Duda Mendonça: “O goiano tinha um herói na cabeça e de repente o herói desmoronou”

Foto: Eduardo Horacio

Duda Mendonça, ao lado de Júnior Friboi e vários políticos, concede entrevista coletiva no escritório político do PMDB

Com um brinco de ouro Vivara na orelha esquerda, um boné Prada na cabeça, um relógio Breitling no braço esquerdo e um óculos Ray-Ban no colarinho, o marqueteiro Duda Mendonça concedeu hoje uma entrevista coletiva de vinte minutos para a imprensa goiana, na sede do escritório político do Júnior Friboi (PMDB). Friboi contratou a "grife" Duda Mendonça para ser seu marqueteiro na campanha para governador. Na entrevista, Duda deu alguns sinais de como será o rumo do trabalho. Destacou que o candidato a governador do PMDB ainda não está definido (pode ser Iris Rezende ou Friboi), afirmou que Marconi Perillo (PSDB) perde no segundo turno, dá como certo que a presidenta Dilma Rousseff (PT) terá dois palanques em Goiás e disse que as pesquisas mostram o goiano envergonhado com seu Estado, sofrido, desde o escândalo Cachoeira, que envolveu o senador Demóstenes Torres e o governador Marconi Perillo (PSDB). Na análise que faz do adversário, diz ainda que "Marconi tem uma carência muito grande, não vejo que ele possa agregar alguém", expondo uma situação bem favorável para a oposição. Na entrevista, Duda repetiu duas vezes que o faturamento da empresa do Friboi é cinco vezes maior que o (orçamento) do Estado de Goiás, avalia que o prefeito de Anápolis, Antonio Gomide (PT), também é um nome "bom" e anuncia que vai fazer apenas duas campanhas: a de Paulo Skaf (PMDB) em São Paulo e a do PMDB em Goiás.

Veja, a seguir, a transcrição na íntegra da entrevista de Duda Mendonça concedida a cerca de dez repórteres no final da tarde hoje, 29 de janeiro:

Pergunta: Hoje há uma tendência de se eleger políticos sem rejeição e sem histórico político. Júnior Friboi se enquadra nesse novo modelo de representação?
Duda Mendonça: De uma forma geral, as regras das eleições continuam as mesmas. As pessoas continuam querendo saúde, educação, segurança, essas coisas. As duas mudanças que sinto nesse começo de ano, no Tocantins, no Paraná, em Goiás... 1) A coisa do novo ganhou força. Há empresários que entram na política e as pessoas estão aceitando isso, como se o empresário realizado tem experiência administrativa. Pode administrar melhor, além de ser um nome novo. 2) Depois do movimento de junho de 2012 nas ruas, a coisa da corrupção ganhou dimensão imensa. É preciso não ser corrupto. Então quem tem experiência administrativa e não tem um passado sujo, tem chances grandes. Aqui em Goiás, fiz um diagnóstico. Não quero, antes disso, nem informações locais, nem informações de clientes. Não conheço nada. Quero parecer um ET que chegou agora em Goiás.

Pergunta: E qual o diagnóstico?
Duda Mendonça: Com pesquisas qualitativas e quantitativas, há mais de 30 anos, faço esse diagnóstico. Eu que trouxe a qualitativa para a política. Antes era feita apenas para empresas privadas, para produtos. Eu trouxe para a campanha política. Não tem diferença de política e mercado. Eu trabalho para o público consumidor e para o eleitor. É o mesmo público. O mesmo raciocínio. Mesmo desejo, aspiração, medo. Então meu trabalho com o consumidor me ajuda no trabalho político e o político me ajuda com o consumidor. Trabalho em Portugal, trabalho na Polônia e esses métodos funcionam lá. Como que um baiano trabalha em polonês? Com pesquisa e polacos na minha equipe, ficou fácil fazer campanha. As qualitativas não dão números precisos. Elas dão sensações. Dá a opinião das pessoas. Pegamos os pontos mais importantes na qualitativa e vamos na quantitativa ver essas sensações em números. Esse diagnóstico com quali e quanti dá um bom cenário. O meu braço direito, Augusto (Fonseca, publicitário; ele trabalhou em Goiás em 2006 no segundo turno para Maguito Vilela), fez uma pesquisa oito meses atrás para o Júnior Friboi e na época o resultado era muito interessante, mas era pequeno. O diagnóstico de agora é surpreendente. O Júnior está em pré-campanha. Ele não é ainda nem o candidato oficial do partido. O partido está fazendo um movimento e o Júnior está em pré-campanha. Nesse momento ele tem predicados e o PMDB reúne a possibilidade de uma aliança complementar. Eu diria... A sensação que eu tenho... Olha, de forma nenhuma pode-se dizer que o marqueteiro é o mago. Isso não existe. A gente é profissional. Posso melhorar a capacidade de comunicação, realçar os pontos que devem ser realçados, e não pode bater. Não admito bate-boca. Digo há mais de 20 anos: "quem bate, perde". Isso não é por ser bonzinho. As pessoas não querem que o político vá para a TV e diga que a saúde está uma porcaria. O eleitor já sabe. O eleitor quer um plano de governo, a proposta, o que se tem para dizer. Cansei de fazer campanha em que apanhei pra caramba e ganhei a eleição. Ganhei no primeiro turno no Rio Grande do Norte, ganhei com o Lula em 2002, o Lulinha paz e amor. Antes era o sapo barbudo, que entrava e batia. Não tenho dogmas, mas tenho caminhos que a experiência minha ajuda. Mas cortar o cabelo, mudar não sei o quê, isso tudo é maluquice. Não é mágica. A equipe tem que se adequar ao candidato. A gente faz fala, tem que se adequar, gravar muito o candidato de improviso. Na reunião de hoje mostrei uma coisa de forma genérica, mas foi tudo bem.


