Friboi na 730 diz que Marconi ‘nunca trabalhou na vida’ e faz críticas a Iris e Gomide

Em entrevista mais franca até agora, na Rádio 730, Friboi diz que topa disputar convenção com Iris, rejeita Gomide até para a sua vice, volta a elogiar o DEM de Ronaldo Caiado, afirma que Marconi nunca trabalhou e ainda diz que o tucano faz "o diabo"




O pré-candidato do PMDB ao governo de Goiás, Júnior Friboi, concedeu hoje entrevista à Rádio 730, no estúdio da emissora. Na entrevista, que durou uma hora, partiu para ataques duros ao governador Marconi Perillo (PSDB), disse que Antonio Gomide (PT) tem que ficar na Prefeitura de Anápolis e fez, pela primeira vez, críticas públicas a Iris Rezende (PMDB). Friboi também desmentiu que tenha encontro hoje com o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB). Confira, abaixo, a entrevista.

Pergunta: Bom dia, Júnior!
Friboi: Bom dia, ouvinte.

Pergunta: Por que um empresário bem sucedido no mundo inteiro quer ser candidato a governador em Goiás?
Friboi: Eu tenho sempre respondido que a minha atividade sempre foi fazer gestão. A minha vocação é gestão. Uma das coisas importantes é gostar de gente, de cuidar das pessoas. Tudo que fiz foi liderar e formar pessoas. Criamos um grupo empresarial que hoje é um dos maiores do Brasil, é uma multinacional brasileira. Temos mais de 200 mil colaboradores no mundo. Quero colaborar com o Estado. Meu nome pode ajudar com ideias, projetos, renovação e alternância. Uma gestão empresarial eficaz. Quero políticas públicas, não politicagem. Quando morei nos EUA, vi o quanto o Brasil é maravilhoso. Então decidi colocar meu nome à disposição, basicamente é isso. Não estou vindo para me servir.

Pergunta: O senhor é anapolino?
Friboi: Sim, sou de Anápolis, sou de 12 de fevereiro de 1960. Fiz agora 54 anos de idade.

Pergunta: PMDB e PT vivem uma crise nacional. Qual sua opinião? O senhor apoia a reeleição da Dilma?
Friboi: Até 5 de abril tenho compromisso com o PT. Acredito na aliança. Faço questão de trabalhar, tenho conversado com o Michel Temer, ele tem dito que as alianças entre PT e PMDB vão continuar. É legítimo o PT tentar lançar seu nome, isso faz parte, mas no final tudo vai se ajustar. Tem os acordos nacionais e o PT no Estado vai respeitar. Tem um trabalho muito grande de reeleger a presidente Dilma. Cumprimos o acordo em 2012 e esperamos agora a reciprocidade do PT.

Pergunta: Reciprocidade em quê? O senhor participou desse suposto acordo em 2012?
Friboi: Participei. Nós ajudamos a eleger o Paulo Garcia. Do Paulo Garcia, de todos os 17 prefeitos. O PMDB participou.

Pergunta: Participou como?
Friboi: Colocando a legenda à disposição. E eu no PSB participei pondo o PSB nas campanhas, inclusive do Paulo Garcia. E participei nas doações de campanha. O PSB esteve junto nessa participação, a JBS teve participação, fez uma participação nessa época, nós elegemos o prefeito de Goiânia nessa ampla coligação. A união faz a força, é isso que esperamos no PMDB. Mas eu tenho pouco para dizer do PT. Quem escolhe candidato do PT é o PT. Estou aqui para falar do PMDB.

Pergunta: Qual sua expectativa para a reunião de hoje do senhor com o Michel Temer?
Friboi: Eu não tenho reunião marcada com o Temer. Não tem agenda nenhuma. Estou vendo isso só nos jornais. Minha agenda está cheia, mas apenas em Goiânia. O que já falei com o Michel é que ele está cuidando da aliança nacional e da aliança com os Estados. Ele me disse para não me preocupar com Goiás.

Pergunta: A aliança em Goiás vai ser decidida nacionalmente?
Friboi: Eu acredito que sim, não tem como. O PMDB acompanha orientações do PMDB nacional. Não tem como. A gente tem que ter o respeito, não espero outra coisa. O PMDB nacional e o PT nacional vão se alinhar e nós estamos aqui aguardando. O PMDB tem candidato, estou hoje como pré-candidato, o Iris Rezende é conselheiro do partido. O Iris não é candidato. Insistem todo dia, toda hora, que o Iris é candidato...

