Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras
STF abre inquérito contra Marconi
Iris tem mais tempo de TV
Os 60,1% que preocupam Iris e Marconi
Eleição em Goiás não está definida
Um passeio fácil da Coreia do Sul
Nem tradição salvou o jogo
Pouca técnica e alguma emoção
Copa do Mundo aqui no Jornal X
Um texto que vale para qualquer capital
E Goiânia? Vai pelo menos tentar?
Dilma Rousseff admite dois palanques em Goiás
Dilma Rousseff: ‘Ninguém está acima da lei’
Por que Marconi lançou candidatura no Twitter?
‘Perillo em risco’, diz nota do Estadão
Exclusivo: Iris Araújo pode não ser candidata a nada
Discurso do "alto nível" de Marconi é surreal
Pesquisa Serpes: análise e implicâncias
Governo investiga supostas contas de Perillo
 
Julho - 2010
Junho - 2010
Maio - 2010
Abril - 2010
Março - 2010
Janeiro - 2010
Julho - 2009
Junho - 2009
Maio - 2009
Abril - 2009
Março - 2009
Fevereiro - 2009
Janeiro - 2009
Setembro - 2008
Agosto - 2008
Julho - 2008
Junho - 2008
Maio - 2008
Abril - 2008
Março - 2008
Fevereiro - 2008
Janeiro - 2008
Dezembro - 2007
Novembro - 2007
Outubro - 2007
Setembro - 2007
Agosto - 2007
Julho - 2007
Junho - 2007
Maio - 2007
Abril - 2007
Março - 2007
Fevereiro - 2007
Janeiro - 2007
Dezembro - 2006
Novembro - 2006
Outubro - 2006
Setembro - 2006
Agosto - 2006
Julho - 2006
Junho - 2006
Maio - 2006
Abril - 2006
Março - 2006
Fevereiro - 2005
Janeiro - 2005
 
Blogs
    Ademir Lima
    Afonso Lopes
    Agatha Couto
    Alê Félix
    Alice Galvão
    Aline Leonardo
    Aline Mil
    Altair Tavares
    Amauri Garcia
    Andrea Regis
    Ane Aguirre
    Anna Enfant
    Armando Nogueira
    Blog do dia
    Carlos Brandão
    Caroço
    Célio Silva
    Clarah Averbuck
    Claudio Weber Abramo
    Cristiana Lôbo
    Daniel Christino
    Eduardo Sartorato
    Elder Dias
    Em Cuba
    Emir Sader
    Erika Lettry
    Febre Alta
    Felipe Pena
    Fellipe Fernandes
    Fernando Meirelles
    Fernando Rodrigues
    Fleurymar de Souza
    Franklin Martins
    Fred Leão
    Gilberto G. Pereira
    Giordano Maçaranduba
    Hebert Regis
    Hipertexto
    Jean-Claude Bernardet
    João Camargo Neto
    Jorge Bastos Moreno
    Jorge Kajuru
    Jorge Taleb
    Josias de Souza
    Juca Kfouri
    Juliana França
    Lídia Borges
    Lisandro Nogueira
    Lucia Hippolito
    Lucimeire Santos
    Luís Cláudio Guedes
    Luis Favre
    Luís Nassif
    Luiz Carlos Bordoni
    Luiz Zanin
    Marcelo Arruda
    Marcelo Camelo
    Marcelo Coelho
    Marcelo Janot
    Marcelo Tas
    Marcley Matos
    Marco Aurélio Vigário
    Marcos Coelho
    Marcus Fidelis
    Marcus Vinícius Felipe
    Maria Cristina
    Mariana Tramontina
    Marina Dutra
    Marina Sant' Anna
    Marley Costa Leite
    Mino Carta
    Na Grande Área
    Nelson Moraes
    Nelson Rodrigues
    Noblog
    Papo de Mídia
    Paula Parreira
    Paulo Beringhs
    Paulo Henrique Amorim
    Paulo Markun
    Paulo Vinícius Coelho
    Pedro Palazzo Lucas
    Polimidia
    Polli Design
    Reinaldo Azevedo
    Renata Cabral
    Renata Crispim
    Renato Dias
    Ricardo Kotscho
    Ricardo Noblat
    Roberto Romano
    Roberto Vieira
    Rodrigo Cássio
    Rodrigo Hirose
    Rogério Lucas
    Rosa Punk
    Rosenwal Ferreira
    Sérgio Dávila
    Silmara Barbosa
    Sonia Francine
    Sonia Mossri
    Tão Gomes Pinto
    Tereza Cruvinel
    Thiago Marques
    Tutty Vasques
    Vassil Oliveira
    William Waack
Fotografia
    André Nery
    Ansel Adams
    Bob Wolfenson
    Câmara Obscura
    Camila Butcher
    Clicio Barroso
    Danilo Russo
    Evandro Teixeira
    Fhox
    Foto Site
    Fotografe Melhor
    Fotógraphos
    Henri Cartier-Bresson
    Jeff Ascough
    Nelson Ricciardi
    Photocast
    Photopro
    Photos
    Rangefinder
    Social Foto Clube
Jornais
    Brasil de Fato
    Clarín
    Corriere della Sera
    Diário da Manhã
    Diário do Norte
    El País
    Financial Times
    Folha de S.Paulo
    Hoje
    Jornal do Brasil
    Jornal do Estado
    Jornal Opção
    La Nación
    Le Figaro
    Le Monde
    Libération
    O Anápolis
    O Estado de S.Paulo
    O Globo
    O Jornal
    O Popular
    O Sucesso
    Planalto Central
    Süddeutsche Zeitung
    The New York Times
    The Wall Street Journal
    The Washington Post
    Tribuna de Anápolis
    Tribuna do Planalto
    Tribuna do Sudoeste
    Zero Hora
Na TV
    Café Filosófico
    Canal Livre
    Entrelinhas
    Juca Entrevista
    Linha de Passe
    Loucos por Futebol
    O Mundo da Fotografia
    Provocações
    Roda Viva
Revistas
    Bizz
    Brasileiros
    Bravo!
    Caros Amigos
    Carta Capital
    Cult
    Entrelivros
    Época
    Fotografe Melhor
    Fotógraphos
    Info
    Istoé
    Outra Coisa
    Piauí
    Placar
    Rolling Stone
    Set
    Social Foto Clube
    Trivela
    Veja
Revistas Eletrônicas
    CMI
    Comunique-se
    Congresso em Foco
    Digestivo Cultural
    Massa e Poder
    No Mínimo
    Observatório da Imprensa
    Revista Agulha
    Revista Bula
    Revista da Aol
    Terra Magazine
    Trópico
 
 
 

29/07/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Marconi volta a ter mais tempo de TV

Com a definição de PTN e PTC ontem (o PTN fica na coligação de Vanderlan Cardoso e o PTC vai para Marconi Perillo) a distribuição atualizada do tempo de rádio e televisão de cada bloco de 18 minutos (não estão contadas as pílulas de 30 segundos e nem os tempos dos candidatos a deputado estadual, federal e senador) por coligação fica da seguinte maneira:

Marconi Perillo -  5 min e 32 seg
Iris Rezende - 5 min e 31 seg
Vanderlan Cardoso - 4 min e 27 seg
Washington Fraga - 1 min e 16 seg
Marta Jane - 1min e 12 seg

Postado por Eduardo Horácio em 29/07/10 às 09:35.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



10/07/10 - Sábado
Eleições 2010
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"

Reprodução Folha de S.Paulo
Perillo é investigado pelo STF, a pedido da Procuradoria Geral

Por FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA (Folha de S.Paulo)

O senador Marconi Perillo (PSDB-GO), investigado pela suspeita de ter recebido propina de R$ 2 milhões, chamou de "eleitoreira" e "café requentado" as denúncias que constam no inquérito aberto no STF (Supremo Tribunal Federal).

Ao se defender no microblog Twitter, Perillo deu duas versões para as medidas adotadas pelo governo do Estado para beneficiar frigoríficos e que fundamentaram a abertura de inquérito no STF.

Reportagem da Folha desta sexta-feira revelou que Perillo é investigado pelo STF, a pedido da Procuradoria Geral da República, pela suspeita de ter recebido R$ 2 milhões de propina de frigoríficos, quando governou o Estado, para modificar leis que favorecessem o setor.

Vice-presidente do Senado, Perillo é favorito às eleições para o governo de Goiás. A investigação contra o senador é um desdobramento da Operação Perseu, da Polícia Federal, realizada em 2004.

Empresários foram flagrados em grampos telefônicos discutindo "ajudar" Perillo com R$ 2 mi para conseguir benefícios fiscais --que de fato foram concedidos pelo governo três meses após as conversas. Nos diálogos, eles dizem ainda que o governo faria um decreto para regulamentar os benefícios.

No Twitter, Perillo disse primeiro que não assinou o decreto. "Sequer assinei o decreto, que foi assinado pelo governador em exercício na época", disse o senador pelo microblog Twitter.

O decreto, contudo, data do dia 23 de junho de 2005 e leva o nome Marconi Perillo e do ex-secretário de Fazenda José Paulo Loureiro. Em depoimento à PF, Loureiro disse que era "era prática de Perillo tratar de assuntos relacionados a incentivos diretamente com a classe".

"Houve casos em que o governador acertava com os respectivos setores incentivos e transformava sua vontade em decretos de governo."

Depois de ser procurado pela Folha, Perillo voltou atrás e admitiu também no microblog que assinou os documentos --citados pela PGR como indícios de crime de "corrupção passiva".

"Mais esclarecimentos: por motivo de viagem, não assinei a lei que concedeu os benefícios. E assinei os decretos que regulamentaram a lei, que era uma obrigação legal."

Segundo o senador, a lei não foi assinada por ele pelo fato de estar em viagem oficial na Ásia.

O candidato ao governo de Goiás disse ainda que não houve irregularidade nos benefícios concedidos aos frigoríficos.

Perillo afirmou que o uso político das denúncias é um "ataque vazio". "Se alguma atitude tomada por mim fosse por ventura considerada ilícita, não hesitaria em renunciar à vida pública", afirmou. "Teria vergonha de me apresentar diante dos goianos e brasileiros", completou.

Leia a matéria na Folha Online clicando aqui.

Leia mais sobre o assunto na Folha clicando aqui.

Postado por Eduardo Horacio em 10/07/10 às 08:04.
Post com 10 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



10/07/10 - Sábado
Eleições 2010
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras

Reprodução Folha de S.Paulo
Matéria da Folha evidencia contradições de Marconi Perillo

Marconi Perillo, candidato em Goiás, é investigado por suspeita de receber propina

Na Folha de S.Paulo de hoje

O senador Marconi Perillo (PSDB-GO), investigado pela suspeita de ter recebido propina de R$ 2 milhões, chamou de "eleitoreira" e "café requentado" as denúncias que constam em inquérito no Supremo Tribunal Federal.

Ao se defender no Twitter, Perillo deu duas versões para as medidas adotadas pelo governo do Estado para beneficiar frigoríficos.

Reportagem da Folha revelou que Perillo é investigado pelo STF pela suspeita de ter recebido propina de frigoríficos, quando governou o Estado, para modificar leis que favorecessem o setor.

Vice-presidente do Senado, Perillo é favorito às eleições para o governo de Goiás. Empresários foram flagrados em grampos telefônicos discutindo "ajudar" Perillo com R$ 2 milhões para conseguir benefícios fiscais -que de fato foram concedidos três meses após as conversas.

Nos diálogos, eles dizem que seria feito um decreto para regulamentar os benefícios. Ontem, no Twitter, Perillo disse primeiro que não assinou o decreto. "Foi assinado pelo governador em exercício na época."

O decreto, contudo, data de 23 de junho de 2005 e leva o nome Marconi Perillo e do ex-secretário de Fazenda José Paulo Loureiro.