Pergunta: O que o senhor mostrou?
Duda Mendonça: A gente sentiu que se valoriza o cara que tem experiência administrativa forte, o cara que não tem experiência, o cara que seja profissional. A gente entende aqui que o Júnior preenche esses requisitos. Esses requisitos e a força que o PMDB tem, se ele conseguir compor com o Iris, isso sem dúvida é uma força muito grande. Júnior e o PMDB têm mais "novo" para agregar que seu principal adversário. Mas o adversário tem seus trunfos. Não é campanha fácil. Essa campanha vai para o segundo turno e o candidato que for para o segundo turno ganha do governador Marconi Perillo. É uma eleição difícil. Mas o PMDB tem uma condição de agregar hoje mais que o governador. Mas não sou fada, nem descobridor do futuro.

Pergunta: Por que essa impressão?
Duda Mendonça: Exatamente porque ele agrega. De um lado tem um nome, um empresário com um faturamento de sua empresa maior que o orçamento do Estado de Goiás, que deu espontaneamente no meu levantamento o seguinte: "Quem tem tanto dinheiro assim não tem interesse em roubar". Esse é o argumento das pessoas. Não dizem isso 100%, mas o que eles sentem é que o empresário não vai roubar, não vai comprometer o nome de uma empresa familiar e o que eu vi ontem em São Paulo foi pai, mãe, irmão, 100% do lado dele, Júnior. "Nossa empresa pode mostrar tudo", disseram os familiares. Então eu quis saber de que lado eu estava. Eu gosto de ganhar. Eu vivo de ganhar. Eu gosto de ganhar, está certo?

Pergunta: É verdade que o Júnior já ultrapassou os dois dígitos. O que isso significa nesse momento?
Duda Mendonça: Não posso falar de resultados de pesquisas, porque essas pesquisas não foram registradas. Eu estaria infringindo, contrariando a lei. Mas posso falar que está acima dos dois dígitos, superior ao que eu imaginava, com o nível de rejeição mais baixo do mercado e com um monte de qualificativos muito interessantes.

Pergunta: Que qualitativos?
Duda Mendonça: Aí vou entregar o mapa da mina.

Pergunta: Uma coisinha só! (confusão entre repórteres)
Duda Mendonça: Eu posso dizer que ele é um empresário que realmente veio de baixo e hoje tem uma empresa que é a maior do mundo no setor, que é orgulho de Goiânia (sic), que tem uma experiência administrativa, que é um cara sério, pra Goiás o peso de orgulho é importante, Goiás hoje está carente de orgulho diante dos últimos acontecimentos, o goiano é mais vaidoso do que todo o resto dos Estados brasileiros, a imagem não tem uma definição clara em muitos estados, mas aqui tem essa imagem. Mas aqui quando chego e pergunto qual a imagem do goiano, todo mundo acerta! É o Leonardo (cantor). É bonachão, adora Goiás, simpático, simples e isso o Júnior tem. Eu gravei uma fala dele, do Júnior, só ele falando, e botei na televisão, o que a gente sente é que o Júnior tem uma capacidade de se comunicar, ele fala simples, ele não é metido

Pergunta: O senhor já fez uma pré-campanha antes? Isso é um negócio de risco?
Duda Mendonça: Todo negócio é risco. Se já assumi pré-campanha? Ué, não faço outra coisa na minha vida que não seja isso nos últimos 30 anos.


