o consenso das massas.

Marconi sabe que, para se apresentar pela enésima vez como o candidato do ‘novo’, não basta mais repetir os jingles surrados de 1998 e escalar Nerso da Capitinga para falar de panelinha. É preciso ter novidades no bolso para ser ‘o novo’. Daí inclusive o fato dele ter apresentado a proposta de “cheque-computador” para famílias de baixa renda, caso seja eleito governador, exatamente no dia em que Iris Rezende anunciou sua candidatura ao Palácio das Esmeraldas. Marconi quer estabelecer o contraponto ao adversário sempre com propostas que o liguem ao ‘novo’.

Autenticidade
Há, no entanto, um risco, que Marconi não está calculando bem: a falta de autenticidade. Enquanto ele estiver discorrendo sobre o tema apenas com seu próprio umbigo, via Twitter, sem ser confrontado pelos adversários, a imagem de ‘candidato pontocom’ pode até colar.

Mas em debates e no desenrolar da campanha propriamente dita, há grandes chances dele não conseguir o feito. As próprias palavras que Marconi escolhe para falar de tecnologia da informação denotam essa falta de familiaridade com o assunto.

Alguns exemplos dessa falta de autenticidade no discurso de Marconi? Por ora, vamos ficar com apenas dois:

1) Ele usa muito a palavra ‘computador’, inclusive nesta proposta de cheque-computador. Quantas pessoas da área de tecnologia da informação você conhece que ainda usam a palavra ‘computador’? Provavelmente nenhuma. Outra frase-chavão que Marconi usa muito: “precisamos entrar no radar da tecnologia”. São palavras típicas de quem tem mais de 60 anos ou pouca familiaridade tem com o tema.

2) Hoje mesmo, no Twitter, Marconi escreveu o seguinte: “Quando falo em TI, as pessoas podem não entender, mas esse é o caminho que precisamos trilhar em Goiás. Apple tem tudo a ver com TI”. Um candidato realmente ‘pontocom’ jamais escreveria que “Apple tem tudo a ver com TI”. Na frase, parece que Marconi está explicando o assunto para si mesmo e não para seu público leitor do Twitter que, claro, sabe que a Apple tem a ver com TI e não com fast-food.

Se Marconi quer mesmo parecer o candidato ‘pontocom’, é melhor ele ao menos tentar ser, de fato, um político ‘pontocom’.

Poucas coisas são mais fatais para um candidato do que a falta de autenticidade. E aqui nem estou falando das suas práticas políticas, que nunca foram modernas, mas exclusivamente de sua imagem.

Um dado curioso, para encerrar: é justamente em Goiânia - onde há mais eleitores acostumados com TI - que Marconi menos votos tem, se as eleições fossem hoje (Iris teria 46,1% e Marconi chegaria aos 32,1%, segundo o Serpes). Talvez seja porque o eleitor goianiense prefira um candidato autêntico, que não force a imagem do ‘novo’ pela enésima vez, do que um candidato desesperado para voltar a ser o ‘novo’ de novo, nem que seja à fórceps.

Postado por Eduardo Horácio em 18/04/10 às 23:45.
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18/04/10 - Domingo
Eleições 2010
‘Perillo em risco’, diz nota do Estadão

Veja nota abaixo que saiu hoje na coluna "Direto de Brasília", do jornal O Estado de S. Paulo. A nota foi escrita pelo jornalista João Bosco Rabello.

Perillo em risco
Não é um dossiê falso que pode complicar a vida do senador Marconi Perillo, mas uma investigação oficial que apura suposto desvio de dinheiro durante sua gestão à frente do governo de Goiás e rastreado no exterior pelo Ministério da Justiça. Por isso, a sessão que Perillo fez aprovar para que Gilberto Carvalho deponha, pode voltar-se contra ele: o governo acrescentou ao pedido os depoimentos de Krebs e do Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Junior.

Postado por Eduardo Horácio em 18/04/10 às 03:08.
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15/04/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Exclusivo: Iris Araújo pode não ser candidata a nada

O ex-prefeito e pré-candidato a governador Iris Rezende (PMDB) está trabalhando para que a deputada federal - e sua esposa - Iris Araújo (PMDB) não seja candidata a nada nesta eleição.

A estratégia de Iris tem o objetivo de melhorar sua relação com os candidatos a deputado federal de sua coligação e evitar, na origem, uma possível volta do discurso da panelinha contra o PMDB, um dos motes da oposição contra Iris na campanha de 1998.

O PMDB imagina que muita gente que hoje está afastada de Iris Rezende (PMDB) poderia voltar a se aproximar dele com este gesto de "grandeza" da dupla Iris-Iris.

Postado por Eduardo Horácio em 15/04/10 às 07:42.
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15/04/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Discurso do "alto nível" de Marconi é surreal

O senador Marconi Perillo (PSDB) disse na segunda-feira que denúncias levianas foram feitas contra ele no chamado "Dossiê Marconi". E voltou a repetir o bordão do "alto nível".

O que Marconi fez ontem? Ele disse que o presidente do Dnit em Goiás, Alfredo Soubihe Neto, está envolvido em "denúncias de supostos superfaturamentos, arrecadação de propinas, corrupção e outros desvios", afirmou que há "exigência de propina nas obras federais realizadas no Estado" e destacou que o "Dnit em Goiás se transformou no maior ralo de corrupção no órgão em todo o Brasil". Está tudo registrado em seu próprio Twitter.

Marconi tem provas? Nenhuma. Fez contra um adversário o que acusou de terem feito com ele na segunda-feira. O presidente do Dnit, curiosamente, é braço-direito do deputado federal Sandro Mabel (PR).

Não custa lembrar: em 2005 Marconi jogou a deputada Raquel Teixeira (PSDB) na frigideira ao dizer que Raquel recebeu uma "oferta" de Mabel: "luvas" de R$ 1 milhão e mais R$ 30 mil por mês para a deputada trocar o PSDB pelo PL (hoje PR). Marconi e Raquel tinham provas? Até hoje, não apresentaram. E o tucano segue com o bordão do "alto nível"...

Leia também:
O que é "baixo nível" para Marconi Perillo?
Governo federal investiga supostas contas de Perillo no exterior

Postado por Eduardo Horácio em 15/04/10 às 06:31.
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O que Marconi quis dizer com a frase "Eu esperei esse debate como o vigia espera o alvorecer" dita depois do debate da OJC de 31 de agosto?
Que, assim como um vigia, queria ir embora logo do debate;
Que ele está vigiando os adversários até de madrugada;
Que ele não estava nem aí para o debate (ou o alvorecer)
Que depois de Lua Nova e Eclipse ele mal pode esperar pelo Alvorecer
 
 
 
 
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