Após ser questionado, Perillo admitiu no Twitter que assinou os documentos. "Por motivo de viagem, não assinei a lei que concedeu os benefícios. E assinei os decretos que regulamentaram a lei, que era obrigação legal." Ele disse ainda que não houve irregularidade. (FILIPE COUTINHO)

Postado por Eduardo Horacio em 10/07/10 às 07:12.
Post com 3 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



09/07/10 - Sexta-feira
Na Folha de S.Paulo
STF abre inquérito contra Marconi

Reprodução Folha de S.Paulo
STF suspeita que Marconi recebeu R$ 2 milhões de propina

PF investiga se Marconi Perillo recebeu R$ 2 mi de propina em troca de benefícios fiscais a frigoríficos; ele nega

Investigação faz parte da Operação Perseu, que em 2004 resultou na prisão de 12 pessoas por sonegação fiscal


FILIPE COUTINHO
FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA

Favorito para o governo de Goiás, o senador Marconi Perillo (PSDB) é investigado no Supremo Tribunal Federal pela suspeita de ter recebido R$ 2 milhões de propina de frigoríficos quando governou o Estado (1999 -2006).

Perillo é vice-presidente do Senado. A investigação contra o senador é um desdobramento da Operação Perseu, realizada pela Polícia Federal em 2004, que prendeu 12 pessoas envolvidas em esquema de sonegação fiscal de R$ 150 milhões praticada por frigoríficos.

Interceptações telefônicas realizadas pela PF revelam conversas entre quatro empresários do ramo que discutiam subornar Perillo, segundo a investigação, para que o governo modificasse leis estaduais em benefício do setor. Dos 4 grampeados, 2 foram presos pela PF.

"Foi instaurado procedimento noticiando a suposta prática de corrupção passiva envolvendo Marconi Perillo, consubstanciada no recebimento de R$ 2 milhões para alteração da legislação tributária", diz a Procuradoria-Geral da República no pedido de abertura de inquérito. A defesa do senador afirma que ele é inocente.

Nos diálogos interceptados entre agosto e setembro de 2004, os investigados dizem que o senador concederia, em troca de propina, benefício fiscal de 7% para os frigoríficos pagarem dívidas tributárias com o Estado. O índice foi concedido por uma lei promulgada três meses depois das conversas.

Relatório da PF que descreve os grampos revela conversas do empresário Ney Padilha, preso pela PF, com Rodrigo Siqueira, ex-sócio da empresa Goiás Carnes, sobre os benefícios fiscais.

Diz o relatório: "Rodrigo diz que "só precisa fazer essas coisas aí, aquela parte que é esquisita". Ney pergunta que parte. Rodrigo responde: "você conhece político né". Ney diz "tem que acertar né'", informa a transcrição.

Em outro trecho, a PF relata conversa do empresário Gustavo Penasso (frigorífico Centro Oeste) com Mauro Suaiden em que discutem como "ajudar" Perillo com R$ 2 milhões, que seriam rateados pelas empresas.

Três dias depois, a PF interceptou telefonema em que Penasso diz que ao menos um empresário já teria pago a propina e que Rodrigo também iria pagar.

Por ordem do STF, já foram ouvidas quatro pessoas no inquérito. O ex-secretário de Fazenda José Paulo Loureiro disse desconhecer o suborno, mas admitiu que Perillo tratava diretamente com os empresários do setor.

Presos pela PF na operação Perseu, Ney Padilha e Mauro Suaiden eram donos do frigorífico Margen. Antes da operação, ele era o segundo maior do país.


Defesa diz que Perillo é inocente e não participou de elaboração de lei

DE BRASÍLIA

A defesa do senador Marconi Perillo afirma que ele é inocente e que não participou da elaboração da lei citada em conversa de terceiros.
"O senador desconhece completamente o assunto. Ele nunca atuou com essas pessoas, nem sequer acompanhou a mudança na lei", disse o advogado Antonio Carlos Almeida Castro.
Segundo ele, a defesa não teve acesso ao inquérito.
Luiz Rassi, advogado do empresário Rodrigo Siqueira -que aparece nos grampos falando em dar dinheiro a Perillo-, também disse que não teve acesso ao inquérito e que não comentaria o caso.
O advogado apenas afirmou que Siqueira foi ouvido pela PF como testemunha.
O empresário Gustavo Penasso não foi localizado.
O ex-secretário de Fazenda José Paulo Loureiro disse que não poderia comentar as investigações porque não estava no cargo à época dos fatos.
O empresário Ney Padilha, ao saber sobre o teor da reportagem, disse que não falaria por telefone e desligou.
O advogado do empresário Mauro Suaiden, Ney Moura, afirmou que seu cliente não fez pagamento a Perillo em troca de benefícios.

Leia a matéria completa da Folha de S.Paulo clicando aqui.

Postado por Eduardo Horacio em 09/07/10 às 15:23.
Post com 5 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



06/07/10 - Terça-feira
Eleições 2010
Iris tem mais tempo de TV

Com a definição de cinco candidaturas a governador nas eleições deste ano, a distribuição do tempo de rádio e televisão de cada bloco de 18 minutos (não estão contadas as pílulas de 30 segundos e nem os tempos dos candidatos a deputado estadual, federal e senador) por coligação fica da seguinte maneira:

Iris Rezende - 5 min e 31 seg
Marconi Perillo -  5 min e 28 seg
Vanderlan Cardoso - 4 min e 31 seg
Washington Fraga - 1 min e 16 seg
Marta Jaime - 1min e 12 seg

A propaganda eleitoral para governador ocorrerá, no primeiro turno, sempre às segundas, quartas e sextas, em dois horários:
- No Rádio: das 7h às 7h18 e das 12h às 12h18;
- Na Televisão: das 13h às 13h18 e das 20h30 às 20h48;

Iris Rezende (PMDB) passou a ter mais tempo de televisão (3 segundos, para ser exato) do que Marconi Perillo (PSDB) porque o tucano perdeu o PTC, de última hora, para o candidato Vanderlan Cardoso (PR). Na conta anterior, Marconi tinha mais tempo de TV do que Iris exatamente porque o PTC estava com ele.

O tempo de TV de todos os candidatos acabou caindo no último instante em função da candidatura lançada e registrada ontem da professora Marta Jaime (PCB). Antes, o PCB estava na aliança de Washington Fraga (PSOL).

Vale destacar que, dos 18 minutos de cada bloco, 6 minutos são divididos igualmente entre todos os candidatos, o que dá um mínimo de 1 min e 12 segundos para cada candidato, já que temos cinco postulantes ao Palácio das Esmeraldas. Os outros 12 minutos são divididos de acordo com a bancada que cada partido elegeu no Câmara dos Deputados em 2006 (não é a bancada empossada em fevereiro de 2007, nem a bancada atual e, sim, a eleita em outubro de 2006 - observação importante que muitos não consideram).

A lei eleitoral também deixa claro que, para contagem do tempo, não são consideradas as frações de segundo, e as sobras que resultarem desse procedimento serão adicionadas no programa de cada dia ao tempo destinado ao último partido político ou coligação. Nos meus cálculos essas sobras ficam entre 2 e 4 segundos.

A propaganda eleitoral do primeiro turno começa dia 17 de agosto e termina dia 30 de setembro.
Se houver segundo turno, a propaganda eleitoral começa a partir de 48 horas da proclamação dos resultados do primeiro turno (o resultado deve ser proclamado dia 6 de outubro e a propaganda, portanto, começaria dia 8 de outubro) e vai até 29 de outubro de 2010. Na campanha do segundo turno, a propaganda destina 10 minutos diários em cada bloco (totalizando 20 minutos para cada governadoriável de segunda a segunda, incluindo os domingos).

Se você tem dúvidas, leia a lei eleitoral atualizada clicando aqui.

Veja abaixo qual foi a quantidade de deputados federais que cada partido elegeu em 2006 (já atualizadas com as devidas fusões que ocorreram depois):
PMDB - 89
PT - 83
PSDB - 66
DEM - 65
PP - 41
PSB - 27
PR - 25 (23 do PL + 2 do Prona)
PDT - 24
PTB - 23 (22 do PTB + 1 do PAN)
PPS - 22
PC do B - 13
PV - 13
PSC - 9
PSOL - 3
PTC - 3
PMN - 3
PHS - 2
PT do B - 1
PRB - 1
PRP - 0
PSDC - 0
PTN - 0
PSL - 0
PRTB - 0
PSTU - 0
PCB - 0

Agora veja como ficou cada coligação e o total de partidos (e deputados) que cada candidato conseguiu agrupar:

Iris Rezende
PMDB - 89
PT - 83
PC do B - 13
Total de deputados: 185
Porcentagem do tempo proporcional: 36,07%
Tempo: 1min e 12 seg + 4 min e 19 seg = 5 min e 31 seg

Marconi Perillo
PSDB - 66
DEM - 65
PTB - 23 (22 do PTB + 1 do PAN)
PPS - 22
PMN - 3
PT do B - 1
PRB - 1
PHS - 2
PSL - 0
PRTB - 0
Total de deputados: 183
Porcentagem do tempo proporcional: 35,67%
Tempo: 1min e 12 seg + 4 min e 16 seg = 5 min e 28 seg

Vanderlan Cardoso
PR - 25 (23 do PL + 2 do Prona)
PP - 41
PSB - 27
PDT - 24
PV - 13
PSC - 9
PTC - 3
PRP - 0
PSDC - 0
PTN - 0
Total de deputados: 142
Porcentagem do tempo proporcional: 27,68%
Tempo: 1min e 12 seg + 3 min e 19 seg = 4 min e 31 seg

Washington Fraga
PSOL - 3
PSTU - 0
Total de deputados: 3
Porcentagem do tempo proporcional: 0,58%
Tempo: 1min e 12 seg + 4 seg =  1 min e 16 seg

Marta Jaime
PCB - 0
Total de deputados: 0
Porcentagem do tempo proporcional: 0,00%
Tempo: 1min e 12 seg + 0 seg = 1 min e 12 seg 

Postado por Eduardo Horacio em 06/07/10 às 04:01.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



17/06/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Os 60,1% que preocupam Iris e Marconi

Arte: Jornal Opção

O que preocupa os adversários do candidato do PR não são seus 7,1% na pesquisa Grupom e, sim, o fato de 60,1% não saberem quem é Vanderlan

O crescimento da candidatura de Vanderlan Cardoso (PR) na sucessão em Goiás era uma questão de tempo. Isso todos sabiam, inclusive os adversários. Afinal, o candidato do PR é pouco rejeitado, tem uma boa administração para mostrar e é apoiado por um governador que, se não tem as porcentagens estratosféricas que Lula tem, já alcança índices semelhantes ao de Marconi Perillo (PSDB) em 2002, ano em que foi reeleito governador.

A primeira questão, para os adversários do candidato do PR, não era saber se ele iria crescer e, sim, tentar adiar ao máximo esse crescimento. Daí que Marconi sempre dizia que seu único adversário era Iris Rezende (PMDB) e vice-versa.

Iris insistiu até quando pôde numa hipotética união entre PMDB, PP e PR já no primeiro turno, algo que ele - esperto como é - sabe que nunca foi cogitado seriamente.

Marconi e Iris preferem se enfrentar. Um já conhece bem o outro e os dois imaginam que sabem como ganhar se a bipolarização entre eles fosse mantida até o fim.

O primeiro objetivo - impedir o crescimento de Vanderlan - até que foi alcançado com algum sucesso. Criaram - e ainda criam - atritos dentro da base de Vanderlan e assim devem se comportar até onde der. Estão errados? Não, faz parte do jogo político.

Marconi sabia que Vanderlan cresceria, como aponta a pesquisa Grupom divulgada no último domingo pelo Jornal Opção e pela Rádio 730. Não foi por acaso que o lançamento da candidatura de Marconi Perillo (PSDB), por exemplo, enfatizou o "municipalismo", bandeira que Vanderlan defende há tempos e introduziu no debate eleitoral deste ano.

Iris sabe que Vanderlan está crescendo, o que explica o assédio mais forte em cima de PSB e PDT, dois partidos que caminhavam para compor a aliança do candidato do PR.

Isso explica também o peemedebista ter começado a bater pesadamente no governo Alcides Rodrigues (PP) nos últimos quinze dias, postura antes descartada.

A estratégia, no entanto, tende a ser alterada, já que pesquisas qualitativas não aprovam os ataques ao governador. Foi por isso que Marconi, por exemplo, cessou a artilharia contra Alcides um mês atrás, depois de criticar fortemente o atual governador. Nas últimas três semanas, o tucano seguiu batendo em Alcides, mas de forma menos intensa e mais sutil.