Pergunta: Perguntei pré-campanha, não campanha...
Duda Mendonça: Lógico... A campanha do Lula foi pré-campanha por dois anos. Quando digo pré-campanha, é porque legalmente não tem campanha ainda. Mas você começa a construir discurso, tem informações, começa a preparar equipe, essa possivelmente é a eleição mais curta, porque vem o carnaval e depois a Copa do Mundo. As eleições antes aqueciam depois da convenção. Agora, não. Depois da convenção tem Copa. E o Brasil para. Ninguém vai prestar atenção em campanha política.

Pergunta: Quais pontos diferem o Júnior Friboi do político tradicional?
Duda Mendonça: Basicamente os dois que já citei. O que é imagem? Não o que é verdade. Qual a imagem? Quem conhece o Júnior bem é a família e os amigos. Nem eu conheço o Júnior bem. Então quando vou verificar isso, quero saber qual imagem pública que ele tem. O que é importante para mim, hoje? Eu tenho minhas teorias. Muita gente pode não concordar, marqueteiros podem não concordar. Não é culpa minha. Não existe mais hoje o formador de opinião. A figura do intelectual, do artista, do jornal, perdeu. Acabou. Hoje a pirâmide virou de ponta cabeça. Quem influencia? O colega de trabalho. Onde se ganha eleição? No futebol, no ônibus, no bar, na discussão. Eleição hoje é ter argumentos de convencimento. Numa mesa de dez pessoas, cinco não sabem em quem votar, o cara que tiver mais argumentos tem mais chances de convencer os indecisos. Em São Paulo, inaugurou um hospital novo. A propaganda tem uma credibilidade pequena. O jornal e a TV têm uma força maior, mas também é pouco. Você chega num grupo (de qualitativa) e pergunta do hospital novo. Ninguém sabe nada. Mas se no grupo aparece um cara que diz "que tem uma tia que levou a sobrinha no hospital e é maravilhoso", aí a mesa toda é contagiosa. Com a propaganda não tem esse nível de contágio. "Ah, aquilo ali é pago, o cara pegou um ator pra falar." O povo está muito esperto. Quais são meus dois dogmas? Um é que "quem bate, perde". E o outro é que "bobo é quem pensa que o povo é bobo".

Pergunta: O senhor vai pedir a presença, acha importante como marqueteiro ter aqui na campanha o Lula, a Dilma?
Duda Mendonça: Seria maravilhoso. A imagem dela (Dilma) está muito boa aqui. O PMDB pode agregar muito aqui. Pode agregar o PT, agregar a Dilma. A Dilma pode querer ter um palanque ou dois.

Pergunta: E aí?
Duda Mendonça: Maravilhoso. Ela pode ter dois palanques aqui. Em São Paulo ela vai estar em dois palanques. Do PT (com Alexandre Padilha) e do PMDB (com Paulo Skaf). Eu vou fazer o do Paulo Skaf e vai ter o candidato do PT. Ela vai estar em dois palanques.

Pergunta: Qual a importância do ex-governador Iris Rezende (PMDB) na campanha?
Duda Mendonça: Enorme importância. Iris é um dos nomes sérios, é um nome que tem, hoje...

Pergunta: (Interropendo) É possível eleger o Júnior sem o Iris?
Duda Mendonça: Dificulta muito. O peso do Iris é muito forte.

Pergunta: Elegeria o Júnior sem o PT?
Duda Mendonça: É difícil... Veja, eu não vejo... a possibilidade... Olha, em base de hipótese é difícil pensar. Em base de bom senso, o PMDB é da base da Dilma. A prioridade do Lula e do PT é eleger a Dilma. Pronto. Assim: o PT vai fazer tudo para ter dois palanques em vez de um, eu acho, ou o PT não lança candidato e decide apoiar o PMDB aqui ou decide que vai ter candidato do PMDB e do PT e quem for para o segundo turno recebe o apoio do outro. Não vejo hipótese do PT apoiar o Marconi. Muito remota. Não passa pela cabeça de ninguém. Uma divergência antiga, sobretudo com o Lula. Fatalmente, num caso de segundo turno, PMDB e PT estarão alinhados. E no primeiro turno, com dois candidatos, a Dilma vai ter dois palanques. Entendeu? Isso reforça muito o PMDB e a tropa. Imagina ter a Dilma no palanque com o Júnior, com as qualificações que ele tem? E se descobrir o Iris do lado dele (Júnior)? Tem uma tropa forte. Não vejo que o governador Marconi Perillo possa agregar alguém. É um governador com um primeiro mandato bom. Mas nesse segundo mandato (sic), Marconi tem uma carência muito grande.

Pergunta: Os debates ainda são muito importantes em uma campanha? Na televisão?
Duda Mendonça: Super importantes. Super importantes. O debate tem que acontecer, deve acontecer, e já estou dizendo que se depender de mim, o meu candidato vai sim aos debates.

