Reportagens
Querem apagar a memória do Césio 137
por Eduardo Horácio | 07/05/2007
O curta-metragem Césio 137 - O Brilho da Morte, de Luiz Eduardo Jorge, não traz inovações na forma (até pela própria escassez de recursos). Mas o conteúdo é forte. Com narrativa clássica, o filme de 23 minutos - finalizado em 2003 - começa descrevendo acidentes radioativos pelo mundo desde 1957, em Liverpool (Inglaterra), passando por Tcheliabinski, Pensilvânia, Chernobyl e Goiânia, em 1987, ano daquele que, até hoje, é o maior acidente radiológico do mundo.
O filme não teme o engajamento. Mistura depoimentos de vítimas, de autoridades, do Ministério Público e expõe dados assustadores. Um deles: 19 gramas de césio 137 geraram 13.500 toneladas de lixo radioativo. Na entrevista a seguir, a mesma indignação ficou latente. “No Centro de Convenções não se levantou nenhuma placa. Ali, no mínimo, o governo deveria levantar uma placa e contar a história de Goiânia”.
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