O que preocupa Marconi e Iris não são os 7,1% que Vanderlan têm na pesquisa estimulada.

O que preocupa ambos é o fato de Vanderlan ainda ser desconhecido de 60% do eleitorado e já alcançar índices expressivos em vários nichos do eleitorado. Só 4,2% dizem conhecer bem o candidato Vanderlan. Iris e Marconi são conhecidos de todos os eleitores e, por isso, é razoável supor que não vão crescer com facilidade.

Marconi, aliás, deve saber que chegou ao teto no primeiro turno e sonha em manter os 45,1% que têm hoje, porcentual que o garantiria no segundo turno. Se cair alguns pontos porcentuais, teme perder apoios políticos que o acompanham exclusivamente pela perspectiva de poder que tem. Não são poucos.

A segunda questão, para os adversários de Vanderlan, era saber de quem o candidato do PR mais tiraria votos. A resposta começa a aparecer.

Iris perde mais
Hoje, Vanderlan tira mais votos de Iris do que de Marconi. É o cenário do momento, o que justifica a reação agressiva de Iris ao atual governo.

Iris, que já foi governador duas vezes e prefeito da capital por dois mandatos e meio, sabe que não se pode desprezar um candidato apoiado pela situação. Ele próprio elegeu Maguito Vilela (PMDB) governador numa eleição que foi polarizada por três candidatos do início ao fim do primeiro turno. Foi em 1994 e os dois outros protagonistas eram Lúcia Vânia e Ronaldo Caiado, com a primeira indo para o segundo turno contra o candidato de Iris.

Marconi, no entanto, sabe que esses cenários mudam. Vanderlan pode tirar votos apenas de Iris neste momento mas, no acirramento da campanha eleitoral, é possível que arranque pontos percentuais também do tucano. A polarização com o primeiro colocado é inevitável. Em termos ideológicos, aliás, qualquer um dos três principais candidatos a governador pode tirar votos do outro, já que os três nomes são candidatos de centro-direita, assim como ocorreu em 1994. Isso só aumenta o caráter imprevisível da eleição.

Marconi, claro, sabe disso. O cenário ideal para o tucano é um segundo turno contra Iris, adversário que ele imagina saber como derrotar. Um segundo turno contra Vanderlan seria imprevisível. Afinal, o "novo" não seria mais Marconi, mesmo que ele insistisse em discutir Twitter ou prometer trazer uma fábrica da Apple para Goiás. Se fizer um segundo turno contra Iris, a tese do "novo", ainda que desgastada, até que teria alguma chance de colar.

Vanderlan já cresceu, está crescendo e é natural que cresça ainda mais. Afinal, é a única novidade desta eleição e carrega o apoio de um governador com popularidade em ascenção.

Vanderlan vai ser eleito? Estará no segundo turno? Difícil dizer. O eleitor goiano é um dos mais imprevisíveis do país. Várias eleições em Goiás só foram decididas na última semana do primeiro turno, o que mostra o grau de instabilidade da eleição.

O que se sabe é que, com o decorrer natural da campanha, Vanderlan deve crescer e disputar votos com os adversários.

Um ponto a favor ele tem, ao menos nos próximos meses. O nome do PR é hoje aquele que tem mais chances de crescer na campanha eleitoral, enquanto Iris e Marconi têm mais chances de perder votos, até pelos altos índices que possuem.

Enquanto a campanha de Vanderlan seguirá o planejamento natural (já que estará em crescimento, provavelmente), Iris e Marconi terão de segurar o ímpeto de mudar o planejamento a todo instante quando começarem a perder votos.

Afinal, pior do que estar em queda nas pesquisas é passar a imagem de que está desesperado.

Mas como manter um planejamento se a campanha vai mal? Está aí um desafio - dos grandes - para Iris hoje e, talvez, para Marconi amanhã.

Postado por Eduardo Horacio em 17/06/10 às 18:59.
Post com 4 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



13/06/10 - Domingo
Eleições 2010
Eleição em Goiás não está definida

Arte: Jornal Opção
Números do instituto Grupom mostram Iris e Marconi estagnados

Marconi tem 7,4 pontos a mais do que Iris na pesquisa Grupom/Jornal Opção/Rádio 730. Vanderlan tem de contornar “problema” de ser pouco conhecido do eleitor. Fato concreto: decisão mesmo, só no segundo turno

Retirado do Jornal Opção
www.jornalopcao.com.br

Se as eleições fossem hoje, de acordo com a pesquisa Grupom/Jornal Opção/Rádio 730, haveria segundo turno em Goiás na eleição para governador. Apesar da distância de 7,4 pontos porcentuais que separa o primeiro colocado, Marconi Perillo (PSDB), de Iris Rezende (PMDB), a soma dos pontos porcentuais dos adversários do tucano é maior do que seus índices de intenção de voto.

Segundo o cenário estimulado do Instituto Grupom, Marconi tem hoje 45,1% das intenções de voto, seguido por Iris com 37,7% e Vanderlan Cardoso (PR), com 7,1%. A seguir, aparecem Enio Tatico (PRP) com 1,7% e Washington Fraga (Psol) com 0,2%. O índice de indecisos é de 6,4% e os eleitores que pretendem votar nulo ou branco somam 1,7% das intenções de voto.

 No levantamento espontâneo — em que o eleitor pesquisado tem de apontar seu candidato a governador sem o auxílio da cartela com o nome dos candidatos -, Vanderlan mostra um bom índice de consolidação de votos. Neste cenário, 5% dos eleitores apontam o nome do candidato do PR, apenas dois pontos porcentuais a menos do que ele tem no cenário estimulado. Marconi tem 23,5% das intenções espontâneas de voto e Iris alcança 20,7%. Tatico aparece com 1% e Washington possui 0,2%.

O índice de indecisos neste levantamento chama a atenção por ser ainda muito alto: 47,9% dos eleitores não respondem o nome de nenhum candidato, o que mostra que continua a haver espaço no imaginário do eleitor para uma mudança de voto. Não está evidenciado o que se chama, na ciência política, de fenômeno da “cristalização de votos”.

Já o índice de rejeição é baixo para os três principais candidatos a governador. Apenas 13% dos eleitores dizem que jamais votariam em Marconi, enquanto 14,1% dizem o mesmo de Vanderlan e 15,8 de Iris. Os mais rejeitados são Tatico (25,4%) e Washington (23%).

Estratificação
Na clivagem da pesquisa, há mais dados interessantes. Iris Rezende e Vanderlan Cardoso têm hoje mais votos entre os homens do que entre as mulheres, enquanto o eleitorado de Marconi Perillo é majoritariamente feminino. Mas o eleitorado dos três principais candidatos a governador não varia praticamente nada de acordo com a idade do eleitor, a diferença está sempre dentro da margem de erro.

Já o grau de instrução do eleitor mostra diferenças significativas de acordo com a estratificação. Entre os eleitores com curso superior, Marconi abre uma diferença maior para Iris. O tucano tem 52,4% das intenções de voto, enquanto Iris tem 28,9%. É neste eleitorado — onde Iris tem seu pior desempenho — que Vanderlan alcança seu melhor índice: 9% das intenções de voto.

Já Iris é muito forte entre os eleitores que possuem apenas ensino fundamental ou primeiro grau completo. Neste nicho, o peemedebista tem 40,3% das intenções de voto, apenas 2,9 pontos porcentuais a menos do que Marconi Perillo.

Nas cinco grandes regiões do Estado, Marconi tem mais votos no Sul do Estado, com 51,7% das intenções de voto, enquanto Iris Rezende é líder absoluto no Noroeste do Estado, com 48,3% das intenções de voto, quase sete pontos porcentuais à frente do tucano. Já no Centro do Estado, onde estão os eleitores de Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia e cidades vizinhas, Iris lidera com 43,4%, seguido por Marconi com 40,7% e Vanderlan com 11% — é a região onde o candidato do PR experimenta seu melhor índice.

Nos cenários simulados de segundo turno, Marconi venceria todos em que aparece se as eleições fossem hoje. No cenário em que ele rivaliza com Iris, o tucano tem 49,9% contra 40,7% do peemedebista. No cenário entre Marconi e Vanderlan, o atual senador teria 67,3% contra 20% do ex-prefeito de Senador Caneado. Já no cenário que tem Iris e Vanderlan, o peemedebista alcança 65,2% contra 21,2% do candidato do PR.


“Problema” de Vanderlan é ser pouco conhecido

A pesquisa Grupom/Jornal Opção/Rádio 730 faz um levantamento do índice de conhecimento dos pré-candidatos entre os eleitores. Neste momento de definição de candidaturas, costuma-se confundir ‘conhecimento de’ com intenção de voto. Natural é que esses dois quesitos sejam avaliados com o devido peso, para se saber verdadeiramente a “fotografia” do momento eleitoral. Assim, é possível avaliar o potencial de crescimento e de fortalecimento futuro.

Neste quesito, o candidato do PR, Vanderlan Cardoso, tem a seu favor o fato de ser de longe o menos conhecido. Enquanto apenas 1,4% dos eleitores dizem não conhecer Marconi Perillo e somente 2,3% afirmam não saber quem é Iris Rezende, 60,1% dos entrevistados dizem não conhecer Vanderlan — sem contar os 10,2% que dizem conhecê-lo “pouco”.

Pelo levantamento, se Vanderlan tem 7,1% das intenções de voto com um índice de conhecimento tão baixo, é factível supor que ele tem alto potencial de crescimento na medida em que se torna mais conhecido em todo o Estado. Eis o desafio do candidato do PR, portanto: tornar-se conhecido. Vale, no entanto, o contraponto: e se ele não conseguir alcançar o eleitor com o seu nome? Eis a questão para os marqueteiros de Vanderlan responderem.

Há um ponto a ser avaliado, neste quesito. Qual o índice de consolidação de voto dos pré-candidatos? Ficar cada vez mais conhecido é melhor mesmo para Vanderlan? E para Iris e Marconi, o que acontece a partir do aumento do nível de conhecimento de Vanderlan? O debate está aberto.


Análise: Dados mostram Marconi e Iris estagnados

A pesquisa Grupom/Jornal Opção/Rádio 730 indica uma tendência: a estagnação, observada em outras sondagens, de Marconi Perillo e Iris Rezende. Diante disso e com o número elevado de indecisos, Vanderlan Cardoso, além do fato de ser disparado o mais desconhecido, como apontado no levantamento, as articulações políticas passam a ser a peça chave para consolidar seu nome.

Esse é o mês decisivo para consolidar as articulações políticas nessa pré-campanha e isso é que mais preocupa os adversários do Vanderlan, que centralizaram suas estratégias em tentar desestabilizar sua candidatura. Atualmente, o republicano conta com apoio de seis partidos (PP, PR, PSB, PTN, PV e PSC), e com possibilidades de ainda ter ao seu lado PDT e o tão disputado DEM, do deputado federal Ronaldo Caiado e o franco favorito na disputa ao Senado, Demóstenes Torres.

Essa aliança, sem ainda contar com o DEM e o PDT, deve garantir, em tese, 85 prefeituras ao republicano. Os democratas e os pedetistas contam com mais 16 administrações municipais (15 do DEM e 1 do PDT) e a presença deles na chapa majoritária garantem a Vanderlan o maior tempo no programa de TV durante a campanha, fator importante à eleição majoritária.

O apoio do DEM é disputado com os tucanos, em decorrência da aliança nacional, porém alcidistas estão confiantes de que atrairão os democratas. No caso do PDT, a apoio é quase certo. A presidente regional do partido, Flávia Morais, é ex-secretária do governo Alcides e não esconde a disposição de estar ao lado do republicano.

Leia a matéria completa clicando aqui.

Postado por Eduardo Horacio em 13/06/10 às 19:12.
Post com 2 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



11/06/10 - Sexta-feira
Copa do Mundo 2010 - Coreia do Sul 2x0 Grécia
Um passeio fácil da Coreia do Sul

Este foi um jogo dos contrastes. A rápida Coreia do Sul se opôs à sonolenta seleção grega, o que explica a fácil vitória coreana. Park Ji-sung jogou muito bem e não será surpresa para mim se estiver, ao fim da Copa, na seleção do torneio, especialmente se a seleção asiática conseguir chegar ao menos nas quartas-de-final. E a Grécia, com um ataque sem objetividade e uma defesa preguiçosa, deve estar na Copa apenas a passeio. Foi o primeiro jogo da competição com vários lugares vazios no estádio. Culpa do ingresso caro ou do péssimo trânsito até o estádio?