Pergunta: Como o senhor tem certeza que ele não é candidato?
Friboi: Ele me disse.

Pergunta: Mas ele não pode mudar de ideia?
Friboi: A não ser que ele quebre um compromisso com o PMDB. Ele disse para o PMDB renovar a executiva, andar o Estado, buscar um nome para oxigenar o partido. Me tiraram do PSB pra ser candidato no PMDB, eu já era pré-candidato, a executiva do partido lançou meu nome, perguntei várias vezes ao Iris se ele era candidato, ele disse "pode vir, pode trabalhar". Eu e Iris não vamos disputar nada. Um completa o outro.

Pergunta: E se amanhã o Iris se colocar como pré-candidato? O senhor desiste?
Friboi: Não, não desisto. Eu tenho compromisso com o PMDB. Se amanhã ele se colocar como candidato, nós vamos ter que disputar uma convenção. Não tem outro jeito.

Pergunta: O senhor acha possível ganhar sem o Iris?
Friboi: Vamos ganhar com o Iris. O Iris é peemedebista, o Iris quer derrotar o Marconi Perillo, isso é nítido. E o PMDB está unido, nunca o PMDB esteve tão unido. É natural uma ala pró-Iris. Isso é mais do que normal. Querem prestar uma homenagem ao Iris. O Iris não autorizou esse movimento. Estão tentando fazer uma cruzada com o nome do Iris sem autorização, ele não autorizou ninguém. Ele se auto-nomeou conselheiro do partido. Ele recebe várias lideranças do partido e diz a mesma coisa para todas: "O PMDB tem um candidato a governador, que é o Júnior Friboi. Ajudem o Júnior a gover..., aliás, a se viabilizar". Estamos fazendo toda semana 12 cidades. Fizemos encontro em Rubiataba com 24 municípios. O PMDB está extremamente motivado. As pesquisas qualitativas e quantitativas mostram que o PMDB vai voltar a governar Goiás.

Pergunta: O João Pedro, da Maria Dilce, pergunta como o senhor construiu a JBS.
Friboi: Com muito trabalho. Levantando de madrugada, formando pessoas, construindo produto de qualidade. Na verdade a JBS tem 60 anos de luta. Nós, para construir a JBS, foram muitas noites sem dormir. Muitas reuniões da família, muito planejamento, muita disciplina. Sobretudo investir muito na capacidade das pessoas. É isso que nós fizemos.

Pergunta: O PMDB nacional e o PT nacional devem trabalhar juntos, segundo o senhor. Acontecendo isso, o PT vem de corpo e alma?
Friboi: Acredito que sim. O PT tem interesse de ajudar a governar Goiás. Não é porque não tem candidato que vão nos abandonar. Não queremos só a legenda. Queremos as lideranças, queremos a participação na chapa majoritária, queremos o PT para dar ideias, para ajudar a governar o Estado, para participar do desenvolvimento econômico e social. O Brasil avançou muito com o presidente Lula, ele abriu a economia do Brasil para o mundo, internacionalizou as empresas brasileiras, quebrou paradigmas, promoveu o Brasil no mundo. O Brasil mudou de patamar. Tirou as pessoas menos favorecidas para uma condição mais favorável. A economia do Brasil oxigenou. Não tenho dúvida que o PT daria uma grande contruição na chapa majoritária. Temos o espaço para senador e vice-governador. Estamos abertos.

Pergunta: Em 2012 teve mesmo esse acordo entre PT e PMDB? Reeleger o Paulo e em troca o PT apoia o PMDB?
Friboi: Teve essa conversa. Se puxar na internet, o presidente Valdi Camarcio fala muito em 2012 que o PT vai dar reciprocidade em 2014. Poderia ter trazido para vocês aqui o compromisso que o Valdi fez na aliança para o governo do Estado com o PMDB na cabeça de chapa. O Mabel tem defendido esse compromisso. Não é porque mudou o presidente do PT que mudou o compromisso. O compromisso da agremiação tem que manter. É o que estou esperando. Não desisti ainda do PT. Em uma ou duas semanas, vamos ter afunilamentos que vai surpreender.