Pergunta: Qual a imagem que o governador Marconi Perillo tem nessas avaliações suas e por que o senhor tem convicção que ele perde no segundo turno?
Duda Mendonça: Minha convicção é assim... O candidato à reeleição tem obrigação de ganhar no primeiro turno. Se for para o segundo turno, já mostra uma deficiência. A tendência no segundo turno é todo mundo se unir contra o governador. Não adianta tentar dizer que é isso que vai acontecer. Mas é meu palpite pelo conhecimento de agora. É um quadro das pessoas daqui, das que decidem. As pessoas estão muito preocupadas com corrupção, muito preocupadas, o goiano está muito dolorido, o goiano é muito orgulhoso. O goiano tinha um herói na cabeça dele e de repente o herói desmoronou. E isso está muito sofrido. O goiano está muito sofrido.

Pergunta: O senhor fala do Cachoeira?
Duda Mendonça: (Paulo Cezar Martins fala ao fundo: "Demóstenes") É... É o caso Demóstenes. Isso o goiano fala o tempo todo. Não precisa perguntar (nas qualitativas). Eles falam o tempo todo. Mas chance, é igual Copa do Mundo. Um tem mais chance, mas não quer dizer que vai ganhar. O PMDB tem a chance de ter o Iris ou o Júnior, seja lá quem for o candidato... o importante é ter a aliança deles. O que o Júnior traz é uma coisa de moderno, novo, agrega uma aspiração das pessoas. Experiência administrativa grande, pra pegar uma Friboi e ser a melhor do mundo, é preciso ter competência pra caramba! Precisa de equipe de trabalho, de estratégia. Eu não conhecia a história dele. Pus ele para falar da história dele. Três minutos. E botei pro pessoal ouvir. Vem empatia, simpatia, começou uma vida verdadeiramente de baixo, ele dirigiu caminhão, tocou boi...

Pergunta: Só o Júnior pode ser o novo da campanha? O prefeito de Anápolis, Antonio Gomide, não seria isso?
Duda Mendonça: Não, não... Não me julgue mal... Estou dizendo o que eu acho e estou vendendo meu peixe. O Antonio Gomide é também um nome bom. Ele tem a imagem. Mas fiquei surpreso com o nível de conhecimento que o Júnior tem. Naturalmente por causa de Friboi. Se tirar o nome "Friboi" da pesquisa, não identificam ele. O nome dele é Júnior Friboi ou Júnior da Friboi (sic). Não tem como tirar. Ele está agregado ao nome de qualidade da empresa dele. O sucesso, o orgulho que o goiano tem da empresa dele. Ele é um cara à altura de administrar o Estado. O faturamento dele é cinco vezes maior que o do Estado de Goiás.

(O assessor Rodrigo Czepak diz: "Vamos encerrar, gente")

Pergunta: O senhor tem uma estimativa de quanto vai custar a campanha do Júnior?
Duda Mendonça: Não tenho e não entramos nesse detalhe. O mais importante é que ele tem chance de ganhar. Isso é muito importante. Em 2014 decidi fazer apenas duas campanhas. Vou entrar de cabeça na campanha daqui e na de São Paulo.

Pergunta: Vai fazer a campanha vindo aqui?
Duda Mendonça: Pelo menos uma semana sim, uma semana não, estarei aqui em Goiânia com minha equipe inteira.


Pergunta: O candidato Júnior Friboi tem falado em parceria com o DEM e com Ronaldo Caiado, o que excluiria uma participação do PT na chapa do PMDB. O Júnior disse inclusive que pode não apoiar a Dilma nessa aliança. Quem pesa mais nessa aliança: o PT ou o DEM?
Duda Mendonça: Há uma decisão política. Dessa, não participo. Isso é o bom senso. História do candidato e do partido. Estou aqui tentando arrumar uma pré-campanha. Já temos um acerto se der certo a campanha dele. Vou trazer minha equipe inteira. O Augusto (Fonseca) é meu braço-direito, é meu marqueteiro, a minha turma toda de primeira vai vir aqui semana sim, semana não. Tenho quatro equipes, vou juntar em duas para trazer pra cá. Vou ganhar? Não sei. Mas vou fazer o melhor que eu posso.

Pergunta: Em dez cidades levantadas por nós (quem faz a pergunta é um pesquisador do EPP), Friboi tem 18% de intenções de voto, com rejeição quase zero. Os seus números apontam para algo próximo ou acima?
Duda Mendonça: Fico com vontade... mas não posso dizer.

Pergunta: Está abaixo ou acima de 18%
Duda Mendonça: Estamos próximos (risos). Seria errado eu divulgar resultado de pesquisa. Mas posso dizer que está próximo. 


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