Postado por Eduardo Horacio em 11/06/10 às 19:53.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



11/06/10 - Sexta-feira
Copa do Mundo 2010 - França 0x0 Uruguai
Nem tradição salvou o jogo

O jogo França X Uruguai prometia? Pela tradição, sim. Mas pelo desempenho recente das duas seleções, não. Afinal, nenhuma das duas equipes se classificou com facilidade para o mundial. O Uruguai só conseguiu a vaga, mais uma vez, pela repescagem - mesmo caso do time francês. As fracas atuações dos craques Ribery e Diego Forlán contribuíram para o baixo nível técnico da partida que, ao contrário do jogo-abertura da Copa, nem emoção teve.

Postado por Eduardo Horácio em 11/06/10 às 18:36.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



11/06/10 - Sexta-feira
Copa do Mundo 2010 - África do Sul 1x1 México
Pouca técnica e alguma emoção

O jogo de abertura da copa teve baixo nível técnico. Acabou sendo interessante pela comoção causada pela torcida da Casa. O time do México teve bom volume de jogo, mas finalizou muito pouco. Só arriscou mesmo depois que levou o gol de Tshabalala - tanto que conseguiu arrumar o gol de empate com o ágil Rafa Márquez, que se aproveitou da frágil defesa sul-africana. O time sul-africano parece estar bem treinado (as jogadas ensaiadas mostram o dedo do técnico, Carlos Alberto Parreira), mas ainda há ingenuidade em alguns lances e falta de objetividade na hora de finalizar.

A cerimônia de abertura (nada a ver com a festa de abertura do dia anterior, muito brega) que foi realizada duas horas antes do início do jogo, foi bonita e bem organizada, focada na cultura e história do país. Engraçado o fato de Globo, Bandeirantes e Sportv não terem transmitido nada, quem mostrou foi apenas a Espn Brasil (no canal HD da Espn ficou melhor ainda).

Postado por Eduardo Horácio em 11/06/10 às 17:28.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



10/06/10 - Quinta-feira
Futebol
Copa do Mundo aqui no Jornal X

Como fiz em 1998 e 2002 (no blog Escanteio) e também em 2006 (aqui mesmo no Jornal X), começo amanhã uma cobertura - baseada em opinião e análise - da Copa do Mundo de 2010. O leitor poderá acompanhar os rabiscos deste blogueiro sobre o mundial da África do Sul diariamente aqui neste espaço.

Os comentários sobre política, claro, vão continuar normalmente.

Postado por Eduardo Horácio em 10/06/10 às 05:54.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



04/06/10 - Sexta-feira
Urbanismo
Um texto que vale para qualquer capital

Delicadeza

MARIA RITA KEHL
Especial para O Estado de S.Paulo

Se eu fosse Deus e se eu existisse, executaria em São Paulo uma prosaica providência administrativa. Tombaria a cidade inteira pelos próximos dez anos: como está, fica. Não se derruba mais nada, não se constrói mais nada. Tratem de melhorar a cidade que já existe: monstruosa, desigual, mal planejada e mal cuidada. Se é para movimentar dinheiro, invistam-se nos espaços públicos: ruas, praças, jardins, calçadas, iluminação, centros de lazer, prevenção contra enchentes - tudo o que faz, de um amontoado de moradias, algo parecido com a magnífica invenção humana chamada cidade. Investir em urbanidade também dá retorno financeiro.

Vista assim do alto, do ponto de vista celeste, São Paulo mais parece uma cidade bombardeada. Imensas crateras em todos os bairros, quarteirões de casas derrubadas, populações pobres jogadas de lá pra cá à procura de lugar para criar novos campos de refugiados de onde serão expulsas pouco tempo depois. Inundações, trânsito bloqueado, gente desesperada presa dentro dos carros parados, gente enlouquecendo pela dificuldade de tocar o dia a dia. Gente que sente no corpo e na alma os efeitos de viver sob uma cúpula negra de poluição que só se vê de cima. Parece uma guerra, mas é só o capitalismo: bombando, enriquecendo alguns e empobrecendo o resto. Enquanto a cidade se torna infernal, se oferece aos que podem pagar o lenitivo de viver numa torre, bem acima do chão, de onde se finge escapar da realidade urbana. O uso novo-rico da palavra torre substituiu as obsoletas "edifício" e "prédio", além da simpática e infantil "arranha-céu". Nas histórias de fadas, a torre era o lugar onde se encarceravam as princesas. Privilégio em São Paulo é viver encerrado numa torre.

Mas como parar todos os negócios imobiliários da cidade? E a economia? E a geração de empregos? Digamos que, se eu fosse Deus, daria um jeito nisso. Se uma prefeitura rica como a nossa, em vez de se tornar cliente de um setor poderoso, investisse os impostos que recebe em outras atividades, em pouco tempo a cidade recuperaria sua pujança. Digamos que seja possível planejar um pouco a economia municipal. Só assim deixaríamos de ser reféns de quem já detém poder econômico. Dez anos são menos que uma fração de segundo pra quem vê o tempo do ponto de vista da eternidade. Mas quem sabe, tempo suficiente para que a cidade pudesse eleger uma nova prefeitura e uma câmara dos vereadores livres de compromissos com o poderoso Secovi, maior sindicato de comércio imobiliário da América Latina.

Mas - em nome de que Deus faria uma coisa dessas? Em nome de que impediria a cidade de, digamos - "crescer"? Não, Deus não precisaria ser socialista. Nem urbanista. Bastaria agir em nome de um valor que está presente em todas as perspectivas sagradas, religiosas ou simplesmente humanistas: em nome da delicadeza. Bastaria considerar que as cidades não existem para impressionar e oprimir as pessoas, mas para ampliar a esfera da liberdade, das possibilidades e daquilo que se costuma chamar de urbanidade.

Nesse ponto convido o leitor a trocar a vista aérea de São Paulo pelo ponto de vista pedestre. Basta descer um pouco do carro e passear a esmo pelas ruas. Se achar a proposta muito mixuruca, finja que é Baudelaire flanando por Paris no século 19, tentando captar o que sobrou da antiga cidade depois da monumental reforma executada por Haussmann a mando de Napoleão III. Ou finja que você é o João do Rio, cronista da capital brasileira reformada por Pereira Passos. A diferença, claro, é que essas duas enormes destruições/reconstruções urbanas foram planejadas visando a modernizar o espaço público, enquanto hoje a construção civil compra o poder público e faz literalmente o que quer em nome do interesse das pessoas, isto é, do mercado. Parece que o mercado é igual à soma das vontades das pessoas. Não é. O que chamamos mercado é um dispositivo formado por poucos, porém grandes interesses, que se impõe às pessoas de modo a determinar o que elas devem querer.

O que será de uma cidade que destrói todas as suas reservas de delicadeza, de graça, de modéstia? Caminhe um pouco pelas ruas de seu bairro em busca dos cantinhos que ainda não foram devastados por alguma obra grandiosa e brega. O que será de uma cidade sem varandas? Sem janelas dando para a rua - e o gato que espia pelo vidro de uma delas? O que será de nosso convívio diário numa cidade sem o pequeno comércio da rua, responsável pelo território coletivo onde as pessoas aos poucos se conhecem, se cumprimentam, conversam? Uma cidade sem zonas de familiaridade? O que será de uma cidade sem as vilas com casas antigas onde o pedestre entra sem passar por uma guarita e encontra um micro-oásis de sombra e silêncio? Sem a minúscula pracinha que sobrou numa esquina onde se esqueceram de construir outra coisa? Procure os lugares em que ainda seja possível o encontro entre o público e o privado, o íntimo e o estranho, o desafiante e o acolhedor. O que será de uma cidade que é pura arrogância, exibicionismo e eficiência? O que será de nós, moradores de uma cidade que despreza a vida urbana?

Maria Rita Kehl é psicanalista

Leia o texto no sítio do Estadão na web clicando aqui.

Postado por Eduardo Horacio em 04/06/10 às 00:28.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



14/05/10 - Sexta-feira
Copa do Mundo 2014
E Goiânia? Vai pelo menos tentar?

Informação que está na coluna Radar, da Veja que chega às bancas amanhã:

Substituição
O Comitê Organizador da Copa de 2014 deve anunciar durante a Copa da África do Sul o nome das cidades-sede que irão para o paredão. Ou seja, perderão a condição de ser uma das doze escolhidas como palco das partidas. Natal é uma das duas que devem cair fora. Belém e Campo Grande estão se aquecendo na beira do gramado: são as mais cotadas para entrar.

Postado por Eduardo Horacio em 14/05/10 às 23:46.
Post com 2 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



23/04/10 - Sexta-feira
Eleições 2010
Dilma Rousseff admite dois palanques em Goiás

Pré-candidata petista diz na Rádio 730 que prioridade é para o PMDB, mas destaca afinidade do Planalto com Alcides

Da Folhapress
Na edição de hoje do jornal O Popular

A pré-candidata à Presidência pelo PT, Dilma Rousseff, admitiu ontem que não descarta a possibilidade de subir em dois palanques nas eleições ao governo de Goiás. Tanto Iris Rezende (PMDB) quanto Vanderlan Cardoso (PR) - este último apoiado por Alcides Rodrigues (PP) - esperam ter o apoio da petista nas eleições. Em entrevista ontem à Rádio 730, ela lembrou que as alianças do PT com os Estados ainda não estão definidas e que é preciso entrar em acordo sobre a questão.

"Cada situação regional vai ser diferenciada. Não é possível ter uma regra geral no Brasil. As coisas têm de caminhar mais para a gente ver como vão ficar os acordos. Porque para subir em dois palanques vai ter de ter um acordo de procedimentos”, explicou Dilma.

Segundo a petista, o governo federal tem uma afinidade com o governador e isso deve ser levado em consideração no momento de definir os palanques. Mesmo assim, a pré-candidata deixou claro que a prioridade nos Estados é formar uma coalizão com o PMDB, que deve ter o presidente da Câmara dos Deputados Michel Temer como vice na chapa nacional. "Temos esse projeto de construir a mesma coalizão que sustentou o governo. Dentro desse projeto o PMDB se destaca. Tanto assim que a gente considera importante que o candidato a vice saia do PMDB”, declarou.

Para Dilma, a melhor perspectiva de palanque em Goiás é ao lado de Iris. “Aí em Goiás a gente vê como excelente perspectiva e muito bons olhos a candidatura de Iris Rezende. Agora, esse processo ainda está em andamento. Como vai ficar direitinho não está claro, mas os dados apontam nessa direção”, disse. “Em muitos Estados pode ser que haja dois palanques. Mas na maioria acho que vai haver uma tendência a unificar.”

PSDB
Na entrevista, Dilma voltou a criticar o PSDB afirmando que o partido “já defendeu o fim do Bolsa Família e acha que o programa é contraditório com a geração de empregos”. A petista disse ainda que antes do governo Lula “só se prendia pobres e pessoas de menos recursos”.

Questionada sobre sua relação com o senador Marconi Perillo (PSDB), candidato ao governo do Estado, Dilma aproveitou para atacar o PSDB.

“Tenho uma relação republicana com o senador, não tenho nenhuma restrição pessoal ao senador, agora tenho um projeto distinto ao dele. No meu projeto, acho que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é fundamental, nós estamos fazendo obras importantíssimas. Eu acredito que a posição do senador é de um partido que já defendeu o fim do Bolsa Família, que acha que é contraditório com a geração de emprego e nós não achamos. As pessoas têm direito ao Bolsa Família, não é que o governo quer dar”, disse.

A pré-candidata do PT lançou mão de números para dizer que o governo Lula foi mais atuante no combate à corrupção do que o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo a candidata, na gestão dos tucanos, a Polícia Federal fez 29 operações especiais, enquanto no governo do PT foram mais de mil.

“Acho que ficou visível que nunca antes na história desse País houve caso de prisão de governador, prefeito, deputado, empresário e banqueiro. Não que os políticos ou empresários sejam as pessoas que comentem mais malfeitos. No Brasil, antes só se prendia os pobres, as pessoas de menos recursos e menos poder. Hoje não, o governo mostrou que ninguém está acima da lei”, disse.