Pergunta: O dinheiro do BNDES é parte dessa parceria com a presidente Dilma?
Friboi: Não, não tem nada disso. Eu vou explicar quantas vezes for necessário. O BNDES é acionista da JBS. A JBS abriu o capital da empresa, o presidente Lula internacionalizou a economia, para que os brasileiros comprassem empresas no exterior. O Brasil antes só importava produtos. O Brasil não exportava. Na internacionalização, o Brasil aumentou as exportações e a produtividade. A balança comercial está equiparada. Se não faz isso naquela época, com a evolução da China, se não abre o mercado, estaríamos com um problema seriíssimo. O BNDES trouxe a credibilidade para os investimentos estrangeiros. São investidores que vieram para o Brasil com a garantia que o BNDES deu. É um banco de fomento. Qualquer um que tiver projeto hoje pode buscar financiamento ou vender ações para o BNDES.

Pergunta: Que análise o senhor faz da candidatura de Antonio Gomide a governador?
Friboi: É uma falta de compromisso com seus eleitores. O PMDB fez isso em 2010. Eu achei errado o Iris ter saído da prefeitura em 2010. Ele fez errado. Não deveria ter feito. Eu me coloco como eleitor. Nós elegemos um administrador para governar por 4 anos. O povo sai nas ruas pedindo respeito. Que os políticos o representem com respeito, que cumpram compromissos. Tem 2 anos e 9 meses ainda de mandato em Anápolis. A população de Anápolis elegeu o Antonio Gomide, não foi o vice. Na medida em que as pessoas assumem um compromisso, tem que cumprir. Quem garante que o Antonio Gomide vai ficar no mandato de governador por 4 anos.

Pergunta: O senhor é contra Antonio Gomide sair da prefeitura mesmo se for para ser seu vice ou candidato ao Senado?
Friboi: Eu sou contra ele sair para qualquer coisa. Ele tem um mandato. Não sou a favor dele ser candidato a governador ou a vice. O PT tem vários nomes, inclusive que não tem mandato.

Pergunta: Cite nomes do PT que podem ir para a chapa majoritária.
Friboi: Tem vários deputados, tem o Edward Madureira, que é uma personalidade, o ex-reitor da UFG, a Marina Silva...

Assessor de Friboi: Marina Sant'anna...
Friboi: É, a Marina Sant'anna, o Karlos Cabral, enfim, só não acho que os prefeitos devem deixar seus mandatos. Isso é aventurar, correr risco. Se querem ser candidatos, terminem seus mandatos. Visitar o Estado com calma, com tempo. Desde 8 de julho de 2011 ando o Estado o tempo todo, conhecendo cidade por cidade, interior, as estradas, pontes, lideranças, produtores, médicos, professores, comerciantes, com todo mundo. Queremos um projeto de sustentabilidade, que seja viável. De políticas públicas.

Pergunta: Por que o PMDB foi sua quarta opção? Primeiro PSDB, depois PTB, PSB e só agora o PMDB?
Friboi: É assim. Eu me filiei ao PSDB em 2005.

Pergunta: Por que não primeiro no PMDB?
Friboi: Primeiro, no PSDB. Quando eu conheci a ideologia do partido e quando vi que no PSDB não nasce nada, não tem oportunidade para nada, eu saí, opção minha.

Pergunta: Aí o senhor foi para o PTB?
Friboi: Em 2009, o então senador Marconi Perillo foi lá no Colorado, em Denver, pegou um avião, desceu lá, foi na minha casa no meu aniversário em fevereiro de 2009 me convidar para participar do projeto de 2010 me filiando ao PTB, para que eu fosse um consenso entre Iris Rezende e Marconi Perillo. Ele disse assim: "Júnior, venha para Goiás, filie-se ao PTB, se o Iris não sair candidato, eu não saio candidato e o senhor vai ser nossa opção". Eu disse que não faria isso. Mas ele insistiu. Eu vim para Goiás, me filiei ao PTB.

Pergunta: O senhor conversou com Iris antes de se filiar ao PTB?
Friboi: Conversei. Ele me disse: "Marconi não cumpre compromisso nenhum. O que ele está te dizendo, ele está enganando. Ele não vai fazer o que está prometendo". No momento em que Iris e Marconi viraram candidatos, eu me desfiliei do PTB. Eu não iria disputar contra o Iris. Jamais. Nada contra ele.

Pergunta: Mas na convenção agora o senhor toparia disputar contra o Iris...
Friboi: Se ele for candidato, vou ser obrigado a disputar a convenção com o Iris. É porque ele está quebrando o compromisso que fez comigo.

