Arquivo Mensal
21/03/10 - Domingo
Velinhas
Quatro anos de Jornal X
Não custa lembrar: hoje este blog completa quatro anos. Ao todo, já são 10 anos na blogosfera. Antes, escrevi nos blogs Escanteio, Post Scriptum e Descaminho, além de gerenciar por um período o Massa e Poder.
Postado por Eduardo Horácio às 05:47 de 21/03/10.
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17/03/10 - Quarta-feira
Jornal X
O fim do ‘exílio’ voluntário
Aos poucos leitores que ainda passam por aqui, informo que fui convencido por amigos a voltar a escrever sobre política. Eles alegam - e eu acabei concordando - que minha função como concursado na Assembleia Legislativa não deve me impedir de fazer análises sobre o cenário político local. Afinal, dizem eles, minha função é escrever para o site institucional da Assembleia e, ademais, não ocupo o cargo por indicação política.
Portanto, a partir de agora, o leitor do Jornal X voltará a ler rabiscos deste blogueiro sobre a política local. Tentarei atualizar diariamente. Mas fica a ressalva: se eu perceber que as duas funções são conflitantes, abrirei mão de uma das duas.
Além deste Jornal X, este blogueiro também pode ser encontrado (no caso, ouvido) diariamente na Rádio 730, no programa “Opinião Livre”, que vai ao ar diariamente a partir das 8h da manhã e no Twitter: www.twitter.com/jornalx.
Enfim, vamos ao trabalho.
Postado por Eduardo Horácio às 10:13 de 17/03/10.
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17/03/10 - Quarta-feira
Eleições 2010
Por que Iris e Marconi temem Vanderlan?
| Foto: Lailson Damasio |
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A candidatura de Vanderlan Vieira Cardoso (PR) ao governo de Goiás está no caminho para deixar de ser hipótese e se tornar um fato. Nos últimos dez dias, seu nome só cresceu - dentro e fora da frente alcidista. Ele já diz abertamente que renuncia à Prefeitura de Senador Canedo até o dia 3 de abril e vai assumir a postulação ao Palácio das Esmeraldas. É até possível dizer que, mantido o ritmo de articulações, será difícil haver um recuo, dado o tamanho que a candidatura dele alcança.
Tamanho da candidatura, aliás, que pode ser medido pela reação dos adversários.
Parte do PMDB mostra irritação, acusando o golpe.
Já o PSDB ainda trata a candidatura de Vanderlan com desdém no "on" e com preocupação no "off". O senador Marconi Perillo (PSDB), pré-candidato a governador também, tem ligado para aliados e adversários preocupado com a candidatura de Vanderlan.
O nome do PR cresceu e ganhou força exatamente no instante em que Iris Rezende (PMDB) deu sinais de que poderia não ser candidato e no momento "ressaca" do PSDB, que celebrou o aniversário de Marconi Perillo como se já tivesse vencido a eleição de outubro deste ano.
É engano imaginar que a candidatura de Vanderlan nasce forte só porque pode ter o apoio do governador Alcides Rodrigues (PP). Ter o apoio do governo é importante sim, mas há também (pelo menos) outros seis motivos que tornam o nome dele ainda mais central no xadrez político goiano:
1) Tem conteúdo, rejeição baixíssima, experiência administrativa, sabe usar a criatividade e é bom de debate. É o tipo de candidato que, na linguagem do marketing, é chamado de "pró-ativo";
2) É forte no meio empresarial - até por ser parte integrante dele -, terreno em que antes apenas PMDB e PSDB dividiam as atenções;
3) Tem perfil municipalista: sempre esteve à frente da luta por mais verbas para os municípios. Isso já atraiu e vai atrair ainda mais prefeitos do interior para a sua candidatura, especialmente porque muitos não querem saber de candidatos que já foram governadores e trataram os prefeitos na base da coerção política e da estratégia do conta-gotas;
4) É forte nas bases, não sendo considerado por ninguém um candidato de "cúpula", já que possui prestígio entre prefeitos e vereadores do interior muito antes de pensar em ser candidato a governador;
5) Quebra a bipolarização do debate, atraindo os inúmeros descontentes com o tucanato que não querem votar no PMDB;
6) Tem facilidade de aglutinar em função do perfil conciliador. Para falar apenas dos dez grandes partidos do Estado, seu nome já larga com uma base partidária que inclui, no mínimo, PR, PP, PSB e, possivelmente, DEM e PDT;
O nome de Vanderlan, claro, não deve crescer nas pesquisas antes do horário eleitoral gratuito na TV, que começa em agosto. Ele sabe que é assim mesmo. O seu maior desafio, daqui até lá, será o de trabalhar politicamente sua candidatura, montar uma boa estrutura e se tornar uma referência entre os formadores de opinião. Se conseguir isso - o que não é nada fácil -, já terá largado bem.
Postado por Eduardo Horácio às 10:36 de 17/03/10.
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17/03/10 - Quarta-feira
Eleições 2010
Iris erra e produz fatos contra si mesmo
Iris Rezende é ou não é candidato a governador? Difícil dizer, mas eu apostaria que sim. O que ele tentou, penso eu, foi amarrar o máximo possível de apoios à sua candidatura, pois sabe que, depois de renunciar à prefeitura, seu poder de negociação já não será o mesmo. É claro - nem o irista mais fanático diria o contrário - que sua estratégia foi equivocada.
Em vez de conseguir atrair mais apoio e ver todos implorarem por sua candidatura - como aconteceu em 2004, quando foi candidato a prefeito de Goiânia - Iris acabou gerando pânico entre os seus aliados. Assim que manifestou sinais de dúvida, a reação foi a pior possível: alguns peemedebistas jogaram a toalha, outros foram atrás de Henrique Meirelles e ninguém mexeu um dedo para fortalecer a candidatura de Iris.
Alguns peemedebistas dizem que Iris tentou mandar recados para o seu próprio partido, para o governador Alcides Rodrigues (PP) e para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Iris queria a união de todo mundo em torno dele, o que achava possível. Se tivesse analisado melhor o xadrez pré-eleitoral, Iris saberia que Alcides nunca escondeu a vontade de formar uma "Nova Frente" e o Palácio do Planalto nunca viu problemas em ter dois palanques em Goiás. Iris confiou demais em sua própria intuição.
A estratégia do prefeito de Goiânia acabou produzindo fatos contra ele mesmo.
Primeiro, ao falar que tinha medo de largar o mandato em Goiânia pela metade, deu munição gratuita para seus adversários, caso ainda resolva ser candidato ao Palácio das Esmeraldas.
Segundo porque dispersou aliados que já estavam amarrados. O PT, por exemplo, começou a falar em candidatura própria de Rubens Otoni. O PR, que indicaria o vice de Iris, deu corda para o prefeito de Senador Canedo, Vanderlan Cardoso, colocar sua candidatura na praça. Candidatura, aliás, que cresceu exatamente no espaço deixado por Iris.
Se Iris não for candidato a governador, o principal responsável terá sido ele mesmo. Em janeiro e fevereiro, ele forçou Henrique Meirelles a desistir da postulação e obrigou o PT inteiro - incluindo a ala de Pedro Wilson, a última a resistir - a declarar apoio à sua candidatura.
Cheio de si, introduziu a "estratégia do recuo" achando que Lula forçaria a base de Alcides a declarar apoio à sua candidatura.
Errou.
Agora, se renunciar à Prefeitura, sua candidatura estará no mês de abril menor do que esteve no início de março.
Por outro lado, se não renunciar e desistir da candidatura, terá deixado o PMDB à deriva, já que ninguém preparou um plano B, especialmente se Henrique Meirelles não aceitar a nova pressão peemedebista.
O ano de 2010 para Iris - seja qual for sua decisão - está bem mais complicado do que parecia ser.
Postado por Eduardo Horácio às 10:33 de 17/03/10.
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21/03/10 - Domingo
Eleições 2010
Nove reflexões sobre a pesquisa do instituto Verus
| Ilustração: Instituto Verus |
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Abaixo, algumas reflexões sobre a pesquisa Rádio 730/Tribuna do Planalto, feita pelo Instituto Verus, publicada hoje no jornal Tribuna do Planalto e no Portal 730.
1) O fato de haver 48,3% de indecisos na espontânea para governador mostra que há espaço para o surgimento de um candidato forte que não seja Marconi ou Iris;
2) Iris é mais forte na capital e na região metropolitana de Goiânia porque é prefeito de Goiânia desde 2005 (recall fresco na cabeça do eleitor) e Marconi é mais forte no interior porque deixou o Governo do Estado em 2006, enquanto Iris está fora do cargo de governador desde março de 1994 (recall fraco na cabeça do eleitor que não é da capital);
3) Os índices de Iris e Marconi caem consideravelmente quanto mais instruído é o eleitor, o que mostra que os formadores de opinião estão pedindo um novo nome na disputa. Em março de 1998, os índices de Iris eram também mais fracos entre os eleitores formadores de opinião, o que possibilitou o surgimento da novidade que, na época, encarnou em Marconi Perillo;
4) O fato de o eleitor querer um nome "novo" na disputa não quer dizer que qualquer um possa ocupá-lo. Em tese, um "poste" pode derrotar Iris e Marconi, mas quando este "poste" ganha um nome, tudo muda de figura. Este "poste" pode ser Vanderlan Cardoso (PR)? Pode, mas ainda resta muito trabalho para Vanderlan. Tempo, há. Sua candidatura cresceu de tamanho rapidamente e, até agora, sua estratégia tem sido acertada;
5) Vanderlan - ou um outro candidato que convença o eleitor a quebrar a polarização entre Marconi e Iris -, todavia, só deve crescer em setembro, quando historicamente a eleição é decidida em Goiás. Antes disso, resta ao candidato trabalhar bastante, ocupar espaços e se fortalecer entre os formadores de opinião. E o principal: aguentar a pressão de "não crescer nas pesquisas". Em 1998, Marconi só conseguiu alcançar 20% dos votos em setembro. O mesmo aconteceu com Maguito em 1994. Em 2006, Alcides só superou a barreira dos 12% em setembro. Todos eles só assumiram a liderança das pesquisas nos últimos dias de campanha. Todos também sofreram, mas conseguiram aguentar a pressão interna "por crescimento rápido nas pesquisas". Vanderlan (ou qualquer outro nome pouco conhecido do eleitorado hoje) tem esse desafio nos próximos meses;
6) O fato de, na pesquisa estimulada para segundo turno, a diferença de Marconi para Iris (que já é pequena na estimulada para o primeiro turno) cair ainda mais (ficando em apenas 0,5 ponto porcentual) mostra que o eleitor que não é marconista é, automaticamente, anti-marconista;
7) 46% dos eleitores acham que Marconi deveria permanecer no Senado até o fim de seu mandato, contra 44,8% que acham que ele deveria se candidatar a governador, o que mostra que o eleitor não rejeita só Iris por deixar a prefeitura e, sim, qualquer um que queira largar o mandato pela metade;
8) A pesquisa mostrou que muitos eleitores ainda não sabem do rompimento político entre o governador Alcides Rodrigues (PP) e o senador Marconi Perillo (PSDB). Durante a campanha, este rompimento será do conhecimento de todos. O resultado disso é imprevisível para a campanha de Marconi Perillo. O eleitor aprovará este rompimento? Marconi será visto como traidor? Já a campanha de Iris Rezende não passará por este tipo de instabilidade;
9) Existe voto de gratidão? Tenho dúvidas. Mas, se existe, ele é mais forte a favor de Iris Rezende. 68,2% dos eleitores pensam que o povo de Goiás deve muito a Iris, enquanto 62% dizem que povo goiano deve muito a Marconi.
A íntegra da pesquisa pode ser lida clicando aqui.
Mais análises amanhã, a partir das 8h da manhã, na Rádio 730, ao vivo.
Postado por Eduardo Horácio às 19:50 de 21/03/10.
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22/03/10 - Segunda-feira
Eleições 2010
Júnior do Friboi quebra ‘conluio originário’
| Foto: Marcello Dantas Jr. |
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Ingênuos, claro, sempre dão boas entrevistas, porque acabam revelando fatos e desejos de seu grupo político que não deveriam vir a público. É o caso da entrevista de José Batista Júnior (PTB), mais conhecido como Júnior do Friboi, concedida hoje à repórter Núbia Lobo e publicada no jornal O Popular (íntegra da entrevista aqui). Ele é pré-candidato a vice-governador ou a senador na chapa de Marconi Perillo (PSDB).
O sociólogo Pierre Bourdieu dizia que o ruim das entrevistas de políticos é que há um “conluio originário” fortíssimo. Este conluio seria um acordo mais forte do que contratos abertos ou secretos. Neste conluio, aponta Bourdeiu, todo político tem uma obrigação de discrição e segredo acerca de tudo que é planejado e discutido nos bastidores ou diz respeito às crenças íntimas desse grupo.
Mas algumas falas de Júnior do Friboi revelam esse lado ingênuo (alguém pode ver como prepotência, o que não acho que é o caso) dele, que acabam quebrando esse “conluio originário”. Vamos a elas:
1) Júnior do Friboi expõe o fato de Marconi já estar negociando cargos antes mesmo de ser eleito:
“Propus para o Marconi, eu indo para a vice, de criar uma secretaria de relações internacionais e desenvolvimento e que eu possa cuidar dessa parte. (Criar também) algumas secretarias ligadas a mim, alguma coisa bem mais ampla do que simplesmente ser vice."
2) Ele diz que o CPF do Friboi é diferente do CNPJ do Friboi. Indiretamente afirma que não quer sofrer retaliações, caso não consiga se eleger:
“A JBS vai fazer doações para todos (os candidatos). Independente de eu ser o candidato ou não, ela (a empresa) vai participar com todos, como sempre participou.”
3) Ele afirma que Caiado e Demóstenes devem “vir para o PSDB”, como se não soubesse do desgaste dos líderes dos dois partidos em Goiás e como se Ronaldo Caiado precisasse de Marconi para “garantir” sua vaga de deputado federal:
“Espero que o Demóstenes e o Ronaldo decidam vir para o PSDB porque acho que é o caminho natural deles. O Demóstenes tem a vaga garantida para o Senado, o Ronaldo para deputado federal. Eu poderia muito bem ser um grande aliado deles na defesa do produtor.”
4) O ponto alto: Júnior do Friboi sugere que há um acordo para Marconi renunciar aos últimos nove meses de mandato para ele, que seria o vice:
“O Marconi pode ficar 3 anos e 3 meses, me entrega o governo, eu assumo, vou para uma reeleição, fico mais três anos e três meses e posso sair de novo.”
5) A repórter Núbia Lobo, provavelmente assustada com a resposta, pergunta se esse acordo (do ponto 4) existe mesmo. Ele confirma, em vez de perceber que disse algo que não deveria ser revelado:
Pergunta: É isso que está planejado entre o sr. e o Marconi?
Resposta: Eu não entraria se não fosse dessa forma.
6) Ele acaba fritando a candidatura de Lúcia Vânia ao Senado, mesmo dizendo que não faz isso:
“Não, não tem desconforto nenhum. A vaga não é de Lúcia Vânia, não é de ninguém. A vaga é do partido. Está terminando o direito de oito anos que o povo deu a ela. Agora é zerar tudo e começar de novo. Ela está esperando que o partido e o povo possam reconhecer o trabalho dela e, ao vencer as eleições, traga ela novamente.”
7) Ele, ao dizer que não entende de gestão pública, acaba abrindo a guarda para adversários o criticarem na campanha:
“De gestão pública não entendo, vou passar a entender. Tenho a vocação política e vocação empresarial.”
Postado por Eduardo Horácio às 15:09 de 22/03/10.
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22/03/10 - Segunda-feira
Eleições 2010
Caiado reage à entrevista de Júnior do Friboi
O presidente regional do DEM, deputado federal Ronaldo Caiado, reagiu às declarações que Júnior do Friboi (PTB) deu hoje ao Popular (saiba mais lendo o post abaixo deste). Ele disse, em sua página no Twitter, que vai interpelar judicialmente Júnior do Friboi. "Não dei autorização para esse mau caráter, chefe de cartel, usar meu nome", completou.
Entre outras coisas, Caiado disse que o empresário “mentiu” ao afirmar que já foi em sua casa. “Quero ver se ele tem coragem de confirmar tal mentira”. O deputado afirmou também que não aceita doações e não se relaciona com “formadores de cartel”. No Twitter, o presidente do DEM disse que Júnior do Friboi “atua para lesar o produtor e o consumidor”.
Caiado disse mais. Afirmou também:
- “Júnior do Friboi não tem condições de ser empresário muito menos político. Ele atua com dinheiro do BNDES. Brasil logo saberá quem ele é”
- “Sempre combati Júnior do Friboi, sanguessuga do produtor rural. Daqui a pouco colocarei vídeo que mostra como ele age na formação de cartel”
- “A entrada de Júnior do Friboi na política é a desmoralização do processo político eleitoral em Goiás. Ele acha que se impõe pelo dinheiro”
E agora? Será que o candidato a governador Marconi Perillo (PSDB) vai conseguir convencer o DEM a participar da chapa tucana sem ‘fritar’ a candidatura de Júnior do Friboi?
Visite a página de Ronaldo Caiado no Twitter clicando aqui.
Visite a página deste blogueiro no Twitter clicando aqui.
Postado por Eduardo Horácio às 19:44 de 22/03/10.
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24/03/10 - Quarta-feira
Eleições 2010
Iris Rezende é candidato a governador
Lançamento da candidatura será na próxima terça-feira, no Master Hall, a partir das 9h da manhã, com presença em massa do PMDB da capital e do interior
O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), disse hoje aos seus aliados mais próximos e à familia que é, sim, candidato a governador.
O peemedebista já até marcou o lançamento de sua candidatura: na próxima terça-feira, dia 30 de março, às 9 horas da manhã, no Master Hall. Prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais já estão sendo convidados para o evento. Na oportunidade, será distribuído um jornal do partido enaltecendo os cinco anos da administração de Iris na prefeitura de Goiânia. O foco é dizer que Iris vai fazer pelo Estado o dobro do que já fez à frente da Prefeitura.
Iris disse também ao PMDB que tudo caminha para que um dos candidatos ao Senado seja Henrique Meirelles. O peemedebista acha que Meirelles daria à sua chapa a marca do presidente Lula, além de aumentar o apoio financeiro da campanha. A outra vaga ao Senado seria reservada ao PT ou a uma possível - mas, até agora, improvável - aliança com DEM. Se Demóstenes Torres (DEM) for candidato ao Senado na chapa de Iris, o PT pegaria a vice-governadoria.
O prefeito se reuniu hoje com o publicitário Hamilton Carneiro que, tudo indica, será o marqueteiro de sua campanha.
Iris gostaria de ter o apoio do governador Alcides Rodrigues (PP)? Sim, até porque as pesquisas do Paço indicam que a popularidade de Alcides está em rápida ascensão. Mas Iris sabe que isso é praticamente impossível. O sonho de Iris era ter Jorcelino Braga em sua vice, mas esta hipótese está praticamente descartada com o crescimento rápido que a candidatura de Vanderlan Cardoso (PR) experimentou nos últimos quinze dias.
Postado por Eduardo Horácio às 18:27 de 24/03/10.
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25/03/10 - Quinta-feira
Eleições 2010
O que é ‘baixo nível’ para Marconi Perillo?
O senador Marconi Perillo sempre levanta a voz contra o “baixo nível” (basta olhar seu Twitter hoje) mas, que eu saiba, quem sempre baixa o nível nas campanhas é ele.
Em 2006, não custa lembrar, ele chamou Demóstenes Torres (DEM) de “pessoa do mal, doentia, bajuladora, desprovida de caráter e leviana”. Para quem duvida, está registrado em uma matéria do jornal O Popular, assinada por Fabiana Pulcineli.
Em 2008, Marconi chamou Iris de “coronel político rancoroso, arrogante, megalomaníaco, truculento, avesso às críticas e reacionário”. Está também registrado nos jornais da época.
Nada disso, no entanto, é “baixo nível” para Marconi.
O que Marconi chama de “baixo nível” é a discussão de biografias e idéias para o Estado, com críticas e denúncias pontuais. Estratégia, aliás, que ele usou muito bem em 1998, quando derrotou Iris Rezende (PMDB) e foi eleito governador.
Postado por Eduardo Horácio às 00:59 de 25/03/10.
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31/03/10 - Quarta-feira
Eleições 2010
Marconi e a lista ‘secreta’ de convidados
O senador Marconi Perillo (PSDB) disse que reuniu ontem, em seu apartamento em Brasília, 25 prefeitos do PP em Goiás mais quatro por telefone. Isso um dia depois do lançamento da candidatura de Vanderlan Cardoso (PR) ao Palácio das Esmeraldas, inclusive com apoio do governador Alcides Rodrigues (PP).
A lista, no entanto, não foi divulgada. Sem divulgar a lista de quem foi, é fácil falar. Essa reunião é um fato ou factóide? Se é assim, o também pré-candidato a governador Iris Rezende (PMDB) pode vir a público hoje dizer que se reuniu com 30 prefeitos do PSDB, mas sem divulgar a lista. Marconi alega que a lista não é divulgada para evitar “perseguições”.
O episódio, no entanto, prova que Marconi gosta mesmo de incentivar a infidelidade partidária. Em setembro de 2003, em um só dia, Marconi articulou a saída de 23 prefeitos então PFL (hoje DEM) para o PSDB. O motivo: porque o então PFL resolveu, legitimamente, lançar candidato próprio à Prefeitura de Goiânia. Muita gente do DEM não engole isso até hoje.
Essa suposta reunião também reforça o quão “frágil” é o discurso do “alto nível” de Marconi Perillo.
Postado por Eduardo Horácio às 06:10 de 31/03/10.
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