Dilma afirmou que vai respeitar a indicação de vice do PMDB para sua chapa. “Acho que essa questão de vice é delicada, mas o partido é quem tem de indicar o nome ou os nomes. Eu não posso dar palpite. As coisas estão fluindo mais para o presidente da Câmara (Michel Temer) e é uma questão que precisa ser tratada com respeito porque é uma decisão do partido”, afirmou.

PMDB
Dilma fez questão de defender o PMDB das críticas do ex-ministro Ciro Gomes (PSB) durante a entrevista. Ela disse que a corrupção pode acontecer “em todos os lugares” e deu uma estocada no colega, ao dizer que ninguém deve ter a “soberba” de associá-la a um determinado partido.

“A questão da corrupção não pode ser confundida com um partido ou uma sigla”, disse. “Os seres humanos são diferentes, a corrupção é uma questão de desvio de conduta e isso pode acontecer em todos os lugares. A gente não pode ter essa soberba ao analisar os outros.”

Leia a matéria no site do jornal O Popular clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio em 23/04/10 às 05:31.
Post com 3 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



22/04/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Dilma Rousseff: ‘Ninguém está acima da lei’

Entrevista da presidenciável petista foi concedida à Rádio 730, de Goiânia

Por Edson Sardinha
Congresso em Foco

A pré-candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse hoje (22) que não se pode associar a corrupção a nenhum partido político brasileiro e que nenhum governo se empenhou mais no combate a esse tipo de crime do que o governo do presidente Lula. Em entrevista à Rádio 730, de Goiânia, a ex-ministra da Casa Civil afirmou que ninguém pode ter a "soberba” de achar que determinada sigla está imune a “desvios de conduta” de seus filiados.

"A questão da corrupção não pode ser confundida com um partido ou uma sigla. Não é possível a gente supor hoje que as pessoas, os seres humanos são diferentes se eles são de um partido. A questão da corrupção é um desvio de conduta da pessoa, isso pode acontecer em todos os lugares. A gente não pode ter essa soberba ao analisar os outros. O PMDB e o PT deram grandes contribuições para o país e a democracia. Onde houve erro, você tem de investigar e punir. Se não, fica só na retórica", disse a petista ao comentar a declaração do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) de que a aliança entre peemedebistas e petistas era "terreno fértil" para escândalos. A ex-ministra declarou que, apesar de admirar o ex-colega de governo, discorda do posicionamento do deputado cearense, que tenta se lançar na corrida ao Planalto. 

Operações da PF
Segundo Dilma, as operações da Polícia Federal no governo Lula mostram que "ninguém está acima da lei". "Não só mobilizamos a Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal como jamais cerceamos o Ministério Público. Nos oito anos que nos antecederam, houve só 29 operações especiais da Polícia Federal. No nosso período, houve mais de mil, 1012, se não me engano. Nesse período, nós investigamos tudo que se nos apresentou, e punimos o culpado, doesse a quem doesse. Esse é o tema, é investigar e punir pra não ter a questão da impunidade", declarou.

"Nunca antes na história deste país, como diz o nosso presidente, houve caso de prisão de governador, prefeito, deputado, empresário e banqueiro. No Brasil antes só se prendiam os pobres, as pessoas de menos recursos e menos poder. Hoje o governo mostrou que ninguém está acima da lei", acrescentou.

A pré-candidata petista reafirmou que não se envolverá no processo de escolha do vice de sua chapa. De acordo com a petista, cabe ao PMDB definir o nome que melhor representa o partido. Dilma admitiu, ainda, que em determinados estados não será possível reproduzir nos palanques regionais a aliança que dá sustentação ao governo Lula. "Em muitos estados pode ser que haja dois palanques. Mas na maioria deles vai haver uma tendência a unificar os palanques", destacou."Cada situação regional vai ser diferenciada. Não é possível ter uma regra geral no Brasil. Todo mundo segue aquele modelinho, e aí quando a coisa não dá certo, a pessoa se surpreende. Não pode ser assim. É possível dois palanques."

Pesquisas e reflexões
Na entrevista aos jornalistas Altair Tavares, Eduardo Horácio e Marcelo Heleno, Dilma afirmou que não vai criar "constrangimento"a nenhum instituto de pesquisa, por mais que haja diferença nos dados divulgados, e que os números apresentados até agora são importantes porque geram "reflexões". A pré-candidata do PT disse que espera crescer à medida em que se aproximar mais do eleitorado durante a campanha eleitoral. "Espero que quanto mais eu seja conhecida, os eleitores vão se aproximar de mim. Porque o projeto que represento, que é o do presidente Lula, é amplamente aprovado", declarou.

Dilma atribuiu os altos índices de aprovação ao governo Lula a uma mudança de "lógica". "Uma parte importante se deve ao fato de que o governo do presidente Lula é um governo muito bem avaliado, porque nós mudamos a lógica. Essa avaliação que o presidente tem favorável a nós se deve ao fato de que o país vinha de uma trajetória de desemprego, estagnação e desigualdade. Com a gente, ele muda. Sai dessa trajetória, em que também havia desesperança. As pessoas eram céticas, não acreditavam mais. E passa para uma nova era, que eu chamo de prosperidade."

A ex-ministra da Casa Civil e de Minas e Energia defendeu a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, contestada por ambientalistas, indígenas e Ministério Público. Segundo ela, a energia gerada por hidrelétricas é a menos poluente. "Estamos fazendo Belo Monte e exigindo um padrão de respeito ao meio ambiente que permita que a gente faça hidrelétrica e não destrua o meio ambiente", declarou.

Pais e filhos
Ainda na entrevista, Dilma negou que seja uma pessoa dura e comparou sua postura no governo Lula com a de uma mãe, que precisa às vezes falar coisas que os filhos não querem ouvir. "Não acho que sou dura, não. Eu sou uma pessoa que exijo de mim um trabalho árduo. Se você não exigir de si um trabalho árduo, no Brasil, você não toca as coisas pra frente. Nós, quando chegamos ao governo, devemos isso para o povo", afirmou. "Minha função era coordenar o governo. Eu queria saber por que a obra nesse estado não estava andando, por que a gente não está cumprindo os prazos. Eu cumpria aquele papel em que ninguém é muito simpático fazendo, o da cobrança. É como uma família, mãe tem hora que o filho acha mais duro que o pai. O pai deixa os filhos soltos por aí", acrescentou.

Questionada se o presidente Lula era o pai que deixava as coisas correrem soltas, Dilma evitou a comparação. "Não. O pai, que é o Lula, tem um olho de lince.  Ele sabia antes de mim aonde a coisa não estava funcionando. Obviamente, porque ele é o presidente. 'Isso aqui tem de andar, aquilo ali não pode ser assim'", afirmou.

Ouça a entrevista na íntegra clicando aqui

Postado por Eduardo Horácio em 22/04/10 às 17:04.
Post com 1 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



18/04/10 - Domingo
Eleições 2010
Por que Marconi lançou candidatura no Twitter?

Foto: Paulo José
Marconi já queria a bandeira do ‘novo’ quando era do PMDB jovem em 1987

Algumas ações do pré-candidato a governador Marconi Perillo (PSDB) nos últimos dias merecem atenção mais detida. E aqui nem estou falando de dossiês e outros temas policiais, mas sim do tom e do rumo do discurso que o ex-governador tucano pratica neste período de pré-campanha eleitoral. Uma pergunta que muita gente me fez alguns dias atrás foi: por que Marconi lançou sua candidatura a governador pelo Twitter? A resposta é a mesma para outra pergunta: por que Marconi tem falado tanto em Tecnologia da Informação (TI) nos últimos dias? 

A resposta: porque Marconi percebeu, por meio de pesquisas qualitativas, que a população já não enxerga nele o 'novo'.

Ao lançar sua candidatura via Twitter e falar mais pela Web do que via jornais e outros órgãos de imprensa, Marconi tenta recapturar a imagem de ‘novo" perdida nos últimos anos.

Nas pesquisas qualitativas, Marconi é visto hoje pelos eleitores (inclusive os seus próprios) como um político da velha guarda, espaço que Iris Rezende (PMDB), por exemplo, ocupa há pelo menos 12 anos.

Como não há espaço vazio que dura muito tempo no cenário político, Marconi sabe que tem de usar todas as armas para voltar a ser ‘o novo’, antes que outro candidato (que pode ser Vanderlan Cardoso, única novidade de fato, ou até mesmo Iris Rezende, que tem procurado se renovar desde que foi eleito prefeito em 2004). 

Isso explica Marconi não ter escolhido um evento público, com presença da imprensa, para lançar sua candidatura. Isso quem faz, no pensamento do marketing de Marconi, é político antigo. Político dinâmico faz isso via Twitter, alguém deve ter dito a Marconi.  

Essa busca pelo ‘novo’ como se fosse um pote de ouro explica Marconi aparecer, vez ou outra, falando de assuntos ligados à ligados à tecnologia. Hoje mesmo, em seu Twitter, o tucano fala que quer trazer a Apple para Goiás.

Isso mesmo. Você entendeu corretamente. A Apple não tem nenhuma store no Brasil, nem na América do Sul, mas Marconi diz que alguém precisa lutar para trazê-la para Goiás. Alguma chance de dar certo? Pouca, para não dizer nenhuma.

Em todo caso, ao criar o factóide, Marconi indiretamente associa seu nome à tecnologia e a uma empresa que vive momentos de alta popularidade no mundo, inclusive no Brasil. O nível de satisfação dos usuários Mac (incluindo as plataformas móveis, como iPod, iPad e iPhone) é altíssimo (inclusive este blogueiro atesta isso, com prazer) e Marconi, claro, quer seu nome associado ao que é bom e moderno.

Como bem define o jornalista André Forastieri, a Apple está hoje para tecnologia como estão os Beatles para o rock: é o consenso das massas.

Marconi sabe que, para se apresentar pela enésima vez como o candidato do ‘novo’, não basta mais repetir os jingles surrados de 1998 e escalar Nerso da Capitinga para falar de panelinha. É preciso ter novidades no bolso para ser ‘o novo’. Daí inclusive o fato dele ter apresentado a proposta de “cheque-computador” para famílias de baixa renda, caso seja eleito governador, exatamente no dia em que Iris Rezende anunciou sua candidatura ao Palácio das Esmeraldas. Marconi quer estabelecer o contraponto ao adversário sempre com propostas que o liguem ao ‘novo’.

Autenticidade
Há, no entanto, um risco, que Marconi não está calculando bem: a falta de autenticidade. Enquanto ele estiver discorrendo sobre o tema apenas com seu próprio umbigo, via Twitter, sem ser confrontado pelos adversários, a imagem de ‘candidato pontocom’ pode até colar.

Mas em debates e no desenrolar da campanha propriamente dita, há grandes chances dele não conseguir o feito. As próprias palavras que Marconi escolhe para falar de tecnologia da informação denotam essa falta de familiaridade com o assunto.

Alguns exemplos dessa falta de autenticidade no discurso de Marconi? Por ora, vamos ficar com apenas dois:

1) Ele usa muito a palavra ‘computador’, inclusive nesta proposta de cheque-computador. Quantas pessoas da área de tecnologia da informação você conhece que ainda usam a palavra ‘computador’? Provavelmente nenhuma. Outra frase-chavão que Marconi usa muito: “precisamos entrar no radar da tecnologia”. São palavras típicas de quem tem mais de 60 anos ou pouca familiaridade tem com o tema.

2) Hoje mesmo, no Twitter, Marconi escreveu o seguinte: “Quando falo em TI, as pessoas podem não entender, mas esse é o caminho que precisamos trilhar em Goiás. Apple tem tudo a ver com TI”. Um candidato realmente ‘pontocom’ jamais escreveria que “Apple tem tudo a ver com TI”. Na frase, parece que Marconi está explicando o assunto para si mesmo e não para seu público leitor do Twitter que, claro, sabe que a Apple tem a ver com TI e não com fast-food.

Se Marconi quer mesmo parecer o candidato ‘pontocom’, é melhor ele ao menos tentar ser, de fato, um político ‘pontocom’.

Poucas coisas são mais fatais para um candidato do que a falta de autenticidade. E aqui nem estou falando das suas práticas políticas, que nunca foram modernas, mas exclusivamente de sua imagem.