Pergunta: Quantos convencionais do PMDB hoje estariam com o senhor?
Friboi: Eu tenho 90% dos votos do PMDB. 90% está comigo, está me apoiando. Ou seja, o PMDB está motivado, está fazendo compromisso. Eu participei em 2012 de todos os prefeitos eleitos do PMDB. Quando o Vanderlan ainda estava no PMDB e resolveu sair do partido, ele, Vanderlan, saiu do partido porque é um partido com muitas lideranças, é um partido pesado, tem que ter muita habilidade, conhecimento e paciência. Estou muito feliz, são lideranças antigas, tem peemedebista que é peemedebista há 50 anos, o PMDB tem uma história.

Pergunta: Que nota o senhor dá para o governo Marconi Perillo?
Friboi: Não poderia ser hipócrita que está tudo ruim. Moro em Goiás, sou apaixonado pelo meu Estado. No primeiro governo, Marconi foi dinâmico. O Estado tem melhorado algumas estradas, tem feito algumas ações de governo. O que mais me decepciona hoje é a falta de credibilidade. Marconi colocou Goiás nesses escândalos. E isso denigre o nome do nosso Estado. Principalmente da gente que é goiano. Estou decepcionado. Um chefe de Estado deixou nosso Estado envolvido em páginas policiais, em tantos escândalos. Isso eu não perdoo o governador.

Pergunta: E a nota do governador?
Friboi: Eu daria uma nota 4.

Pergunta: O governador Marconi Perillo disse para o sr. que se o sr. for candidato, ele não será? Procede?
Friboi: Não tem essa conversa. Pelo contrário. Quero deixar claro para os ouvintes da 730. Estou motivado para disputar a eleição com o governador. Eu prefiro que ele seja candidato. Quero debater com ele assuntos de interesse de Goiás. Ele está no poder há 16 anos, tem 3 mandatos, elegeu o Dr. Alcides, e ele subestima todo mundo. Ele diz que não perde para ninguém. Ele subestima o meu nome, subestima todo mundo. Subestima o presidente da República. Chama o Lula de canalha. Marconi faz o Diabo. Eu quero que ele venha disputar conosco. Eu tenho muitas perguntas.

Pergunta: O senhor tem munição contra ele?
Friboi: As munições que eu tenho estão guardadas. Está tudo pronto e guardado. E de lá ele também deve ter munições guardadas. Eu quero um debate de alto nível. Mostrar direitinho tudo que eu tenho. O projeto meu e o projeto dele.

Pergunta: O senhor já votou nele?
Friboi: Sim, já votei nele. Em 1998, no primeiro mandato, votei nele. Eu sou uma pessoa que gosta de alternância de poder. Acredito nisso. Fiz minha alternância na empresa.

Pergunta: O senhor votou no Marconi contra o Iris em 1998 porque precisava de alternância?
Friboi: Precisava oxigenar. Precisava oxigenar. Estou decepcionado agora. Ele colocou Goiás nesse escândalo. Com 45 anos de idade eu fiz a sucessão na JBS, estou feliz com isso. O que me decepciona é que em 1998 o Estado de Goiás entregou tudo para um rapaz com 35 anos de idade que nunca vendeu uma banana na feira, nunca trabalhou na vida.

Pergunta: E isso foi um erro?
Friboi: Foi o maior erro que já cometemos. E que até hoje também não trabalhou não. Marconi vive por conta do governo, da mordomia. Isso não é trabalhar. Viver no palácio, viver com um monte de seguranças, viver andando de avião, helicóptero, tudo do Estado, gastando tudo do Estado, isso não é trabalhar. Não sabe o que é comprar, perder, construir, não sabe o que é correr risco. Estado não tem lucro. Isso não é de ninguém, isso é do povo. Ele vai sair, deixar o Estado arrebentado e o próximo governador que se vire. E o povo é que paga. Ele vai embora. Faz um monte de coisa errada e quem paga sou eu, você. Todo mundo paga a conta.

Pergunta: Como o senhor vai administrar então em 2015, se for eleito?
Friboi: Não vamos ter condições de tomar nenhum empréstimo, a capacidade de endividamento já era. O Estado vai bater no teto da dívida. Marconi só faz dívida. A capacidade de investimento é zero. Ele não dá conta de manter a máquina.

Pergunta: E o que fazer?
Friboi: Cortar a corrupção. Tem que fazer um ajuste muito forte dentro da gestão do Estado. Hoje o Estado está assim porque ele não tem coragem de mandar uma pessoa embora, ele não tem coragem de fazer um ajuste fiscal no Estado. Primeiro porque é um ano político. E a máquina está inchada. E com 16 anos de poder a máquina está explodindo. Se ele for reeleito, ele mesmo não vai dar conta de administrar o Estado.

Pergunta: E como fazer uma gestão privada na máquina pública, como o senhor defende?
Friboi: As pessoas confundem. Não vou fazer gestão privada no Estado. O Estado é político e técnico. O Estado tem burocraria, é mais devagar, tem que passar por outros poderes, tem os sindicatos, a sociedade para ouvir. Tem que ter choque de gestão. Economizar. Comprar pelo preço real. Fazer uma gestão mais dinâmica. Desburocratizar a máquina. Colocar técnico onde é cargo técnico e político onde é cargo político.

Pergunta: Ronaldo Caiado, do DEM, pode ser um aliado seu? O senhor quer uma aliança com o DEM.
Friboi: Lógico que quero. O Ronaldo é meu amigo, converso sempre com ele, não temos nenhum problema. O Ronaldo tem problema é com o PT. Se o PT desembarcar da aliança, eu tenho certeza absoluta que vai ter entendimento com o Caiado e com o Vanderlan.

Pergunta: Até com o Vanderlan? Ele não é candidato a governador?
Friboi: Podemos buscar o entendimento. Problema nenhum. Política se faz assim. Um entendimento com o Vanderlan fortalece a aliança da oposição. A situação só tem uma chance de continuar governando Goiás: ganhar no primeiro turno. Se não ganhar no primeiro turno, perdeu a eleição.

Pergunta: Uma última questão é do ouvinte. A Maria Aparecida pergunta o que o senhor achou da polêmica envolvendo o Roberto Carlos na propaganda do Friboi.
Friboi: O Brasil nunca fez uma campanha do seu produto. Sobre a carne bovina, então, nada. A Argentina é conhecida por seus vinhos, por sua carne, faz campanhas e o Brasil também precisa se promover, mostrar o que tem de bom. Somos líder mundial de proteína no mundo. Por isso faço uma campanha nacional com Tony Ramos e Roberto Carlos para chancelar, avalizar a credibilidade do produto. É uma campanha nacional. O que falam aí na internet é porque eu me coloco como pré-candidato. Isso é a maldade, a sacanagem, que o governo faz com o meu nome.

Pergunta: O governo Marconi?
Friboi: É, é o governo Marconi. É ele mesmo. Eles estão com medo. Porque vão perder a eleição. Batem numa empresa que é filha de Goiás, falam mal de uma empresa que é filha daqui. Toda vez que ele ia lá e eu contribuía com a campanha, eles só falavam bem da JBS. Por que de um dia pro outro a empresa ficou ruim.

Pergunta: Pois é, por quê?
Friboi: É só por isso. É sacanagem. Tem que mudar o comportamento dos políticos. Tem que respeitar as pessoas, os valores. É uma empresa de valor. Uma empresa nacional e dos goianos. É filha dos goianos. Bater na JBS é bater num filho seu, um filho de Goiás. A campanha nacional está sendo bem aceita no Brasil todo. A venda das carnes no Brasil cresceu muito. A solitária surge na carne bovina. Abatem animais sem inspeção federal e é um perigo. A JBS leva para o consumidor a segurança alimentar. Exportamos o melhor produto. E promovemos o Brasil no mundo. Comemos igual os americanos, chineses, europeus, africanos, todos comem a mesma coisa hoje.

Pergunta: Se puder, encaminhe pra gente o documento que o PT assinou em 2012...
Friboi: Não tem documento, é declaração do Valdi Camárcio. É só puxar na internet.

Pergunta: Muito obrigado pela entrevista.
Friboi: Agradeço a todos. Muitíssimo obrigado. Quero debater interesses do nosso Estado. E quero fazer um compromisso. Eleito governador de Goiás, vou estabelecer a ordem e o progresso no Estado.


*Comente este texto:
*Seu nome:
*E-mail (não será publicado):
Site (inclua o http://)
*Preencha a resposta:

* campos obrigatórios. Os comentários são mediados, portanto, aguarde a liberação.

Seja o primeiro a comentar! Use o formulário acima e participe!

 

Qual oposição é mais fraca?
A oposição à presidenta Dilma
A oposição ao governo Marconi
A oposição ao prefeito Paulo Garcia

 

Seu nome:

Seu email:


 



Licença Creative CommonsJornal X 2005 - 2011. Blog do jornalista Eduardo Horácio.
Compartilhe à vontade, mas mantenha os créditos e não altere os textos =D