Um dado curioso, para encerrar: é justamente em Goiânia - onde há mais eleitores acostumados com TI - que Marconi menos votos tem, se as eleições fossem hoje (Iris teria 46,1% e Marconi chegaria aos 32,1%, segundo o Serpes). Talvez seja porque o eleitor goianiense prefira um candidato autêntico, que não force a imagem do ‘novo’ pela enésima vez, do que um candidato desesperado para voltar a ser o ‘novo’ de novo, nem que seja à fórceps.

Postado por Eduardo Horácio em 18/04/10 às 23:45.
Post com 10 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



18/04/10 - Domingo
Eleições 2010
‘Perillo em risco’, diz nota do Estadão

Veja nota abaixo que saiu hoje na coluna "Direto de Brasília", do jornal O Estado de S. Paulo. A nota foi escrita pelo jornalista João Bosco Rabello.

Perillo em risco
Não é um dossiê falso que pode complicar a vida do senador Marconi Perillo, mas uma investigação oficial que apura suposto desvio de dinheiro durante sua gestão à frente do governo de Goiás e rastreado no exterior pelo Ministério da Justiça. Por isso, a sessão que Perillo fez aprovar para que Gilberto Carvalho deponha, pode voltar-se contra ele: o governo acrescentou ao pedido os depoimentos de Krebs e do Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Junior.

Postado por Eduardo Horácio em 18/04/10 às 03:08.
Post com 2 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



15/04/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Exclusivo: Iris Araújo pode não ser candidata a nada

O ex-prefeito e pré-candidato a governador Iris Rezende (PMDB) está trabalhando para que a deputada federal - e sua esposa - Iris Araújo (PMDB) não seja candidata a nada nesta eleição.

A estratégia de Iris tem o objetivo de melhorar sua relação com os candidatos a deputado federal de sua coligação e evitar, na origem, uma possível volta do discurso da panelinha contra o PMDB, um dos motes da oposição contra Iris na campanha de 1998.

O PMDB imagina que muita gente que hoje está afastada de Iris Rezende (PMDB) poderia voltar a se aproximar dele com este gesto de "grandeza" da dupla Iris-Iris.

Postado por Eduardo Horácio em 15/04/10 às 07:42.
Post com 1 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



15/04/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Discurso do "alto nível" de Marconi é surreal

O senador Marconi Perillo (PSDB) disse na segunda-feira que denúncias levianas foram feitas contra ele no chamado "Dossiê Marconi". E voltou a repetir o bordão do "alto nível".

O que Marconi fez ontem? Ele disse que o presidente do Dnit em Goiás, Alfredo Soubihe Neto, está envolvido em "denúncias de supostos superfaturamentos, arrecadação de propinas, corrupção e outros desvios", afirmou que há "exigência de propina nas obras federais realizadas no Estado" e destacou que o "Dnit em Goiás se transformou no maior ralo de corrupção no órgão em todo o Brasil". Está tudo registrado em seu próprio Twitter.

Marconi tem provas? Nenhuma. Fez contra um adversário o que acusou de terem feito com ele na segunda-feira. O presidente do Dnit, curiosamente, é braço-direito do deputado federal Sandro Mabel (PR).

Não custa lembrar: em 2005 Marconi jogou a deputada Raquel Teixeira (PSDB) na frigideira ao dizer que Raquel recebeu uma "oferta" de Mabel: "luvas" de R$ 1 milhão e mais R$ 30 mil por mês para a deputada trocar o PSDB pelo PL (hoje PR). Marconi e Raquel tinham provas? Até hoje, não apresentaram. E o tucano segue com o bordão do "alto nível"...

Leia também:
O que é "baixo nível" para Marconi Perillo?
Governo federal investiga supostas contas de Perillo no exterior

Postado por Eduardo Horácio em 15/04/10 às 06:31.
Post com 3 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



15/04/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
Pesquisa Serpes: análise e implicâncias

Cinco comentários que fiz ontem às 23h30 no meu Twitter sobre a pesquisa Serpes/O Popular publicada hoje (veja índices clicando aqui):

1) Desincompatibilização do fim de março praticamente não alterou o quadro eleitoral. Números de Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (DEM) devem se manter neste patamar até agosto ou início de setembro;

2) Vanderlan Cardoso (PR) tem hoje o que Maguito (em 1994), Marconi (em 1998) e Alcides (em 2006) tinham quando suas candidaturas foram lançadas. Isso não significa que Vanderlan vai ganhar, mas significa que é precipitado quem for descartá-lo;

3) Índices de Sandro Mabel (PR) na pesquisa ao Senado são surpreendemente altos e os de Adib Elias (PMDB) são muito baixos.

4) Iris está mais forte na espontânea que Marconi, mas os dois estão com índices baixos, o que refuta a idéia de que a campanha será bipolarizada entre os dois;

5) Iris está mais forte do que Marconi na capital e Marconi está mais forte do que Iris no interior, conforme já apontavam outras pesquisas

Agora, minhas implicâncias com a pesquisa Serpes, também expostas no Twitter:

1) Por que a pesquisa estimulada para o Senado tem 4 candidatos do PMDB, 2 do PP, 3 do PT e só um do PSDB e só um do DEM? Esse cenário, irreal, não fragmenta as candidaturas do PMDB, do PT e do PP e fortalece os nomes do PSDB e do DEM?
 
2) Iris Araújo candidata ao Senado? Sem chances. Seria a volta do discurso da panelinha, ainda mais com Iris Rezende candidatíssimo a governador

3) Jorcelino Braga não é candidato a nada, muito menos a governador, e o PP já está fechado com Vanderlan Cardoso, daí não tem sentido cenários com Braga sendo candidato. 

4) Por que Sandes Júnior (PP) e Barbosa Neto (PSB) estão fora do cenário do Senado? Os dois haviam solicitado ao Serpes inclusão de seus nomes na pesquisa.

5) Por que não há cenários de segundo turno? Seria bom ver como ficaria a disputa apenas entre Iris e Marconi neste momento.

6) Se a diferença entre Marconi e Iris é de 3,7 pontos, há empate técnico, já que a margem de erro é de 3,1 pontos para mais ou para menos. O texto do jornal não interpreta dessa forma.

Postado por Eduardo Horácio em 15/04/10 às 06:15.
Post com 1 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



13/04/10 - Terça-feira
Denúncia
Governo investiga supostas contas de Perillo

Da Agência Estado

Ministério da Justiça investiga não a veracidade do dossiê, como quer Perillo, mas seu conteúdo

O governo federal, através do Ministério da Justiça, abriu investigação oficial, após pedido do Ministério Público de Goiás, para apurar supostas movimentações bancárias do senador goiano Marconi Perillo (PSDB) no exterior. Quem fez a denúncia ao Ministério Público foi Sandro Mabel(PR-GO).

Formalmente, a investigação teve início no dia 12 de março, quando começou a tramitar no Departamento de Recuperação de Ativos (DRCI) do Ministério da Justiça um processo destinado a mapear a existência das contas. De acordo com os papéis em poder do governo, as movimentações teriam ocorrido em bancos da Suíça e dos Estados Unidos e em paraísos fiscais do Caribe.

Antes de chegar ao Ministério da Justiça, os documentos que dão base à investigação passaram pelo Palácio do Planalto - mais precisamente, pelas mãos de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula. Perillo tornou-se desafeto do Planalto após o escândalo do mensalão, quando disse ter alertado pessoalmente o presidente Lula sobre os pagamentos a parlamentares da base aliada no Congresso em troca de apoio a projetos do governo.

Há dois meses o Estado acompanha o caso, que ganhou no governo prioridade absoluta. De um lado, a reportagem esmiuçou os bastidores da operação montada em Brasília para comprovar a existência das contas, o que poderia significar um tiro de morte nas pretensões políticas do tucano, pré-candidato a governador em Goiás. De outro, apurou as medidas oficiais destinadas a comprovar as supostas transações de Perillo no exterior.

Dossiê
Vice-presidente do Senado, Perillo nega possuir contas no exterior. Ontem, em meio a rumores sobre a existência de um dossiê com informações sobre contas bancárias abertas em seu nome em paraísos fiscais, o senador foi ao Ministério da Justiça pedir investigação sobre a origem dos papéis, que diz serem "falsos". Não sabia ele que, um mês antes, os documentos já haviam chegado ao ministério e dado origem a um procedimento formal - não para investigar sua veracidade, mas seu conteúdo.

O procedimento instaurado no DRCI sob o número 08099.001131/2010 teve origem num relatório apócrifo, produzido originalmente em inglês, com tarja de "top secret". Junto dele, há extratos das supostas contas, registradas em nome da Aztec Group, offshore sediada nas Ilhas Virgens Britânicas.

Os documentos apontam Perillo como um dos dirigentes da empresa. Um dos papéis anexados ao relatório, com timbre do banco suíço UBS e datado de 2003, diz que o Aztec Group tinha na instituição uma aplicação de 200 milhões - o equivalente, à época, a R$ 667,5 milhões.

O relatório "top secret" com o detalhamento das supostas transações inclui o contrato social do Aztec Group, cujo presidente, de acordo com o documento, seria Paulo S. Jusus - que o Ministério Púbico e os investigadores identificam no processo instaurado no DRCI como Paulo Silva de Jesus, primeiro suplente de Marconi Perillo no Senado e "laranaja" do senador.

Também foram anexadas ao relatório, obtido pelo Estado, o que seria a cópia do passaporte do senador e uma procuração registrada nas Ilhas Virgens Britânicas em que Jusus dá poderes a Marconi Perillo, apontado como diretor da Aztec Group para Projetos Especiais, para assinar contratos e fazer acordos em nome da empresa.

Cópias
Há ainda cópias de mensagens enviadas por fax, nas quais Perillo teria ordenado transferências da conta da Aztec. Um desses papéis, que leva uma assinatura semelhante à do tucano, autoriza movimentação de US$ 3,5 milhões de uma agência do banco Wachovia para uma agência do Citibank no paraíso fiscal de Nassau, no Caribe.

Com aval do Planalto, o DRCI deu início aos procedimentos para tentar confirmar a existência das contas. O primeiro passo foi contatar as autoridades financeiras da Suíça, para onde teria sido remetida parte significativa dos valores.

Até ontem, o DRCI não havia recebido resposta às consultas sobre as contas da Aztec em território suíço. A expectativa é de que a resposta chegue a Brasília nas próximas semanas.

Leia mais nas páginas do Estadão:
Governo investiga contas de Perillo no exterior
Perillo fala em 'papéis falsos' e nega conta no exterior
Dossiê circulou no Planalto antes de investigação oficial
Governo busca contas de tucano no exterior
Perillo quer que Senado apure 'papéis falsos'
Gravação indica compra de apoio político por Perillo

Postado por Eduardo Horacio em 13/04/10 às 07:57.
Post com 1 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



12/04/10 - Segunda-feira
Eleições 2010
Esquema Arruda chega em Marconi

Empresa de primo de Perillo leva R$ 63 milhões, é acusada de fraudes no DF e tem contratos com a Secretaria Estadual de Saúde de SP

Outro sócio da empresa, Moisés de Oliveira Neto, é da Linknet, apontada pela Polícia Federal como uma das principais suspeitas de alimentar o mensalão de Arruda


Plínio Teodoro
Agência Estado
plinio.silva@grupoestado.com.br

Acusada pela Corregedoria Geral da União (CGU) de superfaturamento de preços de medicamentos e suposta fraude em licitações nas gestões de Joaquim Roriz (PSC) e José Roberto Arruda (ex-DEM) no Distrito Federal, a Hospfar Indústria e Comércio de Produtos Hospitalares recebeu mais de R$ 63 milhões em contratos com a Secretaria Estadual de Saúde desde 2008, na gestão José Serra/Alberto Goldman, ambos do PSDB, em São Paulo.

A Hospfar tem como um de seus sócios, Marcelo Reis Perillo, primo do 1º vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO). Outro sócio da empresa, Moisés de Oliveira Neto, também integra quadro societário da Linknet, apontada pela Polícia Federal de ser uma das principais suspeitas de alimentar o mensalão do DEM, em Brasília, que levou à prisão e à cassação de Arruda. Perillo afirmou, por meio de assessor, que não se considera parente de Marcelo "tamanha a distância do grau de parentesco” (leia ao lado).

Somente nos três primeiros meses de 2010, o governo paulista empenhou R$ 5,5 milhões para pagamento da Hospfar. Ao menos 20 dos 51 dos contratos foram feitos para cumprimento de decisão judicial - quando a Justiça determina que o Estado tem de fornecer determinado medicamento ao cidadão. Três deles foram realizados com dispensa de licitação. Em nota, a Secretaria de Saúde informou que as contratações estão dentro da lei, que autoriza contratos sem licitação em compras abaixo de R$ 8 mil.

Irregularidades no DF
Segundo o ministro da Corregedoria Jorge Hage, auditoria da CGU aponta que o governo do Distrito Federal mantinha os estoques do Núcleo de Medicamento de Alto Custo praticamente vazios, para, posteriormente, comprar, em regime de urgência, com preços que estavam acima da tabela federal. A favorecida era quase sempre a Hospfar, que recebeu mais de R$ 190 milhões dos cofres do DF desde 2006.

“Há suspeita de que haja prejuízos financeiros relevantes. Em uma comparação dos preços praticados pelo GDF (governo do Distrito Federal) na compra de medicamentos, nós verificamos que os valores unitários superam o teto de todas as tabelas oficiais do governo federal”, afirmou Hage na última terça-feira, durante divulgação do resultado da auditoria feita nas contas do DF.

Segundo a CGU, junto com outras duas empresas do setor - Medcomerce e Milênio - a Hospfar teria montado um cartel para fraudar licitações. Juntas, as três empresas, que têm parentes como sócios, teriam recebido R$ 294 milhões dos R$ 500 milhões repassados ao Distrito Federal pela União para compras de medicamentos desde 2006.

“Apurou-se a existência de vínculos societários entre os proprietários da Hospfar e Medcomerce com a Milênio, bem como dessas três com a empresa Linknet, citada no inquérito policial relacionado à Caixa de Pandora”, afirma o relatório da CGU.

Paulo Octávio
O JT também revelou em março que uma das empresas do ex-vice-governador do DF, Paulo Octávio (ex-DEM) - que renunciou em meio a denúncias que o ligam ao mensalão de Brasília -, integra consórcios que têm contratos de R$ 137,2 milhões com a Saúde do governo paulista desde 2005.

Perillo nega parentesco
Em nota, a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde informou que as contratações da Hospfar “obedecem aos trâmites impostos pela lei de licitações”. 'Em um processo licitatório não há análise de pessoa física, mas de pessoa jurídica, que pretende concorrer no certame”.

Segundo a nota, a secretaria exige a apresentação de uma série de documentos, entre eles certidões e balanços fiscais e financeiros das empresas, um “procedimento que ocorre abertamente, na presença de todos os concorrentes”.

A secretaria afirma ainda que as compras feitas sem licitação estão “em consonância com a lei, segundo a qual compras abaixo de R$ 8 mil não requerem abertura de processo licitatório”. Os três contratos, segundo a secretaria, totalizaram R$ 1.386,00. 'É importante esclarecer que a Secretaria da Saúde de São Paulo gasta cerca de R$ 300 milhões por ano com ações judiciais”.

Tetravô
A reportagem tentou, por diversas vezes, contato com a assessoria de imprensa da Hospfar, em Goiânia, mas não teve retorno até as 20h de ontem.

Já o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) afirmou, por meio de assessor, que ele “nem pode ser considerado primo” de Marcelo Reis Perillo, sócio da Hospfar, “tamanha a distância do grau de parentesco”. “O senador fez um levantamento genealógico e viu que seu tetravô era irmão do tetravô dele (Marcelo)”, disse o assessor.

Histórico Nebuloso
Investigada por fraudes no Distrito Federal, a Hospfar responde a processos em Goiânia e no Mato Grosso por suposto superfaturamento de preços e participação em licitações fraudulentas

Em Goiânia, onde fica a matriz da empresa, a Justiça chegou a determinar a indisponibilidade bens dos sócios e proibiu a distribuidora de fechar qualquer contrato com o governo do município

Um dos sócios da empresa, Marcelo Reis Perillo, é primo do senador tucano Marconi Perillo (GO). Outro, Moisés de Oliveira Neto, também é sócio da Linknet, ligada pela PF ao mensalão do DEM.

Ligadas à escândalo de Brasília atuaram em SP
Além da Linknet, que tem entre seus donos um dos sócios da Hospfar, pelo menos outras duas empresas suspeitas de abastecerem o “mensalão do DEM” no Distrito Federal atuaram em São Paulo: Uni Repro e Serveng Civilsan.

A Uni Repro foi investigada em 2007 dentro da Operação Parasitas da Polícia Civil. A empresa faria parte de um grupo que teria causado um rombo de R$ 100 milhões na área da saúde por meio de fraudes em licitações, superfaturamento de preços e entrega de produtos de má qualidade.

Um organograma feito pela Secretaria Estadual da Fazenda e anexado ao inquérito aponta a Uni Repro como prestadora de serviços para o Estado entre 1999, no governo Mário Covas (PSDB) e 2007, início da gestão de José Serra/Alberto Goldman (PSDB), recebendo R$ 26 milhões, dos quais R$ 1 milhão em contratos assinados sem licitação.

A construtora Serveng participou de, ao menos, dois consórcios com contratos no Estado. Um para a realização de obras de melhorias no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e outro para a construção do trecho sul do Rodoanel, inaugurado em 30 de março.

Na obra no aeroporto, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a suspensão do pagamento de R$ 70,9 milhões ao consórcio Queiroz Galvão/Constran/Serveng, após suspeitas de irregularidades. No Rodoanel, auditoria do TCU entre janeiro de 2007 e julho de 2008 encontrou indícios de superfaturamento. Segundo o órgão, a obra, com valor estimado em R$ 3,6 bilhões, obteve “permissão de preços unitários até 30% acima dos preços de referência”.

A Serveng também foi um dos principais doadores da campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM) em 2008 - R$ 1,2 milhão. O repasse foi considerado ilegal pela Justiça Eleitoral, que cassou o mandato de Kassab. Ele aguarda no cargo julgamento de recurso.

Leia mais no Jornal da Tarde clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio em 12/04/10 às 06:53.
Post com 1 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



06/04/10 - Terça-feira
Eleições 2010
‘Alcides quer fechar 2010 com déficit zero’, diz Braga

O ex-secretário da Fazenda Jorcelino Braga (PP) disse em entrevista à Rádio 730 na manhã de hoje que o governador Alcides Rodrigues (PP) está trabalhando para fechar as contas para o próximo governante com déficit zero. Ele disse que, se der certo o acordo da Celg e o Programa Emergencial de Financiamento aos Estados (PEF), este será o melhor ano do governo Alcides. O Refaz, segundo Braga, só existiu este ano em função do "buraco financeiro” da Celg.  

Braga disse que, a cada mês, faltam 40 milhões para fechar o caixa da Celg. "Se sair o acordo com a Eletrobras, isso será resolvido”, afirmou. O ex-secretário destacou também que não acredita no esvaziamento do governo Alcides, já que tudo indica que o Executivo pode ter até 1 bilhão para investir este ano.  

O pepista disse que acredita no projeto de Vanderlan Cardoso na corrida ao Palácio das Esmeraldas. "E por querer me dedicar 24 horas a essa campanha, preferi deixar meu cargo de secretário”, afirmou. O ex-secretário descartou qualquer possibilidade de ser candidato nas eleições deste ano e diz que não disputa espaço com ninguém na candidatura de Vanderlan. “Não disputo espaço com (o marqueteiro) Ademir Lima, sou um colaborador da campanha, um soldado, vou ajudar naquilo que Vanderlan precisar”, esclareceu. 

O ex-secretário também rebateu algumas notas que surgiram em jornais da cidade. “Em momento algum sugeri um tom agressivo contra Marconi (Perillo) ou quem quer que seja na campanha de Vanderlan", assinalou. E completou: “Nem sou eu que decide isso. Há uma equipe de Vanderlan que vai decidir todos os passos da campanha”.

Decisão do DEM
O pepista também aposta no apoio do DEM à candidatura de Vanderlan, mas diz que o DEM tem seu tempo certo para decidir. “Demóstenes e Caiado são meus amigos e nunca ouvi deles declaração de que foram alijados de qualquer discussão. O DEM tem sua forma de fazer política e nós respeitamos. Estamos confiantes que o DEM estará conosco”, afirmou.  

Braga também nega que tenha contribuído para acabar com a base aliada em Goiás. “Este governo teve de mostrar a situação financeira do Estado e o pessoal do PSDB quis explorar isso. O governo atual nunca iniciou uma briga, apenas respondeu às provocações”, destacou.  

Ele também negou que tenha sido 'primeiro-ministro' do governo Alcides. “O que aconteceu é que a Secretaria da Fazenda assumiu todos os desgastes e resolveu os problemas, por isso que veio essa história de 'primeiro-ministro' em relação a mim. Quem sempre mandou e manda é o governador Alcides Rodrigues”, afirmou.  

Braga encerrou a entrevista dizendo que foi ótimo trabalhar com o governador. “Alcides é um homem que escuta e tem tranquilidade para decidir, ele implantou ferramentas modernas de gestão, antes havia uma propaganda de modernidade, mas antes dele a gestão não era moderna de fato”, finalizou.  

Postado por Eduardo Horácio em 06/04/10 às 09:04.
Post com 1 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



31/03/10 - Quarta-feira
Eleições 2010
Marconi e a lista ‘secreta’ de convidados

O senador Marconi Perillo (PSDB) disse que reuniu ontem, em seu apartamento em Brasília, 25 prefeitos do PP em Goiás mais quatro por telefone. Isso um dia depois do lançamento da candidatura de Vanderlan Cardoso (PR) ao Palácio das Esmeraldas, inclusive com apoio do governador Alcides Rodrigues (PP).

A lista, no entanto, não foi divulgada. Sem divulgar a lista de quem foi, é fácil falar. Essa reunião é um fato ou factóide? Se é assim, o também pré-candidato a governador Iris Rezende (PMDB) pode vir a público hoje dizer que se reuniu com 30 prefeitos do PSDB, mas sem divulgar a lista. Marconi alega que a lista não é divulgada para evitar “perseguições”.

O episódio, no entanto, prova que Marconi gosta mesmo de incentivar a infidelidade partidária. Em setembro de 2003, em um só dia, Marconi articulou a saída de 23 prefeitos então PFL (hoje DEM) para o PSDB. O motivo: porque o então PFL resolveu, legitimamente, lançar candidato próprio à Prefeitura de Goiânia. Muita gente do DEM não engole isso até hoje.

Essa suposta reunião também reforça o quão “frágil” é o discurso do “alto nível” de Marconi Perillo.

Postado por Eduardo Horácio em 31/03/10 às 06:10.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



25/03/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
O que é ‘baixo nível’ para Marconi Perillo?

O senador Marconi Perillo sempre levanta a voz contra o “baixo nível” (basta olhar seu Twitter hoje) mas, que eu saiba, quem sempre baixa o nível nas campanhas é ele.

 

Em 2006, não custa lembrar, ele chamou Demóstenes Torres (DEM) de “pessoa do mal, doentia, bajuladora, desprovida de caráter e leviana”. Para quem duvida, está registrado em uma matéria do jornal O Popular, assinada por Fabiana Pulcineli.

 

Em 2008, Marconi chamou Iris de “coronel político rancoroso, arrogante, megalomaníaco, truculento, avesso às críticas e reacionário”. Está também registrado nos jornais da época.

 

Nada disso, no entanto, é “baixo nível” para Marconi.

 

O que Marconi chama de “baixo nível” é a discussão de biografias e idéias para o Estado, com críticas e denúncias pontuais. Estratégia, aliás, que ele usou muito bem em 1998, quando derrotou Iris Rezende (PMDB) e foi eleito governador.

Postado por Eduardo Horácio em 25/03/10 às 00:59.
Post com 1 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



24/03/10 - Quarta-feira
Eleições 2010
Iris Rezende é candidato a governador

Lançamento da candidatura será na próxima terça-feira, no Master Hall, a partir das 9h da manhã, com presença em massa do PMDB da capital e do interior

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), disse hoje aos seus aliados mais próximos e à familia que é, sim, candidato a governador.

O peemedebista já até marcou o lançamento de sua candidatura: na próxima terça-feira, dia 30 de março, às 9 horas da manhã, no Master Hall. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais já estão sendo convidados para o evento. Na oportunidade, será distribuído um jornal do partido enaltecendo os cinco anos da administração de Iris na prefeitura de Goiânia. O foco é dizer que Iris vai fazer pelo Estado o dobro do que já fez à frente da Prefeitura.

Iris disse também ao PMDB que tudo caminha para que um dos candidatos ao Senado seja Henrique Meirelles. O peemedebista acha que Meirelles daria à sua chapa a marca do presidente Lula, além de aumentar o apoio financeiro da campanha. A outra vaga ao Senado seria reservada ao PT ou a uma possível - mas, até agora, improvável - aliança com DEM. Se Demóstenes Torres (DEM) for candidato ao Senado na chapa de Iris, o PT pegaria a vice-governadoria.

O prefeito se reuniu hoje com o publicitário Hamilton Carneiro que, tudo indica, será o marqueteiro de sua campanha.

Iris gostaria de ter o apoio do governador Alcides Rodrigues (PP)? Sim, até porque as pesquisas do Paço indicam que a popularidade de Alcides está em rápida ascensão. Mas Iris sabe que isso é praticamente impossível. O sonho de Iris era ter Jorcelino Braga em sua vice, mas esta hipótese está praticamente descartada com o crescimento rápido que a candidatura de Vanderlan Cardoso (PR) experimentou nos últimos quinze dias.

Postado por Eduardo Horácio em 24/03/10 às 18:27.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



22/03/10 - Segunda-feira
Eleições 2010
Caiado reage à entrevista de Júnior do Friboi

O presidente regional do DEM, deputado federal Ronaldo Caiado, reagiu às declarações que Júnior do Friboi (PTB) deu hoje ao Popular (saiba mais lendo o post abaixo deste). Ele disse, em sua página no Twitter, que vai interpelar judicialmente Júnior do Friboi. "Não dei autorização para esse mau caráter, chefe de cartel, usar meu nome", completou.

 

Entre outras coisas, Caiado disse que o empresário “mentiu” ao afirmar que já foi em sua casa. “Quero ver se ele tem coragem de confirmar tal mentira”. O deputado afirmou também que não aceita doações e não se relaciona com “formadores de cartel”. No Twitter, o presidente do DEM disse que Júnior do Friboi “atua para lesar o produtor e o consumidor”.

 

Caiado disse mais. Afirmou também:

- “Júnior do Friboi não tem condições de ser empresário muito menos político. Ele atua com dinheiro do BNDES. Brasil logo saberá quem ele é”

- “Sempre combati Júnior do Friboi, sanguessuga do produtor rural. Daqui a pouco colocarei vídeo que mostra como ele age na formação de cartel”

- “A entrada de Júnior do Friboi na política é a desmoralização do processo político eleitoral em Goiás. Ele acha que se impõe pelo dinheiro”

 

E agora? Será que o candidato a governador Marconi Perillo (PSDB) vai conseguir convencer o DEM a participar da chapa tucana sem ‘fritar’ a candidatura de Júnior do Friboi?

 

Visite a página de Ronaldo Caiado no Twitter clicando aqui.

 

Visite a página deste blogueiro no Twitter clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio em 22/03/10 às 19:44.
Post com 0 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



22/03/10 - Segunda-feira
Eleições 2010
Júnior do Friboi quebra ‘conluio originário’

Foto: Marcello Dantas Jr.
José Batista: "Marconi pode ficar 3 anos e 3 meses e me entrega o governo"

Ingênuos, claro, sempre dão boas entrevistas, porque acabam revelando fatos e desejos de seu grupo político que não deveriam vir a público. É o caso da entrevista de José Batista Júnior (PTB), mais conhecido como Júnior do Friboi, concedida hoje à repórter Núbia Lobo e publicada no jornal O Popular (íntegra da entrevista aqui). Ele é pré-candidato a vice-governador ou a senador na chapa de Marconi Perillo (PSDB).

O sociólogo Pierre Bourdieu dizia que o ruim das entrevistas de políticos é que há um “conluio originário” fortíssimo. Este conluio seria um acordo mais forte do que contratos abertos ou secretos. Neste conluio, aponta Bourdeiu, todo político tem uma obrigação de discrição e segredo acerca de tudo que é planejado e discutido nos bastidores ou diz respeito às crenças íntimas desse grupo.

 

Mas algumas falas de Júnior do Friboi revelam esse lado ingênuo (alguém pode ver como prepotência, o que não acho que é o caso) dele, que acabam quebrando esse “conluio originário”. Vamos a elas:

 

1) Júnior do Friboi expõe o fato de Marconi já estar negociando cargos antes mesmo de ser eleito:

 

“Propus para o Marconi, eu indo para a vice, de criar uma secretaria de relações internacionais e desenvolvimento e que eu possa cuidar dessa parte. (Criar também) algumas secretarias ligadas a mim, alguma coisa bem mais ampla do que simplesmente ser vice."

 

2) Ele diz que o CPF do Friboi é diferente do CNPJ do Friboi. Indiretamente afirma que não quer sofrer retaliações, caso não consiga se eleger:

 

“A JBS vai fazer doações para todos (os candidatos). Independente de eu ser o candidato ou não, ela (a empresa) vai participar com todos, como sempre participou.”

 

3) Ele afirma que Caiado e Demóstenes devem “vir para o PSDB”, como se não soubesse do desgaste dos líderes dos dois partidos em Goiás e como se Ronaldo Caiado precisasse de Marconi para “garantir” sua vaga de deputado federal:

 

“Espero que o Demóstenes e o Ronaldo decidam vir para o PSDB porque acho que é o caminho natural deles. O Demóstenes tem a vaga garantida para o Senado, o Ronaldo para deputado federal. Eu poderia muito bem ser um grande aliado deles na defesa do produtor.”

 

4) O ponto alto: Júnior do Friboi sugere que há um acordo para Marconi renunciar aos últimos nove meses de mandato para ele, que seria o vice:

 

“O Marconi pode ficar 3 anos e 3 meses, me entrega o governo, eu assumo, vou para uma reeleição, fico mais três anos e três meses e posso sair de novo.”

 

5) A repórter Núbia Lobo, provavelmente assustada com a resposta, pergunta se esse acordo (do ponto 4) existe mesmo. Ele confirma, em vez de perceber que disse algo que não deveria ser revelado:

Pergunta: É isso que está planejado entre o sr. e o Marconi?

Resposta: Eu não entraria se não fosse dessa forma.

 

6) Ele acaba fritando a candidatura de Lúcia Vânia ao Senado, mesmo dizendo que não faz isso:

 

“Não, não tem desconforto nenhum. A vaga não é de Lúcia Vânia, não é de ninguém. A vaga é do partido. Está terminando o direito de oito anos que o povo deu a ela. Agora é zerar tudo e começar de novo. Ela está esperando que o partido e o povo possam reconhecer o trabalho dela e, ao vencer as eleições, traga ela novamente.”

 

7) Ele, ao dizer que não entende de gestão pública, acaba abrindo a guarda para adversários o criticarem na campanha:

 

“De gestão pública não entendo, vou passar a entender. Tenho a vocação política e vocação empresarial.”

Postado por Eduardo Horácio em 22/03/10 às 15:09.
Post com 2 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



21/03/10 - Domingo
Eleições 2010
Nove reflexões sobre a pesquisa do instituto Verus

Ilustração: Instituto Verus
Muitos eleitores ainda não sabem que Marconi e Alcides estão rompidos

Abaixo, algumas reflexões sobre a pesquisa Rádio 730/Tribuna do Planalto, feita pelo Instituto Verus, publicada hoje no jornal Tribuna do Planalto e no Portal 730.

1) O fato de haver 48,3% de indecisos na espontânea para governador mostra que há espaço para o surgimento de um candidato forte que não seja Marconi ou Iris;

2) Iris é mais forte na capital e na região metropolitana de Goiânia porque é prefeito de Goiânia desde 2005 (recall fresco na cabeça do eleitor) e Marconi é mais forte no interior porque deixou o Governo do Estado em 2006, enquanto Iris está fora do cargo de governador desde março de 1994 (recall fraco na cabeça do eleitor que não é da capital);

3) Os índices de Iris e Marconi caem consideravelmente quanto mais instruído é o eleitor, o que mostra que os formadores de opinião estão pedindo um novo nome na disputa. Em março de 1998, os índices de Iris eram também mais fracos entre os eleitores formadores de opinião, o que possibilitou o surgimento da novidade que, na época, encarnou em Marconi Perillo;

4) O fato de o eleitor querer um nome "novo" na disputa não quer dizer que qualquer um possa ocupá-lo. Em tese, um "poste" pode derrotar Iris e Marconi, mas quando este "poste" ganha um nome, tudo muda de figura. Este "poste" pode ser Vanderlan Cardoso (PR)? Pode, mas ainda resta muito trabalho para Vanderlan. Tempo, há. Sua candidatura cresceu de tamanho rapidamente e, até agora, sua estratégia tem sido acertada;

5) Vanderlan - ou um outro candidato que convença o eleitor a quebrar a polarização entre Marconi e Iris -, todavia, só deve crescer em setembro, quando historicamente a eleição é decidida em Goiás. Antes disso, resta ao candidato trabalhar bastante, ocupar espaços e se fortalecer entre os formadores de opinião. E o principal: aguentar a pressão de "não crescer nas pesquisas". Em 1998, Marconi só conseguiu alcançar 20% dos votos em setembro. O mesmo aconteceu com Maguito em 1994. Em 2006, Alcides só superou a barreira dos 12% em setembro. Todos eles só assumiram a liderança das pesquisas nos últimos dias de campanha. Todos também sofreram, mas conseguiram aguentar a pressão interna "por crescimento rápido nas pesquisas". Vanderlan (ou qualquer outro nome pouco conhecido do eleitorado hoje) tem esse desafio nos próximos meses;

6) O fato de, na pesquisa estimulada para segundo turno, a diferença de Marconi para Iris (que já é pequena na estimulada para o primeiro turno) cair ainda mais (ficando em apenas 0,5 ponto porcentual) mostra que o eleitor que não é marconista é, automaticamente, anti-marconista;

7) 46% dos eleitores acham que Marconi deveria permanecer no Senado até o fim de seu mandato, contra 44,8% que acham que ele deveria se candidatar a governador, o que mostra que o eleitor não rejeita só Iris por deixar a prefeitura e, sim, qualquer um que queira largar o mandato pela metade;

8) A pesquisa mostrou que muitos eleitores ainda não sabem do rompimento político entre o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi Perillo (PSDB). Durante a campanha, este rompimento será do conhecimento de todos. O resultado disso é imprevisível para a campanha de Marconi Perillo. O eleitor aprovará este rompimento? Marconi será visto como traidor? Já a campanha de Iris Rezende não passará por este tipo de instabilidade;

9) Existe voto de gratidão? Tenho dúvidas. Mas, se existe, ele é mais forte a favor de Iris Rezende. 68,2% dos eleitores pensam que o povo de Goiás deve muito a Iris, enquanto 62% dizem que povo goiano deve muito a Marconi.

A íntegra da pesquisa pode ser lida clicando aqui.

Mais análises amanhã, a partir das 8h da manhã, na Rádio 730, ao vivo.

Postado por Eduardo Horácio em 21/03/10 às 19:50.
Post com 3 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



21/03/10 - Domingo
Velinhas
Quatro anos de Jornal X

Não custa lembrar: hoje este blog completa quatro anos. Ao todo, já são 10 anos na blogosfera. Antes, escrevi nos blogs Escanteio, Post Scriptum e Descaminho, além de gerenciar por um período o Massa e Poder.

Postado por Eduardo Horácio em 21/03/10 às 05:47.
Post com 1 comentários
Enviar por e-mail  ou imprimir post



 

 
 
Quem vai ganhar a Copa do Mundo?
Argentina
Brasil
Itália
Alemanha
França
Inglaterra
Espanha
Holanda
Outros
 
 
 
 
Cadastre-se e receba novidades e atualizações por e-mail: