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<lastBuildDate><![CDATA[Fri, 03 Jul 2009 01:37:08 GMT]]></lastBuildDate>
<title><![CDATA[Jornal X]]></title>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/rss.php]]></link>
<description><![CDATA[Blog do jornalista Eduardo Horácio]]></description>
<pubDate><![CDATA[2009-06-17 23:08:00]]></pubDate>
<item>
<title><![CDATA[Fim da obrigatoriedade não é fim do mundo]]></title>
<description><![CDATA[<P>O Supremo Tribunal Federal (STF) acaba de decidir, por 8 votos a 1, que o diploma de jornalismo não é mais obrigatório para o exercício do jornalismo. Particularmente, sempre estive do lado daqueles que defendem a obrigatoriedade. Não porque considero a técnica jornalística uma coisa dificílima de aprender (ao contrário), mas por entender que uma faculdade específica em jornalismo ajuda a criar um maior compromisso entre o profissional e os princípios que regem a atividade. </P>
<P>No entanto, o fim da obrigatoriedade do diploma em jornalismo para o exercício da atividade não é o fim do mundo. Mesmo que a decisão do STF fosse pela manutenção da obrigatoriedade do diploma, ainda assim pouca coisa mudaria. É preciso, especialmente nesse momento, entender alguns fatos. </P>
<P>O principal talvez seja desfazer um equívoco comum: uma coisa é ser contra o diploma de jornalista, outra coisa distinta é ser contra a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Na publicidade, por exemplo, o&nbsp;canudo nunca foi obrigatório para o exercício da profissão e, ainda assim, as agências de publicidade preferem contratar, quase sempre, profissionais diplomados na área. Ou seja: o diploma não é obrigatório, mas o mercado recomenda que você tenha um. </P>
<P>Listo, abaixo, aspectos que devem ser considerados ao se discutir o fim da obrigatoriedade do diploma na área:</P>
<P><STRONG>1) Com ou sem a decisão do STF, o diploma em jornalismo não é mais obrigatório -</STRONG> Com a internet, qualquer um pode fazer jornalismo, mesmo que não seja formado em nada. E como a tendência é que jornais, TVs e rádios migrem totalmente para a web, mais cedo ou mais tarde não haveria mais como regular quem é jornalista e quem não é. A internet não tem como ser regulada - mesmo que alguém crie uma lei proibindo a prática do jornalismo por não-diplomados no Brasil, o sujeito pode abrir um site com um domínio fora do país (o que é fácil e barato), em lugares onde não existe a obrigatoriedade do diploma.</P>
<P><STRONG>2) O Brasil é um dos poucos que ainda exigia a obrigatoriedade -</STRONG> Dos mais de 200 países do mundo, apenas nove (quase todos da América do Sul) exigem o diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Na Itália, no México, no Japão ou nos Estados Unidos, por exemplo, não existe essa exigência. E nem por isso o diploma em jornalismo é desvalorizado. </P>
<P><STRONG>3) As faculdades de jornalismo não vão acabar -</STRONG> Se uma faculdade de jornalismo existe apenas porque o diploma em jornalismo é obrigatório, algo há de errado. Em países em que o diploma não é obrigatório, as faculdades de jornalismo continuam crescendo em tamanho e quantidade de alunos. Por quê? Porque o mercado (com raras e conhecidas exceções) prefere um profissional com uma formação na área do que pegar outro que é cru no metié. Repito: no Brasil, não há obrigatoriedade da exigência do diploma para ser publicitário e as faculdades de publicidade só crescem - em quantidades de alunos, inclusive. </P>
<P><STRONG>4) Quem contratava gente com formação na área vai continuar contratando -</STRONG> Com uma ou outra exceção, a tendência é que os veículos que sempre contrataram gente com diploma continuem contratando quem tem diploma - e os que desobedeciam a lei, vão continuar desobedecendo. Até porque a desobediência à lei do diploma obrigatório nunca gerou multas nem outras penas - e mesmo quando gerou, foram só pequenas multas, irrisórias para qualquer veículo de comunicação. </P>
<P><STRONG>5) Não deve haver invasão de profissionais de outra área no jornalismo -</STRONG> Primeiro porque um editor sempre vai preferir contratar repórteres com diploma na área (é melhor do que ter de ensinar o be-a-bá para todos). Há apadrinhados? Sempre houve e sempre haverá, ou estou errado? Quando um dono de jornal quer que alguém entre no seu veículo, ele faz qualquer coisa, com ou sem diploma - coloca o cara para ser jornalista e registra ele como digitador, por exemplo. </P>
<P><STRONG>Por último, uma provocação:</STRONG> o maior culpado pelo fim da obrigatoriedade do diploma em jornalismo não é o STF, não são os grandes veículos, não é o capitalismo. Para mim, sempre foi a categoria. Sim, nós e nossos coleguinhas. Sempre defendemos a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, mas não conheço ninguém que jogue mais pedras em sua própria formação do que o jornalista. Se (quase) todo jornalista gosta de dizer que a faculdade valeu pouco e que se aprende mesmo é no mercado, porque o STF seria a favor da obrigatoriedade do diploma? Os argumentos do STF para explicar o fim da obrigatoriedade do diploma foram esdrúxulos, mas as nossas ações para manter a exigência da formação específica não foram muito diferentes. </P>
<P>Jornalista que sai por aí dizendo que, agora com a decisão do STF, seu diploma "não vale nada”, que os quatro anos de faculdade foram jogados no lixo, que jornalista com diploma é “otário”, etc. só acaba reforçando, ainda mais, a decisão do STF. Portanto, choremos menos.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=859]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-06-17 23:08:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os 11 erros de Goiânia]]></title>
<description><![CDATA[<div style="text-align: left;"><span style="font-style: italic;">Por Eduardo Sartorato</span><br><br>O poder político e econômico foram determinantes para a escolha das 12
cidades-sedes da Copa 2014. Temos também, porém, que olharmos para o
nosso próprio umbigo e ver os erros que impediram Goiânia de chegar lá.
Aliás, não é nada difícil encontrar defeitos na "corrida” da nossa
capital por alguns jogos da Copa do Mundo e muitos milhões de reais em
investimentos em infraestrutura.<br><br>Falta de ação, incompetência
administrativa, inexperiência, projeto fraco, a não existência de um
forte interlocutor, falta de motivação, além de vários outros motivos,
levaram à derrocada goiana. Um insucesso que, repito, vai custar muito
para os goianienses a longo prazo.<br><br>Veja os principais erros do Comitê Executivo da Copa 2014 em Goiânia (Coexgyn) e envolvidos:<br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">1. Projeto desastroso
- </span>Não precisava ser perito para perceber que havia algo errado no
projeto do Serra Dourada para 2014. Desde o primeiro dia, o modesto
plano de obras foi criticado justamente. A principal gafe foi não
prever a cobertura total dos assentos do estádio (pelo projeto original
15% das arquibancadas não seriam cobertas). Fico imaginando um jogo de
Copa do Mundo, estádio lotado, e 15% do público tomando chuva. O
absurdo foi tão grande que dias antes do anúncio das sedes foi feita
uma correção no projeto. Uma vergonha! O plano de ação do Serra Dourada
estava mais para uma grande maquiagem do que adequação para a disputa
de uma Copa do Mundo.<br><br><span style="font-weight: bold;">2. Equipe sem experiência
– </span>Os 'cabeças' da Coexgyn, comandada pelo presidente da Agetur, Barbosa
Neto (PSB), não tinham a mínima experiência de como tocar um projeto
rumo a algo tão audacioso como sediar jogos da Copa 2014. Tudo foi
feito com muito amadorismo. O projeto, por exemplo, foi mandato à CBF
no limite do prazo e via Correios. Uma lástima.<br><br><span style="font-weight: bold;">3. Governo sem ações
–</span> O governo do Estado fez muito pouco para ver Goiânia como uma das
sedes da Copa 2014. Tirando a participação em alguns eventos e o apoio
verbal do Palácio das Esmeraldas à Coexgyn, nada mais foi feito.
Informações apontam para dificuldades de captação de recursos e falta
de investimentos do governo na postulação da cidade. Uma participação
quase zero se comparada, por exemplo, com a do Mato Grosso, onde o
governador Blairo Maggi foi o grande articulador político da
candidatura de Cuiabá.<br><br><span style="font-weight: bold;">4. Slogan de derrota
– </span>A frase “Eu acredito!” é conhecidao nacionalmente no meio
futebolístico como a crença em um milagre. Muito usado quando um time
chega na última rodada precisando vencer e tendo que torcer por mais
três ou quatro resultados para não ser rebaixado. Não era esta a
situação de Goiânia. Quando o Brasil foi confirmado como sede da Copa
de 2014, a capital de Goiás era uma das favoritas. A Coexgyn
transformou Goiânia de "favorita" em "a espera de um milagre".<br><br><span style="font-weight: bold;">5. “Gol contra” da marca
–</span> A marca de Goiânia 2014, “A Copa no coração do Brasil”, jogou contra
a candidatura da cidade. Isto porque a localização geográfica era algo
que deveria ser minimizada, já que havia, como houve, prejuízos em
relação a proximidade com Brasília. Enquanto outras cidades arrumaram
marcas únicas, como Manaus, Belém e Rio Branco, que disputaram para ser
a cidade sede da Amazônia, Cuiabá e Campo Grande, que duelaram para ser
a representante pantaneira na Copa, Goiânia apostou em uma marca que
concorria com a capital federal, confirmada como cidade sede desde o
primeiro dia em que a Fifa concedeu ao Brasil o direito de organizar a
Copa 2014. Até mesmo Natal conseguiu uma marca melhor, “A capital
brasileira mais próxima da Europa”. A Coexgyn tinha que ter sido
criativa e puxado para Goiânia a marca do Cerrado, cidade Country,
agronegócio, ou qualquer outra coisa que fugisse do confronto com
Brasília.<br><br><span style="font-weight: bold;">6. A falta de trânsito da FGF na CBF
–</span> Não me lembro em que ano, mas a última vez que o Brasil concorreu
para sediar uma Copa (<span style="font-style: italic;">nota do Jornal X: foi quando o Brasil concorreu para sediar a Copa de 94 e perdeu para os EUA</span>), o presidente da CBF Ricardo Teixeira veio a
Goiânia e confirmou que a cidade seria sede, no caso de sucesso da
postulação nacional. Não foi daquela vez, mas a afirmação traduzia
muito bem a amizade de Teixeira com o ex-presidente da Federação Goiana
de Futebol, Wilson da Silveira. Após a morte de Silveira, o vice André
Pita assumiu a federação e as relações com a CBF nunca mais foram as
mesmas. Tanto que esta pode ser a primeira vez, em muito tempo, que
Goiânia não sediará um jogo da seleção nas eliminatórias.<br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">7. Falta de eventos
– </span>A organização de Goiânia-2014 foi a mais discreta de todas as outras
16 candidatas. Nada foi feito nesta reta final para divulgar o trabalho
e as qualidades da capital para ser escolhida como sede. A maior parte
dos goianienses até mesmo se esqueceu que Goiânia estava realmente
concorrendo a uma das 12 vagas. Além disto, os três fortes padrinhos da
cidade, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o
ex-treinador de Brasil e Portugal, Luiz Felipe Scolari, e o
ex-presidente da FIFA, João Havelange, não foram requisitados hora
nenhuma. Divulgaram o apoio, e nada mais.<br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">8. Divulgação precária
–</span> A Coexgyn informou várias vezes que apresentou mais de 200 projetos
de melhorias da infraestrutura de Goiânia, no caso do sucesso da
candidatura. Em momento algum, porém se empenhou para a divulgação dos
mesmos. A população de Goiânia pouco foi informada e, com isto, não se
mobilizou em favor da cidade. Camisetas e faixas também foram raras na
capital, inclusive no dia no anúncio. Pode parecer pouca coisa, mas uma
cidade mobilizada pode fazer milagres.<br><br><span style="font-weight: bold;">8. Sem apoio político
–</span> A política goiana passa por uma das melhores fases em toda a
história. Temos o vice-presidente do Senado, os líderes de PTB, PR e
DEM na Câmara Federal, o relator da reforma tributária, além de fortes
interlocutores junto ao presidente Lula. Nada disto foi usado para que
a força política da cidade nos bastidores crescesse, o que certamente
faria a diferença.<br><br><span style="font-weight: bold;">10. O mal uso da proximidade com Brasília
- </span>O Brasil inteiro entendeu a mensagem transmitida por concorrentes de
Goiânia, de que a cidade não poderia sediar a Copa por causa da
proximidade com Brasília (cerca de 210 km). Goiânia, por sua vez, não
se importou em buscar um antídoto para tal. Deveria contratacar com uma
campanha maciça de argumentos, destacando a importância de um eixo
Goiânia-Brasília na Copa. Uma das saídas seria se aliar com a capital
federal, já que Brasília também teria mais força (para conseguir o jogo
de abertura, por exemplo) se Goiânia fosse sede. A distância pequena
entre duas sedes não é fator decisivo, tanto que Natal e Recife, duas
cidades eleitas, estão separadas por cerca de 290 km.<br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">11. Clima de derrota antes da hora
– </span>Já fazia alguns meses que as pessoas envolvidas no projeto Goiânia
2014, a Coexgyn e as administrações municipal e estadual, haviam
entregado os pontos. “A gente é obrigado a acreditar”, foi o que me
disse um político do alto escalão municipal quando questionei as
chances da cidade, no início de maio, apontando para um broxe da
campanha que ele usava na ocasião. Nos meios de comunicação todos
discursavam com o tom otimista. Com as câmaras e gravadores desligados
a descrença era geral.<br></div><br>Leia mais no blog de <a target="_blank" href="http://eduardosartorato.blogspot.com/2009/05/os-11-erros-de-goiania-2014.html">Eduardo Sartorato</a>.<br>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=858]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-06-01 10:43:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A frase não poderia ser melhor]]></title>
<description><![CDATA[<P>- Estou me sentindo na final da Copa de 1950, no Maracanã.</P>
<P>A frase acima é do governador de Goiás,&nbsp;Alcides Rodrigues (PP), sobre a ausência de Goiânia na lista das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014. </P>
<P>A frase não poderia ter sido melhor escolhida. Afinal, a exemplo da seleção brasileira na final do mundial de 1950, o comitê de Goiânia trabalhou o tempo todo com euforia, arrogância e se esqueceu do principal: de trabalhar.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=857]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-06-01 00:24:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Goianos não aceitam perder para Natal e Cuiabá]]></title>
<description><![CDATA[<P>Por Márcio Leijoto<BR><EM>Do site Terra.com.br</EM> 
<P>Goiânia não vai ser uma das sub-sedes da Copa do Mundo de 2014 e para o Comitê Executivo Copa do Mundo 2014 em Goiânia (Coexgyn), responsável pela organização e promoção da candidatura goianiense, não há nenhuma explicação técnica para isso. Os integrantes da comissão se mostraram indignados com a escolha de duas cidades específicas&nbsp;- Cuiabá (MT) e Natal (RN) -, alegando que Goiânia tinha muito mais estrutura e força econômica, turística e política, que estas duas rivais. 
<P>Um integrante do Coexgyn chegou a admitir que a decisão do Governo Federal em ter uma sede na região do Pantanal afastou as chances de Goiânia. Mas no discurso da maioria, o tom era de que não há lógida na preferência por Cuiabá, em relação à capital goiana. 
<P>"Nem sempre o melhor time vence. Goiás tem o 8º melhor futebol do país e perdeu para o 22º", disse o diretor-executivo da Coexgyn e presidente da Agência Goiana de Turismo (Agetur), Barbosa Neto, referindo-se a Mato Grosso. 
<P>De acordo com Barbosa Neto, Goiás é mais forte que Mato Grosso e Rio Grande do Norte tanto na área econômica, como de turismo e politicamente, e deixou a entender que a escolha pode não ter sido técnica. 
<P>"Nossa população é maior, nossa economia é maior, a força política do Estado é sem dúvida maior, temos grandes nomes no cenário político. Temos o Estádio Serra Dourada com um ótimo projeto de reforma, uma ótima localização geográfica, tudo em Goiás é melhor (que em Mato Grosso e Rio Grande do Norte). Então quem pode dizer porque não fomos escolhidos é a Fifa. Os critério da Fifa nunca foram divulgados", disse. 
<P>O clima em Goiânia já era de derrota mesmo antes do anúncio oficial da Fifa. A divulgação de supostas listas com os nomes das cidades escolhidas (sendo o de Goiânia ausente em todas) e declarações de próprios membros do comitê, já falando em um plano alternativo para a derrota, nos dias que antecederam a divulgação, reduziu o tamanho do evento. 
<P>Os membros aguardaram o anúncio da Fifa para uma sala dentro de um prédio histórico na região central de Goiânia, onde funciona a sede do Coexgyn, com menos de 100 pessoas presentes, todas integrantes ou funcionários da Coexgyn, parentes deles e jornalistas. 
<P>Além disso, havia um trio elétrico no Estádio Serra Dourada, segundo a assessoria de imprensa do comitê, esperando uma difícil vitória goianiense para percorrer as ruas da capital na frente de uma carreata, algo que não ocorreu. Não havia mais nada em nenhum ponto da cidade. Nas ruas, ninguém parecia apreensivo. Não havia faixas nem bandeiras ou qualquer coisa que lembrasse que hoje a Fifa escolheria as cidades para a Copa de 2014. 
<P>Foram gastos, segundo o Coexgyn, mais de R$ 1,7 milhão no planejamento da candidatura goiana, mas nas últimas semanas, conforme o <B>Terra</B> apurou, o comitê estava passando por dificuldades financeiras para seguir a iniciativa. Uma pessoa do comitê informou que não havia verbas públicas mais e que o "pouco dinheiro" que havia era da iniciativa privada, principalmente de um banco privado. "Não temos dinheiro nem para camisetas (com o símbolo da candidatura) suficientes para distribuir", disse essa pessoa. 
<P>Na sede do comitê, nem todos os membros compareceram, inclusive o presidente da Federação Goiana de Futebol (FGF), André Pitta, que, na última sexta-feira, havia dado declarações à imprensa admitindo ser muito difícil a escolha de Goiânia. 
<P>A entrevista de Pitta teria causado um mal estar dentro da comissão, principalmente para Barbosa Neto, que foi o único a não admitir falar com os jornalistas sobre uma possível derrota. Na mesma sexta-feira, ele chegou a responder rispidamente um jornalista que lhe perguntou sobre um possível "plano B". 
<P>A lista foi divulgada em ordem alfabética por volta de 15h30. Quando o presidente da Fifa, Joseph Blatter, anunciou o nome de Manaus, muitas pessoas presentes na sede da Coexgyn ficaram quietas, aguardando o próximo nome da lista, como se ainda houvesse alguma chance de erro. Barbosa Neto começou a chorar quando Blatter, na sequência, citou Natal. 
<P>Foi amparado pelas duas filhas e pela noiva. Alguns segundos depois, o telão improvisado na sala foi desligado e os jornalistas foram até o diretor-executivo da comissão. "O culpado é o critério da Fifa", sentenciou. <BR><BR>Leia mais <A href="http://esportes.terra.com.br/futebol/brasil2014/interna/0,,OI3797393-EI10545,00-Goianos+nao+aceitam+perder+Copa+para+Natal+e+Cuiaba.html" target=_blank>clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=856]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-31 17:15:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Jornalistas lamentam ausência de Goiânia]]></title>
<description><![CDATA[<P>Comentários de dois jornalistas&nbsp;hoje na ESPN Brasil:</P>
<P>Arnaldo Ribeiro: é lamentável Brasília ser escolhida só porque é capital, uma cidade como Goiânia tem muita tradição futebolística&nbsp;e tem um estádio como o Serra Dourada. </P>
<P>Sônia Francine (Soninha): Para mim é a grande perda. É lamentável, muito lamentável Goiânia ficar de fora.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=855]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-31 17:06:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Derrota de Goiânia reflete improviso e arrogância]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>O Comitê chefiado por Barbosa Neto enterrou R$ 1,7 milhão em projeto desorganizado, fadado ao fracasso<BR></STRONG><BR>A&nbsp;não-escolha de Goiânia para sediar a Copa do Mundo de 2014 - sendo superada até por Natal (RN), que era considerada a maior zebra - reflete o improviso e a desorganização do Comitê Executivo de Goiânia-2014.</P>
<P>O projeto do Serra Dourada que Goiânia mandou à Fifa não foi concluído a tempo - e foi remendado a posteriori, dia 13 de maio desse ano, quando o prazo já havia sido esgotado. </P>
<P>Não há sinal de bagunça maior do que essa. Em novembro de 2007, por exemplo, Goiânia era a única das 17 candidatas que ainda não havia apresentado o projeto de reforma de estádio para a Copa do Mundo de 2014. </P>
<P>Quando a Copa do Mundo de 2014 foi confirmada para o Brasil, Goiânia era considerada favorita por todo mundo, sendo aposta certa. Desde que o governador Alcides Rodrigues (PP) anunciar o Comitê Executivo da Copa, presidido por Barbosa Neto (PSB), as chances de Goiânia só diminuíram. </P>
<P>Desde o início, o tom do discurso do presidente do comitê - Barbosa Neto (PSB) - era um só: arrogância e despreparo. Veja o que ele disse em entrevista no dia 18 de setembro de 2008 na rádio 730: <BR>- É lógico que Goiânia vai ser escolhida. Goiás tem times na "Fase A" (sic), na "Fase B" (sic) e na "Fase C" (sic) do Campeonato Nacional. Cuiabá nunca será sede da Copa, Goiânia dá de 10 a 0 em tudo, no estádio, nos transportes, na tradição, acho ridícula a hipótese de Cuiabá ser escolhida no lugar de Goiânia. </P>
<P>No mesmo dia, o governador Alcides Rodrigues também concedeu entrevista. Entre outras coisas, chamou a CBF de FBF, falando em "Federação Brasileira de Futebol". Goiânia fez mesmo de tudo para ficar de fora - e conseguiu.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=852]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-31 12:39:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A pergunta que não quer calar]]></title>
<description><![CDATA[O presidente da Federação Goiana de Futebol (FGF), André Pitta, foi reeleito para ficar no comando da entidade até 2014. O argumento: porque Goiânia sediaria a Copa do Mundo. E agora que Goiânia está fora?]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=853]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-31 12:29:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Se houvesse 16 sedes, Goiânia também estaria fora]]></title>
<description><![CDATA[<P>Pela movimentação nos bastidores nos últimos dias, uma coisa ficou clara: Goiânia não está fora da Copa do Mundo por pouco. Ao contrário. Se a Copa tivesse 14 sedes, a capital goiana também ficaria excluída: provavelmente Florianópolis e Belém seriam escolhidas. Se fossem 16 sedes, igualmente estaríamos fora: Campo Grande e Rio Branco estariam confirmadas. </P>
<P>Goiânia só seria escolhida para ser uma das sedes da Copa se houvesse 17 vagas. E como só haveria 17 candidatas, a capital estaria, finalmente, dentro. Estaria? Provavelmente não. A depender do comando neófito e arrogante do governador, do secretário de turismo, do prefeito e de toda a tropa, ainda assim perderíamos a vaga.</P>
<P>Por que perder a oportunidade de sediar uma Copa é um problema? É um problema menos pelo futebol e mais pelos investimentos que aqui apareceriam. O governo federal já deixou claro que a maioria dos recursos do PAC vão para as cidades que sediarão a Copa: nisso está incluído infra-estrutura para turismo, estradas, melhorias no transporte, no aeroporto, fora os efeitos colaterais que um evento deste porte traz para o turismo e para a auto-estima de seus habitantes. </P>
<P>Goiânia perderá muito. O pior é que as autoridades daqui parecem, mesmo agora, nem ter entendido o tamanho disso. Logo, estarão sorridentes anunciando algum prêmio "de consolo", como sediar um amistoso da seleção brasileiro ou sorteio dos grupos. Lamentável.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=851]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-31 12:19:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Em 20 anos, muita coisa mudou]]></title>
<description><![CDATA[<P>A Copa América de 1989 - a última realizada no Brasil - contou com quatro sedes: Salvador, Goiânia, Rio de Janeiro e Recife. Das sedes, Goiânia sediou 10 jogos, Salvador ficou com 8, Rio de Janeiro com 6 e Recife com 2. Goiânia hospedou cinco seleções - incluindo a Argentina, de Maradona.</P>
<P>O que mudou de lá pra cá? Com a palavra, as autoridades goianas que chefiaram a campanha Goiânia-2014.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=854]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-31 11:47:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PAC exclusivo para as 12 sedes]]></title>
<description><![CDATA[O governo federal acaba de&nbsp;confirmar que&nbsp;deve ser anunciado nos próximos dias um Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) exclusivamente para as cidades-sede da Copa do Mundo de 2014.]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=850]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-31 11:46:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fifa anuncia sedes sem surpresa]]></title>
<description><![CDATA[<P><SPAN class=Apple-style-span style="WORD-SPACING: 0px; FONT: 12px/18px Georgia; TEXT-TRANSFORM: none; COLOR: rgb(0,0,0); TEXT-INDENT: 0px; WHITE-SPACE: normal; LETTER-SPACING: normal; BORDER-COLLAPSE: separate; orphans: 2; widows: 2; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0">A Fifa acaba de anunciar as 12 sedes da Copa do Mundo de 2014. Nenhuma surpresa. Veja a lista:</SPAN></P>
<P><SPAN class=Apple-style-span style="WORD-SPACING: 0px; FONT: 12px/18px Georgia; TEXT-TRANSFORM: none; COLOR: rgb(0,0,0); TEXT-INDENT: 0px; WHITE-SPACE: normal; LETTER-SPACING: normal; BORDER-COLLAPSE: separate; orphans: 2; widows: 2; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0">Rio de Janeiro<SPAN class=Apple-converted-space>&nbsp;</SPAN><BR>São Paulo<SPAN class=Apple-converted-space>&nbsp;</SPAN><BR>Belo Horizonte<SPAN class=Apple-converted-space>&nbsp;</SPAN><BR>Porto Alegre<SPAN class=Apple-converted-space>&nbsp;</SPAN><BR>Curitiba<SPAN class=Apple-converted-space>&nbsp;</SPAN><BR>Brasília<SPAN class=Apple-converted-space>&nbsp;</SPAN><BR>Cuiabá<SPAN class=Apple-converted-space>&nbsp;</SPAN><BR>Manaus<SPAN class=Apple-converted-space>&nbsp;</SPAN><BR>Fortaleza<SPAN class=Apple-converted-space>&nbsp;</SPAN><BR>Salvador<SPAN class=Apple-converted-space>&nbsp;</SPAN><BR>Recife<SPAN class=Apple-converted-space>&nbsp;</SPAN><BR>Natal</SPAN></P>
<P><SPAN class=Apple-style-span style="WORD-SPACING: 0px; FONT: 12px/18px Georgia; TEXT-TRANSFORM: none; COLOR: rgb(0,0,0); TEXT-INDENT: 0px; WHITE-SPACE: normal; LETTER-SPACING: normal; BORDER-COLLAPSE: separate; orphans: 2; widows: 2; -webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0">O sonho de Goiânia, Florianópolis, Campo Grande, Belém e Rio Branco acabou.<BR>Quem acompanha o Jornal X teve acesso a essa lista no dia <A href="http://www.jornalx.com.br/imprimeBlog.php?id_post=832" target=_blank>20 de maio em post sobre isso</A>.</SPAN></P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=849]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-31 11:27:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cuiabá, Natal e Manaus lideram disputas finais ]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Rio Branco e Goiânia, que completam a lista de 17 candidatas, têm chances praticamente nulas.</STRONG></P>
<P><STRONG>Capital potiguar supera Florianópolis, e amazonenses e mato-grossenses predominam em "duelos ecológicos" <BR><BR>Nove cidades já são tidas como certas na lista das 12 que abrigarão partidas do segundo Mundial disputado no país, daqui a cinco anos <BR></STRONG><BR><EM>Hoje na Folha de S.Paulo</EM></P>
<P>As festas programadas para amanhã, dia em que a Fifa vai anunciar, nas Bahamas, as 12 cidades brasileiras que vão sediar a Copa do Mundo de 2014, são o melhor termômetro para indicar as três dúvidas que ainda restam na relação oficial.<BR>Natal, Cuiabá e Manaus planejam grandes eventos, enquanto suas concorrentes, respectivamente Florianópolis, Campo Grande e Belém, optaram pela discrição.<BR>Essas seis cidades disputam o direito de se juntar a Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Fortaleza, Recife e Salvador, que são escolhas certas - Rio Branco e Goiânia, que completam a lista de 17 candidatas, têm chances praticamente nulas.<BR>A Folha apurou que a cidade potiguar será anunciada amanhã como sede, e que Cuiabá e Manaus devem mesmo ser escolhidas nas Bahamas.<BR>Os governos, tanto os estaduais quanto os municipais, de Natal, Cuiabá e Manaus agem como se já tivessem recebido a informação oficial de que foram escolhidas pela Fifa. Tanto que organizaram grandes festas para celebrar a indicação.<BR>"O governo ia fazer uma festa pequena, sem tanto alarde. Mas a Coca-Cola decidiu fazer uma coisa maior. É ela quem está bancando o Jota Quest", afirmou o secretário de Planejamento do Amazonas, Denis Minev, sobre a principal atração do evento em Manaus, que ainda vai ter baterias das escolas de samba da cidade.<BR>A Coca-Cola é patrocinadora master da Fifa. E Manaus recorreu à empresa e à Sony, ambas com sede na capital, para fazer lobby na Fifa para incluir a cidade no Mundial de 2014. E as duas atuaram.<BR>Cuiabá terá 12 pontos de concentração, cinco telões espalhados e ainda shows pirotécnicos nas 33 maiores cidades de Mato Grosso.<BR>"O que existe são indícios. Confiamos nisso e estamos trabalhando para isso", disse Blairo Maggi, o governador de Mato Grosso, cuja influência política é tida como decisiva para sua cidade levar a melhor sobre Campo Grande na disputa pela vaga de sede pantaneira.<BR>Natal exala confiança -ela e Florianópolis disputam a vaga de uma cidade de porte menor, mas com forte apelo e estrutura turística. A capital potiguar planeja uma grande festa, até com a presença de DJs, na Ponta Negra, um de seus principais cartões-postais.<BR>Enquanto isso, as rivais diretas de potiguares, de mato- -grossenses e de amazonenses parecem derrotadas.<BR>Em Campo Grande, nenhuma grande estrutura foi montada para a população acompanhar o resultado -as autoridades vão só "incrementar" uma festa que tradicionalmente já acontece aos domingos em uma avenida da capital de Mato Grosso do Sul. O prefeito Nelson Trad (PMDB) diz que a ordem é "não colocar os carros na frente dos bois".<BR>O comitê do Belém diz que prepara evento numa praça com "artistas locais", ainda a serem confirmados. Os paraenses afirmam ter feito "tudo o que tinha que ser feito" e que cumpriram a missão.<BR>No Sul, o comitê em Florianópolis, a capital de Santa Catarina, diz esperar com "ansiedade" a escolha, mas sem festa.<BR>Outras cidades, estas na lista de certezas, deram outros sinais de que, além de decidida, a fatura já é de conhecimento de todas as candidatas.<BR>O prefeito de Curitiba, o tucano Beto Richa, disse anteontem que representantes da cidade irão participar de um link ao vivo da Rede Globo logo após o anúncio da Fifa e que isso não acontecerá com todas as candidatas ao Mundial.<BR>Em seu blog no site do jornal "O Globo", o jornalista Ancelmo Gois anunciou que Natal, Manaus e Cuiabá serão escolhidas. A CBF, por meio de sua assessoria, diz que não comentará o assunto e que nenhuma informação foi passada por ela.<BR>As cidades escolhidas para a Copa já têm a promessa de receberem investimentos do governo federal para obras de infraestrutura, especialmente em meios de transporte.</P>
<P><STRONG>Nordeste tem mais sedes<BR></STRONG>Na primeira Copa do Mundo que o Brasil organizou, em 1950, apenas uma das seis sedes ficava no Nordeste (em Recife). Agora, a mais pobre região do país vai emplacar quatro cidades entre as 12 que vão hospedar partidas no Mundial de 2014. A favor dos nordestinos (Recife, Salvador, Natal e Fortaleza), pesou a proximidade maior da região com a Europa, além do clima quente e da estrutura hoteleira.</P>
<P><STRONG>Festas</STRONG><BR>A conta do Mundial de 2014 vai aumentar com as festas programadas nas 12 cidades que serão indicadas pela Fifa amanhã.<BR>Nomes de peso da música nacional, shows pirotécnicos e montagem de estruturas complexas em várias áreas foram planejados por algumas das que já se consideram eleitas.<BR>Em Salvador, a cantora Ivete Sangalo será a atração no estádio Barradão.<BR>O governo da Bahia também já "convocou" a população a acompanhar o anúncio no Pelourinho, ao som dos dos blocos afro Olodum e Ilê Aiyê.<BR>Em Recife, a principal atração da celebração será o cantor Alceu Valença.<BR>As duas cidades sulistas que estão certas, Curitiba e Porto Alegre, organizarão eventos em grandes parques, com telões e shows musicais.<BR>Otimista de que Brasília estará entre as sedes, o governo do Distrito Federal preparou uma festa para amanhã, com telões que vão transmitir ao vivo o anúncio das cidades escolhidas. A estimativa do governo é a de que 5.000 pessoas compareçam.<BR>O evento não será na Esplanada dos Ministérios, local tradicional das festas oficiais da cidade, mas em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília que reúne quase a metade da população do Distrito Federal. Também é o local para onde foi transferida a sede do governo quando José Roberto Arruda (DEM) assumiu o cargo de governador, em 2007.<BR>Além da transmissão ao vivo do anúncio, prevista para pouco depois das 15h, a festa vai ter animadores de palco, escolas de samba de Brasília e DJs.<BR>No Morumbi, o São Paulo planeja celebrar a escolha da capital paulista.<BR>Também favorita, Fortaleza não terá festa -segundo as autoridades locais, em respeito às vítimas das chuvas que têm atingido o Estado.</P>
<P><STRONG>Faltam policiais</STRONG><BR>Entre os países escolhidos para sediar a Copa, o Brasil é o segundo mais violento -só fica atrás da África do Sul-, segundo critérios de homicídios medidos pela ONU. E, hoje, o país tem um número insuficiente de policiais para garantir a segurança nas 12 cidades-sede.<BR>Das 12 prováveis sedes do Mundial, só uma tem índice de assassinatos abaixo da média nacional -Natal. Todas as outras têm números superiores.<BR>A média brasileira de homicídios é de 23,7 pessoas por 100 mil habitantes. Pelos critérios da ONU, índices acima de 10 por 100 mil pessoas já caracterizam epidemia de violência.<BR>A África do Sul tem número bem superior ao brasileiro. A taxa, em 2004, variava de 39,5 a 69 homicídios -a ONU divulga faixas, não médias precisas. À época, o órgão dava ao Brasil média de 26,2 a 30,8 mortes.<BR>Para minimizar o problema, os africanos irão mobilizar 40 mil homens, entre policiais e soldados do Exército, para proteger dez sedes, ou um agente para cada 1.197 habitantes.<BR>Com duas sedes a mais, o Brasil terá dificuldades de atingir, proporcionalmente, esse patamar. Para Régis Limana, coordenador-geral de Inteligência da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) do Ministério da Justiça, não há uma preocupação em relação ao tamanho do efetivo.<BR>Limana, que coordena os projetos de segurança do Mundial e da candidatura olímpica Rio-2016, não consegue estimar quantos agentes serão usados em 2014. Segundo ele, ainda haverá reunião com os centros de segurança dos Estados.<BR>Ele, no entanto, já sabe que serão destacados 60 mil policiais para o Rio de Janeiro, se a cidade for sede olímpica.<BR>"É bem mais complexo [o esquema de segurança para a Copa]. O aparato que você movimenta para a Olimpíada tem que ser replicado por 12", disse.<BR>Questionada pela Folha, a assessoria de imprensa do Exército informou que não faz parte de suas atribuições a segurança pública do país. Ou seja, não pretende atuar na Copa.<BR>Sem o Exército, o Brasil contava com 411.896 policiais militares em 2006, segundo o governo. Para atingir o número de homens usado pelos africanos, proporcionalmente, o país teria de mobilizar em torno de 160 mil deles -39% da tropa.<BR>Mas se deve leva em conta que boa parte dos policiais não está nas cidades-sede. Pela última informação disponível, de 2003, cerca de 340 mil policiais atuavam nos Estados das 17 candidatas. Em resumo, haverá menos do que isso nas sedes.<BR>Outro dado preocupante é que o crescimento da tropa tem sido abaixo da média de aumento da população. Pelos números de 2004, de 13 cidades candidatas, 12 têm defasagens em sua tropa de policiais militares -outras quatro não forneceram dados ao governo.<BR>A ONU recomenda um agente de segurança para cada 250 habitantes, número registrado em países com índices mais baixos de violência. Considerados só os PMs, nenhuma região do país atinge esse índice.<BR>Com a soma dos bombeiros, que são militares, e dos policiais civis, o Centro-Oeste e o Norte conseguem chegar ao patamar de referência mundial. Mas as outras regiões seguem abaixo do índice exigido.<BR>Com a violência em alta e com poucos policiais, o Brasil terá o desafio de proteger um número inédito de turistas. Ou arcar com as consequências.<BR><BR></P>
<P>Leia mais <A href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk3005200914.htm" target=_blank>clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=848]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-30 00:51:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[As cidades escolhidas]]></title>
<description><![CDATA[<P>Por Ancelmo Gois<BR><EM>Colunista do jornal O Globo</EM></P>
<P>Já estão escolhidas as 12 cidades onde serão os jogos da Copa de 2014, que a Fifa anuncia no domingo, em Nassau, nas Bahamas. São elas:</P>
<P>Rio de Janeiro <BR>São Paulo <BR>Belo Horizonte <BR>Porto Alegre <BR>Curitiba <BR>Brasília <BR>Cuiabá <BR>Manaus <BR>Fortaleza <BR>Salvador <BR>Recife <BR>Natal</P>
<P>O Rio, como se sabe,&nbsp;será o endereço da final, chance da definitiva reabilitação do Maracanã, após a derrota de 1950. </P>
<P>São Paulo, está quase certo, fica com o jogo de abertura - Belo Horizonte sua a camisa no lobby para tomar o lugar dos paulistas. </P>
<P>Cuiabá venceu Campo Grande, pelo prestígio político de Blairo Maggi, o governador do Mato Grosso. Manaus ganhou de Belém e Rio Branco o privilégio de ser a sede amazônica e Natal levou a última vaga, derrubando Florianópolis, por razões políticas e logísticas.</P>
<P>Saiba mais <A href="http://oglobo.globo.com/rio/ancelmo/" target=_blank>clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=846]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-29 18:22:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Jornalista antecipa cidades escolhidas]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Segundo Aydano André Motta, Florianópolis, Goiânia, Campo Grande, Belém e Rio Branco não estão na lista que a Fifa divulga domingo</STRONG> </P>
<P><EM>Do Portal IG</EM></P>
<P>SÃO PAULO - As 12 sedes da Copa do Mundo de 2014, no Brasil, serão anunciadas oficialmente pela Fifa somente neste domingo, por volta das 15h (de Brasília), em evento que acontece nas Bahamas. Porém, o jornalista Aydano André Motta, do jornal O Globo, antecipou a decisão, nesta sexta-feira.</P>
<P>De acordo com o jornalista, as 12 cidades selecionadas são as seguintes: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Cuiabá, Manaus, Fortaleza, Salvador, Recife e Natal.</P>
<P>Se a informação do jornalista for confirmada pela Fifa, ficam de fora da Copa as cidades de Florianópolis, Goiânia, Campo Grande, Belém e Rio Branco.</P>
<P>O Maracanã, no Rio de Janeiro, deve mesmo receber a final da Copa do Mundo. Entretanto, prossegue o mistério quanto ao local do jogo de abertura do Mundial. A cidade de São Paulo é favorita, mas Minas Gerais ainda batalha nos bastidores para ter essa honra.</P>
<P>Logo após o anúncio oficial, na tarde de domingo, várias das cidades já anunciaram que farão uma grande festa para comemorar a escolha.</P>
<P>Leia mais <A href="http://esporte.ig.com.br/futebol/2009/05/29/jornalista+antecipa+cidades+escolhidas+para+receber+jogos+da+copa+2014+6427921.html" target=_blank>clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=845]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-29 16:00:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Morumbi fora da Copa?]]></title>
<description><![CDATA[<P><EM>Por Juca Kfouri</EM></P>
<P>São cada vez mais fortes os rumores de que a Fifa vetará o Morumbi como estádio da Copa de 2014, o que levaria (a cidade de) São Paulo a construir novo estádio.</P>
<P>O consultor da CBF para o assunto é mesmo contra o campo do São Paulo, mas é pouco provável que a Fifa simplesmente anuncie que o veta já neste domingo.</P>
<P>No máximo dirá que há problemas.</P>
<P>Só que tem&nbsp;gente,&nbsp;na FPF e na prefeitura paulistana, muuuuuuuito interessada em construir um estádio&nbsp;na região de Pirituba, o que pode minar de vez o projeto do São Paulo FC que, diga-se, é mesmo insuficiente e tem de mudar.</P>
<P>Rebaixamento do gramado, reservado de imprensa no anel superior,&nbsp;área VIP e cobertura total do estádio,&nbsp;entre outras providências, não foram previstas no projeto de reforma e a Fifa irá exigi-las.</P>
<P>Resta saber se como ultimato ou não.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=844]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-29 10:06:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Duas cidades pela12ª  sede da Copa]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Para blogueiro da RBS, Goiânia está mesmo sem chances de conseguir vaga</STRONG></P>
<P><EM>Do Blog do Zini - Portal RBS</EM></P>
<P>Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Recife, Fortaleza, Salvador, Natal, Manaus e Brasília. São as 11 cidades que garantiram vaga na disputa pelas sedes da Copa do Mundo de 2014.</P>
<P>A última vaga está sendo disputada centímetro a centímetro entre Campo Grande e Cuiabá. O anúncio das 12 cidades escolhidas será feito neste domingo, durante congresso da FIFA, nas Bahamas. raros esperam surpresas de última hora.</P>
<P>Goiânia está fora. Brasília tomou seu espaço. Florianópolis perdeu a disputa para Natal, o caminho mais curto entre a Europa e o Brasil. Depois, seria quase impossível colocar três sedes no sul do país, envolvendo Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.</P>
<P>A real é que Florianópolis dá um banho de turismo em Porto Alegre e Curitiba, duas cidades nas quais os turistas se perguntam? "O que há além de shoppings, bares e restaurantes".</P>
<P>Em Porto Alegre, por exemplo, a Cidade Baixa da balada nem luz decente tem e o trânsito, nas noites das baladas, é terra de ninguém.&nbsp; Dois péssimos cartões de visita na vitrine do Mundial.</P>
<P>A futura cidade gaúcha da Copa do Mundo precisam urgentemente de um gestor, de um gerente, de um organizador. Não só a nossa Capital, quase todas as outras. Poucos conseguem ler antecipadamente todo o significado de uma cidade-sede de uma majestosa Copa do Mundo. Quem já passou por uma quando a bola é império pode ajudar. Quem nunca viu seguramente não sabe o que fazer.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=843]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-29 10:02:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cuiabá confirmada e Goiânia fora]]></title>
<description><![CDATA[<P><EM>Da Revista Época</EM></P>
<P>Está virando um segredo de Polichinelo o mistério em torno das 12 cidades-sede da Copa do Mundo do Brasil. A lista de escolhidas, dentre 17 candidatas, será anunciada no próximo domingo, em Nassau, nas Bahamas, onde a Fifa se reúne para seu congresso. </P>
<P>Uma fonte do governo matogrossense, que pediu anonimato para não criar embaraços junto à CBF, confirmou a ÉPOCA que Cuiabá será a "sede pantaneira” da Copa. A festa já está pronta e o site oficial da campanha cuiabana mal esconde a euforia local. Ricardo Teixeira quer uma cidade da região do Pantanal e outra da Amazônia na lista. Cuiabá, e não Campo Grande, foi a escolhida. Pesou nessa escolha a força política do governador de Mato Grosso, o rei da soja Blairo Maggi.</P>
<P>O estádio cuiabano na Copa será o novo Verdão. Em relação ao restante da lista, a única dúvida parece ser quanto à “sede amazônica”, entre Manaus, Belém e Rio Branco. As demais cidades, segundo as notícias que vazaram durante a semana, seriam, além de Cuiabá: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador. Estariam fora da disputa, portanto, Campo Grande, Florianópolis e Goiânia. Sempre há tempo, porém, para gestões políticas de última hora.</P>
<P>Curiosamente, Cuiabá está entre as menos votadas - pelo menos até o instante em que este post foi escrito - de uma enquete feita por ÉPOCA em seu site, perguntando aos leitores quais as suas cidades favoritas para 2014. O resultado, às 18h da quinta-feira, 28 de maio, era o seguinte, computados 11.056 votos:</P>
<P>São Paulo: 13%<BR>Belo Horizonte: 11%<BR>Porto Alegre: 11%<BR>Rio de Janeiro: 11%<BR>Campo Grande: 7% (ao que tudo indica, efeito de uma campanha pela internet)<BR>Curitiba: 6%<BR>Florianópolis: 5%<BR>Fortaleza: 5%<BR>Recife: 5%<BR>Salvador: 5%<BR>Belém: 4%<BR>Brasília: 4%<BR>Goiânia: 4%<BR>Manaus: 3%<BR>Natal: 3%<BR>Cuiabá: 2%<BR>Rio Branco: 1%</P>
<P>Leia mais na revista Época, <A href="http://colunas.epoca.globo.com/matamata/2009/05/28/cuiaba-sera-uma-das-sedes-da-copa-2014/" target=_blank>clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=842]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-29 09:57:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Presidente da CBF liga para senador goiano]]></title>
<description><![CDATA[<P>Uma informação confiável de última hora: o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ligou hoje para um senador goiano para dizer que almoçou com o secretário-geral da Fifa, o francês Jérôme Valcke, em Nassau (nas Bahamas) e passou a ele as mudanças que o Comitê de Goiânia fez no projeto do estádio Serra Dourada. </P>
<P>No relatório original, não havia a previsão de cobertura de 100% dos lugares do estádio, o que desagradou&nbsp;bastante&nbsp;os supervisores da Fifa. No dia 13 de maio, um novo projeto do estádio ficou pronto, desta vez atendendo a idéia de se cobrir 100% dos lugares onde o público assiste ao jogo. </P>
<P>Neste telefonema, Ricardo Teixeira disse ao senador que discutiu vários aspectos da candidatura de Goiânia.</P>
<P>Daí pode-se deduzir: se Ricardo Teixeira precisou mesmo discutir aspectos de Goiânia, é porque a capital goiana está, a priori, mesmo fora da lista das 12 escolhidas. </P>
<P>E mais: Ricardo Teixeira não prometeu nada ao senador, que é bastante próximo dele. </P>
<P>De toda forma, a assessoria deste mesmo senador já preparou argumentos para o "day after". Mais ou menos assim: 1) Se Goiânia for escolhida, trata-se de uma vitória deste senador, que batalhou pela capital; 2) Se Goiânia ficar de fora, a culpa é do governador do Estado, Alcides Rodrigues (PP) e do prefeito de Goiânia,&nbsp;Iris Rezende (PMDB).</P>
<P>Duvidam que isso vá acontecer? Esperem&nbsp;domingo chegar.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=840]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-28 12:23:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Cinco cidades não atingem cota de hotéis]]></title>
<description><![CDATA[<P>A Folha de S.Paulo trouxe em sua edição de hoje uma reportagem que mostra que cinco cidades candidatas a ser sede da Copa do Mundo de 2014 não atendem a um dos critérios exigidos pela Fifa: que cada cidade tenha número total de leitos em hotéis que represente 20% dos assentos dos estádios. </P>
<P>As cidades que não atingem esse requisito são Belém, Rio Branco, Manaus, Campo Grande e Cuiabá. </P>
<P>A matéria, de Rodrigo Mattos e Paulo Cobos, diz também que a Fifa já admitiu a autoridades brasileiras flexibilizar regras para a distância dos hotéis. Ou seja, seria permitido que os estabelecimentos ficassem a mais de 50 km do estádio. </P>
<P>Assim, hotéis em áreas de turismo rural, como nos arredores de Campo Grande e Goiânia, podem ser utilizados para atender aos pré-requisitos.<BR></P>
<P>Para ler a matéria completa, <A href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2805200923.htm" target=_blank>clique aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=841]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-28 11:51:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Goiânia prepara carreata para anúncio da Fifa]]></title>
<description><![CDATA[<P>O&nbsp;Comitê Executivo de Goiânia 2014, chefiado pelo secretário Barbosa Neto,&nbsp;promete para sábado uma carreata, a partir das 17h. O motivo: às 15h30, em Nassau (Bahamas),&nbsp;a Fifa fará o anúncio das 12 sedes brasileiras da Copa do Mundo de 2014.</P>
<P>No momento do anúncio da Fifa, todos os membros do comitê estarão reunidos na sede do Coexgyn, na rua Olinto Manso Pereira (antiga rua 94), qd. F-16, Lt. 08, no Setor Sul, em Goiânia.</P>
<P>A carreata, prevista para 17h,&nbsp;sairá do pátio do Estádio Serra Dourada e percorrerá as ruas da cidade. </P>
<P>O que este blogueiro acha? As informações indicam que Goiânia ficará fora. Mas há&nbsp;chances: ainda que a CBF dê como certo, extra-oficialmente, que Goiânia não será escolhida, a palavra final cabe aos integrantes da Fifa.</P>
<P>No&nbsp;domingo, este blog vai acompanhar minuto a minuto a escolha das sedes da Copa.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=839]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-28 00:02:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Luciano do Valle diz que Cuiabá está confirmada]]></title>
<description><![CDATA[<P>O narrador Luciano do Valle, hoje à noite, durante a transmissão ao vivo do jogo entre Cruzeiro e São Paulo, na Bandeirantes, soltou essa: "Parabéns Mato Grosso, parabéns Cuiabá. Em 2014, a Band&nbsp;e a TV Cidade Verde juntos transmitindo a Copa do Mundo".</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=833]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-27 22:36:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fifa já definiu 12 sedes desde início de maio]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Eduardo Arruda<BR></STRONG>Hoje na Folha de S.Paulo</P>
<P><B>Faz tempo.</B>&nbsp;A Fifa já definiu, desde o início de maio, as 12 sedes brasileiras para a Copa-2014. O anúncio só não foi feito em 20 de março porque a entidade pediu mais 15 dias para escolher. Desde então, guarda o nome das felizardas porque só pode anunciá-las em congresso oficial, o que ocorrerá no domingo.&nbsp;<BR><BR><B>Design.</B>&nbsp;Na próxima quarta-feira, todos os arquitetos envolvidos em projetos de estádios para a Copa-14 se reunirão pela primeira vez para trocar experiências. A ideia, a partir de então, é promover reuniões periódicas.&nbsp;</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=835]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-27 21:42:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na média, custo de arenas cresce 67%]]></title>
<description><![CDATA[<P><B>Projetos para o Mundial de 2014 têm gasto médio de R$ 309 milhões, acréscimo de dois terços sobre previsão da CBF&nbsp;<BR><BR>Com cinco novas praças e 12 reformadas, candidatas à Copa apresentam custos pouco inferiores ao preço do Engenhão e apelam a PPPs</B><BR><BR><B>MARIANA BASTOS</B><BR><B>RODRIGO MATTOS</B><BR>Hoje na Folha de S.Paulo</P>
<P>Pelos planos das cidades-sedes, os estádios da Copa-2014 custarão bem mais do que a estimativa inicial da CBF em 2007. A maioria dos 17 projetos envolve PPPs (Parcerias Público-Privadas), com abertura para uso de dinheiro público.<BR>Levantamento da Folha mostra que, em média, cada arena brasileira para o Mundial terá gasto de R$ 309 milhões. Para chegar a esse número, foram consideradas as informações de 15 cidades, cujos projetos somam R$ 4,6 bilhões -Curitiba e Belo Horizonte não divulgaram valores.<BR>Como serão 12 sedes no Mundial, o custo total ficaria em torno de R$ 3,71 bilhões, a ser mantida a média de despesas atual dos estádios.<BR>"A CBF, atualmente, estima que os investimentos na construção e na remodelagem de estádios serão de US$ 1,1 bilhão. Essa estimativa, no entanto, vai ser significativamente influenciada pelas cidades escolhidas finalmente para receber a Copa", disse a Fifa, em relatório de outubro de 2007.<BR>Pela cotação atual do dólar, a estimativa da confederação, que já queria 12 cidades na Copa, é de R$ 2,2 bilhões. Assim, o valor médio de cada estádio sairia por R$ 185,5 milhões.<BR>Ou seja, a estimativa da CBF já tem aumento de 67%.<BR>Excluídos os cinco projetos mais caros, o total fica próximo da expectativa da confederação: R$ 2,29 bilhões para 12 sedes. Mas isso tiraria cidades como Rio de Janeiro e Brasília, certas na lista da Fifa. É um cenário impossível.<BR>Na média dos 15 orçamentos, o custo por estádio da Copa-14 até agora é pouco inferior aos R$ 380 milhões gastos no Pan de 2007 com o Engenhão, que era novo e moderno.<BR>Agora, são 12 estádios que preveem obras e apenas cinco novos. Ressalte-se que, entre os reformados, quatro planejam remodelagem total.<BR>Entre os projetos, quatro envolvem apenas recurso privado, pois são de clubes. São os de Curitiba (Arena da Baixada), Porto Alegre (Beira-Rio), São Paulo (Morumbi) e Florianópolis (Arena Florianópolis).<BR>De resto, a maioria aposta em investidores para bancar as obras, por meio de PPPs. Quase todos os projetos incluem a construção de complexos comerciais, poliesportivos e de shows, por retorno financeiro.<BR>Mas as autoridades governamentais ressalvam que o compromisso de atender à Fifa é dos Estados e das prefeituras.<BR>Assim, Manaus e o Amazonas têm reservado verba em caixa para obras, entre elas a do novo Vivaldão. O Estado do Rio de Janeiro abriu licitação para fazer concessão do Maracanã, mas há brechas para o governo bancar parte da obra.<BR>Em troca do investimento, o Brasil terá estádios maiores, já que a maioria das reformas prevê a ampliação. A maior delas é no Mané Garrincha, em Brasília. É também a obra mais cara: R$ 520 milhões. A mais barata é a de Rio Branco, que tem custo de R$ 116 milhões.<BR>Uma tônica é que os projetos de estádios privados são, em geral, mais baratos. O Figueirense pretende gastar R$ 166 milhões no seu novo Orlando Scarpelli. O Internacional projetou custo de R$ 120 milhões para o Beira-Rio. O São Paulo estima R$ 135,7 milhões de verba para adequar o Morumbi. Eles almejam parcerias.<BR>São exceções. A CBF prometeu uma Copa só com dinheiro privado em estádios, entretanto não é o que mostram os milhões planejados por Estados.</P>
<P><STRONG>Manaus: 6 bi<BR></STRONG>Para lutar pela vaga amazônica na Copa, Manaus tem um projeto faraônico. O objetivo é investir R$ 6 bilhões em megaobras até o Mundial.<BR>Para efeito de comparação, o Pan-2007, que reunia todos os esportes olímpicos em uma só cidade, consumiu R$ 3,7 bilhões no Rio de Janeiro.<BR>Ressalte-se que a capital do Amazonas projeta metrô de superfície, ampliação do aeroporto, reformas de CTs, centro de convenção, shopping e hotéis. Em 2007, o Rio fez instalações esportivas e poucas reformas estruturais.<BR>Para o Mundial-14, o governo amazonense diz que pode bancar R$ 4,8 bilhões com seu próprio orçamento, mas espera contar com recursos de empresas privadas de capital nacional e internacional instaladas na Zona Franca.<BR>O projeto de Manaus como cidade-sede é desenvolvido em parceria com a consultoria Deloitte Touche Tohmatsu, que atua na Copa-2010, na África do Sul. Para o governador Eduardo Braga (PMDB), é possível "combinar equações entre a iniciativa privada e o poder público".<BR>E negou que o projeto seja faraônico. "Não é o mais caro. Isso é uma inverdade. Nós estamos falando do projeto completo de viabilidade para a Copa. Os outros estão falando só do estádio de futebol."<BR>Dentro dos investimentos previstos para Manaus, há os gastos com o estádio Vivaldo Lima.<BR>Inaugurado em 1970, foi reformado em 1995, quando o Vivaldão consumiu US$ 20 milhões em equipamentos modernos.<BR>O estádio será implodido para os jogos da Copa. No projeto, realizado pela empresa de arquitetura GMP, que projetou o estádio Olímpico de Berlim, o novo Vivaldão terá forma de arena multiuso. A engenharia e a arquitetura serão sustentáveis. O custo é de R$ 500 milhões.<BR>O Vivaldão terá 47.750 lugares, restaurantes (um com vista para o gramado), lojas e, talvez, um museu. O estacionamento terá 12.450 vagas, incluindo edifícios-garagem.<BR>Como o estádio fica ao lado da sede da vila olímpica, do sambódromo e de uma quadra poliesportiva, os prédios serão incorporados ao projeto. Mas tudo será reformado.<BR>Um dos articuladores do projeto da Copa em Manaus, o secretário de Estado de Planejamento, Denis Minev, diz que o investimento não se transformará em um "elefante branco". "A Fifa exige um estádio de altíssima qualidade. Nós sabemos que o nosso futebol hoje não comportaria e não justificaria um estádio como esse. O conceito hoje é que tudo seja um complexo esportivo, uma forma de energizar aquela área."<BR>O futebol amazonense viveu o auge nos anos 70, com times participando do Brasileiro. Hoje, apenas dez clubes disputam o Estadual do Amazonas. Só há equipes na Série D do Nacional. E é difícil ultrapassar a marca de 5.000 pagantes no Vivaldão, em jogos profissionais locais.<BR><BR>Leia mais <A href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2705200922.htm" target=_blank>clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=834]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-27 21:39:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Primeira reunião com sedes será dia 8]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Eduardo Arruda<BR></STRONG>Hoje na Folha de S.Paulo</P>
<P>No encontro com Jérome Valcke, secretário-geral da Fifa, em Miami, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, definiu que fará a primeira reunião, no dia 8, no Rio, para discutir os estádios da Copa-2014. Após a escolha das 12 sedes do Mundial, a Fifa promete apontar publicamente todos os problemas em relação aos projetos das escolhidas. No encontro, serão discutidos cronograma e detalhamento das obras. O discurso na CBF é o de dizer que o governo Lula não colocará dinheiro nas arenas, apesar de muita gente duvidar.<BR><BR><B>Comitê.</B>&nbsp;Em Miami, Ricardo Teixeira almoçou com João Havelange e com Jérome Valcke. No encontro, que durou algumas horas, o presidente de honra da Fifa prometeu avalizar o projeto brasileiro da Copa do Mundo.<BR><BR>Leia mais <A href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2605200901.htm" target=_blank>clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=837]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-26 21:46:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Brasil aéreo é um grande pinga-pinga]]></title>
<description><![CDATA[<P><B>Apenas Brasília conta com voos sem escalas para todas as outras cidades candidatas a jogos da Copa do Mundo de 2014<BR><BR>Anac afirma que malha aérea é questão de mercado, Gol diz confiar no governo para sucesso do Mundial, e TAM não comenta assunto</B><BR><BR><B>PAULO COBOS</B><BR>Hoje na Folha de S.Paulo<BR><BR>Serão 12 sedes espalhadas por um país com dimensões continentais, o que torna o avião meio único de deslocamento para milhares de turistas, além de centenas de atletas, jornalistas e funcionários da Fifa, que virão ao Brasil para a Copa do Mundo de 2014.<BR>Mas o Brasil aéreo não se conversa. Pelo mapa atual de rotas do país, apenas uma cidade, a capital, Brasília, tem voos diretos para as outras 16 localidades que sonham em abrigar as partidas da competição.<BR>Rio Branco, no Acre, só tem ligação direta por via aérea com Brasília -três voos diários, que somam capacidade de aproximadamente 500 pessoas.<BR>Mesmo cidades de porte maior contam com poucas ligações com o resto do país.<BR>Porto Alegre, por exemplo, é conectada sem escalas com apenas outras cinco cidades candidatas ao Mundial.<BR>Nem o Rio de Janeiro, que deve ser o centro nervoso da Copa de 2014 -receberia a final e o comitê organizador-, chega perto dos 100% de voos diretos com outras cidades que sonham com o Mundial. Dos aeroportos cariocas partem aviões, sem escalas, para 13 candidatas ao evento.<BR>Na média, as cidades que seguem na disputa têm voos diretos com sete concorrentes.<BR>Isso significa horas perdidas em conexões. O tempo gasto em escalas num hipotético roteiro por sete cidades para acompanhar uma seleção finalista seria suficiente para um voo entre São Paulo e Miami, nos EUA -cerca de oito horas.<BR><BR><B>Jogo de empurra</B><BR>O debate para incrementar a malha aérea do país visando o Mundial ainda não entusiasma.<BR>Procurada pela&nbsp;<B>Folha</B>, a Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil, que tem como missão "adotar as medidas necessárias para o atendimento do interesse público e para o desenvolvimento e fomento da aviação civil", disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que a malha aérea do país é "uma questão de mercado" que cabe à iniciativa privada.<BR>A reportagem também procurou a opinião das principais empresas do país. A Gol afirmou que "acredita que o governo está preparando o país para a Copa, e as companhias aéreas se empenharão para atender ao público da melhor forma antes, durante e depois dos jogos".<BR>A TAM, a maior empresa aérea do Brasil, e patrocinadora da CBF, não respondeu ao questionário enviado no início da semana passada.<BR>Além das longas horas de viagem, que podem aumentar pela infraestrutura aeroportuária do país, os turistas que viajarem pelo país durante o Mundial terão, pelo cenário atual, que fazer bons investimentos.<BR>Em simulações nos sites das empresas, um torcedor que viajar para acompanhar pelo país sete jogos de uma seleção que for até a decisão gastaria até R$ 4.000, ou mais do que o dobro do que um torcedor que foi à Copa da Alemanha gastou. Isso contando o preço cheio, para fazer igual número de deslocamentos nos modernos, e pontuais, trens alemães.<BR>A Anac diz que existe liberdade tarifária para as empresas no país decidirem o quanto devem cobrar pelas passagens e que não vai intervir no assunto.<BR>Mas, em um mercado com poucos concorrentes (só Gol e TAM têm malhas nacionais), a diferença no preço das passagens, principalmente fora das tarifas promocionais, é mínima, ficando em alguns trechos na casa dos centavos.</P>
<P>Leia mais <A href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2605200917.htm" target=_blank>clicando aqui</A>.<BR></P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=836]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-26 21:44:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fontes da CBF confirmam 4 sedes nordestinas]]></title>
<description><![CDATA[<TABLE width=500>
<TBODY>
<TR>
<TD width=400>
<P><STRONG>Eduardo Arruda</STRONG><BR>Hoje na Folha de S.Paulo</P>
<P>Um forte lobby que contou com políticos de peso do Nordeste provocou tremendo mal-estar com candidatas de outras regiões na disputa pelas 12 sedes da Copa do Mundo de 2014. Nos corredores da CBF, é dado como certo que as quatro cidades da região - Salvador, Recife, Fortaleza e Natal - já estão escolhidas entre as 12 que serão anunciadas no dia 31 pela Fifa, nas Bahamas. A articulação política dos nordestinos foi feita diretamente com a Fifa. Candidatas como Florianópolis e Curitiba estão bastante irritadas.<BR><BR><B>Lobby.</B>&nbsp;A candidatura de Florianópolis aposta no bom relacionamento entre o presidente do Senado, José Sarney, e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para ser uma das sedes da Copa-14. A senadora Ideli Salvati (PT-SC) é a ponte entre a cidade e Sarney.<BR><BR><B>Derby.</B>&nbsp;Quem comanda a candidatura de Florianópolis a abrigar a Copa é ligado ao Figueirense. E as vozes que dizem que a cidade não tem condição de ser uma das sedes vêm do arquirrival Avaí.</P></TD></TR></TBODY></TABLE>
<P>Leia mais <A href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2405200901.htm" target=_blank>clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=838]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-24 21:51:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Goiânia quase fora da Copa]]></title>
<description><![CDATA[<P>Leitores, conversei nos últimos dias com pessoas supostamente bem informadas sobre a CBF para saber quais são as chances de cada cidade de sediar a Copa do Mundo de 2014.</P>
<P>Há algumas certezas. Uma delas é que são mesmo 12 as sedes - e não 10, como se especulava.&nbsp; </P>
<P>Outra certeza é que o anúncio não será mais adiado. Será mesmo dia 31 de maio, em Nassau. </P>
<P>Enquanto São Paulo e Belo Horizonte brigavam entre si, cresceu nos últimos dias a chance de a abertura da Copa ser em Brasília.</P>
<P>Igualmente certo é que os comitês de Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador, Fortaleza e Curitiba já foram informados, ainda que extra-oficialmente, que serão sedes da Copa. </P>
<P>Hoje, as chances de Goiânia são mínimas. E todo mundo diz que o adversário de Goiânia é Natal. Nos últimos dias, a capital do Rio Grande do Norte trabalhou pesado - enquanto o comitê de Goiânia dormiu no ponto. Pelo menos é o que Ricardo Teixeira teria dito ao Sindicato Nacional da Arquitetura e Engenharia (Sinaenco), em reunião particular. Cuiabá deve vencer Campo Grande, mas ainda não se sabe quem será a sede amazônica - se vai ser Manaus ou Belém. </P>
<P>Confira a situação de cada sede hoje: </P>
<P>Rio de Janeiro - confirmado<BR>São Paulo - confirmado<BR>Belo Horizonte - confirmado<BR>Recife - confirmado<BR>Salvador - confirmado<BR>Fortaleza - confirmado<BR>Curitiba - confirmado<BR>Porto Alegre - confirmado<BR>Brasília - confirmado<BR>Natal - 80% de chances<BR>Cuiabá - 80% de chances<BR>Manaus - 60% de chances<BR>Belém - 40% de chances<BR>Campo Grande - 20% de chances<BR>Goiânia - 20% de chances<BR>Florianópolis - Praticamente sem chances<BR>Rio Branco - Praticamente sem chances<BR>Maceió - Praticamente sem chances</P>
<P>Se daqui até o dia 31 houver mudanças nesse panorama (é possível que haja), voltarei ao assunto no blog. </P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=832]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-20 18:02:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Florianópolis está fora da Copa, diz jornal]]></title>
<description><![CDATA[<P>O Diário Catarinense informa em sua edição de hoje que Ricardo Teixeira já disse ao catarinenses que Florianópolis está fora da Copa do Mundo de 2014. A informação é referendada pela coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=831]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-05-19 10:38:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Caderno X está no ar]]></title>
<description><![CDATA[Conforme anunciei no último dia 12, acaba de entrar agora no ar um outro blog deste escriba: Caderno X. O assunto? Games.<br><br>Se gosta do tema, não perca tempo. <a href="http://www.cadernox.com.br">Clique aqui</a> e apareça por lá. <br><br>Este blog, no entanto, seguirá no ar. E, em breve, sofrerá pequenas reformas.<br>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=829]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-04-06 03:15:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O futuro da música, do cinema e da internet]]></title>
<description><![CDATA[<br>Quem diz o que está abaixo é o jornalista <a href="http://andreforastieri.uol.com.br/?p=450#comments">André Forastieri</a>:<br><br><span style="font-style: italic;">"Se você quer saber qual o futuro do cinema, jogue Metal Gear Solid 4.</span><br style="font-style: italic;"><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Se você quer saber qual o futuro da música, jogue Guitar Hero: Metallica.</span><br style="font-style: italic;"><br style="font-style: italic;"><span style="font-style: italic;">Se você quer saber qual o futuro das comunidades online, jogue Little Big Planet.</span>"<br><br>Como discordar?]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=830]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-04-06 03:13:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Placar diz que Goiânia está fora da Copa-2014]]></title>
<description><![CDATA[<P align=left><EM>Por Edson Cruz<BR>Do site da Placar</EM></P>
<P align=left>Tomando por base escolhas obrigatórias de metrópoles e o critério utilizado pela Fifa de abranger todo o Brasil, Placar apurou e antecipou as cidades escolhidas para abrigar a Copa. A única dúvida fica entre Belém, pela tradição da rivalidade entre Paysandu e Remo, e Manaus, a ‘capital da Amazônia’.<BR><BR>Assim, as 12 cidades-sede serão: Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Cuiabá, Brasília, Salvador, Recife, Natal, Fortaleza e Belém ou Manaus.<BR><BR>Leia a matéria completa <A href="http://placar.abril.com.br/jornal-placar/placar-antecipa-cidades-escolhidas-copa-151925_p.shtml">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=828]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-03-31 12:37:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Hoje tem debate sobre vencedor de Cannes]]></title>
<description><![CDATA[<P>O melhor programa desta terça-feira é ir ao Cine Lumière (do Bougainville, em Goiânia) assistir ao filme <A href="http://cinema.uol.com.br/filmes/2009/03/12/entre-os-muros-da-escola.jhtm">Entre os Muros da Escola</A> (Palma de Ouro em Cannes) e, em seguida,&nbsp;acompanhar um debate sobre o filme. Entre os debatedores estarão as secretárias de Educação de Goiás e de Goiânia, Milca Severino e Marcia Carvalho, respectivamente, o professor da UFG Fernando Pereira e a professora de ensino médio da rede pública Cristina Batista de Araujo. </P>
<P>O filme começa às 18h30. Como são 2h08m de película, o debate deve começar entre 20h40 e 21h00. Tanto o debate quanto essa sessão específica do filme têm entrada franca. </P>
<P>Quem for poderá participar com perguntas, no melhor estilo "O amor, a morte e as paixões". A realização do evento é uma parceria entre o professor de cinema Lisandro Nogueira, o Cine Lumière, a Universidade Federal de Goiás e as Organizações Jaime Câmara.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=827]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-03-24 00:08:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sistema adiado na F-1]]></title>
<description><![CDATA[<P>A Fórmula 1 não vai adotar o novo sistema para definir o campeão neste ano, por pressão de pilotos e equipes. Fica para o ano que vem. Se não houver mais pressão até lá.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=826]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-03-21 05:30:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Irracional ou não, novo sistema melhora F-1]]></title>
<description><![CDATA[<P>Ao contrário de quase todas as análises que ouço e leio, adorei o novo sistema de classificação da Fórmula 1. Que seja campeão aquele que tiver mais vitórias, qual o problema?</P>
<P>O melhor motivo é que forçará os pilotos - todos que têm carros competitivos, pelo menos - a sempre ganhar as corridas. Pouco adiantará ser segundo ou terceiro colocado, já que a pontuação geral (que está mantida) só servirá para critério de desempate, em caso de dois ou mais pilotos terminarem com o mesmo número de vitórias ao final da temporada (o que, aliás, nem é tão difícil assim de acontecer). </P>
<P>Há ainda algo na Fórmula 1 - pelo menos é o meu palpite - que estava enterrado que voltará à tona: as ultrapassagens. Nos últimos anos, cada vez mais, o que menos se vê é um piloto ultrapassando o outro. Há o problema de desnivelamento da potência dos carros? Certamente. Mas o motivo maior é que tentar ultrapassar significava, até agora, um risco alto para uma recompensa pífia e incerta. Afinal, se você é segundo colocado numa prova, não vai arriscar tudo pelo primeiro lugar apenas para conseguir dois pontos a mais (a vitória vale 10 e o segundo lugar vale 8, no sistema que vigorava até 2008). Agora que a vitória será a única prioridade para quem quer ser campeão, o risco vai valer a pena. Ser segundo ou último será quase a mesma coisa.</P>
<P><STRONG>Descarte<BR></STRONG>O sistema me lembra um outro igualmente bom, que foi adotado na mesma Fórmula 1, no final dos anos 80: o sistema de descarte de provas. Em 1988, 1989 e 1990, funcionava assim: das 16 provas da temporada, o piloto tinha de eliminar os pontos conquistados&nbsp; nos cinco piores resultados. Simples: seus cinco piores resultados nas 16 provas deveriam ser descartardos. Na prática, Senna e Prost, os duelistas da época, só brigavam pelas vitórias, especialmente no final do campeonato. Qualquer outro resultado, incluindo o segundo lugar, não servia pra praticamente nada, pois geralmente os "segundos lugares" já se incluíam entre os piores resultados. </P>
<P>Em 1988, por exemplo, Prost terminou o campeonato com mais pontos do que Senna. Mas Senna foi campeão, porque seus cinco piores resultados eram "abandonos", enquanto os de Prost incluíam quarto lugar, terceiro lugar, quinto lugar, etc. Senna, no entanto, teve duas vitórias a mais que Prost no campeonato. </P>
<P>Ainda que o sistema de 2009 não inclua os "descartes", na prática isso vai acontecer. Dificilmente um piloto campeão do mundo vai aproveitar pontos que conquistou terminando um grande prêmio em quinto, sexto ou sétimo lugar. </P>
<P><STRONG>Racionalidade</STRONG><BR>Especialistas da área tendem a chamar de "mais racionais" aqueles pilotos que somam uns pontos aqui, outros acolá, sem se preocupar obsessivamente com vitórias. Daí que condendem o novo sistema. Eu, ao contrário, considero melhores (sim, talvez até menos racionais, e daí?) aqueles que procuram sempre a vitória. Por isso que sempre gostei mais dos estilos de Senna, Mansell e Schumacher do que de Nelson Piquet, que foi tricampeão do mundo tendo vencido poucas corridas, ou de Keke Rosberg e Mike Hawthorn, que foram campeões com apenas uma vitória em toda a temporada.</P>
<P>Em 1987, por exemplo, Piquet venceu 3 corridas e Mansell ganhou 6. Mas o campeão foi Piquet, por ter alcançado mais pontos. O mesmo já havia acontecido em 1981, quando Piquet também foi campeão, apesar de vencer bem menos corridas.<BR><BR>Se é para ter uma competição que mereça esse nome, parece mais justo apoiar pilotos e equipes cuja mentalidade é sempre vencer do que continuar incentivando os que preferem calcular quantos pontos é possível levar por prova.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=825]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-03-18 23:20:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Presidente da CBF se reúne com Marconi]]></title>
<description><![CDATA[<P><EM>O texto abaixo foi retirado do sítio da CBF na internet</EM></P>
<P>O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, visitou nesta terça-feira, em Brasília, o vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO). No encontro, que aconteceu no gabinete da vice-presidência do Senado, Marconi Perillo fez um pedido pela candidatura de Goiânia, a capital do seu Estado, no pleito para ser uma das cidades-sedes da Copa do Mundo de 2014.</P>
<P>O presidente Ricardo Teixeira agradeceu o empenho de Goiás em participar ativamente da Copa de 2014. Lembrando que a decisão da escolha das sedes será feita de acordo com os critérios técnicos da FIFA, o presidente da CBF fez questão de cumprimentar, através do senador Marconi Perillo, os responsáveis pelo projeto e todo o povo goiano pela participação no processo de candidatura.</P>
<P>- Nesse processo, não há vencedores ou vencidos. Todo o país, através de seus mais variados segmentos, está de parabéns pela condução da Copa de 2014. Agradeço, dessa forma, o interesse do senador Perillo.</P>
<P>Mais informações no <A href="http://www.cbf.com.br/sitenoticias/_950215372009317.html">sítio da CBF</A> na internet<BR><BR><STRONG>Só um comentário deste blogueiro: </STRONG><STRONG><EM>Lendo um pouco do que já foi publicado sobre Marconi, CBF e Copa 2014 aqui no Jornal X, o leitor talvez entenda melhor o motivo deste post.</EM></STRONG></P>
<P><STRONG>Abaixo, com os respectivos links, o que já foi publicado aqui sobre o assunto:</STRONG></P>
<P>Marconi recebeu dinheiro da CBF em 2006 (<A href="http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=615">clique aqui</A>)<BR>Assessoria de Marconi quer capitalizar Copa 2014 (<A href="http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=613">clique aqui</A>)<BR>Marconi lidera 'Bancada da Bola' (<A href="hhttp://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=614">clique aqui</A>)<BR>Vale a pena sedir uma Copa do Mundo? (<A href="http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=820">clique aqui</A>)</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=823]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-03-17 19:05:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Luz na Copa]]></title>
<description><![CDATA[<P>Por Ivan Mendonça<BR><EM>Do Diário da Manhã</EM></P>
<P>Ricardo Teixeira, da CBF, bateu à porta de Marconi Perillo, mas só falou com ele por telefone por causa da viagem do senador a Goiânia. A conversa foi remarcada para semana que vem.</P>
<P>A coluna pode ser lida <A href="http://www.dm.com.br/impresso/7799/politica_e_justica/66760,fio_direto">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=824]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-03-14 21:42:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sede do Pantanal na Copa está ameaçada]]></title>
<description><![CDATA[<P>Por Renato Maurício Prado<BR><EM>Hoje no jornal "O Globo"</EM></P>
<P>Não foi à toa que a Fifa adiou em dois meses a definição das 12 cidades que deverão ser sedes da Copa do Mundo de 2014, no Brasil — o anúncio aconteceria no próximo dia 20 e agora será em maio.</P>
<P>Relatório técnico da Fifa diz que o Brasil não tem 12 cidades em condições mínimas de abrigar jogos do Mundial. Na maioria delas, faltam condições básicas, como rede hoteleira, de hospitais e de transportes em padrões compatíveis com os exigidos pela entidade máxima do futebol.</P>
<P>A famosa sede do Pantanal, por exemplo, está seriamente ameaçada: nem Cuiabá, nem Campo Grande foram consideradas aptas pelos inspetores da Fifa — que se mostram especialmente incomodados com as mais variadas pressões de políticos para eleger esta ou aquela cidade.</P>
<P>É a primeira vez na história das Copas que a definição das sedes foi adiada.</P>
<P>E já há quem creia que, diante das dificuldades, o Brasil terá que se contentar com as tradicionais 10 cidades para hospedar as partidas de 2014.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=822]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-03-13 03:05:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Em breve, novo blog]]></title>
<description><![CDATA[<P align=left>Nos próximos dias, um novo blog deste escriba entra no ar.&nbsp;Tratará de&nbsp;um assunto&nbsp;bem diferente do que você está acostumado a ler por aqui e apostará na conexão entre blog, microblog (viva o twitter!) e orkut. Assim que estrear, o leitor do Jornal X será o primeiro a saber. O Jornal X, no entanto, não acaba. Ao contrário. Será reformulado.&nbsp;Quando? Logo.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=821]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-03-12 00:17:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Vale a pena sediar uma Copa do Mundo?]]></title>
<description><![CDATA[<P>Ouço a pergunta com alguma frequência em jornais e rádios locais: vale a pena Goiânia ser uma das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014? A escolha das sedes ocorrerá em menos de três semanas.</P>
<P>A pergunta, para mim, é outra: vale a pena o Brasil ser sede de uma Copa do Mundo? A resposta: não, não vale. Copa não deveria ser meta de país sub-desenvolvido. A corrupção está entranhada no mundo do esporte. As CPIs já comprovaram as nebulosidades da CBF e a organização megalomaníaca do Pan-2007.</P>
<P>Com tantas prioridades num país com dívida social tão grande, chega a ser surreal pensarmos em Copa do Mundo por aqui. Dizer que a Copa trará benefícios sociais (melhorias nos transportes, na saúde, na infra-estrutura) é cinismo e auto-atestado de incompetência. Afinal, para melhorarmos nossas cidades, precisamos de uma Copa? Sem Copa, não podemos investir transporte, saúde e infra-estrutura?</P>
<P>O pior de tudo é que, no Brasil, a pergunta cretina que encerra o parágrafo anterior faz sentido. Daí que não acho que o Brasil deva sediar uma Copa do Mundo. Mas, já que vai sediar, torço para que Goiânia seja uma das 12 escolhidas. </P>
<P>O Governo Federal já deu claros sinais que investirá bastante nas cidades que forem escolhidas para sediar a Copa. Apesar de ser uma regra torta e absurda para escolher onde investir, se essa regra existe, que Goiânia tente ser uma das escolhidas. Autoridades daqui que negligenciarem isso estarão boicotando a cidade onde moram e trabalham.</P>
<P>É claro que há boas chances de muito desse dinheiro ficar no meio do caminho. Para o Pan-2007, prometeu-se que o Rio de Janeiro teria diversas melhorias em infra-estrutura. Não houve uma sequer. O dinheiro foi todo enterrado no estádio do Engenhão e em praças olímpicas hoje abandonadas. Os espaços que restaram não são aproveitados nem por escolas de educação física. Não é impossível imaginar que o mesmo aconteça com o dinheiro público destinado a obras da Copa de 2014. </P>
<P>Mas, ainda assim, melhor investir em cidades que têm presença forte do futebol do que em outras cidades que não tem representantes nem na Série A nem na Série B do Campeonato Brasileiro. Se é absurdo Goiânia sediar uma Copa do Mundo (sim, há quem diga isso), mais absurdo são cidades como Cuiabá, Brasília, Campo Grande ou Natal constarem da lista das prováveis 12 escolhidas. Uma coisa absurda é investir dinheiro a fundo perdido em um estádio como o Serra Dourada, mas mais absurdo ainda é construir estádios onde nem há futebol regular, nem presença de público.</P>
<P>Outra pergunta recorrente: de que adianta sediar apenas três jogos? É pouco, mas não é tão pouco assim. A Fifa prevê que cada estádio escolhido sediará, no mínimo, cinco jogos da Copa do Mundo de 2014. A média, no entanto, deverá ser de oito jogos para cada estádio, ficando os menores com cinco ou seis jogos.</P>
<P>Benefícios haverá para quem for sede da Copa. Daqui até 2014, o turismo tenderá a crescer e a cidade passará a se mobilizar em torno do evento. Cidades-vizinhas no interior também deverão sair ganhando. </P>
<P>Mas, com Goiânia dentro ou fora, o ideal mesmo é que fizéssemos uma Copa do Mundo modesta, já que é para ser feita. Não dá pra competir com o que foi feito na Alemanha em 2006. Somos um país cheio de problemas, com carências mais urgentes, e nos próximos anos a crise econômica tende a ficar pior. Que o dinheiro público, portanto, fique longe de estádios e obras sem retorno para a população no pós-Copa.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=820]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-03-02 19:15:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Capitão Nascimento é uma ruína ambulante]]></title>
<description><![CDATA[<P>Inácio Araújo<BR><EM>Na Folha de S.Paulo de hoje</EM></P>
<P>Será "Tropa de Elite" (TC Pipoca, 20h; não recomendado a menores de 16 anos) um filme fascista, como acreditam muitos críticos? Essa pode ser uma impressão apressada, dessas em que se confunde o discurso da personagem com o do filme.<BR><BR>É verdade que Capitão Nascimento é um tipo a que não falta ambiguidade. Sua tropa está lá para barbarizar mesmo. Certo ou errado, ele sabe que participa de uma guerra em dois fronts: contra os traficantes, de um lado, e contra a política corrupta de outra.<BR><BR>Tudo isso faz dele uma mistura de Rambo com Eliot Ness, celebrizado por "Os Intocáveis". Não tem muito tempo para divagações e teorias. A teoria é um inimigo tão perigoso quanto uma bazuca. É proibido pensar: recebe-se o mundo tal como ele vem e pau na máquina. Esse último item ajudou Nascimento a se tornar um herói de pessoas para quem o mundo está pensado, não devemos nos ocupar com isso: basta agir.<BR><BR>A verdade, no entanto, é que a vida do capitão é uma ruína. A implantação de seus métodos tem um custo tão alto que ele não consegue nem ter uma família (e nem, de resto, implantá-los para valer, institucionalmente). Capitão Nascimento é uma ruína ambulante, assim como sua tropa.<BR><BR>No fundo, o que este filme faz é nos lembrar que questões como violência urbana e justiça social estão longe de serem resolvidas. Chama o Foucault, por favor.<BR><BR>Leia mais <A href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0103200916.htm">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=818]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-03-01 23:32:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O lutador: sensível e honesto]]></title>
<description><![CDATA[<P>Uma boa análise do melhor texto do jornalismo goiano: <BR>Duas ou três coisas sobre <EM>O Lutador</EM> (<A href="http://lisandronogueira.blogspot.com/2009/02/o-lutador-sensivel-e-honesto.html#links">clique aqui</A> e leia)<BR></P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=819]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-03-01 22:41:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Goiânia disputa com Florianópolis e Natal]]></title>
<description><![CDATA[<P>A informação do título desta matéria consta do primeiro parágrafo da matéria do sítio da ESPN Brasil na internet que relata como foi a visita da comitiva da Fifa à Goiânia no dia de hoje. A capital goiana disputa uma das 12 vagas para cidade-sede da Copa do Mundo de 2014.<BR><BR>Leia a matéria completa <A href="http://espnbrasil.terra.com.br/futebol/noticia/32043_ZEZE+DI+CAMARGO+SOLTA+A+VOZ+NA+BRIGA+DE+GOIANIA+PARA+RECEBER+COPA+DO+MUNDO">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=817]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-02-03 17:42:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Slavoj Zizek no Roda Viva de hoje]]></title>
<description><![CDATA[<P>O programa Roda Viva de hoje, 2 de fevereiro, entrevista o filósofo e psicanalista Slavoj Zizek (pronuncia-se Slávoi Jijec). </P>
<P>Zizek é professor da Universidade de Lubliana, na Eslovênia, é diretor Internacional do Instituto de Humanidades da Universidade de Londres, tem formação em psicanálise pela Universidade de Paris e é considerado um dos principais teóricos contemporâneos. </P>
<P>Ele fez o filme <EM>The Pervert's Guide to Cinema</EM> - escrito por ele e dirigido por Sophie Fiennes - em que discorre sobre cinema e psicanálise. </P>
<P>Tem tudo para ser um grande programa.</P>
<P>Participam como entrevistadores: Maria Rita Khel, psicanalista e escritora; Laura Greenhalgh, editora executiva dos cadernos Aliás e Cultura do jornal O Estado de S. Paulo; Emir Sader, sociólogo e o goiano Vladimir Safatle, professor do departamento de filosofia e do instituto de psicologia da Universidade de São Paulo.</P>
<P>O Roda Viva é tem início às 22h10.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=815]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-02-02 00:38:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ainda sobre Goiânia e a Copa de 2014]]></title>
<description><![CDATA[<P>Não entendi o auê que se fez em Goiás com a declaração da CBF que o Pantanal e a Amazônia terão uma vaga cada na lista das 12 sedes da Copa do Mundo de 2014. Essa informação já circulava há meses, inclusive aqui neste mal-informado blog. </P>
<P>A informação, aliás, é até boa para as pretenções de Goiânia. Significa que, das quatro pretendentes (Belém e Manaus do lado amazônico e Cuiabá e Campo Grande do lado do Pantanal), só duas cidades serão escolhidas. </P>
<P>O que deve preocupar é a informação que Veja traz na edição desta semana na coluna Radar (<A href="http://veja.abril.uol.com.br/040209/radar.shtml">clique aqui e leia</A>) mostrando que o presidente Lula quer Belém na Copa do Mundo, contrariando a CBF e o Comitê da Copa 2014 que já haviam praticamente escolhido Manaus como sede amazônica. </P>
<P>Ou seja, de três alternativas, uma: 1) A CBF desagrada Lula e mantém Manaus; 2) A CBF agrada Lula e troca Manaus por Belém; 3) A CBF rifa uma cidade do Centro-Oeste e inclui Manaus e Belém. </P>
<P>A terceira hipótese, é óbvio, aumentaria as chances de Goiânia ser excluída da Copa de 2014. </P>
<P>Antes disso, em 18 de fevereiro (na edição de domingo), a Folha de S.Paulo fez uma extensa matéria sobre a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e elencou as cidades que são favoritas, as que têm boas chances e as que correm por fora.</P>
<P>Para Goiânia, até então, uma boa notícia: Florianópolis - que é tida como principal concorrente - está entre as zebras. </P>
<P>Entre as favoritas, na apuração da Folha, estão sete cidades (<EM>veja relação abaixo</EM>). Das que têm chances, constam oito brigando por cinco vagas. Das oito, Recife, Fortaleza e Cuiabá saem na frente por relações estreitas com a chefia da CBF e com o Palácio do Planalto. Como uma vaga ficará entre Manaus e Belém, sobraria uma para Goiânia disputar com Natal e Campo Grande. E, como se sabe, Campo Grande está fora já que Cuiabá será escolhida. Ou mesmo que Campo Grande seja escolhida, Cuiabá estaria fora. Pelo menos assim deixou claro a CBF e a Fifa. </P>
<P>Confira, abaixo, as cidades elencadas pela Folha com suas respectivas chances de ser uma das 12 sedes da Copa:</P>
<P><STRONG>Cidades Favoritas: <EM>São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Curitiba e Porto Alegre</EM></STRONG></P>
<P><STRONG>Cidades com chances: <EM>Goiânia, Cuiabá, Campo Grande, Manaus, Belém, Fortaleza, Recife, Natal</EM></STRONG></P>
<P><STRONG>Cidades que correm por fora: <EM>Rio Branco, Florianópolis e Maceió</EM></STRONG></P>
<P><STRONG>P.S.:</STRONG> Uma coisa que me irrita em parte da imprensa goiana é sempre dizer que Goiânia luta para ser uma das "sub-sedes" da Copa de 2014. Em Copa do Mundo, não há sub-sedes. Há sedes. E no caso da Copa que será realizada no Brasil, serão 12 sedes. Nenhuma sub-sede (haja complexo de vira-lata!).</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=816]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-01-28 00:09:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Enfim, o choque de civilização]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Sistema de lugares marcados&nbsp;em salas de cinema chega a Goiânia</STRONG></P>
<P>A partir da sexta-feira, dia 16 de janeiro, o Cinemark de Goiânia (que fica no Flamboyant) vai passar a trabalhar exclusivamente com o sistema de lugares marcados, a exemplo do que ocorre com teatros há pelo menos cinco décadas. O cliente vai escolher o assento de preferência no ato da compra do ingresso, podendo visualizar um mapa geográfico e escolher o lugar que achar mais adequado. </P>
<P>Será possível também comprar o ingresso com lugar marcado pela internet e em pontos de vendas espalhados pela praça de alimentação. Pelo menos assim promete a rede de cinema.</P>
<P>Parece pouco mas, para quem gosta de ir ao cinema, é um choque de civilização. Filas e tumultos deixam de ser obrigatórios (afinal, há sempre aqueles que fazem fila para tudo). </P>
<P>Em 2003, em conversa com o proprietário dos cinemas Lumière, Gerson Santos, este blogueiro sugeriu a ele que fizesse isso em seus cinemas - copiando salas de São Paulo - e saísse na frente de todos aqui em Goiânia. Nas concorridas mostras de cinema que lá ocorriam ("O Amor, a Morte e as Paixões", com curadoria do professor Lisandro Nogueira) o tumulto era tão grande que era preciso estapear colegas para conseguir acesso a uma das cadeiras. Gerson, no entanto, disse que o "goiano jamais aceitaria isso". Talvez, agora, pense melhor. Ou a tentativa do Cinemark não vai prosperar e estou fantasiando?</P>
<P>Além disso - promete a assessoria do Cinemark em São Paulo - em uma das oito salas do Flamboyant, haverá exibição de filmes em 3D.<BR><BR>Para ficar mais civilizado ainda, falta ao Cinemark (e ao Severiano Ribeiro - e também ao Lumière) baixar os preços dos ingressos. Os&nbsp;valores cobrados por um bilhete&nbsp;nas salas de&nbsp;Goiânia hoje estão entre os mais&nbsp;altos do país. </P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=814]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-01-07 04:26:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os melhores filmes de 2008]]></title>
<description><![CDATA[<P>Eis abaixo a lista dos 10 melhores filmes do ano de 2008, na visão de nove cinéfilos consultados pelo blog. Nenhum filme conseguiu aparecer nas&nbsp;nove listas. O que chegou mais próximo disso foi <EM>Vicky Cristina Barcelona</EM>, votado por oito dos nove consultados.</P>
<P>A regra é que deveriam valer apenas os filmes que tiveram estréia em 2008 em algum cinema do Brasil. Filmes que estrearam em 2007, mas continuavam em cartaz - ou reestrearam - em 2008, não deveriam valer.</P>
<P>Ano passado houve muitos listeiros indisciplinados. Desta vez, menos - mas eles ainda estão por aí. Uns preferiram não ranquear (e como tirar a razão deles?). Mas, desta vez, só dois votantes relacionaram mais de dez filmes. </P>
<P>Um dos listeiros comentou filme por filme. Outros, fizeram um rápido comentário geral e uns poucos não comentaram nada. O blog, no entanto, manteve as listas da forma como foram enviadas pelos gentis colaboradores. Se você também tem uma lista top 10 de 2008, coloque-a na seção de comentários. As listas vão sendo publicadas aqui até o fim do mês.</P>
<P>Se você quiser ver como ficaram a lista dos melhores de 2007, volte no tempo e <A href="http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=656">clique aqui</A>. </P>
<P><STRONG>A lista de Lisandro Nogueira</STRONG> <BR><EM>(ele preferiu mandar a lista sem ranking)</EM><BR>Gomorra - Matteo Garrone<BR>Queime depois de Ler - Ethan Coen e Joel Coen<BR>Vicky Cristina Barcelona - Woddy Allen<BR>Caos Calmo - Antonio Luigi Grimaldi<BR>Amor em cinco Tempos - François Ozon<BR>Um Beijo Roubado - Wong Kar-Wai<BR>Onde os fracos não têm vez - Ethan Coen e Joel Coen<BR>Sicko - SOS saúde - Michael Moore<BR>A Vida dos Outros - Florian Henckel von Donnersmarck<BR>A Espiã - Paul Verhoeven<BR>O Gângster - Ridley Scott<BR>Desejo e Reparação - Joe Wright<BR>Serras da Desordem - Andrea Tonacci<BR><STRONG><BR>A lista de Marco Aurélio Vigário</STRONG><BR>1) Onde Os Fracos Não Têm Vez - Ethan Coen e Joel Coen<BR>2) Não Estou Lá - Todd Haynes <BR>3) O Nevoeiro - Frank Darabont<BR>4) Sangue Negro - Paul Thomas Anderson<BR>5) Linha De Passe - Walter Salles<BR>6) Feliz Natal - Selton Mello<BR>7) Paranoid Park - Gus Van Sant<BR>8) Juízo - Maria Augusta Ramos<BR>9) Batman, O Cavaleiro Das Trevas - Christopher Nolan<BR>10) Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen</P>
<P><EM>Observações&nbsp;de Marco</EM>: <EM>O Assassinato De Jesse James Pelo Covarde Robert Ford</EM> também entraria na minha lista. Eu o vi em janeiro de 2008, mas ele estreou em Goiânia em dezembro de 2007. Por isso não está lá.<BR></P>
<P><STRONG>A lista de Marcos Bandeira</STRONG><BR>1) Onde os Fracos Não Têm Vez - Ethan Coen e Joel Coen<BR>2) Um Beijo Roubado - Wong Kar-Wai<BR>3) Juno - Jason Reitman<BR>4) Sangue Negro - Paul Thomas Anderson<BR>5) Senhores do Crime - David Cronemberg<BR>6) O Gângster - Ridley Scott<BR>7) Ensaio Sobre a Cegueira - Fernando Meirelles<BR>8) Batman, O Cavaleiro das Trevas - Christopher Nolan<BR>9) Não Estou Lá - Todd Haynes<BR>10) O Sonho de Cassandra&nbsp; - Woody Allen</P>
<P><EM>Observações de Marcos</EM>: Peço licença para indicar o pior filme do ano: <EM>Meu Nome Não É Johnny</EM>. É um filme travestido de antídoto (ops!, Eduardo) para <EM>Tropa de Elite</EM>, mas que, definitivamente, não tem nem a competência técnica, nem narrativa, nem o conteúdo instigante de seu oponente. Ainda não assisti ao último de Woody Allen (<EM>Vicky Cristina Barcelona</EM>) e ao último dos Irmãos Coen (<EM>Queime Depois de Ler</EM>), diretores de grande potencial para figurarem em qualquer lista dos 10 mais. Também não assisti a <EM>Gomorra</EM>, que tem sido muito elogiado pela crítica.</P>
<P><STRONG>A lista de Victor Hugo Lopes</STRONG><BR>1) Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen<BR>2) Queime Depois de Ler - Ethan Coen e Joel Coen<BR>3) Juno - Jason Reitman<BR>4) Batman, o Cavaleiro das Trevas - Christopher Nolan<BR>5) Ensaio sobre a Cegueira - Fernando Meirelles<BR>6) Hancock - Peter Berg<BR>7) Trovão Tropical - Ben Stiller<BR>8) Homem de Ferro - Jon Favreau<BR>9) 007, Quantum of Solace - Marc Foster<BR>10) A Duquesa - Saul Dibb<BR>&nbsp;<BR><EM>Observações de Victor Hugo</EM>: O problema é que este, particularmente, foi um ano em que fui pouco ao cinema. Grande parte dos filmes assisti em vídeo mesmo, em casa. Outros filmes interessantes, como Milk e Nixon, ainda não entraram em cartaz. Apenas elenquei os que assisti. Por isso a lista está tão pobre e cheia de blockbusters.<BR>&nbsp;<BR><STRONG>A lista de Micheli Nunes</STRONG><BR>1) Onde os Fracos não têm Vez - Ethan Coen e Joel Coen<BR>2) Queime depois de ler – Ethan e Joel Coen<BR>3) Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto - Sidney Lumet<BR>4) Persépolis - Vincent Paronnaud e Marjane Satrapi<BR>5) Juno - Jason Reitman<BR>6) Wall-e - Andrew Stanton<BR>7) Não estou lá - Todd Haynes<BR>8) Rolling Stones: Shine a Light - Martin Scorcese<BR>9) Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen<BR>10) Na Natureza Selvagem - Sean Penn <BR>&nbsp;<BR><EM>Observações de Micheli</EM>: Em primeiro lugar uma dobradinha dos Coen, e nem é por eu ter visto menos filmes em 2008, os dois filmes são excelentes. <EM>Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto</EM> tem um título longo e interessante, narrativa idem. A graphic novel <EM>Persépolis</EM> já era minha paixão, tanto que vacilei ao saber do longa, mas como foi co-dirigido pela própria Marjane (autora dos quadrinhos), o resultado ficou perfeito. <EM>Juno</EM> é inédito, pop e irritantemente cativante. <EM>Wall-e</EM> foi uma das maiores surpresas de 2008. Eu, como desenhista, assisto à maioria das animações e adoro, claro que mantendo a expectativa de ir ao cinema ver um filme para crianças, mas <EM>Wall-e</EM> é um filme maduro e compete tranquilamente com os grandes. <EM>Não Estou Lá</EM> é um mosaico de difícil digestão, mas o resultado final é bastante poético. <EM>Shine a Light</EM> é outro filme sobre música que entra na minha lista, e sim, eu sou suspeita, mesmo não sendo um filme definitivo sobre os Stones, me satisfez como fã da banda e do diretor. Provavelmente se eu tivesse visto mais filmes em 2008, <EM>Vicky Cristina Barcelona</EM> não entraria na lista, mas apesar de não ter a mesma mão boa sempre, Allen foi menos repetitivo nesse que em <EM>O Sonho de Cassandra</EM>, e o filme é leve e vale destacar a exuberância das atrizes, especialmente Penélope Cruz. <EM>Na Natureza Selvagem</EM> é inspirador, tanto que carrega isso quase que como um estigma.</P>
<P><STRONG>A lista de Aline Mil</STRONG><BR>1) Wall-e - Andrew Stanton<BR>2) Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen<BR>3) Meu nome não é Johnny - Mauro Lima<BR>4)&nbsp;Na Natureza Selvagem&nbsp;- Sean Penn<BR>5) Queime depois de ler - Ethan e Joel Coen<BR>6) Nome próprio - Murilo Salles (que só fui assistir porque li no Jornal X que era bom e gostei.)<BR>7) O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet - Tim Burton<BR>8)&nbsp;Homem de Ferro&nbsp;- Jon Favreau<BR>9)&nbsp;Não estou lá&nbsp;- Todd Haynes<BR>10) Eu, Meu Irmão e Nossa Namorada - Peter Hedges</P>
<P><EM>Observações de Aline</EM>: Foi difícil escolher dez. Não vi muitos filmes bons no cinema esse ano... Se fosse pra falar dos ruins, eu lembraria de quinze com mais facilidade!!</P>
<P><STRONG>A lista de Eduardo Horácio</STRONG><BR>1) Onde os Fracos não têm Vez - Ethan Coen e Joel Coen <BR>2) Um Beijo Roubado - Wong Kar-Wai<BR>3) Meu nome não é Johnny - Mauro Lima<BR>4) Nome Próprio - Murilo Salles <BR>5) Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen<BR>6) Rolling Stones: Shine a Light - Martin Scorcese<BR>7) Queime depois de ler - Ethan e Joel Coen<BR>8) Feliz Natal - Selton Melo<BR>9) O Sonho de Cassandra - Woddy Allen<BR>10) Caos Calmo - Antonio Luigi Grimaldi</P>
<P><EM>Observações de Eduardo</EM>: Há filmes que têm tudo para estar na lista, mas não os coloquei porque me escaparam. É o caso de <EM>Paranoid Park</EM>, <EM>Sangre Negro</EM> e <EM>Gomorra</EM>. Outros, no entanto, são dignos da lista de piores, como <EM>Ensaio sobre a Cegueira</EM>, <EM>Última Parada</EM> e o "novo" <EM>Indiana Jones</EM>. <EM>Juno</EM> não entra na lista de melhores, nem na de piores: só copiou uma roupagem aparentemente moderna, mas tem linguagem cinematográfica pobre. <EM>Batman</EM> não me comoveu. Como nunca espero nada dele, Ridley Scott me surpreendeu positivamente com <EM>O Gângster</EM>, mas está ainda longe de merecer estar no top 10. Se houvesse um 11º colocado, este seria <EM>Linha de Passe</EM>, de Walter Salles.<BR><STRONG><BR></STRONG></P>
<P><STRONG>A lista de Marcos Haddad</STRONG><BR>1) Última Parada 174 - Bruno Barreto<BR>2) Meu Melhor Amigo - PJ Hogan<BR>3) Desejo e Reparação - Joe Wright<BR>4) A Vida dos Outros - Florian H. von Donnersmarck<BR>5) Vick Cristina Barcelona - Woody Allen<BR>6) Baby Love - Vincent Garenq <BR>7) Polaróides Urbanas - Miguel Falabella<BR>8) Era Uma Vez - Breno Silveira<BR>9) Antes de Partir - Rob Reiner<BR>10) Um Beijo Roubado - Wong Kar-Wai</P>
<P><EM>Observações de Haddad</EM>: Meus oito piores filmes são: <EM>La Leon</EM>, <EM>Ensaio Sobre a Cegueira</EM>, <EM>Rede de Mentiras</EM>, <EM>Gomorra</EM>, <EM>A Última Amante</EM>, <EM>Nossa Vida não cabe num Opala</EM>, <EM>O Silêncio de Lorna</EM> e <EM>Orquestra dos Meninos</EM>.<BR><BR><STRONG>A lista de Vassil Oliveira</STRONG><BR>1) Vicky Cristina Barcelona - Woody Allen (genial!)<BR>2) Onde os fracos não têm vez - Ethan e Joel Coen (intenso, vívido)<BR>3) Rede de Mentiras - Ridley Scott (um filme arisco)<BR>4) As Crônicas de Nárnia: O Príncipe Caspian - Andrew Adamson <BR>e As Crônicas de Spiderwick - Mark Waters (bonitos, fabulosos de se ver)<BR>5) Desejo e Reparação - Joe Wright (bom filme para uma história maravilhosa)<BR>6) Conduta de Risco - Sidney Pollack&nbsp; (intrigante)<BR>7) Sangue Negro - Paul Thomas Anderson (interessante)<BR>8) Kung Fu Panda - Mark Osborne <BR>e Madagascar 2 - Eric Darnell e Tom McGrath (legal, legal!)<BR>9) Homem de Ferro - Jon Favreau e<BR>&nbsp;Hellboy 2: O Exército Dourado - Guillermo del Toro (vibrei. Pra mim, não dariam bons filmes. Mas...)<BR>10) Noites de Tormenta - George C. Wolfe (uma boa história de amor. Gostei)</P>
<P><EM>Observações de Vassil</EM>: Fui em busca da lista dos filmes de 2008 e fiquei triste. Tanta coisa que não vi... Por exemplo: <EM>Ensaio Sobre a Cegueira</EM> (fiquei esperando, esperando, li o livro, aí...) e <EM>Gomorra</EM> (estou lendo o livro primeiro). Vi muitos desenhos, e poderia citar todos, porque gosto muito. Por fim, a lista segue um critério: filmes que gostei de ver. Quer dizer: não sou crítico, apenas gosto de filmes. Aliás, gosto muito. Menção honrosa para <EM>Sexy And The City</EM>, <EM>007: Quantun Of Solace</EM> e <EM>Horton e o Mundo dos Quem</EM>. O novo <EM>Batman</EM>? Não vi...&nbsp;</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=813]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-01-06 15:49:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Goiânia x Florianópolis pela Copa-2014]]></title>
<description><![CDATA[<P>Entre o natal e o réveillon, a Fifa&nbsp;cedeu e disse&nbsp;que o Brasil terá 12 - e não mais 10 - cidades-sede na Copa do Mundo de 2014. </P>
<P>Das 12, cinco já estão definidas: Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre. </P>
<P>Faltam sete cidades. Hoje, especula-se que dificilmente Fortaleza, Recife, Salvador e Curitiba ficarão fora. Portanto, sobram ainda três vagas. </P>
<P>Estão na disputa Manaus, Belém, Cuiabá, Goiânia, Campo Grande e Florianópolis. Sabe-se, pelas entrevistas do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que a Região Norte terá uma vaga - que será de Manaus ou Belém.<BR><BR>Sobrariam duas vagas para serem disputadas por Cuiabá, Goiânia, Campo Grande e Florianópolis.</P>
<P>Por questões políticas (leia-se: proximidade do governador do Estado com o presidente da CBF), Cuiabá está praticamente dentro. E Campo Grande está praticamente fora. </P>
<P>Haveria uma vaga&nbsp;a ser disputada entre Goiânia e Florianópolis. A ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy, já manifestou sua preferência por Florianópolis. Goiânia, no entanto, tem mais tradição no futebol, tem um estádio maior e melhor e chegou a sediar dez jogos da Copa América de 1989, quando a Argentina de Maradona e Cannigia jogou cinco vezes no estádio Serra Dourada.</P>
<P>Muita coisa deve ocorrer, no entanto, até março deste ano, quando CBF e&nbsp;Fifa baterão o martelo sobre quem serão as 12 sedes. Podem ocorrer zebras, como Curitiba, Fortaleza&nbsp;e Cuiabá ficarem fora. Mas o cenário, hoje, aponta para duas disputas: uma entre Manaus x Belém e outra entre Goiânia x Florianópolis.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=812]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2009-01-05 08:27:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um ‘não’ ao técnico-adrenalina]]></title>
<description><![CDATA[<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Paralela à discussão do técnico estrangeiro, é preciso se atentar à outra: a do perfil do técnico da seleção.</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Nesse perfil, há um tipo no esporte que é insuportável: o técnico-adrenalina. Os melhores exemplos desta espécie são Luiz Felipe Scolari (futebol) e Bernardinho (voleibol).</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Conseguem resultados? Não há dúvida. Mas exageram na teatralização do esporte. Exageram tanto que até atrapalham uma melhor obtenção de resultados. Sem contar que essa ênfase na palavra "vibração" acaba soando falsa, um tanto caricatural. </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">As "caras-e-bocas" que Bernardinho e Scolari fazem quando seus times jogam tem um "quê" de populismo de quinta categoria. </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Populismo que, claro, rende admiração recorde por parte do povo brasileiro. O estilo-vibração dá audiência, dá popularidade e, principalmente, patrocínio. </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">No volei, por exemplo, considero o técnico José Roberto Guimarães um profissional muito mais preparado e competente que Bernardinho. Conseguiu duas medalhas de ouro no voleibol (masculino em 1992 e feminino em 2008), algo que nenhum outro treinador no mundo alcançou. </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">No entanto, José Roberto não é garoto-propaganda de nada. Já Bernardinho (ouro em 2004) estrela dezenas (quiçá centenas) de comerciais de produtos. </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Um parêntese: Os comerciais dos quais Bernardinho participa são de péssimo-gosto. Mas isso não vem ao caso agora.</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">No futebol, Scolari e Carlos Alberto Parreira conseguiram, cada um, ganhar uma Copa do Mundo. Com a diferença que o time de 1994 era bastante inferior às estrelas de 2002. </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Ainda assim, Parreira é visto como ranzina e - tal qual José Roberto - não é ídolo no Brasil. Scolari, ao contrário, é. Graças ao estilo-vibração, claro.</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Há, ainda, uma herança maldita do estilo-vibração: as aberrações que são criadas a partir desse falso-conceito. A principal delas é o técnico Dunga. </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Em função do seu passado ser cheio de adrenalina - e de Scolari não ter aceitado o convite da seleção em 2006 - Dunga foi convocado a ser técnico pela primeira vez na vida. Era a solução genérica. </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Afinal, imaginava o presidente da CBF e boa parte dos brasileiros, o que faltou em 2006 foi "vibração" - e não técnica, tática, treinamento, entrosamento... </P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt">Quem sabe agora, cansado de adrenalina, o próximo técnico da seleção seja alguém mais lúcido. Que Dunga desocupe logo o lugar.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=810]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-09-18 11:16:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um estrangeiro no lugar de Dunga]]></title>
<description><![CDATA[<P>Com Dunga na corda bamba - logo cai, mais cedo ou mais tarde-, retomo, aqui, uma idéia que postei aqui logo após a Copa do Mundo de 2006: de que um técnico estrangeiro assuma o comando da seleção brasileira de futebol. </P>
<P>A cada dia, mais e mais seleções experimentam essa idéia. Com a escassez de bons nomes no Brasil (Felipão nunca toparia; Luxemburgo só arruma problemas - e por aí vai), a melhor opção é estrangeira. </P>
<P>De todas as escolas estrangeiras, a minha preferida é a holandesa. </P>
<P>Que tal Guus Hiddink? Dois meses atrás, fez a Rússia brilhar na Eurocopa. Ele também levou a fraca Austrália às oitavas-de-final da última Copa. Na Copa de 2002, classificou a Coréia do Sul para a semifinal. Seu principal título foi ser campeão mundial de clubes, em 1999. Se com jogadores ruins ele vai bem, o que não faria no comando de uma seleção de grande porte, como o Brasil?</P>
<P>O técnico do Barcelona, o ex-jogador holandês Frank Rijkaard, sabe fazer seus times jogarem bonito e com eficiência.</P>
<P>Mas é uma pena que Johann Cruyff esteja aposentado da função de técnico de futebol. Seria a melhor opção. </P>
<P>Outro nome bom seria o sérvio Bora Milutinovic, que já disputou cinco copas com equipes fracas e surpreendeu em todas elas.&nbsp; </P>
<P>No final da Copa de 2006, também levantei a idéia de um técnico argentino. Há pelo menos três deles que são melhores do que a nata dos brasileiros. Mas sempre será difícil o torcedor brasileiro aceitar. </P>
<P>Aliás, já seria difícil que o torcedor brasileiro aceitasse um técnico estrangeiro dirigindo sua seleção, seja qual for este técnico, não importa o país. </P>
<P>Assim, repito, como provavelmente nunca será a opção da CBF, enquanto estiver nas mãos de quem hoje está.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=809]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-09-18 00:14:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Goiânia e Curitiba fora da Copa 2014?]]></title>
<description><![CDATA[<P>Por Paulo Vinícius Coelho<BR><A href="http://blogs.espn.com.br/pvc">Do blog do PVC</A></P>
<P>É muito difícil que a Fifa dê o aval para o Brasil ter 12 cidades-sede. </P>
<P>É cada dia mais provável que sejam dez as cidades escolhidas. </P>
<P>E, nesse caso, a crise que já se criou ano passado entre o governador paranaense, Roberto Requião, e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, deve tirar Curitiba do Mundial.</P>
<P>A zebra, mas muito provável sede da Copa, é Cuiabá. </P>
<P>Se a relação da CBF com o governador paranaense é ruim, com o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, é bom. Maggi promete dar estrutura que a CBF quiser, construir estádio e levar a Copa para Cuiabá.</P>
<P>Essa estrutura não é garantia em Manaus, o que faz de Belém a favorita para ser escolhida como a sede da Amazônia.</P>
<P>O anúncio será feito em março. O presidente Lula desejava que isso acontecesse em novembro, mas a CBF preferiu adiar a decisão, para evitar comprometimento com as eleições municipais.</P>
<P>Hoje, as dez sedes mais prováveis, quase garantidas são:</P>
<P><EM>Belém<BR>Belo Horizonte<BR>Brasília<BR>Cuiabá<BR>Fortaleza<BR>Porto Alegre<BR>Recife<BR>Rio de Janeiro<BR>Salvador<BR>São Paulo</EM></P>
<P>As disputas<BR>Belém ainda disputa com Manaus.</P>
<P>Natal ainda tenta tirar Fortaleza.</P>
<P>Florianópolis tem chance remota se a Copa tiver doze sedes.</P>
<P>Visite o blog de PVC <A href="http://blogs.espn.com.br/pvc">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=811]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-09-17 11:52:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O pior filme de Fernando Meirelles]]></title>
<description><![CDATA[<P><A href="http://www.ensaiosobreacegueirafilme.com.br/">Ensaio sobre a cegueira</A> é a prova de que muitos filmes do tipo cult (que rótulo chato, aliás) são&nbsp; ruins. </P>
<P>Mais do que ruins, são vazios. Abusam da fotografia distorcida, do branco estourado, do foco difuso, das vozes desconhecidas para esconder o quão pobre o filme é. </P>
<P>Os primeiros dez minutos ainda têm algo de interessante. Depois, o filme não escapa de maneirismos exagerados - e fora de lugar. A parte da obra de Saramago que deveria ser subdimensionada acaba por ser superexplorada -&nbsp;e vice-versa. </P>
<P>Em resumo, Fernando Meirelles conseguiu fazer um filme pior que o fraco <EM>Jardineiro Fiel</EM>. E não tem a substância - nem o domínio da técnica, nem&nbsp;o sabor&nbsp;de originalidade&nbsp;- que <EM>Cidade de Deus</EM>, também do mesmo diretor, tem de sobra. </P>
<P><STRONG>Ensaio sobre a cegueira<BR>(Brasil/Canadá/Japão, 2008)<BR>Diretor: Fernando Meirelles<BR>Em cartaz: nos shoppings Goiânia e Flamboyant<BR>Avaliação: ruim</STRONG></P>
<P>&nbsp;<EMBED src=http://www.youtube.com/v/12zOOaLBlnE&amp;hl=pt-br&amp;fs=1 width=425 height=344 type=application/x-shockwave-flash allowfullscreen="true"></EMBED></P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=807]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-09-17 05:41:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lisandro Nogueira na blogosfera]]></title>
<description><![CDATA[<P>Professor de cinema da Universidade Federal de Goiás há 20 anos, <A href="http://lisandronogueira.blogspot.com/">Lisandro Nogueira</A> também aderiu à blogosfera. É um dos blogs que merecem ser visitados diariamente. Ontem, por exemplo, Nogueira postou uma nota sobre <EM>Amor em cinco tempos</EM>, em cartaz no Cine Cultura. </P>
<P>Veja o texto da nota:</P>
<P>"François Ozon é um cineasta peculiar: filma como os grandes mestres dos anos 60. Os enquadramentos são precisos, não há muitos cortes (usual no cinema visceral da atualidade) e a abordagem da temática é pertinente e delicada. Um casal resolve se separar. Em vez da história costumeira, linear, que começa no namoro até a separação, acompanhamos o inverso. O casamento desgastante, o tempo bom do namoro, as primeiras brigas, os desentendimentos, os momentos felizes e o “amor à primeira vista”. Ozon inova e mostra os relacionamentos a dois de outro modo. Com melancolia e transparência."</P>
<P>Além das notas sobre cinema, Nogueira também&nbsp;é adepto de notas a favor do Vila Nova - e contra o Goiás, é claro. </P>
<P>Mestre em Cinema e TV pela USP e doutor em cinema e jornalismo pela PUC-SP, Nogueira promete postagens diárias. </P>
<P>Para ir ao blog de Lisandro Nogueira <A href="http://lisandronogueira.blogspot.com/">clique aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=808]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-09-17 05:09:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Gramado consagra "Nome Próprio"]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Filme de Murilo Salles&nbsp; ganhou três Kikitos, entre eles os de melhor filme e melhor atriz </STRONG>
<P><B><FONT size=-1>SILVANA ARANTES</FONT><BR>Da Folha de S. Paulo</B>
<P>O júri oficial do 36º Festival de Cinema de Gramado deu a "Nome Próprio", de Murilo Salles, o Kikito de melhor filme, na noite do último sábado. "A Festa da Menina Morta", de Matheus Nachtergaele, recebeu o Prêmio Especial do Júri e os troféus de melhor filme segundo a crítica e o público. Domingos Oliveira foi o melhor diretor, por "Juventude", "sobre o universo psicológico do homem de 70 anos", segundo o cineasta.</P>
<P>Todos os demais prêmios da competição entre seis longas nacionais foram atribuídos aos filmes de Salles, Nachtergaele e Oliveira. Os concorrentes "Netto e o Domador de Cavalos", de Tabajara Ruas, "Pachamama", de Eryk Rocha, e "Vingança", de Paulo Pons, saíram sem troféus.<BR>Quinto longa de Salles, "Nome Próprio" estreou no mês passado em dez cidades brasileiras. Foi visto por aproximadamente 25 mil pessoas.<BR><BR>Para o diretor, os anêmicos resultados de bilheteria do cinema nacional neste ano "não são culpa dos filmes, mas da política". Ele cita o valor dos ingressos, "a R$ 20", e o tamanho do parque exibidor brasileiro, de "2.000 salas" como exemplos de que "falar em economia do cinema no Brasil é cinismo".<BR><BR>Salles diz que inscreveu o filme à disputa em Gramado mesmo após seu lançamento em circuito comercial porque sentia-se "devedor de um prêmio" à atriz Leandra Leal. Ela vive a protagonista Camila, jovem blogueira que anseia escrever seu primeiro livro, enquanto atravessa crises amorosas.<BR>"Nome Próprio" foi submetido a festivais estrangeiros, que o recusaram. Salles vê na rejeição "racismo das curadorias internacionais", que enxergariam "a angústia como um problema dos brancos" e estariam interessados apenas em filmes brasileiros sobre a miséria econômica e social da população, predominantemente negra.<BR><BR>Gramado saldou a dívida do cineasta com Leandra Leal, dando a ela o Kikito de melhor atriz. "Amo ser atriz. Agradeço muito por ganhar um prêmio por fazer o que gosto", disse ela.<BR>O melhor ator foi Daniel Oliveira, pela interpretação do líder religioso Santinho de "A Festa da Menina Morta". Quando subiu ao palco para receber seu troféu, Oliveira disse: "Está faltando perna. Está faltando braço. Estou me sentindo aquele cara que ganhou os 50 metros rasos [o nadador brasileiro César Cielo, medalha de ouro em Pequim]".<BR><BR>O longa de Nachtergaele, que trata da superação da dor e da religiosidade como mecanismo de produção de sentidos para a vida e a morte, esteve na mostra Um Certo Olhar do Festival de Cannes, em maio passado. Em Gramado, o filme teve a primeira exibição pública no país.<BR>"Está sendo bem mais bonito do que jamais imaginei. Obrigado, Gramado", disse Nachtergaele, ao receber seu quarto e último troféu da noite -o Prêmio Especial do Júri.<BR><BR>Oliveira agradeceu o Kikito de melhor diretor citando a acolhida que "Juventude" teve da platéia -a mais calorosa do festival. "A emoção que tive no dia em que o filme passou aqui foi inédita", afirmou.<BR>Na disputa entre os cinco longas estrangeiros, o vencedor foi o mexicano "Cochochi", produzido pelo ator Gael García Bernal e dirigido por Israel Cardenas e Laura Guzman.<BR><BR>A crítica elegeu o colombiano "Perro Come Perro" (cão come cão), e o público, o argentino "Por sus Propios Ojos" (com seus próprios olhos).<BR><BR>No Festival de Gramado, o júri popular não é formado pela totalidade da platéia das sessões competitivas, mas sim por um colegiado de 14 leitores de jornal, selecionados em diversos Estados.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=806]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-08-19 09:47:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sem julgamentos apressados]]></title>
<description><![CDATA[<P>Há quem diga que <A href="http://www.murilosalles.com/film/proprio00.htm">Nome Próprio</A>, filme de Murilo Salles em cartaz nos cinemas, tenha clichês demais. </P>
<P>Quem aborda a relação das pessoas com a internet muitas vezes é tentado a cair nesse erro. </P>
<P>Mas a história - e sua protagonista - tem complexidades demais para um clichê. Aliás, o filme desmonta vários. </P>
<P><A href="http://www.murilosalles.com/film/proprio00.htm">Nome Próprio</A> faz um recorte histórico na vida da escritora Clarah Averbuck. Quem a interpreta é Leandra Leal, cada vez melhor atriz. </P>
<P>Clarah é da primeira leva brasileira de escritores nascidos na internet. Foi "revelada" na época do saudoso Cardosonline, distribuído por e-mail nos anos 90. Depois, consolidou-se com dois blogs, um deles já falecido (<A href="http://brazileirapreta.blogspot.com/">leia o antigo aqui</A> e o <A href="http://adioslounge.blogspot.com/">novo aqui</A>) e três livros.</P>
<P>Voltando ao filme, não há compromisso literal com a realidade - e nem se faz propaganda disso. No filme, Clarah recebe o nome de Camila Lopes. E a própria autobiografia que Clarah escreveu - e na qual o filme foi baseado - foi taxada por ela mesmo de ficcional. </P>
<P>Temos um olhar narrativo predominante. Em geral, o filme consegue fazer com que o público mergulhe dentro dos pensamentos instáveis de uma futura escritora que faz de tudo para não encarar a vida lá fora. Em outros momentos, o público toma distância. As razões que fazem o público entrar-e-sair (aderir-e-rejeitar) são boas amostras da riqueza do filme.</P>
<P>Como brinde, é interessante observar o resgate de como era a internet em 2001. Parece que aquilo ocorreu há 50 anos.<BR>&nbsp;<BR>Murilo Salles conseguiu passar, graças também à interpretação de Leandra Leal, uma forma de ver o mundo bastante recorrente por aí, mas que ainda não havia sido tratada no cinema sem julgamentos apressados. </P>
<P><A href="http://www.murilosalles.com/film/proprio00.htm">Nome Próprio<BR></A>(Brasil, 2008)<BR><STRONG>Diretor:</STRONG> Murilo Salles<BR><STRONG>Em cartaz:</STRONG> no Lumière Bougainville<BR><STRONG>Avaliação:</STRONG> ótimo</P><EMBED style="WIDTH: 348px; HEIGHT: 292px" src=http://www.youtube.com/v/mdebqV0LxX0&amp;hl=en&amp;fs=1 width=348 height=292 type=application/x-shockwave-flash></EMBED>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=805]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-07-30 02:54:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Mudanças no blog]]></title>
<description><![CDATA[<P>A partir de amanhã, a política vai sumir deste blog. No seu lugar, entram cultura, esportes, política internacional e outros assuntos.</P>
<P>Antes de seguir, peço duas licenças ao leitor. </P>
<P>A primeira, para falar em primeira pessoa. A segunda, para me alongar mais do que deveria, só para que não pairem confusões. </P>
<P>A política goiana some do blog porque amanhã tomo posse em um cargo jornalístico na <A href="http://www.assembleia.go.gov.br/?p=pg_noticia&amp;id=10987">Assembléia Legislativa</A>, graças a um concurso realizado em 2006. </P>
<P>Falar dos políticos do Estado e ser funcionário de uma casa política (como é a Assembléia) é algo incompatível. Não critico quem faz. É algo bem particular - daí inclusive eu usar a primeira pessoa. </P>
<P>E antes que alguém interprete errado, nada tem a ver com caráter, com experiência, isenção, cabelos brancos, nada disso. Sejamos menos pretenciosos. É bem menos do que isso. </P>
<P>É que julgo as duas funções conflitantes. Água e óleo. Só isso. Por mais que eu diga que serei isento nos dois ambientes, sempre poderei dar uma escorregada. Quem não daria? E quem garante que não usarei as informações de um lugar no outro? O nome disso é tráfico de influência. E o deputado, quando vier falar comigo, vai me ver como repórter de um jornal ou funcionário da Assembléia? </P>
<P>Se recebo uma informação na Assembléia, devo publicá-la? Claro que não. Mas como diferenciar uma informação que recebo? Como saber se ela vem do fato de eu trabalhar na Assembléia ou do mérito de ser um jornalista razoável? Impossível. Na dúvida, melhor separar logo as duas coisas.</P>
<P>Daí que minha coluna na Tribuna do Planalto também deixa de ser publicada. A última foi no domingo passado, dia 27/07.</P>
<P>De resto, é isso. Chega de primeira pessoa.</P>
<P>Alguém viu o filme <A href="http://www.murilosalles.com/film/proprio00.htm">Nome Próprio</A>?</P>
<P>Falarei dele no próximo post.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=804]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-07-30 02:52:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Outro não-jornal a ser lançado]]></title>
<description><![CDATA[<P>Quem informa é o jornalista Fleurymar de Souza: a Jaime Câmera vai lançar um jornal diário em Anápolis, nos mesmos moldes do Daqui, que circula em Goiânia.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=803]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-07-28 00:50:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Grampos, algemas e elites]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Colunista da Folha relembra frase infeliz de Iris Rezende e diz que ele era "um tipo de capitão-do-mato, testemunha involuntária da cegueira da Justiça numa época em que o tucanato todo-poderoso reservava&nbsp;o ministério da Justiça&nbsp;para acertos com a fisiologia e o atraso".</STRONG></P>
<P><EM>Por Fernando de Barros<BR>Hoje na pág. 2 da Folha de SP</EM></P>
<P>Alçado ao Ministério da Justiça por FHC em 1997, o então senador goiano Iris Rezende também dizia que "o crime, muitas vezes, é inevitável".</P>
<P>Rezende era um tipo de capitão-do-mato, testemunha involuntária da cegueira da Justiça numa época em que o tucanato todo-poderoso reservava aquela pasta para acertos com a fisiologia e o atraso.</P>
<P>SÃO PAULO - "Chegamos a um ponto em que temos de nos acostumar com o seguinte: falar no telefone com a presunção de que alguém está escutando". Tarso Genro tem companhia, além do colega José Múcio, que comparou seu celular a uma "rádio comunitária". </P>
<P>Alçado ao Ministério da Justiça por FHC em 1997, o então senador goiano Iris Rezende também dizia que "o crime, muitas vezes, é inevitável".</P>
<P>Rezende era um tipo de capitão-do-mato, testemunha involuntária da cegueira da Justiça numa época em que o tucanato todo-poderoso reservava aquela pasta para acertos com a fisiologia e o atraso.</P>
<P>Evoluímos. No lugar do capataz, temos um falastrão do direito a comandar a temida PF. Conceda-se ao ministro Genro, como atenuante, que fazia uma "boutade" quando disse à platéia que, sim, estamos todos virtualmente grampeados e a vida é assim mesmo, ora, ora.</P>
<P>Um consumidor (ou cidadão?) menos afeito a ironias poderá não gostar da piada e exigir indenização (do governo?, das telefônicas?).</P>
<P>Mas Genro devia falar muito sério quando disse que as elites dão ao país uma inestimável contribuição ao apontar "lacunas legais" e "abusos" da polícia, o que só fazem agora porque a PF chegou até seu quintal.</P>
<P>O ministro brinca de luta de classes enquanto o governo a que serve as acomoda. Lula trata suas elites a pão-de-ló. A faxina da PF parece, de resto, seletiva. Quem se lembra dos "aloprados"? No final, tanto som e tanta fúria talvez tornem o país mais espetacular do que justo.</P>
<P>Genro, porém, nos oferece um suflê requentado do marxismo de almanaque mastigado pela retórica do bacharel. Quer fazer da universalização das algemas uma metáfora dos novos tempos republicanos. </P>
<P>Talvez acredite pavimentar seu caminho para 2010. Mas convém combinar com o mundo real. Os corpos que vemos diariamente na TV sendo arrastados até os camburões mostram que algema, para bandido pobre, ainda é privilégio de poucos, só uma pulseirinha de luxo.</P>
<P>Leia a coluna de Fernando de Barros no sítio da Folha <A href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz2707200803.htm">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=802]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-07-27 21:37:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Iris cresce até quando erra]]></title>
<description><![CDATA[Até os iristas reconhecem: nos primeiros dias de 
campanha eleitoral em Goiânia, o PMDB derrapou. Não lançou idéias novas, foi 
pautado pelos adversários e se limitou a responder às provocações do pepista 
Sandes Júnior. <br><br>Ainda assim, os números da nova rodada da pesquisa Grupom apontam um favoritismo 
sem precedentes de Iris Rezende, candidato à reeleição. Se a eleição fosse hoje, 
Iris teria 70,8% dos votos - ou 82,4% dos votos válidos. Nem em julho de 1998, 
quando Iris foi candidato a governador com amplo favoritismo, seus índices eram 
tão bons. Naquele mês e ano - exatos dez anos atrás - o peemedebista alcançava 
menos de 70% dos votos (sofria leve queda em relação ao mês anterior). 
<br><br>Há, claro, outra diferença significativa entre 1998 e 2008. Há dez anos, 
Iris acabou perdendo a eleição. Agora, dificilmente isso volta a ocorrer. Mas há 
cuidados que Iris deve tomar. O primeiro deles é virar o disco da campanha e 
deixar de ser pautado por Sandes. O peemedebista cresceu muito em julho também 
porque há menos candidatos do que havia em abril, data da última pesquisa 
Grupom. <br><br>A vitória de Iris é uma certeza de todos os aliados e 
adversários. Por isso mesmo, os aliados estão trabalhando pouco, enquanto os 
adversários criam bases para tentar derrubar - ou, pelo menos, arranhar - a 
popularidade de Iris. <br><br>Alguns erros de 1998, Iris volta a cometer agora. 
O primeiro e mais grave deles é não comparecer aos debates. Em 1998 fugiu de 
todos no primeiro turno e deu desculpas esfarrapadas, como agora.<br><br>No debate de 
terça-feira, 22, na Rádio 730, o que se viu foi a união de todos os adversários 
contra Iris. Durante algumas horas, Iris apanhou como nunca e não teve como se 
defender - porque abriu mão dessa oportunidade. A curto prazo, a ausência faz 
pouco efeito. Mas ao longo da campanha - que terá dezenas de debates - o efeito 
negativo vira uma bola de neve, muitas vezes incontrolável.&nbsp; <br><br>Se der uma 
olhada nos gráficos das pesquisas de 1998, Iris vai notar que sua queda só 
começou a ser acentuada na segunda quinzena de setembro. <br><br>Naquela eleição, Iris 
faltou a 18 debates no primeiro turno. No dia 15 de setembro de 1998, Iris já 
perdia para Marconi Perillo entre os eleitores com curso superior. Quinze dias 
depois, Marconi passaria Iris entre todos os eleitores. No segundo turno, Iris 
resolve ir aos debates. Já era tarde demais.<br>&nbsp;<br>Iris deveria se espelhar mais 
em 2004 e menos em 1998. <br><br>Afinal, em 2004, Iris também liderou as pesquisas do 
início ao fim da campanha - mas não faltou a um debate sequer. E mais: derrotou 
todos os adversários (especialmente Pedro Wilson, do PT) em todos os confrontos. 
Não cometeu uma gafe e pautou os oponentes - principalmente nos temas transporte 
coletivo e pavimentação asfáltica.<br>&nbsp;<br>Se em 2004 foi a todos os debates e foi 
eleito, por que se ausentar agora? Excesso de confiança?<br><br>Outro erro da 
campanha peemedebista que começa a ser visualizado são os candidatos a vereador. 
Hoje, nenhum deles pede votos para Iris. Exemplo semelhante ocorreu em 1998. O 
PMDB fez a maior bancada da Assembléia Legislativa naquele ano, mas não 
conseguiu eleger o governador. Esse é um erro fácil de ser corrigido.<br><br>Por 
último, Iris novamente faz campanha confiando nos amigos. <br><br>Há um ponto positivo: 
a confiança. Há um negativo: o amadorismo.<br><br>Quem novamente faz sua campanha 
eleitoral é o marqueteiro Hamilton Carneiro. Em 1998, Carneiro foi desastroso do 
início ao fim. Marconi batia em Iris o tempo todo, mas Iris só começou a 
responder quando a eleição já estava perdida. O desastre foi tão grande que, no 
segundo turno, Carneiro foi dispensado e a equipe de Duda Mendonça assumiu seu 
posto. <br><br>Em 2004, Iris é que deu o mote da campanha - e não sua equipe de 
marketing. Sua intuição se sobrepôs ao marketing de Carneiro, o que fez com que 
vencesse a eleição. Carneiro também errou há dois anos, na campanha de Maguito a 
governador, tanto que também foi substituído no segundo turno - quando a derrota 
já estava consolidada.<br>&nbsp;<br>Iris, no entanto, prefere assessores de confiança - em 
vez de apostar no profissionalismo. Pode dar certo, mas é sempre um risco.]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=801]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-07-27 09:53:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na lista-suja, só Iris aparece]]></title>
<description><![CDATA[<P>Na polêmica "lista-suja", preparada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que varreu a folha corrida de 350 candidatos a prefeito e vice-prefeito nas 26 capitas brasileiras, apenas um de Goiás tem a "ficha suja", segundo os critérios da AMB. </P>
<P>É o prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB), candidato à reeleição este ano.</P>
<P>O processo contra Iris é de improbidade administrativa, relativo ao ano de 2006. Foi julgado improcedente em primeiro grau. Tem a ver com uma invasão tida como irregular de uma área pública no Jardim Liberdade, em Goiânia. Como o Ministério Público recorreu, a ação aguarda decisão do Tribunal de Justiça de Goiás. </P>
<P>Para a elaboração do levantamento da AMB, publicado hoje, os magistrados consideraram apenas processos de iniciativa do Ministério Público e ações de improbidade administrativa. </P>
<P>A AMB diz em sua página que "todos os dados disponibilizados foram rigorosamente checados para evitar que informações incorretas venham a prejudicar qualquer candidato". </P>
<P>No entanto, na mesma página em que essa informação é dita, lá aparece que Iris é filiado ao PP - e não ao PMDB.</P>
<P>Para ter acesso à lista completa, vá ao sítio da AMB. Basta&nbsp;<A href="http://www.amb.com.br/portal/?secao=listacandidatos">clicar aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=800]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-07-22 23:53:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Anápolis: imprevisível como sempre]]></title>
<description><![CDATA[<P>A sucessão de Anápolis só tem uma semelhança com as anteriores realizadas na cidade: é imprevisível. </P>
<P>Os números da pesquisa Grupom divulgados na Rádio 730 na Tribuna do Planalto, se lidos na entrelinhas, reforçam essa idéia. </P>
<P>Faltando menos de 75 dias para a eleição, há ainda quatro candidatos no páreo: Frei Valdair (PTB), Onaide Santillo (PMDB), Antonio Gomide (PT) e Ridoval Chiareloto (PSDB). <BR><BR>Valdair e Onaide estão no pelotão da frente, ambos com 30,3% e 27,4% das intenções de voto, respectivamente. Mais de 15 pontos porcentuais atrás estão Gomide (12,2%) e Ridoval (10,7%). </P>
<P>Todos os quatro, no entanto, têm ainda chances (nada remotas) de ir para o segundo turno (cada vez mais provável), a ser realizado dia 26 de outubro.<BR><BR>É preciso ver, candidato a candidato, singularidades que fazem um nome ter fôlego e, outro, nem tanto. </P>
<P>Valdair, por exemplo, conta com a boa imagem passada em 2004, quando quase foi ao segundo turno. Hoje, líder nas pesquisas, tem a situação aparentemente facilitada com a saída de Otoni (irmão de Gomide) da disputa. De fato, sua potencialidade de voto estimulado alcança 49%, quando se leva em consideração as quatro primeiras indicações do eleitor. </P>
<P>Valdair, no entanto, perde para Gomide quando se observa apenas os eleitores com curso superior - justamente aqueles que formam a maioria dos formadores de opinião. A rejeição ao nome de Valdair também não é grande, mas é maior do que a rejeição a Gomide, por exemplo. <BR><BR>Onaide, empatada tecnicamente com Valdair, merece ser vista com desconfiança. </P>
<P>Nas duas últimas eleições, largou bem (até mesmo liderando as pesquisas), mas perdeu&nbsp;o poder&nbsp;de fogo&nbsp;no final, não ficando nem em segundo lugar. </P>
<P>No levantamento da Grupom, sua potencialidade de voto estimulado também alcança 49%, quando são levadas em consideração as quatro primeiras indicações do eleitor. Mas índice semelhante também foi exibido em 2004 - e sua campanha não decolou. <BR><BR>A candidata peemedebista ainda carrega a rejeição de seu marido (Adhemar), ex-prefeito da cidade. De todos os nomes, Onaide é a mais rejeitada. 26,4% dos eleitores dizem que jamais votariam nela. Em dois meses, sua rejeição cresceu mais de 6 pontos porcentuais. Não é um número assustador - ao contrário, é até reversível -, mas vai depender da capacidade de Onaide de criar fatos novos e mudar seu próprio estilo. </P>
<P>Se continuar seguindo o rumo e as idéias usadas nas campanhas anteriores, o eleitor vai logo sentir o cheiro de naftalina em Onaide&nbsp;- e sua rejeição crescerá ainda mais. <BR><BR>Há um ponto a favor de Onaide que não deve ser desprezado. De todos os nomes, é o mais experiente. Cansado de aventuras, o eleitor pode achar que Valdair, Gomide e Ridoval não estão preparados. </P>
<P>Há, ainda, o efeito Iris - que pode ecoar em Anápolis e levantar o ânimo do PMDB. Bem colocado nas pesquisas em Goiânia, Iris pode fazer com que o PMDB volte a ser forte onde não era há tempos, como é o caso de Aparecida com a candidatura de Maguito Vilela. <BR><BR>Gomide, do PT, aparenta não ter fôlego para a campanha, mas alguns detalhes das pesquisas apontam para o contrário. </P>
<P>Na última pesquisa Grupom, seu irmão Rubens Otoni ainda aparecia como candidato, com 23,4% das intenções de voto. Hoje, Gomide herda pouco mais da metade dos votos do irmão (12,2%).</P>
<P>Não é um mau início. Gomide tem um aspecto importante a seu favor: entre os eleitores com curso superior, lidera com 23,3%. Na fase atual da campanha, é um índice que deve ajudá-lo. </P>
<P>Por último, tem a menor rejeição de todos os candidatos. Não dá para dizer que ele é favorito, mas é possível dizer que tem boas chances de estar no segundo turno. <BR><BR>Já Ridoval, do PSDB, é o nome que mais surpreende. Está em quarto lugar, mas tem mais votos do que Valdair e Gomide no centro da cidade, por exemplo. </P>
<P>O tucano também tem rejeição baixa - só a de Gomide consegue ser menor. Por último, Ridoval tem o apoio de Marconi Perillo, que promete fazer campanha para ele. Marconi teve votação recorde em Anápolis quando foi candidato a governador em 2002 e melhorou os números em 2006, quando foi eleito para o Senado. No mínimo, é um cabo eleitoral que todo candidato deseja. <BR><BR>Apesar dos números da estimulada apontarem hoje para um segundo turno entre Valdair e Onaide, é bom estar atento ao segundo pelotão, onde figuram Gomide e Ridoval. </P>
<P>Todos os quatro têm boas chances de ir ao segundo turno. Além de todos os pontos fortes e fracos de cada candidato, a facilidade com que o eleitor anapolino muda de voto - algo comprovado em 2000 e 2004 - só vem reforçar ainda mais essa tese. </P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=798]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-07-20 14:20:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Meirelles quase perdeu BC]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Lula decidiu trocá-lo quando Meirelles o procurou para dizer que seria candidato a governador em 2010</STRONG></P>
<P>KENNEDY ALENCAR<BR>colunista da Folha Online </P>
<P>O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, quase deixou o cargo na virada de abril para maio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu trocá-lo quando Meirelles o procurou para dizer que pensava em deixar o banco em 2009 a fim de disputar o governo de Goiás no ano seguinte. O presidente disse que seria melhor antecipar a mudança. O presidente do BC ficou surpreso, mas não teve como voltar atrás. E começou a dizer a pessoas próximas que deixaria o cargo. </P>
<P>Mais uma vez, a sorte, ou o melhor, o azar do governo Lula salvou Meirelles. No primeiro mandato, apareceu uma crise todas as vezes em que Lula e os opositores da política monetária se julgavam fortes para atacar o BC. </P>
<P>Dessa vez, Meirelles foi salvo por um fator econômico: a disparada da inflação levou Lula a desistir da mudança. O presidente avaliou que a mudança poderia contaminar as expectativas de inflação para 2008 e que poderia indicar algum relaxamento na intenção de combater a alta dos preços até o final de seu mandato, em 2010. </P>
<P>Havia duas opções na cabeça de Lula: indicar o diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, que tem se dado melhor com a Fazenda nas discussões econômicas, ou tentar convencer o relutante economista Luiz Gonzaga Belluzzo a assumir o posto. </P>
<P>Na hipótese Belluzzo, havia chance de o superávit primário ser elevado para, pelo menos, 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Seria uma forma de evitar reação negativa do mercado a um economista visto como desenvolvimentista e descrito por ele próprio como "keynesiano". Belluzzo tem defendido um aperto fiscal até maior nas reuniões internas do governo, das quais participa na condição de conselheiro. Lula já o convidou a assumir postos na área econômica, mas ele recusou. </P>
<P>Na alternativa Tombini, o governo avalia que o mercado o receberia bem. A quase saída de Meirelles foi muito influenciada pela péssima relação dele com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os dois sempre se estranharam, mas na virada de abril para maio, quando o Brasil recebeu o grau de investimento, os dois viveram seu pior momento. </P>
<P>Para Meirelles, Mantega quis faturar politicamente o grau de investimento (grosso modo, um selo internacional de que o Brasil é um cumpridor de seus compromissos externos). O presidente do BC ficou chateado. Chegou a dizer a Lula que Mantega lhe dava chá de cadeira de horas e que demorava dias a dar retorno a um telefonema. Meirelles falou que se sentia desrespeitado pelo colega da Fazenda. </P>
<P>Mantega bombardeava Meirelles. Principal argumento: o BC teria errado ao não reduzir os juros mais rapidamente quando podia e tinha de voltar a subir a taxa Selic no primeiro semestre devido à alta da inflação. </P>
<P>Lula preferiu manter Meirelles no posto, deixando claro que deseja que o Banco Central atue para que a inflação volte ao centro da meta oficial do governo, que é de 4,5% ao ano pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Reservadamente, o Planalto já admite que a inflação deverá superar o teto da meta oficial, que é de 6,5% ao ano. No sistema de meta de inflação do Brasil, há um intervalo de dois pontos percentuais para cima ou para baixo em relação ao centro de 4,5% a fim de acomodar choques. </P>
<P>Na última semana, um auxiliar de Lula disse que Meirelles fica e mais forte. </P>
<P><A href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/brasiliaonline/ult2307u423927.shtml">Clique aqui</A> e leia a matéria na Folha</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=799]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-07-20 13:08:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[E não é que Sandes está certo?]]></title>
<description><![CDATA[<p><strong>Candidato do PP em Goiânia&nbsp;acerta no diagnóstico e nas propostas para o trânsito. Problema é acreditar nele. O que o pepista&nbsp;diz hoje é exatamente o contrário do que defendeu em 2004</strong></p>
<p>Em uma semana de campanha eleitoral, uma surpresa: Sandes Júnior. O candidato do PP a prefeito de Goiânia largou bem e, durante a semana, conseguiu mais espaço na mídia do que seus adversários, especialmente o candidato à reeleição Iris Rezende (PMDB). </p>
<p>Sandes está pautando a eleição de 2008, exatamente o que Iris fez na largada da campanha de quatro anos atrás. A maior surpresa, no entanto, é o fato do discurso de Sandes ter lógica própria e estar atualizado com o resto do mundo, diferentemente do que ocorreu quatro anos atrás. </p>
<p>Nesta primeira semana, Sandes propôs medidas precisas para o trânsito da capital. Uma delas: a substituição da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o que já ocorre no Brasil todo. </p>
<p>Claro que a mudança não tem sentido se for só nominal. A questão principal é fazer com o que o novo órgão seja estritamente técnico, que planeje rumos a longo prazo e que todos os cargos sejam ocupados por profissionais concursados, evitando interferência política.</p>
<p>A SMT e a CMTC, nos moldes de hoje, não passam de órgãos paliativos. A SMT nas mãos de Iris tem proposto mudanças que só priorizam o trânsito dos carros (em vez de pedestres), não pensa suas obras em conjunto com entidades do meio-ambiente e faz recapeamentos mal-feitos (que vão destruindo qualquer meio-fio). </p>
<p>Entre as medidas populistas que priorizam os carros, as principais são: </p>
<p>1) construções de marginais, viadutos e trincheiras: obras desse tipo tornam a cidade refém de obras semelhantes. Basta ver o caso de São Paulo, por exemplo. A cada novo viaduto, o trânsito fica mais veloz no início e lento no médio prazo. A marginal Botafogo, em Goiânia, é um exemplo. Foi uma obra feita exclusivamente para carros que, hoje, é lenta em vários horários de pico; </p>
<p>2) implantação da onda verde: desde que Iris assumiu a prefeitura, o trânsito em avenidas como Castelo Branco e Assis Chateaubriand tem ficado mais rápido - e provocado, por conseqüência, acidentes mais graves. O motivo é a onda verde. Se um carro correr acima de 80 km/h, ele consegue pegar quase todos os sinais abertos. O pedestre não foi levado em consideração. Mas é uma medida populista, que agrada em cheio a classe média goianiense, apaixonada por automóveis.</p>
<p>Já a CMTC não enfrenta, de verdade, as empresas de transporte coletivo. Funciona muito mais como uma babá delas. Como a amizade de Iris com empresários do setor é forte, os interesses dos empresários muitas vezes se sobrepõem aos do cidadão. </p>
<p>A melhoria no transporte coletivo é uma promessa que Iris não conseguiu cumprir. Se os cargos da CMTC também fossem ocupados por técnicos, certamente a situação seria bem melhor. </p>
<p>Há, ainda, outro elogio que deve ser feito a Sandes: a recusa ao discurso fácil da "indústria da multa" que ele mesmo adotou em 2004. </p>
<p>Afinal, se há uma indústria no trânsito de Goiânia, essa indústria é da impunidade. Estudos da UCG estimam que menos de 1% de todas as infrações ocorridas no trânsito de Goiânia recebem multas. </p>
<p>Exagero? Basta o leitor por uma cadeira na calçada e observar o trânsito da avenida 85 por 10 minutos. Anote quantas infrações você vê nesse período. Certamente, dezenas. Conte, agora, quantas receberam multas. Provavelmente, nenhuma. Logo se vê que, se há indústria, não é de multas. </p>
<p><strong>E o metrô?</strong><br>Das propostas de Sandes, certamente a mais polêmica é a que envolve a construção de um metrô. É uma obra bastante cara - e que deve ser planejada a longo prazo. O que Sandes propõe inicialmente é que o metrô seja feito onde passam os ônibus do eixo Anhangüera. É a decisão mais sábia. Foi o que Henrique Santillo planejou para Goiânia 21 anos atrás, quando foi governador do Estado. Um metrô de superfície inicialmente no eixo Anhangüera teria custo mais baixo e impacto ambiental próximo de zero. </p>
<p>O que mais atrapalha Sandes, no entanto, é seu passado. Falta credibilidade. O que Sandes defende agora é exatamente o contrário do que ele propôs quatro anos atrás. Em 2004, Sandes falava em fazer "dezenas" de viadutos, elevados e trincheiras. Dizia, ainda, que Goiânia não deveria se preocupar com pedestres - porque eles eram raros. </p>
<p>E mais: era contra a construção do metrô e vivia propagando a lorota de que existe uma "indústria da multa" na capital. </p>
<p>Sandes dificilmente derrota Iris. Conquistar o voto da classe média é a sua maior dificuldade. Seu passado, como aqui já foi dito, é que o atrapalha. </p>
<p>Mas o candidato do PP terá saído vitorioso - e Goiânia, principalmente - se algumas das suas idéias forem adotadas pelos adversários, especialmente Iris Rezende, o virtual vencedor. Se as idéias de Sandes para o trânsito seguirem firmes - e ele continuar pautando a campanha eleitoral - o rumo do trânsito e do transporte público da cidade pode, enfim, começar a mudar.</p>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=797]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-07-12 04:41:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Tucanos e pepistas se distanciam]]></title>
<description><![CDATA[<P><EM>Por Fabiana Pulcineli<BR>Hoje em O Popular</EM></P>
<P>A análise das candidaturas nos 15 maiores municípios do Estado mostra o distanciamento entre os dois principais partidos da base aliada ao governo estadual. PP e PSDB estão unidos em sete municípios e separados na mesma quantia.</P>
<P>Em Anápolis, o PP ensaiou apoiar Ridoval Chiareloto (PSDB), mas acabou ficando neutro na disputa majoritária, em respeito a Frei Valdair (PTB) e Rubens Otoni (PT).</P>
<P>Em pelo menos dois municípios em que tucanos e pepistas marcham juntos, houve grande resistência na união. Em Goiânia, o PSDB relutou em apoiar o deputado federal Sandes Júnior (PP) e, mesmo participando da chapa, não mostra entusiasmo para a campanha.</P>
<P>Já em Luziânia, a resistência é do PP em se empenhar pela reeleição do prefeito Célio Silveira (PSDB). Os pepistas chegaram a fechar aliança com o PMDB, que lançaria Edmar Braz, mas a candidatura não decolou. "A legenda está oficialmente com Célio, mas as lideranças não vão trabalhar pela vitória dele”, diz o secretário-geral do PP, Sérgio Lucas.</P>
<P>Os atritos entre PSDB e PP são fortes também em Rio Verde. Os tucanos estão na chapa do peemedebista Wagner Guimarães contra o pepista Leonardo Veloso, candidato do prefeito Paulo Roberto Cunha (PP).</P>
<P>Os dois partidos estarão em lados opostos também em Aparecida de Goiânia, Jataí, Caldas Novas, Trindade e Senador Canedo. Em Formosa, o PSDB regional decretou intervenção no partido local para impor apoio do prefeito Clarival Miranda ao candidato do PP, Pedro Ivo. Clarival, porém, conseguiu na justiça manter sua candidatura.</P>
<P>Leia mais <A href="http://www.opopular.com.br/anteriores/06jul2008/politica/8.htm">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=796]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-07-06 03:19:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PP x PSDB é o tom de 2008]]></title>
<description><![CDATA[<P>Terminada a pré-campanha, algumas constatações das eleições nas principais cidades do Estado. A principal: <STRONG>1)</STRONG> Alcides e Marconi querem o fim um do outro nem que, para tanto, o PMDB tenha de vencer. O PP é adversário do PSDB em muitos municípios (caso de Rio Verde, Luziânia, Caldas Novas e Aparecida, por exemplo). O PSDB lança candidato próprio em mais de 140 cidades, tentando preparar o terreno para 2010. </P>
<P>Outras: <STRONG>2)</STRONG> a redução de candidaturas se compararmos 2008 com 2004. Os partidos se aglutinaram mais; <STRONG>3)</STRONG> A base aliada está unida em Goiânia porque tem certeza que vai perder e está fragmentada nas cidades em que acha que pode ganhar; <STRONG>4)</STRONG> Em geral, o PMDB começa a campanha de 2008 bem melhor do que começou em 2004. É superfavorito em Goiânia, Aparecida e Rio Verde. Mas cometeu dois erros no funil pré-eleitoral: perder o PT (já entregue) Anápolis, Luziânia, Rio Verde e Aparecida e deixá-lo insatisfeito em Catalão; <STRONG>5)</STRONG> PTB e PR se comportaram como sempre: negociaram, cidade a cidade, os apoios. </P>
<P>Uma a uma, como ficou o panorama nas principais eleições deste ano: </P>
<P><STRONG>Goiânia</STRONG><BR>O PMDB deu um baile nos adversários. Já está em campanha há meses. A coordenação da campanha de Iris Rezende já tem a cidade mapeada há tempos. PT e PR integram a aliança. Sandes Júnior reuniu PP, PSDB, DEM, PTB e PSB juntos - o que só foi possível porque todo mundo tem certeza que Iris já ganhou. Apesar disso, a eleição goianiense nunca é morna. O único candidato da esquerda na eleição (Martiniano Cavalcante, do Psol) deve crescer, mas é improvável que alguém atrapalhe a reeleição de Iris. Dependendo do rumo da campanha, Gilvane Felipe (PPS-PV) e Martiniano podem terminar a eleição na frente do pepista. Sandes que, em 2004, disse que não ia fazer campanha em julho porque o eleitor queria férias, vai repetir a "estratégia". Vontade de perder tem ou não tem limite?</P>
<P><STRONG>Aparecida de Goiânia</STRONG><BR>Assim como&nbsp;em Goiânia,&nbsp;o PMDB é amplo favorito. Maguito só perde se errar muito. O PP vai apoiá-lo, rachando a base. Alcides contraria o partido (pelo menos nas aparências) e apóia Marlúcio Pereira, da coligação que tem PR, PSDB, PTB e PT. PT? Sim, Maguito vacilou e perdeu o apoio dos petistas. A eleição será, certamente, a mais "suja" do Estado, a julgar pelas ameaças proferidas por Marlúcio em tão pouco tempo. Não é novidade: em 2004 foi assim. Já Maguito continua em repouso. Também não é novidade. Foi assim nas duas últimas eleições para governador. </P>
<P><STRONG>Anápolis<BR></STRONG>Aqui, PMDB e PT se atrapalharam. O combinado era que o PMDB indicasse o vice do PT. Com a desistência da candidatura de Rubens Otoni, o PMDB abandonou o PT e resolveu lançar Onaide Santillo pela enésima vez. O PT erra em não lançar Otoni (e, sim, seu irmão Gomide). O PMDB erra em lançar Onaide, que sempre larga bem e termina mal. Bom para Marconi, que tem dois candidatos: o favorito Frei Valdair (PTB) e o ressuscitado Ridoval Chiarelotto (PSDB). Também em Anápolis, Marconi fez as pazes com Ernani de Paula. </P>
<P><STRONG>Catalão</STRONG><BR>Com o favoritismo de Jardel Sebba (PSDB), imaginava-se que o PMDB fosse mais humilde. Mas, ao contrário, o prefeito Adib mandou o PMDB ir de chapa pura, desprezando o PT (forte em Catalão) que se ofereceu para ser vice. O PT, no entanto, segue na aliança. O candidato do PMDB será Velomar Rios. Já Jardel terá ao seu lado o PP e o DEM (que na última eleição apoiou Adib). Dos grandes municípios, é um dos poucos que PP e PSDB estão do mesmo lado. </P>
<P><STRONG>Rio Verde</STRONG><BR>Nessa cidade, a&nbsp;base rachou de vez. O PMDB deu um grande golpe nos adversários. Conseguiu ter o PSDB - de Padre Ferreira - na vice. O peemedebista Wagner Guimarães - que perdeu a última eleição por menos de 400 votos - é amplo favorito. O PP de Alcides e do atual prefeito Paulo Roberto Cunha está isolado. Leonardo Veloso (PP) pode até ganhar a eleição, mas começou perdendo na pré-campanha. Nem o apoio do PT terá.</P>
<P><STRONG>Luziânia</STRONG><BR>O PSDB parecia fadado ao fracasso. PMDB, PT e PP lançariam uma chapa forte. No entanto, o prefeito Célio Silveira (PSDB) conseguiu trazer o PMDB de volta para a chapa. Sem alternativa, o PP abandonou o projeto anti-tucano e aderiu a Célio Silveira. </P>
<P><STRONG>Itumbiara</STRONG><BR>O atual prefeito - e candidato à reeleição - José Gomes da Rocha (PP) terá 18 partidos em sua coligação e apenas um adversário, o sindicalista João Maria (PSOL). A eleição de José Gomes parece certa, mas não será morna, até porque o candidato do Psol terá muito tempo de televisão. Basta observar que, em 2004, o mesmo aconteceu em Luziânia em torno de Célio Silveira. No fim, o candidato do PT que concorreu contra Célio teve mais de 30% dos votos. </P>
<P><STRONG>Jataí </STRONG><BR>O prefeito de Jataí, Fernando Peres (PR), é candidato à reeleição com o apoio de 13 partidos. Mas o PMDB lançou o ex-prefeito Humberto Machado, com chapa puro sangue. A disputa - entre Peres e Machado - tende a ser uma das mais equilibradas, embora hoje Machado tenha vantagem nas pesquisas. O PSDB corre por fora com Vítor Priori e o PT lançou a ex-vereadora Maria Eusébia.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=795]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-07-05 03:23:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na reta final, Alcides fecha apoio de PSDB e PTB a Sandes]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Com acerto de ontem, pepista chega à convenção com quase toda a base aliada ao seu lado</STRONG></P>
<P><EM>Bruno Rocha Lima<BR>Hoje em O Popular</EM></P>
<P>O governador Alcides Rodrigues (PP) conseguiu dobrar o PSDB e o PTB e acertou ontem, durante almoço com lideranças tucanas e petebistas no Palácio das Esmeraldas, o apoio dos dois partidos à candidatura do deputado federal Sandes Júnior (PP) a prefeito de Goiânia. Com isso, Sandes vai à convenção de seu partido hoje, onde será oficializada sua candidatura, com o apoio de praticamente toda a base aliada.</P>
<P>Participaram da reunião com o governador a deputada federal Raquel Teixeira e o ex-prefeito Nion Albernaz (ambos do PSDB), o deputado federal Jovair Arantes (PTB), o então pré-candidato a prefeito pelo PTB, Talles Barreto, e o secretário extraordinário Roberto Balestra.</P>
<P>O acerto foi fechado sem que os tucanos conseguissem a contrapartida do apoio pepista aos candidatos do PSDB em Anápolis (Ridoval Chiareloto) e Luziânia (Célio Silveira). A costura das alianças casadas nos municípios, que incluia o apoio do PSDB à candidatura de Leonardo Veloso (PP) em Rio Verde, era uma das exigências dos tucanos. </P>
<P>Porém, a decisão do PSDB de apoiar o candidato do PMDB em Rio Verde, deputado Wagner Guimarães, contra o PP, e a desarticulação da aliança do PMDB com os pepistas em Luziânia (leia mais abaixo), foram interpretadas como uma reação tucana à relutância do Palácio das Esmeraldas em amarrar o apoio nos municípios.</P>
<P>Nos bastidores, lideranças tucanas criticam a decisão e falam em "apoio de braços cruzados” a Sandes. O deputado estadual Daniel Goulart afirmou ontem que vai solicitar ao partido autorização para apoiar Gilvane Felipe (PPS). “Vou conversar com meu partido e com o governador antes, mas, dependendo dos desdobramentos, vou caminhar com Gilvane”, disse.<BR><BR>Leia mais <A href="http://www.opopular.com.br/anteriores/29jun2008/politica/11.htm">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=794]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-29 01:22:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Por que Iris é tão favorito?]]></title>
<description><![CDATA[<P>Assim que Iris Rezende (PMDB) se elegeu em 2004, imaginava-se que, sendo candidato à reeleição em 2008, sua vida seria menos fácil. Afinal, o PMDB - e mais especificamente, Iris – sempre simbolizou o que o PP (desde sempre) e o PSDB (desde sua criação, em 1988) sempre rejeitaram.</P>
<P>Marconi Perillo (PSDB) só uniu os partidos de oposição em 1998 porque Iris era 'o' adversário a ser batido. Se o candidato do PMDB a governador há dez anos fosse outro, a união entre PSDB, PP, PTB e PFL (hoje, DEM) certamente não teria sido tão fácil. </P>
<P>Depois de 1998, o PMDB continuou sendo o contraponto de todos esses partidos. Nas duas eleições para governador seguintes, só o PMDB teve chances de derrotar os aliados. Nas cidades do interior, quase sempre o PMDB é também o adversário – para não dizer 'inimigo'. É então surpreendente que, agora em 2008, Iris tenha vida facilitada por quem sempre o combateu. </P>
<P>Se a oposição é, no mínimo, omissa, é preciso dizer que Iris é candidato favorito à reeleição também por méritos próprios. </P>
<P>Faz um governo populista no melhor e no pior sentido da palavra. Ataca carências antigas (asfalto) e agrada a classe média (colocando os carros como prioridade no trânsito – e não os pedestres, como faz o resto do mundo). </P>
<P>Não cria conflitos com ninguém e é centralizador como sempre, o oposto de Pedro Wilson (PT), o antecessor que o povo rejeitou nas urnas.</P>
<P>Mas a oposição ao PMDB tem grande parcela de responsabilidade. Imaginar que Iris tentaria fazer tudo isso não era tarefa das mais difíceis. </P>
<P>Depois das duas derrotas (1998 e 2002), era mais do que esperado ver Iris tentando recuperar a popularidade. Sem oposição na Câmera de Vereadores, sua vida se tornou mais fácil. Com Marconi (na primeira metade do mandato) e Alcides (na segunda metade) não criando dificuldades no Palácio das Esmeraldas, o caminho ficou mais livre.</P>
<P>Politicamente, tudo passou a conspirar a seu favor. A começar pelo PT que, inesperadamente, topou não lançar candidato próprio (como sempre fez) em troca de indicar seu vice. Além de um adversário a menos, Iris ganhou parte da militância petista em sua campanha e um generoso tempo extra no programa eleitoral gratuito do rádio e da televisão. </P>
<P>Ainda no campo político, as picuinhas trocadas pelos grupos políticos de Alcides Rodrigues e Marconi Perillo ajudaram a fortalecer o projeto irista. Como PP e PSDB estiveram mais preocupados em puxar o tapete um do outro, o PMDB se preservou – estrategicamente, sempre defendendo o PP de Alcides. </P>
<P>Ademais, todos os partidos da base aliada (PP, PSDB, PR, PTB e DEM) iniciaram o mês de junho (faltando quatro meses para a eleição) sem nenhuma idéia sobre qual candidato lançar à prefeitura. Mais do que isso: sem idéia nem mesmo se seriam lançados um, dois, três ou até quatro candidatos distintos. </P>
<P>Só há poucos dias houve uma definição pela candidatura de Sandes Júnior (PP) e, até o fechamento desta coluna, ninguém sabia se outros candidatos também seriam lançados. </P>
<P>Mais do que disputa interna, faltou planejamento aos aliados. Nem Alcides, nem Marconi – em tese, os líderes desse grupo de partidos – planejaram-se minimamente para a campanha. </P>
<P>Não houve estratégia prévia, não houve montagem de calendário, não há plano de governo, não há um rumo, não houve nada que fizesse o favoritismo de Iris ser, pelo menos, atenuado. Nem mesmo factóides foram lançados – especialidade de muitos dos integrantes desse arco de partidos.</P>
<P>Portanto, Iris chega ao início da campanha eleitoral com tudo conspirando a seu favor. Sendo confirmada sua reeleição em outubro, ele já estará com outro projeto bem adiantado – o de 2010. </P>
<P>Enquanto seus adversários começam a se preocupar com 2008, o peemedebista já se organiza para a eleição seguinte.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=793]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-28 06:50:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quem é que obriga?]]></title>
<description><![CDATA[<P>O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), disse hoje em entrevista à Rádio 730 que é centralizador por "obrigação". </P>
<P>Veja a frase inteira:<BR>"A vida inteira no Executivo eu - fui governador duas vezes e agora prefeito - recebo&nbsp;a pecha de centralizador. Eu sou, mas não gosto de receber esse rótulo. Sou, mas sou por obrigação."</P>
<P>Quem o obriga? O cargo? </P>
<P>Será que Iris já ouviu falar em democracia?</P>
<P>Ouça toda a entrevista de Iris <A href="http://www.radio730.com.br/?ver=vernoticia&amp;id=3567">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=792]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-27 00:06:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Legendas disputam ''passe'' de Meirelles]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Presidente do BC é considerado forte candidato em Goiás</STRONG></P>
<P><STRONG>Chapa de 2010, com Meirelles tentando ser governador, teria Iris Araújo e Lúcia Vânia candidatas ao Senado</STRONG></P>
<P><STRONG>Vice de Meirelles seria Rubens Otoni, do PT</STRONG></P>
<P><EM>Fernando Nakagawa<BR>No Estadão de hoje</EM></P>
<P>Embalada pelos últimos acertos para a eleição municipal, teve início também a corrida para tentar atrair aquele que desponta como um dos mais fortes candidatos ao governo goiano nas eleições de 2010: Henrique Meirelles. Entre os partidos, o PP é o que mantém contatos mais freqüentes com o atual presidente do Banco Central (BC). Já há até um esboço para uma eventual chapa: Meirelles (pelo PP) como candidato e um petista como vice, provavelmente o deputado Rubens Otoni.</P>
<P>Alheias à subida da inflação - que tira o sono de Meirelles -, as principais lideranças goianas começaram a se movimentar de olho na popularidade do presidente do BC em Goiás e no investimento que o ex-presidente mundial do BankBoston estaria disposto a fazer na campanha para o Palácio das Esmeraldas. O PP, aliado do governo federal e partido do atual governador, Alcides Rodrigues, foi o que mais se aproximou dele, tendo até promovido encontros em Goiânia.</P>
<P>Essa aproximação é observada pelo PT e PMDB, que se uniram em coligação inédita para a reeleição de Iris Rezende à Prefeitura de Goiânia. A avaliação dos três partidos é que Meirelles se filie ao PP até 2009.</P>
<P>Da eventual chapa de 2010 também participariam a deputada federal e mulher do prefeito de Goiânia, Íris Araújo, e a senadora Lúcia Vânia, que seriam candidatas ao Senado. Íris é do PMDB e Lúcia, hoje do PSDB, está disposta a migrar para o PP.</P>
<P>Nas palavras de um deputado que colabora nas articulações, seria uma chapa "imbatível". Isso foi reforçado no início do mês, quando pesquisa do Instituto GPP mostrou que Meirelles tem imagem positiva para 53,9% dos goianos.</P>
<P>O apoio do PT a ele era completamente impensável há alguns anos, quando o BC sofria ataques freqüentes da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas o quadro mudou nos últimos meses. O ápice da boa relação aconteceu no fim de maio, quando Meirelles recebeu a bancada petista no Congresso pela primeira vez em mais de cinco anos.</P>
<P>Apesar do estágio das conversas com o PP, outros aliados de Lula não jogaram a toalha. Entre os que querem ser uma opção estão PR, PRB e PTB. Além de almejarem o apoio do candidato do presidente, consideram que Meirelles é um dos maiores puxadores de votos de Goiás.</P>
<P>Nessa corrida, aliados e oposicionistas concordam que o azarão é o PSDB. Pouquíssimos apostam no retorno do presidente do BC ao partido escolhido por ele em 2002 para obter uma vaga na Câmara dos Deputados. </P>
<P>Leia a matéria <A href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080625/not_imp195421,0.php">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=791]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-24 21:40:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Política Goiana]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Desde a eleição de Marconi Perillo para o governo de Goiás, a política de Goiás está andando em círculos, como um animal ferido de morte à procura de alívio para seu inevitável fim</STRONG></P>
<P><STRONG>O PMDB é o sonho possível da sobrevivência do PT, que assiste a uma decadência gritante no cenário político regional</STRONG></P>
<P><STRONG>O caso de Goiás é&nbsp;ilustrativo: enquanto os partidos se engalfinham para garantir seus espaços, a sociedade dá mostras de cansaço</STRONG></P>
<P><EM>Por Joãomar Carvalho de Brito Neto<BR>Hoje no DM</EM></P>
<P>Desde a eleição de Marconi Perillo para o governo de Goiás, a política de Goiás está andando em círculos, como um animal ferido de morte à procura de alívio para seu inevitável fim. Claro, a política não morre, mas muda a forma de representar a sociedade. Em Goiás, não parece evidente movimento algum no sentido de fazer esta representação mais legítima, na forma de contemplar alguns sinais de organização de vários setores sociais do Estado.</P>
<P>Se olharmos o quadro das negociações com vistas às alianças para as próximas eleições, vamos constatar dois mundos, cada vez mais distantes um do outro, o da sociedade que realimenta sua dinâmica com maiores índices de organização de base, e o da política, que insiste em revitalizar sua velha e carcomida dinâmica de representar-se a si mesmo. Antes das experiências administrativas de partidos como PT, PSB, PDT, PSDB etc., imaginava-se que nada avançava por conta da natureza conservadora dos outros partidos. Não era verdade: uma vez no poder, as lideranças destes partidos foram buscar nos setores conversadores a base para sua sustentação. A sociedade ficou órfã e seus cidadãos perderam a utopia.</P>
<P>A eleição de Marconi Perillo se deu à frente de uma aliança que tinha tudo, menos coerência política. De fato, era difícil imaginar uma boa convivência política com partidos tão díspares, quando o PSDB, o PFL (DEM), o PC do B, o PP, o PTB etc., para citar apenas algumas siglas. Depois de dois mandatos, esta coligação, já sem muito gás, elege o grande nome do PP, o então vice-governador Alcides Rodrigues. Como a gestão anterior ficou com a cara de Marconi Perillo, o retrato do PSDB de Goiás, a nova gestão tem naturalmente a cara do PP de Alcides Rodrigues.</P>
<P>A base de apoio do presidente Lula, à exceção do DEM (ex-PFL), é constituída pelos mesmos partidos que sustentaram a administração FHC, tendo o PMDB como ideal parceiro. Na realidade, ele só cuidou de sua sobrevivência, por conta de uma extraordinária base em todo o País. Este quadro torna-se refém toda administração em crise, como a de Goiás, por exemplo. O governador dá sinais a cada dia que não sai mais do raio de influência de Brasília. Mais do que isto: deseja esta dependência.</P>
<P>Quem perde com isto? Claro, o grande aliado de ontem, o PSDB. Melhor dizendo, o senador Marconi Perillo. Para este, não sobra nem o consolo de manter aliança com parte do DEM, de Ronaldo Caiado e Demóstenes Torres. A parte favorável a esta aliança, encarnada por Vilmar Rocha, não tem mais representação em Brasília e pouca influência tem no partido em Goiás.</P>
<P>O que vemos então pelas páginas dos jornais? O governador Alcides Rodrigues construindo uma “nova” base de sustentação com partidos que são, quase sem exceção, filhotes da velha Arena, partido que sustentou a ditadura militar, ou partidos que se aliaram à ditadura, como o PTB. É neste conjunto desencontrado de partidos que se situa a oposição ao prefeito Iris Rezende, do PMDB, que já conseguiu fazer do PT, o partido do presidente da República, um fiel escudeiro de sua sonhada reeleição. E vai juntando algumas peças a mais no tabuleiro partidário de Goiás, para construir uma grande aliança que não conseguiu quando de sua eleição. O PMDB é o sonho possível da sobrevivência do PT, que assiste uma decadência gritante no cenário político regional.</P>
<P>O filhote do PMDB grande e descaracterizado é o PSDB. Foi por esta razão que os fundadores do partido fundaram a nova legenda para, supostamente, recuperar algumas bandeiras do velho MDB e ajustar-se às novas realidades políticas do mundo, pensando principalmente na experiência dos partidos socialistas ou social-democratas da Europa. Em Goiás, no entanto, o partido apenas abrigou quem estava descontente com as administrações do PMDB. Embora, em algum momento, se pensasse que seus quadros pudessem dar continuidade aos debates e aos encaminhamentos sugeridos pela Fundação Pedroso Horta, o PSDB no poder nem mesmo conseguiu repetir a trajetória que se viu, por exemplo, durante a administração Henrique Santillo.</P>
<P>Por isso, enquanto esteve no poder, repetiu a trajetória dos demais partidos, seja a Arena, o PFL e mesmo o PMDB: cresceu, ganhou adeptos de última hora, tornou-se referência. Na oposição, esfacelou-se, perdeu espaços e viu seus quadros migrarem para pequenos partidos de ocasião, que se aliam com quem quer que esteja no poder. Uma velha estratégia de sobrevivência. Um modelo que não foi quebrado.</P>
<P>O PSDB, como os demais partidos, vive uma crise: não criou quadros, esnobou possibilidades e apostou apenas na figura do seu governador, agora no Senado. Hoje, fora do poder e vendo seus espaços diminuírem a cada reforma da atual administração, só tem seu ex-governador como referência, num quadro de dificuldades crescentes, em que a outra senadora do partido, Lúcia Vânia, não vê a hora de sair do partido, embora prestigiada pela direção nacional do partido. Se o partido não se refundar, ele se tornará o DEM de hoje, com uma única liderança, buscando sobrevivência com alianças pontuais.</P>
<P>Estamos assistindo a uma cena reveladora: para enfrentar o prefeito Iris Rezende, que conseguiu ficar praticamente sem oposição até o momento, o governador Alcides Rodrigues está bancando um candidato que, pelo histórico recente, não tem a menor possibilidade de sucesso por duas razões, pelo menos. A primeira, ele não consegue unir a chamada base que elegeu o governador: o DEM não se sente contemplado no governo, e ao PSDB só interessa perder de menos. Sinal deste quadro é a revolta dos vereadores de Goiânia, que vêem seu sonho de reeleição comprometido pela forma como a direção regional do partido conduz as negociações. A segunda é que o próprio governador não teria muito interesse numa confrontação com o prefeito Iris Rezende, grande aliado em Goiás do presidente Lula.</P>
<P>Esta conformação da política de Goiás revela, a nosso ver, uma grave crise relativa à questão da representação da sociedade pelo aparato partidário. Há uma verdadeira crise e, não sem razão, se fala muito da necessidade de uma reforma política, que nunca sai do papel. O caso de Goiás é ilustrativo desta assertiva: enquanto os partidos se engalfinham para garantir seus espaços, a sociedade dá mostras de cansaço, enquanto vive uma saudável experiência de organização de seus vários segmentos.</P>
<P>Nascem deste quadro, demandas na área da saúde que não consegue melhorar seu desempenho, do transporte público&nbsp; que continua longe de atender ao cidadão da segurança que continua fazendo vítimas, inclusive do aparelho estatal e da educação, que continua patinando na incompetência da gestão pública etc. O aparato partidário parece não entender esta nova/velha realidade. Por isso, tem dificuldade de propor alternativas à sociedade.</P>
<P>Há uma dicotomia entre o que a sociedade quer e o que os partidos dizem representar. Está faltando sociedade na dinâmica dos partidos. Há uma crise de representação. Seria bom que os partidos pensassem a respeito. A sociedade mudou. Quer mais. Quer participar verdadeiramente das instâncias dos partidos. Hoje, a diferença é que os cidadãos estão cobrando mais e de maneira organizada. Os partidos não podem continuar marchando para o nada.</P>
<P>Joãomar Carvalho de Brito Neto é jornalista e professor doutor da UFG</P>
<P>Leia o texto também <A href="http://v5.dm.com.br/opiniao/politica_goiana">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=790]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-24 16:22:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A memória da TV Globo é seletiva]]></title>
<description><![CDATA[<P>Leia nos três posts abaixo:<BR>- Globo tenta reescrever seu passado<BR>- Globo resume 1989 à edição do debate<BR>- Globo reconhece apoio a militares</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=789]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-23 22:21:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Globo tenta reescrever seu passado]]></title>
<description><![CDATA[<P>O sítio <A href="http://memoriaglobo.globo.com/Memoriaglobo/0,27723,5270-p-21890,00.html">Memória Globo</A> também aborda o caso Time-Life (1962 - 1971), incluindo reprodução de jornal que mostra o depoimento de Roberto Marinho na CPI criada no Congresso Nacional. Neste caso, a Globo só se defende - tentando mostrar que nunca contrariou o artigo 160 da Constituição brasileira, que proibia a participação de capital estrangeiro na gestão ou propriedade de empresas de comunicação.<BR>&nbsp;<BR><STRONG>Proconsult<BR></STRONG>Em outro texto, a Globo tenta dizer que não teve nada a ver com o que aconteceu em 1982, no Rio de Janeiro, na eleição de Leonel Brizola para governador. A TV Globo tenta se eximir de qualquer culpa dizendo que nunca contratou a Proconsult. E até mostra um vídeo em que uma pesquisa Ibope de boca-de-urna dá vitória ao próprio Brizola. </P>
<P>Repito: se a Globo não tem nada a esconder, por que não abre que não abre todo o seu arquivo da época para consulta - e não apenas as partes que interessam à sua versão (para ler a versão de <A href="http://plogdopaulohenrique.zip.net">Paulo Henrique Amorim</A> - que era repórter da Globo na época - sobre o caso, <A href="http://plogdopaulohenrique.zip.net">clique aqui</A>). </P>
<P><STRONG>Diretas Já</STRONG><BR>Sobre a campanha pela volta das eleições diretas para presidente, em 1983 e 84, o sítio da Globo diz que "naquele primeiro momento, as manifestações não entraram nos noticiários de rede por decisão de Roberto Marinho". A explicação da Globo é a seguinte:</P>
<P><EM>"O presidente das Organizações Globo temia que uma ampla cobertura da televisão pudesse se tornar um fator de inquietação nacional. 'Mas a paixão popular foi tamanha que resolvemos tratar o assunto em rede nacional', afirmou ele em matéria publicada na revista Veja de 5 de setembro de 1984. <BR>(...)<BR>Se por um lado segmentos da sociedade pressionavam a Rede Globo para se engajar nas manifestações pelas Diretas, por outro a emissora vinha sendo pressionada pelos militares a não cobrir os eventos. Woile Guimarães, então diretor dos telejornais de rede, diz que ministros e generais ligavam para Roberto Marinho, ameaçando até mesmo retirar a concessão para o funcionamento da emissora."</EM>&nbsp;</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=788]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-23 22:11:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Globo resume 1989 à edição do debate]]></title>
<description><![CDATA[<P>No episódio da edição do debate Collor x Lula na eleição presidencial de 1989, o sítio <A href="http://memoriaglobo.globo.com/Memoriaglobo/0,27723,5270-p-21752,00.html">Memória Globo</A> reconhece que o episódio provocou um dano à imagem da TV Globo. Mas tenta dar dimensão menor ao episódio, usando frases de petistas que reconhecem que Lula tinha mesmo saído mal no debate.</P>
<P>Quatro considerações:<BR><STRONG>1)</STRONG> O fato de Lula ter saído mal não significa que o debate devesse ter sido editado da forma como foi;<BR><STRONG>2)</STRONG> A Globo ajudou Collor em 1989 do início ao fim da campanha. Resumir tudo a uma edição de debate é tentar, de novo, enganar o (e)leitor. Aliás, a ajuda começou antes, na pré-campanha, quando da produção e exibição de um Globo Repórter inteiro sobre o "caçador de marajás" Fernando Collor de Mello; <BR><STRONG>3)</STRONG> O texto do sítio da Globo não fala nada da pesquisa Vox Populi que mostraria que "Collor teria vencido o debate" - muito menos menciona que o Vox Populi foi o instituto que fez pesquisas para Collor durante toda a eleição;<BR><STRONG>4)</STRONG> De novo, um pedido: se a Globo quer mesmo mostrar que houve independência na cobertura da campanha eleitoral de 1989, é fácil: basta abrir todo o seu arquivo ao público. Mas isso, claro, ela não fará. Dou meu depoimento pessoal: quando da escrita de minha dissertação de mestrado, mandei - por duas vezes - faxes e e-mails para a Rede Globo pedindo acesso às fitas do Jornal Nacional de maio a dezembro de 1989. Uma atendente chegou a me dizer que o acesso era, sim, possível. Mas, quando informei o ano (1989), dois dias depois a resposta foi "não". Claro que eu pagaria, rigorosamente, por todas as fitas. A emissora, no entanto, negou o acesso.</P>
<P>Trechos do texto da Globo:</P>
<P><EM>"No dia seguinte à exibição (do debate) ao vivo e na íntegra, a Rede Globo apresentou duas matérias com edições do último debate: uma no Jornal Hoje&nbsp; e outra no Jornal Nacional. As duas foram questionadas. A primeira por apresentar um equilíbrio que não houve, e a segunda por privilegiar o desempenho de Collor. Mas foi a segunda que provocou grande polêmica. A Globo foi acusada de ter favorecido o candidato do PRN tanto na seleção dos momentos como no tempo dado a cada candidato, já que Fernando Collor teve um minuto e meio a mais do que o adversário. </EM></P>
<P><EM>(...)</EM></P>
<P><EM>Os responsáveis pela edição do Jornal Nacional afirmaram, tempos depois, que usaram o mesmo critério de edição de uma partida de futebol, na qual são selecionados os melhores momentos de cada time. Segundo eles, o objetivo era que ficasse claro que Collor tinha sido o vencedor do debate, pois Lula realmente havia se saído mal.</EM></P>
<P><EM>Além disso, segundo o Ibope, a audiência total do debate – somadas todas as emissoras que compunham o pool – foi de 66 pontos, maior do que a do Jornal Nacional do dia seguinte, que apresentou 61 pontos. Isso significa que o número de pessoas que assistiu ao debate na íntegra foi maior do que o daqueles que viram a sua edição no JN. <BR>&nbsp; <BR>Mas o episódio provocou um inequívoco dano à imagem da TV Globo. Por isso, hoje, a emissora adota como norma não editar debates políticos; eles devem ser vistos na íntegra e ao vivo. Concluiu-se que um debate não pode ser tratado como uma partida de futebol, pois, no confronto de idéias, não há elementos objetivos comparáveis àqueles que, num jogo, permitem apontar um vencedor. Ao condensá-los, necessariamente bons e maus momentos dos candidatos ficarão de fora, segundo a escolha de um editor ou um grupo de editores, e sempre haverá a possibilidade de um dos candidatos questionar a escolha dos trechos e se sentir prejudicado."</EM>&nbsp;</P>
<P><A href="http://memoriaglobo.globo.com/Memoriaglobo/0,27723,5270-p-21752,00.html">Clique aqui</A> e leia o texto completo.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=787]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-23 22:03:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Globo reconhece apoio a militares]]></title>
<description><![CDATA[<P>Vasculhando o sítio <A href="http://memoriaglobo.globo.com/">Memória Globo</A> na internet, encontrei algo interessante: a Globo reconhece que apoiou a ditadura militar (1964-1985) no Brasil. No entanto, usa os termos "movimento militar" e justifica o apoio recíproco à ditadura com a idéia de ir contra o "nacional-populismo de João Goulart". </P>
<P>Tem mais preciosidades. O texto diz que Roberto Marinho "acreditava na vocação democrática do presidente Castello Branco". O texto, depois, acaba tentando fazer todos acreditarem que a Globo não teve ajuda dos militares, com o argumento de que não houve concessões públicas dadas a ela. De fato, não. A ajuda dos militares à Globo veio em forma de anúncios publicitários em quantia recorde na emissora, o que o texto não diz. </P>
<P>Veja, abaixo, alguns trechos do texto:</P>
<P><EM>"Afirma-se, com freqüência, que o crescimento da Rede Globo de Televisão se deu graças à sua estreita ligação com o regime implantado em março de 1964. O Globo, de fato, apoiou&nbsp; o movimento militar. Mas esta não foi uma posição exclusiva do jornal. Havia, naquele momento, um posicionamento amplamente majoritário contra o chamado nacional-populismo de João Goulart. Com exceção da Última Hora, todos os principais órgãos de informação do país apoiaram o golpe. Depois de instaurado o primeiro governo, alguns periódicos passaram para a oposição. Roberto Marinho seguiu dando apoio aos militares. Ele acreditava na vocação democrática do presidente Castello Branco e na eficácia da política econômica desenvolvida por Roberto Campos e Octavio Gouvêa de Bulhões. <BR>&nbsp; <BR>O presidente das Organizações Globo nunca negou sua simpatia em relação ao regime. </EM></P>
<P><EM>Desta forma, nenhuma das concessões obtidas pela TV Globo foi dada pelos militares. As duas únicas concessões foram outorgadas antes do período militar: a primeira em 1957, pelo presidente Juscelino Kubitschek, para a Globo do Rio , e a segunda em 1962, por João Goulart, para o canal da emissora em Brasília. </EM></P>
<P><EM>(...)<BR>&nbsp; <BR>Durante o período militar, a Rede Globo chegou a enfrentar dificuldades à sua expansão. Em 1978, por exemplo, lhe foi negada a concessão de um canal de televisão em João Pessoa. No mesmo período, a TV Globo também teve negado pedido de concessão para um canal de TV em Curitiba. <BR>&nbsp; <BR>O jornalismo da Globo não recebeu nenhum tratamento diferenciado durante o período militar. Como todos os veículos de informação, o seu noticiário sofreu com a censura, que atuava diretamente na emissora na forma de telefonemas, comunicações oficiais e memorandos. </EM></P>
<P><EM>Notícias de eventos considerados delicados para o governo, como a morte de Carlos Lamarca, por exemplo, provocavam a presença na emissora de oficiais do SNI (Serviço Nacional de Informação) e do chefe da polícia. Em agosto de 1969, a Globo chegou a ser retirada do ar durante algumas horas como punição pela leitura, no programa de Ibrahim Sued, de uma nota sobre a doença do presidente Costa e Silva. Mesmo no período da abertura, as pressões continuaram grandes sobre a TV Globo. Em 1981, quando ocorreu o atentado no Riocentro, os militares ocuparam a redação da emissora e não deixaram que quase nada fosse exibido sobre o assunto. <BR>&nbsp; <BR>A censura não se limitava às notícias: atuava também no entretenimento."</EM> </P>
<P><A href="http://memoriaglobo.globo.com/Memoriaglobo/0,27723,5270-p-21891,00.html">Clique aqui</A> para ver a íntegra do texto.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=786]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-23 22:01:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que você tem a ver com a corrupção?]]></title>
<description><![CDATA[<P><EM>Por Marcus Fidelis</EM></P>
<P>Foto e legenda que ilustram a matéria Prefeito prestigia lançamento da campanha "O que você tem a ver com a corrupção?" , publicada no <A href="http://www.goiania.go.gov.br/">site da Prefeitura de Goiânia</A>, em 16/06/2008.</P>
<P>Leia também, no <A href="http://www.mp.go.gov.br/portalweb/conteudo.jsp?page=1&amp;conteudo=noticia/ca68723f19c42bfe2b6021f00cdd49b1.html">site do Ministério Público</A>, matéria da mesma data: "MP lota auditório no lançamento estadual do movimento 'O que você tem a ver com a corrupção?'"</P>
<P>Leia mais no blog do <A href="http://entreatos.blogspot.com/">Marcus Fidelis</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=784]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-23 19:04:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A eleição do sim e do não]]></title>
<description><![CDATA[<P><EM>Por Fleurymar de Souza</EM> </P>
<P>Não quero ser o “desmancha-prazer” das oposições, mas essa eleição municipal de Goiânia está trazendo à lembrança o tempo da ditadura do general Alfredo Stroessner, que reinou por 35 anos, sete mandatos e inúmeros absurdos, no Paraguai, entre 1954 e 1989. Ditador assumido a ponto de oferecer abrigo até para nazistas caçados por Israel, Stroessner credenciou-se a máster em fraude eleitoral.</P>
<P>Deve-se ao bizantino ditador a invenção da cédula eleitoral emblemática de sua tacanha visão: trazia impressa duas únicas opções para o eleitor paraguaio votar: Sim ou Não. "Sim" significava a opção pela permanência de Stroessner no Poder. "Não" significava a opção para o ditador não deixar o Poder.</P>
<P>Da forma como as oposições estão facilitando as coisas, é provável que o eleitorado se dividirá entre os que dirão 'sim' ao segundo mandato de Íris e os que dirão 'não'. Tudo democraticamente.</P>
<P>Leia mais <A href="http://www.fleurymar.blogspot.com">aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=785]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-23 19:01:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Aliados: covardia e oportunismo]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Sandes só tem boas chances de ser o candidato único da base aliada porque é fraco</STRONG></P>
<P><STRONG>Se fosse forte, ninguém aceitaria seu nome. Se Iris estivesse fraco, Sandes também não emplacaria</STRONG></P>
<P><STRONG>Ainda é cedo para cantar vitória: Marconi Perillo pode tentar última cartada para Sandes não ser candidato único</STRONG></P>
<P>De repente, parece que tudo se resolve em um segundo: Sandes Júnior é o candidato de praticamente todos os partidos da base aliada, algo que parecia impossível antes. </P>
<P>Embora se diga o contrário, não é uma decisão definitiva, sendo razoável a chance de acontecer reviravoltas. Mesmo sabendo que os partidos da base aliada (PP, PTB, PSDB, DEM, PSB, PR) são covardes, é também plausível acreditar que eles são oportunistas. </P>
<P>Mesmo percebendo que o candidato de Marconi Perillo (PSDB) não emplacou (pelo menos por ora), é no mínimo certo que o tucano tentará uma última cartada. </P>
<P>Há detalhes que ainda atrapalham Sandes. Um deles: mesmo dizendo que apóiam o pepista, os partidos ainda não oficializaram o apoio. </P>
<P>Em uma semana, muita coisa pode mudar. </P>
<P>Já Marconi Perillo ainda tem cartas na manga se optar por não apoiar Sandes. Uma delas é Raquel Teixeira (PSDB), até agora abandonada por seu próprio partido. Raquel ainda não oficializou sua desistência. Pode acabar candidata. </P>
<P>Uma outra opção é Gilvane Felipe (PPS), marconista de carteirinha. Se PSDB e PTB o apoiarem, sua candidatura ganha fôlego para, no mínimo, deixar Sandes para trás. </P>
<P>Pode até não haver reviravoltas. Mas é necessário reconhecer que Sandes Júnior (PP) só 'une' os partidos da base aliada porque todos eles acham impossível vencer Iris Rezende (PMDB) em 2008. E, já que ninguém pode vencer Iris, ninguém briga por ser candidato. </P>
<P>Se Iris estivesse fraco nas pesquisas, os tais "aliados" estariam se matando. Demóstenes não desistiria tão facilmente. Barbosa tentaria até o fim ser candidato. Aliados sabem que Sandes jamais vencerá. Escolhem o pepista para ver se conseguem alguns cargos no governo do Estado.</P>
<P>Sandes só é candidato, repita-se, porque tem todas as características que fariam dele um mau candidato para enfrentar Iris. Não tem voto na classe média, fala sandices o tempo todo (como bem definiu, em 2004, a então candidata Raquel Azeredo), tem uma falsa empostação de voz que diminui sua já baixa credibilidade, não sabe articular um pensamento minimamente decente e é conhecido por tremer em debates. </P>
<P>Além disso, Sandes é um péssimo advogado de qualquer aliado. Se Alcides Rodrigues for atacado na campanha eleitoral, o prefeitável pepista não saberá defendê-lo. </P>
<P>Todo atrapalhado, Sandes poderá, até mesmo, aumentar a credibilidade das críticas contra Alcides. Em 2004, quando perguntado sobre o que fazer no trânsito de Goiânia, Sandes disse que era preciso combater um 'mito' na cidade: a de que existem pedestres. Segundo ele, pesquisas (ele nunca revelou as fontes, claro) indicam que as pessoas não andam a pé em Goiânia. Comentários desse tipo dão uma idéia razoável da facilidade que Iris encontrará para ser reeleito. </P>
<P><STRONG>E a chapa de vereadores?</STRONG><BR>A opção por Sandes embute ainda um outro problema, que deverá ganhar holofotes esta semana: a irritação dos candidatos a vereador da base aliada. Com Sandes encabeçando a chapa para prefeito, os vereadoriáveis se enfraquecem. Terão de trabalhar dobrado para conseguir uma vaga na Câmara no ano que vem, enquanto que os candidatos a vereador do PMDB e do PT terão muito mais facilidade para pedir voto - já que contam com um candidato a prefeito forte. </P>
<P>Se Sandes Júnior é candidato, está aí uma grande oportunidade para quem quiser ser a segunda força da capital. Com o PT sem candidato próprio, Sandes é o maior favorito a ser o segundo colocado na eleição. </P>
<P>Mas qualquer outro candidato da base aliada que ainda vier a ser lançado terá muita facilidade para ocupar, logo nos primeiros dias de campanha, a segunda posição, dada a fragilidade do nome do PP. Mesmo que não vença Iris, é um baita negócio ser o principal contraponto ao PMDB. Afinal, quem aparecer bem agora começa a desenhar o seu rumo em 2010 e 2012.</P>
<P>É bom, portanto, estar atento: a definição precoce da candidatura única de Sandes Júnior (PP) pela base aliada deve, ainda, ser colocada em suspeita. Não há como descartar reviravoltas. </P>
<P>Em 1998, a escolha (também precoce) de Roberto Balestra (PP) como candidato a governador por esse mesmo arco de alianças acabou desgastando o pré-candidato prematuramente, levando-o à desistência. Em seu lugar, em cima da hora, quem saiu candidato foi o então deputado federal Marconi Perillo (PSDB).</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=783]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-21 19:30:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Alcides e aliados abraçam Iris]]></title>
<description><![CDATA[<P>Se Sandes Júnior é o mesmo o nome da base aliada para enfrentar Iris Rezende (PMDB), não há mais nenhuma dúvida: todo mundo - incluindo toda a base aliada - quer ver Iris reeleito em outubro.</P>
<P>De todos os nomes, Sandes é o que tem pior potencial de crescimento, o que jamais atingirá a classe média e o mais despreparado tecnicamente. Sem contar sua baixa credibilidade (<A href="http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=752">já falamos de tudo isso aqui - clique e releia</A>)</P>
<P>Isso explica os foguetes que ouvi ontem. Certamente são de Iris, comemorando a escolha do "adversário" Sandes Júnior.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=782]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-19 05:03:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Na Istoé: Pequenas hidrelétricas, grandes negócios]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Ministério Público investiga participação de políticos em concessões da Aneel</STRONG></P>
<P><STRONG>Revista <EM>Istoé</EM> apurou que um dos parlamentares citados nas investigações do Ministério Público é o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que teria participações não declaradas em algumas PCHs</STRONG></P>
<P><EM>Por Mino Pedrosa<BR>Revista Istoé</EM></P>
<P>Enquanto as atenções dos órgãos fiscalizadores estão concentradas na liberação das obras de grandes hidrelétricas, como as de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, o Ministério Público Federal vem comprovando que a concessão de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) pelo País afora tem gerado lucros tão meteóricos quanto de origem escusa. São usinas de pequeno porte, capazes de produzir 30 mil megawatts e que, uma vez construídas, têm valor médio de R$ 300 milhões. </P>
<P>Para que se possa construir e explorar as PCHs é necessária uma concessão pública, outorgada pela Aneel, e a liberação do Ibama. Pelos trâmites normais, o processo de aprovação chega a levar dois anos. No entanto, nos últimos meses, o Ministério Público Federal tem constatado que algumas autorizações são obtidas em tempo recorde, graças à influência de parlamentares e governadores. </P>
<P>A informação foi repassada ao Ministério Público por um senador da base aliada do governo que tem auxiliado as investigações e os procuradores já comprovaram casos concretos de danos ambientais e falhas nos processos construtivos. Hoje, há no Brasil 299 dessas pequenas hidrelétricas em funcionamento e outras 79 em construção. Das que estão em operação, 154 foram inauguradas nos últimos dez anos.</P>
<P>(...)</P>
<P>O Ministério Público também já constatou que em muitos casos os nomes de deputados e senadores não fazem parte das empresas que procuram explorar as PCHs, mas estão por trás das concessões fornecidas pela Aneel e pelo Ibama. Como os parlamentares têm foro privilegiado, seus nomes são mantidos sob sigilo pelos procuradores até que as investigações sejam remetidas aos tribunais superiores. </P>
<P>Mas o que eles descobriram é que muitos políticos oferecem seus préstimos na facilitação dos trâmites dos projetos nos órgãos oficiais. Em troca, pedem pela consultoria um percentual em torno de 20% do capital a ser investido.</P>
<P>ISTOÉ apurou que um dos parlamentares citados nas investigações do Ministério Público é o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), que teria participações não declaradas em algumas PCHs. "Não é verdade. Não tenho nem 1% de nenhuma hidrelétrica", afirma Perillo. Outro nome citado na apuração do MP é o do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele seria sócio do doleiro Lúcio Bolonha Funaro na PCH do rio Apertadinho, em Vilhena, Rondônia. "Não sou sócio e Funaro não é nem amigo nem inimigo", afirma o deputado</P>
<P>Leia a matéria completa <A href="http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2015/artigo92566-1.htm">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=781]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-16 13:13:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Para quê serve o jornalismo político?]]></title>
<description><![CDATA[<P>A pergunta do título pode soar estranha. </P>
<P>Quem trabalha nessa editoria, no entanto, já deve ter se perguntando ao menos uma vez. Jornalista dessa área (incluindo este blogueiro) costuma passar a maior parte do tempo (para não dizer 'todo' o tempo) preocupado com fofocas, com bastidores, com intrigas, com especulações, enfim, com o chamado "jogo político". </P>
<P>As questões que, de fato, são de interesse público (e, portanto, do leitor) geralmente são marginalizadas.</P>
<P>Sem maniqueísmos: é claro que o leitor também não é inocente. </P>
<P>Quando um jornalista da área se aventura a fazer uma matéria de fundo - que investigue, por exemplo,&nbsp;todos os pontos de uma reforma tributária&nbsp;- a resposta do leitor não passa de um bocejo. Matérias assim dão muito trabalho e têm alto interesse público. E pouquíssima repercussão.</P>
<P>Essa justificativa é ótima. A razão de haver tantas matérias sobre intrigas do mundo político seria o desejo dele, leitor. </P>
<P>Também não é assim. Em outros assuntos, nem sempre o que o leitor deseja é o que se publica. É só observar o quanto a cobertura policial dos jornais foi reduzida ao mínimo, embora sempre tenha tido sucesso de público. </P>
<P>Fora os momentos de exceção (casos como Sílvia Calabresi e o casal Nardoni), a rotina da cobertura policial é nunca ser destaque na primeira página, por exemplo. </P>
<P>Jornalista da editoria de política tem hábitos estranhos. Costuma cantar vitória quando publica uma intriga que o concorrente não publicou. Faltando um ano (ou dois anos, ou três anos...) para a eleição seguinte, páginas e páginas são publicadas com especulações sobre quem será o candidato do partido x, da base y ou da coligação z. </P>
<P>O grau de acerto dessas previsões, no entanto, é tão alto quanto o das previsões de outra página do jornal, onde fica o horóscopo. </P>
<P><STRONG>Jogo de pôquer</STRONG><BR>O relacionamento do jornalista com suas fontes na área política também não é bem resolvido. Há aqueles que se encantam com o poder (sim, isso ainda existe), outros que apostam em relações pouco republicanas e aqueles que só se preocupam com informações. </P>
<P>Os que se preocupam apenas com informações são, em tese, os mais bem preparados. Costumam trazer informações mais confiáveis ou, pelo menos, desvinculadas de interesses de terceiros. </P>
<P>Ainda assim, mesmo para esse último grupo, o trabalho não é dos mais gratos. Dos que buscam apenas informação, há duas subdivisões: 1) os que fazem perguntas e investigações que não contrariam as fontes; 2) os que fazem perguntas e investigações que exploram as contradições e erros das fontes. </P>
<P>Geralmente os repórteres que exploram as contradições e erros de suas fontes fazem o que se chama de bom jornalismo. São eles que 'salvam' a imagem da profissão. Tanto que os jornalistas desse grupo são os que se destacam. O resto não passa de baba-ovo. </P>
<P>A jornalista norte-americana Janet Malcolm, por exemplo, está entre as que exploram contradições das fontes. Mas ela faz uma autocrítica, como a destacada no início do livro O Jornalista e o Assassino (1991): </P>
<P>"Qualquer jornalista que não seja demasiado obtuso ou cheio de si para perceber o que está acontecendo sabe que o que ele faz é moralmente indefensável. Ele é uma espécie de confidente, que se nutre da vaidade, da ignorância ou da solidão das pessoas. Tal como a viúva confiante, que acorda um belo dia e descobre que aquele rapaz encantador e todas as suas economias sumiram, o indivíduo que consente em ser tema de um escrito não-ficcional aprende - quando o texto aparece publicado - a sua própria dura lição. Os jornalistas justificam a própria traição de várias maneiras, de acordo com o temperamento de cada um. Os mais pomposos falam em liberdade de expressão e do 'direito do público de saber'; os menos talentosos falam sobre arte; os mais decentes murmuram algo sobre ganhar a vida."</P>
<P>Malcolm vai no alvo. É difícil para um jornalista conseguir uma boa informação de sua fonte sem apostar em vaidade, ignorância ou solidão da fonte. Algumas vezes mais, outras vezes menos, estamos sempre 'traindo' quem entrevistamos. </P>
<P>Tudo bem, sem maniqueísmos: as fontes também apostam na vaidade, na ignorância ou na solidão do jornalista. E, muitas vezes, as fontes ganham e o jornalista perde. </P>
<P>Do lado do jornalista ou do lado da fonte, somos como viciados em pôquer: nem o jornalista pára de tentar enganar a fonte, nem a fonte desiste de enganar o jornalista. </P>
<P>Jornalistas ainda têm muito a melhorar. A cobertura política pode e deve ser aperfeiçoada. A democracia, jovem e imatura, explica parte dos problemas. </P>
<P>Outra parte, no entanto, depende exclusivamente de quem trabalha na área. E, claro, há a parte moralmente indefensável, mesmo quando prevalecem as melhores das intenções. </P>
<P>Sobre essa parte, muito pouco a se fazer. </P>
<P>Apenas o óbvio: admitir que a crítica de Malcolm é doída - mas absolutamente verdadeira.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=778]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-16 03:41:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Para quê serve o jornalista?]]></title>
<description><![CDATA[<P>Hildy, personagem que é jornalista no filme <A href="http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=11233">Jejum de Amor</A> (1940), fala da pergunta colocada no título:</P>
<P><EM>-&nbsp; Jornalista? O que é isso? Espiar pela fechadura, acordar pessoas para perguntar se Hitler começará outra guerra? Sei tudo sobre repórteres. Um bando de tontos correndo por aí sem um tostão e para quê? Para informar desocupados.</EM></P>
<P>Apesar de todas as tentativas, Hildy não&nbsp;abandona a profissão.&nbsp;O furo,&nbsp;as intrigas e&nbsp;as especulações acabam vencendo.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=779]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-16 03:30:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Henrique Meirelles no Roda Viva]]></title>
<description><![CDATA[<P>Para marconistas em geral - que estão preocupados com "ele" - o entrevistado de hoje do Roda Viva é o presidente do Banco Central Henrique Meirelles. </P>
<P>A (nova) âncora do programa é Lillian Witte Fibe. Participam como entrevistadores os jornalistas Vinicius Torres Freire, Cristina Alves, Cida Damasco e José Roberto Campos.</P>
<P>O programa começa às 22h40 e vai ao ar na TV Cultura.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=780]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-16 03:04:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Enófilos de primeira]]></title>
<description><![CDATA[<P>Assim como o jornalista Marco Aurélio Vigário, Afonso Lopes também é especialista em vinhos. Visite o blog de Afonso (<A href="http://afonsolopes.blog.uol.com.br">clique aqui</A>) e confira algumas dicas de vinhos bons com preço inferior a R$ 30. </P>
<P>Já Marco Aurélio&nbsp;(<A href="http://www.tribunadoplanalto.com.br/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=4536">clique aqui e leia</A>) ensina: "O órgão mais importante na degustação não é a língua, mas sim o nariz. As glândulas olfativas são muito mais sensíveis que as papilas gustativas".</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=777]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-14 00:05:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Homenagem a Aloysio Biondi]]></title>
<description><![CDATA[<P>Está no ar um sítio que resgata a memória de um dos grandes jornalistas da história do Brasil. </P>
<P>É o sítio <A href="http://www.aloysiobiondi.com.br/">Aloysio Biondi</A>, que homenageia o jornalista que morreu aos&nbsp;64 anos, em 21 de julho de 2000. </P>
<P>Ao todo, são mais de 1000 artigos e reportagens do jornalista que revolucionou a cobertura do jornalismo econômico brasleiro.</P>
<P>Dos mais de 1000 artigos, há centenas que foram publicados no Diário da Manhã, na época em que o jornalista passou por Goiás. </P>
<P>Entre os artigos há, por exemplo, um (<A href="http://aloysiobiondi.com.br/spip.php?article756&amp;var_recherche=cust%C3%B3dio">clique aqui</A>) que&nbsp;faz crítica a&nbsp;um dos articulistas permanentes do DM, Jávier Godinho.</P>
<P>Há também um depoimento do jornalista&nbsp;Washington Novaes que conta, em detalhes, a passagem de Washington e de Biondi pelo Diário da Manhã (<A href="http://www.aloysiobiondi.com.br/spip.php?article912">clique aqui e leia</A>).</P>
<P>É possível ainda fazer o download, gratuitamente, do livro O Brasil Privatizado, publicado no início de 2000.</P>
<P>O coordenador do projeto é Antonio Biondi, filho de Aloysio, que foi colega de movimento estudantil deste blogueiro, no fim dos anos 90. </P>
<P>Para ir ao site basta <A href="http://www.aloysiobiondi.com.br/">clicar aqui</A> ou digitar <A href="http://www.aloysiobiondi.com.br/">www.aloysiobiondi.com.br</A></P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=776]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-11 23:41:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Genial: Cartier-Bresson em Lego]]></title>
<description><![CDATA[<P>Uma boa idéia - e muito bem executada: o fotógrafo Balakov recriou fotografias clássicas em Lego.</P>
<P>A foto deste post, por exemplo, é inspirada numa das imagens mais conhecidas de <A href="http://www.afterimagegallery.com/bressonbehind.htm">Henri Cartier-Bresson</A>.</P>
<P>Há uma que reproduz um momento histórico do futebol: o gol de mão que Maradona fez contra a Inglaterra pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de 1986 (<A href="http://www.flickr.com/photos/balakov/2508921097/in/set-72157602602191858/">clique aqui e veja-a</A>).</P>
<P>Para ver mais fotos adaptadas para o Lego, <A href="http://www.flickr.com/photos/balakov/sets/72157602602191858/">clique aqui</A>.</P>
<P>Uma outra boa idéia (semelhante): <A href="http://www.thebricktestament.com/">Brick Testament</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=775]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-10 22:51:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Base caminha para lançar Sandes]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Com desistência de outros postulantes, resta, além do pepista, nome de Demóstenes Torres</STRONG></P>
<P><EM>Por Fabiana Pulcineli<BR>De O Popular</EM></P>
<P>A base do governo estadual caminha para lançar a candidatura do deputado federal Sandes Júnior (PP) em Goiânia, depois das desistências dos demais postulantes e do desânimo quanto à aglutinação em torno do senador Demóstenes Torres (DEM). O presidente da Goiás Turismo, Barbosa Neto (PSB), confirmou ontem ao POPULAR a "decisão pessoal de não disputar”.</P>
<P>Depois dos sinais do Palácio das Esmeraldas, lideranças do PSDB e do PTB que incentivavam a candidatura do democrata desanimaram com a impossibilidade de apoio do PP do governador Alcides Rodrigues. A cúpula nacional do DEM, no entanto, faz pressão pela candidatura do senador depois de analisar pesquisas internas feitas na capital.</P>
<P>O deputado federal Ronaldo Caiado, presidente estadual do DEM, disse que vai se reunir hoje em Brasília com as lideranças nacionais do partido, quando deve haver uma decisão sobre a possibilidade de candidatura. Demóstenes afirmou, no entanto, que não recua na exigência de apoio do governador para disputar. </P>
<P>Ontem, pepistas e tucanos afirmavam aguardar a posição do DEM. Havia especulações de que a deputada federal Raquel Teixeira (PSDB), que desistiu de disputar a Prefeitura há duas semanas, anuncie apoio a Demóstenes. Ela vai se reunir hoje com Demóstenes e com o deputado federal Jovair Arantes (PTB). </P>
<P>Leia a matéria completa <A href="http://www.opopular.com.br/anteriores/10jun2008/politica/9.htm">clicando aqui</A>.<BR><BR><STRONG>Comentário meu:</STRONG> <STRONG>conforme já dito aqui</STRONG> <STRONG>(</STRONG><A href="http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=752"><STRONG>clique e releia</STRONG></A><STRONG>), Alcides e a base querem mesmo eleger Iris. Sandes é o pior nome de todos os pré-candidatos colocados.</STRONG></P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=774]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-10 02:23:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Paulo Garcia, o vice]]></title>
<description><![CDATA[<P>Apenas para constar: Paulo Garcia (PT) será o vice de Iris na chapa PMDB-PT na sucessão de Goiânia.</P>
<P>A escolha foi domingo.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=773]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-09 23:22:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Uma boa leitura]]></title>
<description><![CDATA[<P>Recomendo uma boa leitura: a entrevista coletiva feita com o novo presidente do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ), Edson Luiz Spenthof. </P>
<P>Spenthof é professor de jornalismo da UFG.</P>
<P>Para ler a entrevista <A href="http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2118">clique aqui</A>.<BR></P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=772]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-08 23:58:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Maguito: Iris é candidato em 2010]]></title>
<description><![CDATA[<P>Tribuna do Planalto e Jornal Opção entrevistaram esta semana o senador Maguito Vilela. </P>
<P>Atenção para duas respostas semelhantes de Maguito. </P>
<P>Primeiro, na Tribuna:<BR><EM>"O prefeito está fazendo uma administração impecável, mas vai chegar um momento que Goiás vai exigir do prefeito Iris uma candidatura ao governo. O PMDB eu tenho quase que certeza que vai exigir isso do prefeito, mais esse sacrifício dele. E eu acredito que uma vitória minha em Aparecida facilita o futuro do prefeito Iris."</EM></P>
<P>Depois, no Opção:<BR><EM>"Eu senti nele (Iris Rezende) muita vontade de disputar a eleição em Goiânia, muita vontade agora em disputar a reeleição. Ele gosta de desafios. Acho que ele vai querer disputar em 2010 e penso que Goiás também vai querer. O PMDB deve até exigir que ele dispute. Ele não é de fu&shy;gir da raia. Acho que Iris tem muito ainda a oferecer a Goiás."</EM> </P>
<P><STRONG>Comentário meu:</STRONG></P>
<P><STRONG>O&nbsp;que tudo isso revela? </STRONG></P>
<P><STRONG>1)&nbsp;Que, para o PMDB, 2008 já são favas contadas; </STRONG></P>
<P><STRONG>2) Meirelles? O PMDB em 2010 vai mesmo é de Iris. </STRONG></P>
<P><STRONG>E quer saber? Na minha opinião, Iris vence Meirelles de goleada. O encanto que o eleitor goianiense (e também o do interior) sente hoje por Iris&nbsp;é até mais forte do que sentia no início dos&nbsp;anos 80. E, em dois anos, esse encanto dificilmente será quebrado</STRONG></P>
<P><A href="http://www.tribunadoplanalto.com.br/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=5666&amp;mode=thread&amp;order=0&amp;thold=0">Clique aqui</A> e leia toda a entrevista na Tribuna<BR><A href="http://www.jornalopcao.com.br/index.asp?secao=Manchete&amp;idjornal=293">Clique aqui</A> e leia toda a entrevista no Opção</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=767]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-08 04:34:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sem apoio, Barbosa sai da disputa]]></title>
<description><![CDATA[<P><EM>De O Popular</EM></P>
<P>Sem apoio dentro da base aliada e com dificuldades para deslanchar sua pré-candidatura, o presidente da Goiás Turismo, Barbosa Neto (PSB), desistiu de disputar a Prefeitura de Goiânia. A saída de Barbosa do pleito aumenta a força da pré-candidatura do deputado Sandes Júnior (PP).</P>
<P>Barbosa ainda não comunicou oficialmente sua decisão, mas já avisou a aliados que está fora do páreo. Teria também comunicado na sexta-feira ao governador Alcides Rodrigues (PP) que preferia continuar à frente da agência para dar continuidade aos projetos da pasta. Procurado ontem pela reportagem, Barbosa não retornou os telefonemas.</P>
<P><A href="http://www.opopular.com.br/anteriores/08jun2008/politica/3.htm">Clique aqui</A> e leia a matéria completa</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=769]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-08 04:18:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marlúcio vai enfrentar Maguito]]></title>
<description><![CDATA[<P>Maguito Vilela (PMDB) tem tudo - tudo mesmo - para se eleger prefeito de Aparecida de Goiânia em outubro. </P>
<P>As pesquisas mostram isso. Contra quaisquer candidatos, sua vantagem passa dos 50 pontos porcentuais - isso no pior cenário para ele, Maguito.</P>
<P>Ontem, no entanto, o grupo político do vice-governador Ademir Menezes (PR) deu dois passos importantes para, pelo menos, dar trabalho a Maguito. </P>
<P>Primeiro: forçou José Macedo (PR) a desistir da candidatura à reeleição. Seria um desastre eleitoral.</P>
<P>Segundo: lançou o deputado estadual Marlúcio Pereira (PTB) candidato pelo grupo.</P>
<P>De todos os pré-candidatos possíveis, Marlúcio é o único que pode representar o "fato novo". É o único compotencial de crescimento, até por não estar desgastado como Macedo e Ademir. </P>
<P>Marlúcio pode não ganhar a eleição, mas a tornará disputada. No mínimo, a vitória de Maguito já não será tão fácil.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=770]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-08 01:48:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Gomide é o nome do PT em Anápolis]]></title>
<description><![CDATA[<P>Confirmando o que o repórter <A href="http://www.tribunadoplanalto.com.br/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=5620&amp;mode=thread&amp;order=0&amp;thold=0">Frederico Jotabê antecipou há uma semana</A>, com exclusividade na Tribuna do Planalto (e na Tribuna de Anápolis), o atual vereador Antônio Roberto Gomide será o candidato do PT na sucessão em Anápolis deste ano.&nbsp;</P>
<P>Gomide&nbsp;foi escolhido candidato ontem em encontro do PT, com o apoio unânime dos 176 delegados presentes.&nbsp;Ele é irmão do deputado federal Rubens Otoni, também do PT.</P>
<P>Como se vê, ao contrário do que este blogueiro erroneamente informou há seis dias, Rubens Otoni não será candidato.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=768]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-08 01:19:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O preço da improvisação]]></title>
<description><![CDATA[<P>O professor de urbanismo da UFG José Antônio Tietzmann e Silva escreveu um belo artigo, publicado&nbsp;ontem em O Popular. </P>
<P>Veja, abaixo, um trecho do artigo:</P>
<P><EM>Pois bem, mesmo diante das normas que regem a política urbana, de um lado, e dos problemas que acometem a gestão urbana da capital, de outro lado, o poder público municipal, que deveria ser o garantidor do cumprimento das normas de urbanismo, desrespeita-as monumentalmente na construção da obra atualmente em curso, na conjugação das Avenidas 85 e T-63. </EM></P>
<P><EM>Não houve previamente nem licenciamento nem estudos de impacto ambiental ou de vizinhança, nem consulta pública, tampouco estudos mais aprofundados sobre o terreno que abrigará a obra: descobre-se, somente agora, que há um lençol freático bastante raso no local, descoberta que leva a construtora responsável pela obra a declarar, minimizando o problema, que já construiu até usina siderúrgica sobre um manancial! </EM></P>
<P><EM>Em pleno século 21 uma empresa se gabar de contribuir para a degradação ambiental é algo incompreensível e ajuda a reforçar o que penso: que essa obra se assemelha ao famoso “puxadinho” que se faz num barracão, pois apresenta claros indícios da improvisação, tão característica do brasileiro em geral.</EM></P>
<P>Para ler o artigo completo, <A href="http://www.opopular.com.br/anteriores/06jun2008/opiniao/artigo2.htm">clique aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=771]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-07 17:58:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Base duplica erros de 2004]]></title>
<description><![CDATA[<P>É só folhear os jornais de abril, maio e junho de 2004 e comparar com os de hoje. Quatro anos atrás ou hoje, Iris Rezende (PMDB) é o único que se preparou minimamente para a eleição de Goiânia. Os partidos da base aliada (PP, DEM, PTB, PR, PSB, entre outros) batiam cabeça em junho de 2004, assim como fazem agora. </P>
<P>Iris, quatro anos atrás, aproveitou o vácuo e cresceu bastante em maio e junho, o suficiente para ter gordura nas pesquisas e vencer.<BR><BR>Em 2004, a desunião foi tão grande na base aliada que o PTB foi parar na vice de Pedro Wilson (PT). </P>
<P>O PFL (atual DEM) lançou Raquel Azeredo. </P>
<P>O PSB cruzou os braços. Ficou ressentido com a não-candidatura de Barbosa Neto. Marconi Perillo (PSDB) puxou o tapete de Barbosa e lançou Sandes Júnior (PP). </P>
<P>O resultado é conhecido: a campanha de Sandes foi desastrada do início ao fim e, em momento algum, empolgou o eleitorado ou os partidos aliados. Nem para o segundo turno foi. <BR><BR>Terminada a eleição, uma certeza: todos os partidos reconheceram que erraram muito na pré-campanha, enquanto Iris acertava fazendo o feijão-com-arroz. Em 2008 o erro não seria repetido.</P>
<P>Aos fatos: a situação de agora é ainda pior do que a de quatro anos atrás. </P>
<P>Em 2004, a cada semana um nome era considerado favorito para ser o candidato do governador.&nbsp; A gangorra é a mesma agora. </P>
<P>Já se falou em Raquel Teixeira (PSDB), hoje abandonada por seu partido. Há semanas em que só se fala em Demóstenes Torres (DEM). Em outras, o foco é Barbosa Neto. Na semana que passou, a candidatura "irreversível" da vez foi a de Sandes Júnior. <BR><BR>Se há semelhanças, há também diferenças consideráveis - todas a favor do PMDB. </P>
<P>A primeira delas: Marconi Perillo, hoje senador, não está tão preocupado com a eleição de Goiânia como esteve em 2004. </P>
<P>A segunda: Alcides Rodrigues, hoje governador, também não parece preocupado com o fato de Iris ser reeleito. Em vez de oxigenar aliados, Alcides prefere falar parceria com o PMDB em 2010. <BR><BR>Do lado peemedebista, mais diferenças. Em junho de 2004, Iris não passava de 35% dos votos (hoje tem pelo menos 20 pontos porcentuais a mais). </P>
<P>Outra mudança é que, desta vez, o PT não lança candidato - porque preferiu apoiar Iris. </P>
<P>Em 2004, menos de 25% do tempo de TV na propaganda eleitoral pertencia a Iris. Agora, em 2008, mais de 50% do tempo de TV será de Iris. </P>
<P>Em 2004, Iris não tinha a máquina da prefeitura nas mãos. </P>
<P>Também em 2004, a rejeição de Iris era superior a 30%, enquanto hoje não chega nem a 10%. <BR><BR>Na eleição municipal passada, o PMDB não tinha nenhum candidato em Aparecida de Goiânia. Iris tinha dificuldade de alcançar os eleitores que votavam em Goiânia e moravam em Aparecida. Hoje, Iris tem Maguito Vilela na cidade vizinha, candidato que lidera as pesquisas com folga. </P>
<P>A chapa de vereadores do PMDB em 2004 era risível, mais fraca do que a de muitos partidos nanicos - tanto que só elegeu dois nomes: Abdiel e Paulo Cézar Martins. Em outubro, a chapa de vereadores do PMDB deve eleger, no mínimo, cinco nomes.&nbsp;&nbsp; </P>
<P>Tudo isso expõe paradoxos: </P>
<P>1) Quanto mais Iris se fortalece, mais a base do governador se fragmenta; </P>
<P>2) Quanto mais o PMDB fica forte em Aparecida, mais os aliados se desentendem; </P>
<P>3) Quanto mais Iris antecipa a campanha eleitoral, mais os aliados a adiam; </P>
<P>4) Quanto mais a vitória de Iris se torna fácil, menos os adversários o criticam.</P>
<P>Em resumo: dez anos depois da derrota de 1998, Iris consegue retomar o espaço perdido no imaginário do eleitor. </P>
<P>E justamente com a ajuda de quem menos se esperava: dos adversários que o derrotaram em 1998. Será que eles (os adversários de Iris) se dão conta disso? E qual resposta a essa pergunta seria pior? Sim ou não?</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=766]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-07 17:55:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Band-aid para tratar fratura exposta]]></title>
<description><![CDATA[<P>Quero chamar atenção para&nbsp;um detalhado estudo sobre a questão da construção do viaduto da T-63 com a avenida 85. A dica é do blogueiro Marcus Fidélis.</P>
<P>Vamos aos links:</P>
<P><STRONG>1)</STRONG> Histórico do Projeto do Viaduto e Trincheira na Praça do Chafariz até o protocolo da representação no MP - <A href="http://docs.google.com/Doc?docid=dg9wqmjt_3d3kg7qc9&amp;hl=en">Clique aqui</A>.</P>
<P><STRONG>2)</STRONG> Histórico após o protocolo da representação - <A href="http://docs.google.com/View?docid=dg9wqmjt_4rx3v2gdr">Clique aqui</A>.</P>
<P><STRONG>3)</STRONG> Pasta com documentos: representação, anexos, abertura do inquérito pelo MP, recomendações do MP ao Dermu/Compav, SMO e ata da audiência realizada no MP em 16 de maio - <A href="http://www.4shared.com/dir/6721456/33a9e2a8/representao_viaduto.html">Clique aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=764]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-03 19:42:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O tom do blog]]></title>
<description><![CDATA[<P>Alguns leitores reclamam que o tom deste blog está "elevado" contra Iris Rezende. </P>
<P>O tom já esteve "elevado" contra Marconi Perillo, contra Demóstenes Torres, contra Alcides Rodrigues, contra Pedro Wilson e contra outros políticos. Então, Iris não é o único escolhido. </P>
<P>Quando Iris foi elogiado, ninguém reclamou. Quando o tom foi elevado contra os outros, ninguém abriu a boca.</P>
<P>Resumo: Iris voltou mesmo a ser o que era nos anos 80. Unanimidade. Atacá-lo é, de novo, blasfêmia. </P>
<P>A gestão Iris é, sim, amadora. É centralizadora e autoritária. É só enumerar suas práticas políticas (todas narcisistas) e analisar uma a uma. <A href="http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=539">Aqui já se falou sobre isso</A>: ele é tão coronel quanto Marconi Perillo.</P>
<P>Quanto ao amadorismo, Pedro Wilson e Nion também eram tão amadores quanto Iris. O amadorismo de Nion era tanto que fez aquela aberração chamada avenida Cora Coralina, que mais parece pista de automobilismo. </P>
<P>Pedro Wilson, então, nem se fala. Até a nomeação dos secretários, em sua posse, foi amadora. O pior de Pedro, no entanto, foi sua omissão. Ele não tomou decisões em questões cruciais para a cidade.</P>
<P>Voltando ao atual prefeito, em vez de resolver o problema do trânsito, Iris o piora. Depois da trincheira da Praça do Ratinho, leva adiante uma obra pra lá de questionável no cruzamento da 85 com a T-63, sem o planejamento necessário.</P>
<P>Iris racha praças no meio (igual Nion fazia), levando a cidade a ser cada vez mais feita para carros - e não para pedestres. </P>
<P>O urbanismo hoje - no mundo todo - condena viadutos (Paulo Maluf arrebentou São Paulo com eles) e manda priorizar o transporte público e os pedestres. </P>
<P>Iris só faz maquiagem no transporte público e leva adiante seu projeto de encher a cidade de viadutos e trincheiras. As calçadas estão cada vez mais estreitas e, as ruas, cada vez mais largas.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=762]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-03 17:56:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sua excelência, o fato]]></title>
<description><![CDATA[<P><EM>Por Fleurymar de Souza</EM> </P>
<P>Quem sabe a hora certa do veredicto é quem manda. Quem manda é ele. Quem tem autonomia de vôo e tem responsabilidade ímpar no processo é ele. Ocorre que, sua excelência, o fato, está conclamando a imediata intervenção. </P>
<P>O quase consenso em torno da hipotética candidatura de Demóstenes Torres à Prefeitura vai se impondo. O governador Alcides Rodrigues está vendo o tempo se esvair.</P>
<P>Bater o martelo por um corifeu do DEM é o mesmo que dizer ao presidente Lula que dispensa seu apoio, financeiro principalmente. Definir-se pela candidatura do PP é pedir aos militantes do PSDB para cruzarem os braços, facilitando o trabalho de Íris na campanha.</P>
<P>Optar por Barbosa Neto é se atirar no escuro. Barbosa tem perspectiva política a médio e longo prazos, por isso faz do pragmatismo sua mais notória marca de militante independente. </P>
<P>Não é preciso lembrar que eleição municipal é prenúncio de bons trampolins para as acomodações das disputas de 2010.</P>
<P>Ter em mãos o segundo maior orçamento do Estado é garantia de extraordinário cacife para o jogo das composições em eleições majoritárias. E elas estão chegando. </P>
<P>Traduzindo: o governador tem um descomunal abacaxi nas mãos. Não vai poder segurá-lo por muito tempo. Até pelo seu excepcional peso.</P>
<P>Leia mais <A href="http://www.fleurymar.blogspot.com">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=765]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-03 17:25:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Demóstenes Torres não é fator de união. Na base aliada, ninguém é]]></title>
<description><![CDATA[<P><EM>Por Vassil Oliveira</EM></P>
<P>O maior adversário do senador Demóstenes Torres (DEM), caso saia candidato a prefeito de Goiânia, será inicialmente a própria aliança que o lançará, e não o prefeito Iris Rezende (PMDB).</P>
<P>Demóstenes faz o que se espera em uma articulação do tipo: aceita entrar no jogo, mas exige garantias, que, ao que parece, estão sendo dadas.</P>
<P>Mesmo assim, ele mostra reservas, que é uma espécie de segundo passo, para assegurar o acordo que por ventura por fechado para sua candidatura.</P>
<P>O problema na base aliada é que ninguém hoje é confiável para ninguém.</P>
<P>O que quer dizer que Demóstenes, que mostra desconfiança estratégica, também não é confiável para quem quer que seja, marconistas ou alcidistas.</P>
<P>Ele não é unanimidade, e, não sendo, está longe de ser fator de unidade.</P>
<P>Em bom goianês: Demóstenes não junta tanto quanto se espera que ele vá juntar.</P>
<P>Nem no amor, nem na dor.</P>
<P>Por isso corre o risco de ser lançado como candidato para salvar a base, mas não levar apoio conjunto de todos os aliados.</P>
<P>Como candidato, eis o tamanho da costura que ele terá pela frente logo de saída.</P>
<P>Leia mais no blog do Vassil <A href="http://www.vassil.com.br/">clicando aqui</A>.&nbsp;</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=763]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-03 17:22:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Problema de drenagem pode comprometer obra de viaduto]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Prefeito Iris Rezende mandou obra começar sem discussão prévia e sem apresentação de estudos transparentes de impacto ambiental </STRONG></P>
<P><STRONG>Existência de lençol freático obriga Secretaria de Obras a alterar projeto para dar vazão à àgua. Idéia é fazer escoamento para o Vaca Brava. Mas especialistas condenam</STRONG></P>
<P><STRONG>Relatório que embasa denúncia alerta para a possibilidade de desmoronamento na região</STRONG><BR><EM><BR></EM><EM>Carla Borges<BR>Em O Popular</EM></P>
<P>Problemas com a drenagem da água das chuvas e o lençol freático superficial, que pode aflorar com as escavações para a construção da trincheira na Praça do Chafariz, no cruzamento das Avenidas 85 e T-63, no Setor Bueno, em Goiânia, podem comprometer o cronograma de execução da obra, fixado inicialmente em cinco meses, encarecer o projeto, orçado em R$ 18 milhões, ou até inviabilizar sua construção da forma planejada. A questão foi levantada em uma denúncia recebida pela Câmara Municipal, à qual O POPULAR teve acesso. Os riscos são confirmados por especialistas ouvidos pela reportagem.</P>
<P>O relatório que embasou a denúncia - cujo denunciante foi mantido no anonimato pelos vereadores da Comissão Especial de Inquérito (CEI) que investiga irregularidades no funcionamento de escolas particulares e empreendimentos de grande impacto - mostra que a região já tem sérios problemas de drenagem e aponta a inviabilidade de escoamento desse grande volume de água para o Córrego Areião, em um ponto próximo à sede da Polícia Federal, e também para o Vaca Brava, porque ele está saturado com o volume já recebido.</P>
<P>Leia a matéria completa <A href="http://www.opopular.com.br/anteriores/03jun2008/cidades/1.htm">clicando aqui</A>.</P>
<P><STRONG>Observação minha: a matéria mostra o quanto o prefeito Iris Rezende é voluntarista e amador na gestão de Goiânia. Não há estudos prévios, não há planejamento. Tudo é feito no improviso. A falta de profissionalismo é de impressionar. Mais impressionante ainda é Iris ter a popularidade que tem. </STRONG></P>
<P><STRONG>E mais:&nbsp;enquanto o mundo inteiro derruba viadutos (porque eles são obras feitas para carros - e não para pedestres), nós estamos erguendo o segundo em menos de um ano.&nbsp;Goiânia está&nbsp;na contramão do mundo.</STRONG></P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=760]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-03 05:18:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Não, Iris, a qualquer preço não!]]></title>
<description><![CDATA[<P></P>
<P><EM>Por Afonso Lopes</EM></P>
<P>Estou assustado.</P>
<P>Muito assustado.</P>
<P>Consta que a Secretaria da Fiscalização virou moeda de troca, Trocado, mesmo, nota de mil réis, que nem circula mais.</P>
<P>Sai um equivocado, entra um outro. O partido é mantido no feudo. O PRTB é quem manda no pedaço.</P>
<P>Assim, definitivamente, não. </P>
<P>Sabe por quê, Iris, porque se joga fora a dignidade da sua administração. Na lata do lixo.</P>
<P>Publicamente, digo que repensarei meu voto. Se você, Iris, é refém político de um partido pequeno como esse, que é o PRTB, ao ponto de lhe conceder um feudo dentro da Prefeitura de Goiânia, então, tenho mais é que pensar em outro candidato. Qualquer outro.</P>
<P>Não fique assustado e nem pense que meu voto vai te derrotar. Só não me peça a conivência do meu voto. Não assim. Não com esse propósito.</P>
<P>É claro que eu, pouco mais que tantos outros - e como já velho analista político que sou – sei das necessidades imperiosas das múltiplas alianças políticas. Mas não nesse sentido. Não a esse ponto.</P>
<P>Devolver a Secretaria a um partido que não a dignificou é se expor.</P>
<P>Isso é perder a autoridade. Ou ser prepotente ao lidar com ela.</P>
<P>Pode não ser o fim, mas é o princípio.</P>
<P>Leia mais no blog de Afonso Lopes <A href="http://afonsolopes.blog.uol.com.br">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=761]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-03 05:06:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Goiás infame]]></title>
<description><![CDATA[<STRONG></STRONG>
<P><EM>Por Juca Kfouri</EM></P>
<P>O que o Goiás fez com Romerito, e com o Sport, está abaixo da crítica.</P>
<P>Não permitir que ele fique mais 10 dias no clube pernambucano para disputar a decisão da Copa do Brasil é inqualificável.</P>
<P>Porque revela nenhuma solidariedade com um clube que luta a mesma luta que o Goiás luta.</P>
<P>E porque&nbsp;deixa um profissional seu tão insatisfeito que certamente não terá boa seqüência em Goiânia.</P>
<P>Se o Goiás cair haverá frevo rubro-negro no Recife.</P>
<P>E com razão.</P>
<P>Leia mais <A href="http://blogdojuca.blog.uol.com.br/index.html">aqui</A> no blog de Juca Kfouri</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=759]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-02 02:39:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Maguito só perde se errar muito]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Se eleição fosse hoje, peemedebista venceria com larga vantagem, sem necessidade de segundo turno, eleição em Aparecida de Goiânia</STRONG></P>
<P>Em 2002 e 2006 Maguito Vilela (PMDB) começou a campanha para governador na liderança de todas as pesquisas. No fim, acabou perdendo a disputa de 2002 para o tucano Marconi Perillo (sem segundo turno) e de 2006 para o pepista Alcides Rodrigues (no segundo turno). </P>
<P>Agora, em Aparecida de Goiânia, novamente o peemedebista é líder absoluto na primeira pesquisa Tribuna do Planalto/ Rádio 730/Grupom sobre a sucessão na cidade. Vai muito bem no levantamento espontâneo, dá goleada na estimulada e fará campanha contra um prefeito que tem rejeição altíssima. <BR><BR>Maguito só tem ondas a seu favor. Algumas delas:&nbsp;<BR>* Na pesquisa espontânea, Maguito tem 31,8% contra 4,7% do segundo colocado, que é o candidato à reeleição José Macedo (PR). Ou seja: seu nome já está bem consolidado no imaginário do eleitor aparecidense;</P>
<P>* No cenário da pesquisa estimulada que tem oito candidatos (desses oito, pelo menos quatro não devem ser candidatos), Maguito tem 53,2% das intenções de voto contra 10,7% do segundo colocado, o vice-governador Ademir Menezes (PR);</P>
<P>* A rejeição do principal adversário é altíssima. 39,8% dos eleitores dizem que jamais votariam em José Macedo;</P>
<P>* O grupo político do vice-governador Ademir Menezes vive sua maior crise; </P>
<P>* Maguito já provou que tem votos na cidade, tanto que foi campeão de votos em Aparecida nos dois turnos da eleição passada para governador.</P>
<P>Além desses fatores, Maguito também não deve contar com nenhum fator-surpresa. A julgar pelos pré-candidatos já lançados, todos são bem conhecidos na cidade. </P>
<P>Ademir, Macedo e Ozair José estão bastante firmes na memória do eleitor. Ademir já foi prefeito, Macedo é o atual prefeito e Ozair já disputou várias eleições na cidade. Ou seja: se esses nomes têm índices baixos na pesquisa, a razão é a rejeição alta de cada um - e não o fato de serem desconhecidos. </P>
<P>O grupo político de Ademir Menezes também não dá sinais de que quer sair da crise. </P>
<P>A desunião no grupo só aumentou com a impopularidade de José Macedo. Marlúcio Pereira não fala mais a mesma língua do prefeito e o PSDB não ajuda em nada, apenas ameaça lançar Daniel Goulart, nome que, por sinal, é sempre laterna nos cenários pesquisados. </P>
<P>A maior prova de que o eleitor aparecidense está enfadado com o grupo de Ademir Menezes é o cenário da pesquisa em que Maguito não é colocado como candidato. Nesse cenário, espantosos 39,1% não votariam em ninguém, sem contar os 5% que rejeitam todos. </P>
<P>O candidato líder nas pesquisas seria Ozair José, com 20,9% dos votos. Ou seja: nem assim o grupo de Ademir Menezes assumiria a dianteira.<BR><BR>A situação de Macedo é tão crítica que 67,2% têm uma visão negativa dele, enquanto só 32,8% têm uma visão positiva. A pesquisa Grupom mostra também que 43,5% se sentem decepcionados com o atual prefeito e apenas 24,4% o aprovam. Em situações assim, manuais de marketing político sempre recomendam que o prefeito não seja candidato à reeleição, até para não ter de encerrar a carreira prematuramente.<BR><BR>Macedo (e todos os outros candidatos) perdem para Maguito em qualquer fatia do eleitorado, seja ele homem, mulher, jovem, velho, muito ou pouco escolarizado, morador de qualquer região. Para o azar de Macedo, a rejeição de Maguito é&nbsp;a menor de todas: só 10,2% dos eleitores dizem que nunca votariam nele. <BR><BR>Se a eleição fosse hoje, a pesquisa Grupom aponta que, em qualquer cenário estimulado, Maguito seria eleito com folga - sempre sem necessidade do segundo turno. </P>
<P>Nos cenários projetados de segundo turno, Maguito teria no mínimo 53 pontos porcentuais de frente para o segundo colocado. No caso de Macedo ir para um eventual segundo turno contra Maguito, a diferença seria de 56,2 pontos porcentuais a favor do peemedebista.</P>
<P>A liderança de Maguito é tão folgada que é possível projetar que, se ele errar bastante, ainda assim deve ser eleito prefeito de Aparecida. </P>
<P>Só deve perder a eleição se cometer erros gravíssimos, um atrás do outro. É uma situação semelhante a de Iris Rezende (PMDB), que tenta a reeleição em Goiânia.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=756]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-06-01 03:40:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Rubens Otoni candidatíssimo]]></title>
<description><![CDATA[<P>O deputado federal Rubens Otoni (PT) diz que não quer, mas está maluco para disputar a prefeitura de Anápolis mais uma vez.</P>
<P>Até segunda ordem ele está, portanto, candidato. </P>
<P>Seu projeto vai além de Anápolis. </P>
<P>Sendo eleito prefeito, torna-se a liderança principal do PT no Estado, enterrando de vez Pedro Wilson e Marina Sant'Anna. </P>
<P>Sendo a liderança principal no Estado, pode até ser candidato a governador em 2010 - ou ser peça decisiva numa candidatura de Henrique Meirelles.</P>
<P>E se perder a eleição de Anápolis&nbsp;mais uma vez? Não estará perdendo nada. Continuará forte no imaginário do eleitor anapolino e seguirá com seu mandato de deputado federal.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=757]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-31 21:54:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Demóstenes aberto ao diálogo]]></title>
<description><![CDATA[<P><EM>Por Afonso Lopes</EM></P>
<P>O senador Demóstenes Torres balança.</P>
<P>Como o desespero para encontrar um candidato pela base aliada é grande, Demóstenes sente que as atenções estão se voltando para ele.</P>
<P>Até porque todos os demais (Barbosa Neto, Sandes Júnior e Raquel Teixeira) foram derrotados por Iris antes mesmo da campanha começar.</P>
<P>Os caciques acreditam agora que somente Demóstenes poderá dar algum aperto para Iris.</P>
<P>Ah, sim, o senador não está doido de vontade de disputar a eleição. Então, sua lista de exigências não será pequena.</P>
<P>Leia mais no novo&nbsp;blog de Afonso Lopes <A href="http://afonsolopes.blog.uol.com.br/">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=758]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-31 21:01:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pedro deixa de ser pedra anti-PMDB]]></title>
<description><![CDATA[<P><EM>Por Vassil Oliveira</EM></P>
<P>Domingo o PT deve escolher o vice de Iris Rezende (PMDB). O nome mais forte continua sendo o de Paulo Garcia. </P>
<P>Na semana passada, um bom indicativo para a ala pró-Iris: o deputado federal Pedro Wilson, resistente à aliança, participou de audiência pública do PMDB no Jardim Nova Esperança. Lá, discursou, riu e ouviu um gaiato pedindo-lhe para ser vice de Iris (apenas sorriu). Tudo ao lado da deputada federal Iris Araújo e do secretário irista Thiago Peixoto. </P>
<P>Pedro só foi embora no final do evento, coisa que normalmente não faz. Do PT, com ele, estava o pró-irista vereador Carlos Soares, que aplaudiu tudo em respeitoso silêncio.</P>
<P>Leia&nbsp;a coluna inteira de Vassil <A href="http://www.tribunadoplanalto.com.br/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=5614&amp;mode=thread&amp;order=0&amp;thold=0">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=755]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-31 17:44:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O prêmio ridículo de Iris]]></title>
<description><![CDATA[<P>O prêmio que o prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), foi receber é, no mínimo, questionável.</P>
<P>Goiânia campeã em qualidade de vida? Que critérios foram usados?</P>
<P>Como pode ser uma cidade campeã de qualidade de vida se estamos entre as cidades brasileiras líderes em casos de dengue?</P>
<P>E o trânsito infernal (inferno causado pela má-gestão da prefeitura e pelos motoristas)? </P>
<P>E o ar altamente pesado e&nbsp;poluído, também conseqüência do trânsito?</P>
<P>E o abandono do Centro de Goiânia?</P>
<P>E o transporte coletivo, que é seguramente um dos piores do Brasil, como inclusive atestam os usuários? E as filas nos hospitais, o sucateamento das escolas?</P>
<P>Sem contar o desrespeito aos direitos humanos, a violência policial, os 18 casos de assassinatos e desaparecimentos atribuídos a policiais militares de Goiás nos últimos sete anos. Tudo isso denunciado à ONU.</P>
<P>Goiânia pode ter muitas qualidades, mas está longe de ser minimamente boa em qualidade de vida.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=754]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-30 00:45:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Boadyr deveria estar preso - e não morto]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Ex-prefeito da cidade de Goiás, Boadyr foi condenado por estupro continuado de sete crianças e por favorecer a prostituição de menores. </STRONG></P>
<P><STRONG>Seus crimes estão no mesmo patamar dos cometidos por&nbsp;Sílvia Calabresi e de quem matou Isabela Nardoni e João Hélio Fernandes.</STRONG></P>
<P><STRONG>Só não é candidato a prefeito novamente (com apoio de Alcides Rodrigues) porque morreu</STRONG> </P>
<P>O assassinato do ex-prefeito de Goiás Boadyr Veloso (PP) é lamentável.</P>
<P>Lamento o fim de sua vida porque ele deveria estar preso - e não morto. Preso pelos próximos 30 anos, como manda o código penal.</P>
<P>A gravidade dos crimes cometidos por Boadyr é imensurável. No mínimo, está no mesmo patamar de Sílvia Calabresi e de quem matou Isabela Nardoni e João Hélio Fernandes.</P>
<P>Só que Boadyr andou livremente pelas ruas até morrer. Não foram poucas as pessoas na cidade de Goiás que continuaram convidando-o para um café em suas casas.</P>
<P>O crime de Boadyr? Três anos antes de ser eleito prefeito, em 1997, Boadyr foi preso em flagrante com uma menor e uma mulher adulta num motel de Goiânia. </P>
<P>O prefeito se defendeu cinicamente, dizendo "que estava no motel discutindo política". Boadyr foi condenado por estupro continuado (de sete crianças) e por favorecer a prostituição de menores. </P>
<P>Como o arcaico Código Penal brasileiro diz que o processo é extinto se a menor vítima de abuso se casar e não entrar na justiça, Boadyr não foi preso. </P>
<P>Detalhe: as sete menores que foram vítimas de Boadyr se casaram em 48 horas e - coincidentemente - no mesmo cartório. </P>
<P>Boadyr se safou. Infelizmente morreu. Deveria, repito, estar preso.</P>
<P>O governador Alcides Rodrigues e seu secretário Roberto Balestra, ambos do PP, estavam articulando a candidatura a prefeito de Boadyr na cidade de Goiás (este blog comentou o assunto&nbsp;em fevereiro&nbsp;- <A href="http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=678">clique aqui e releia</A>).</P>
<P>Mesmo dando total apoio para alguém condenado por estupro de menores, Alcides e Balestra também ficam impunes. E são dois dos homens mais poderosos do Estado. Só perdem para Jorcelino Braga.</P>
<P>Goiás é um Estado sério?</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=753]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-29 03:28:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Se lançar Sandes, Alcides ajuda Iris]]></title>
<description><![CDATA[<STRONG></STRONG>
<P>Uma certeza povoa a cabeça de alguns palacianos. A tese é polêmica, mas faz sentido. É assim: se o Palácio das Esmeraldas resolver apoiar a candidatura de Sandes Júnior (PP) à prefeitura de Goiânia, é porque o governador Alcides Rodrigues (PP) já fechou apoio branco a Iris Rezende (PMDB). <BR><BR>Afinal, Sandes é um dos poucos candidatos que, pode-se dizer, tem chances quase iguais a zero na eleição de Goiânia. </P>
<P>Em 2004, quando Iris era menos forte e o PT tinha candidato (Pedro Wilson), Sandes não passou de um terceiro lugar, só perdendo votos ao longo da campanha. E pior: ainda virou objeto de chacota. </P>
<P>Terminada a campanha, a única certeza para 2008 é que Sandes não conseguiria ser candidato outra vez.<BR><BR>É lógico que um fato novo - a favor de Sandes, claro - poderia mudar o cenário. </P>
<P>No entanto, nenhum fato - muito menos novo - ocorreu. </P>
<P>Se a pré-campanha de 2004 sempre colocou Sandes no páreo como um dos favoritos, a pré-campanha de agora simplesmente o ignora. </P>
<P>A candidatura dele, se confirmada, será apenas uma resposta protocolar do PP e do Palácio das Esmeraldas ao eleitorado e aos aliados.<BR><BR>Para quem considera um apoio indireto de Alcides a Iris uma obra de ficção, basta analisar as outras alternativas para o lançamento de uma candidatura deste tipo. </P>
<P>Vamos a elas: </P>
<P>1) Alcides lançaria Sandes porque é ingênuo e acredita piamente na vitória dele; </P>
<P>2) Alcides não está nem um pouco interessado na sucessão de Goiânia. <BR><BR>Apostar na ingenuidade de Alcides é, isso sim, uma ingenuidade. Ninguém vence uma eleição para governador sem um pouco de malícia. Então, hipótese descartada. </P>
<P>Já a idéia dele não estar interessado na eleição de Goiânia também não combina com o perfil de um político. Qual governador não gostaria de por um aliado na prefeitura de sua capital? Todos, provavelmente. </P>
<P>Daí que, se Alcides não se importa com a reeleição de Iris, é porque considera o peemedebista, no mínimo, um quase-aliado. <BR><BR>E por que não apoiar logo Iris? Lançando Sandes, Alcides fica bem com o PP, com seus aliados e sua base eleitoral. Afinal, um apoio direto a Iris seria polêmico e racharia os partidos aliados. </P>
<P>E mais: se apóia Iris declaradamente, Alcides estará dando corda para Marconi Perillo incendiar a base contra a aliança PP-PMDB. </P>
<P>Lançando um candidato - mesmo que seja para perder -, acaba por dar uma satisfação ao seu partido e aos aliados.</P>
<P>Se Alcides quisesse mesmo derrotar Iris Rezende, ele teria assumido as rédeas da coordenação da campanha ainda em 2007. Teria reunido os pré-candidatos no Palácio das Esmeraldas várias vezes e, no fim, encaminharia um consenso em torno de um nome. </P>
<P>Com o candidato indefinido até agora (faltando menos de dois meses para o início da campanha), qualquer nome escolhido terá chances menores do que se fosse escolhido ano passado. </P>
<P>Iris, o suposto adversário, não é qualquer um. Está com a maior popularidade de um prefeito em Goiânia desde a redemocratização. Não é, portanto, Sandes Júnior (que seria escolhido a poucos dias do início da campanha) que provocaria uma reviravolta no cenário. <BR><BR>Por fim, uma triste constatação. O fato de Alcides não ter encaminhado o processo eleitoral de Goiânia mostra o quão frágil é o jeito de se fazer política no Estado. </P>
<P>Afinal, mesmo sem Alcides, a base (ou o que sobrou dela) poderia ter se reunido e tocado o processo. Nada disso aconteceu. </P>
<P>A política goiana é recheada de gente acostumada a receber tudo de cima pra baixo, a seguir ordens, a falar amém para o governador. </P>
<P>Historicamente, em Goiás, o governador sempre dita o ritmo e rumo do processo eleitoral. Como não houve (e não há) ordens superiores, o processo eleitoral só existe, por ora,&nbsp;no PMDB. Para o resto, não há nem idéia de quando vai começar.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=752]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-24 19:01:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Frei Valdair é o fantasma de Otoni]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Em Anápolis, situação de&nbsp;Rubens Otoni (PT) é boa, mas candidato do PTB assusta</STRONG></P>
<P>Em princípio, o cenário da eleição de Anápolis em 2008 parece ser semelhante ao das duas eleições anteriores, quando Rubens Otoni (PT) saiu na frente nas pesquisas e lutou, durante a campanha, contra o anti-petismo de Anápolis. Em 2004, Pedro Sahium (PSB) acabou sendo reeleito. Em 2000, foi Ernani de Paula (então no PPS) que venceu. Nas duas eleições, Onaide Santillo (PMDB) largou bem, mas foi perdendo fôlego ao longo da campanha.<BR><BR>De fato há semelhanças, mas há também diferenças significativas. </P>
<P>No campo das semelhanças, quem pode ser o Ernani (ou o Pedro Sahium) da vez é Frei Valdair (PTB). Sua candidatura aparece bem na primeira pesquisa Grupom sobre a sucessão em Anápolis, divulgada nesta edição da Tribuna do Planalto. </P>
<P>Em um cenário estimulado com 13 candidatos, figura em segundo lugar, com 19,4%, em empate com Onaide Santillo (PMDB), que tem 19,2%. O líder é Rubens Otoni, com 23,4%. <BR><BR>Frei Valdair, o mais provável anti-Otoni da vez, não é bem uma novidade. Quatro anos atrás, quando foi candidato pelo PFL (hoje DEM), quase tirou Rubens Otoni do segundo turno. </P>
<P>Crescendo bastante na última semana, ele obteve 21% dos votos, apenas 5 pontos porcentuais a menos que o petista. <BR><BR>Agora, em 2008, o grande ponto forte de Frei Valdair é ser pouco rejeitado. </P>
<P>Como o PMDB não deve lançar Onaide para indicar o vice de Otoni (mesmo que isso não aconteça, Onaide não costuma mesmo ter fôlego para crescer), o único candidato forte que sobra para enfrentar Otoni é o petebista. </P>
<P>No cenário em que Onaide não é candidata, Rubens Otoni vai a 34,3%, enquanto Frei Valdair sobe para 27,6%. O candidato mais próximo dos dois é Ridoval Chiareloto (PSDB), com 9% das intenções de voto. </P>
<P><STRONG>Anti-petismo?</STRONG><BR>Apesar de já ter perdido a eleição em Anápolis por três vezes, a situação de Otoni nunca esteve tão boa. </P>
<P>É verdade que Anápolis sempre teve um sentimento anti-PT muito forte. </P>
<P>Tanto que, em 2002 e 2006, a cidade foi uma das poucas de Goiás que em que José Serra (2002) e Geraldo Alckmin (2006) derrotaram Lula no primeiro e segundo turnos. </P>
<P>Agora, a situação é um pouco diferente. Na mesma pesquisa Grupom, 64,9% dos anapolinos aprovam o presidente Lula, sendo que 50,2% dos eleitores consideram sua administração "boa", enquanto apenas 10% acham "péssima" e 9% classificam como "ruim".</P>
<P>Otoni também pode contar com uma situação inédita: o apoio do PMDB. Bem ou mal, é um partido que vai agregar mais peso à sua campanha. </P>
<P>Enquanto ele terá o PT e o PMDB ao seu lado, Frei Valdair tem por enquanto apenas o PTB, partido de pouca estrutura na cidade. <BR><BR>A chance de Valdair ganhar estrutura é conseguir o apoio de PSDB ou PP. Principalmente o PP, partido do governador Alcides Rodrigues. </P>
<P>A pesquisa Grupom traz um dado bastante relevante: 62,4% dos eleitores dizem que "um prefeito do mesmo grupo político do governador é o melhor para Anápolis". Sem precipitações, esse número mostra duas tendências: </P>
<P>1) O eleitor anapolino é mesmo pró-governador, seja ele qual for, diferentemente de outras cidades do Estado; </P>
<P>2) O eleitor de Anápolis está cansado de prefeitos que entram em "guerra" com o governo do Estado, como foi o caso de Ernani de Paula e, um pouco menos, de Pedro Sahium. <BR><BR>A eleição de Anápolis, como sempre, se mostra indefinida. </P>
<P>O PMDB terá de mostrar que consegue domar Onaide e Frederico Jayme. </P>
<P>No PT, o desafio é não deixar Otoni morrer na praia novamente, como sempre aconteceu. </P>
<P>Frei Valdair terá de se preocupar em ganhar estrutura, para não perder fôlego ao longo da campanha eleitoral. </P>
<P>Já Ridoval Chiareloto precisa, antes de mais nada, do engajamento de seu partido. Apesar de o senador Marconi Perillo ser popular em Anápolis, essa popularidade ainda está longe de ser transferida para Chiareloto.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=751]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-24 10:57:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Os pré-julgadores]]></title>
<description><![CDATA[<P>No texto desse blog que reproduz a matéria da revista Época, o leitor do blog Aparecido de Carvalho deixou o seguinte comentário:<BR><EM>"Os pré-julgadores do senador Marconi Perillo devem ser gênios jurídicos, para condenarem-no antes mesmo de o Poder Judiciário se manifestar de forma oficial e definitiva. Professores universitários de Direito e juristas isentos, são muito claros ao dizer que não há nenhum crime na conduta do senador Marconi, mas uma tentativa de usar uma investigação e denúncia, como prova de crime que, provavelmente, não será aceita pelo Supremo Tribunal Federal. Resumo da ópera: antes de alguns asnos soltarem seus urros publicamente, é necessário que tenham o mínimo de conhecimento do assunto, para não acharem apenas seus iguais para roçar-lhes a pele."</EM></P>
<P>A pergunta (minha): quem é que já pré-julgou o senador Marconi Perillo? </P>
<P>Que eu tenha visto, ninguém, principalmente na imprensa goiana. </P>
<P>Ao contrário: Marconi anda tendo (com justiça) muito espaço para se defender.</P>
<P>Mas não dá - não dá mesmo - para esconder uma denúncia feita pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza.&nbsp; </P>
<P>E o que não dá também é ver Marconi Perillo dizendo-se perseguido pelo governo federal por ter convocado a ministra Dilma Roussef. </P>
<P>Até porque as gravações telefônicas até agora reveladas pela Polícia Federal são de 2006, quando nem havia denúncias contra a Dilma. E Marconi nem era ainda senador...</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=750]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-21 01:00:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Psol vai denunciar Marconi Perillo ao Conselho de Ética do Senado]]></title>
<description><![CDATA[<DIV align=left><STRONG>Assessoria do senador, acusado de tráfico de influência, diz que ele apenas "defendia uma causa pública” e que, se necessário, faria tudo de novo</STRONG></DIV>
<P align=left>Eduardo Militão<BR><A href="http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=22372">Do Congresso em Foco</A></P>
<P align=left>O Psol vai fazer mais uma representação contra um parlamentar nos próximos dias. O partido vai denunciar o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) ao Conselho de Ética do Senado por conta dos grampos telefônicos em que ele é flagrado pedindo para uma desembargadora negar liminar que contrariava os interesses de um município controlado por seu aliado. A liminar foi negada pela magistrada, conforme pediu o tucano.</P>
<P align=left>O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) justifica por que sua legenda vai representar contra Marconi Perillo e contra o deputado Paulinho da Força (PDT-SP), citado em grampos da Operação Santa Tereza, da Polícia Federal. “São situações muito graves e o partido tem a obrigação de fazer as representações”, afirmou ele ao Congresso em Foco, na noite de ontem (dia 19).</P>
<P align=left>Chico diz que o partido pretende ingressar com a denúncia contra o tucano amanhã (dia 21), juntamente com a denúncia contra Paulinho, mas admite deixar a representação para a semana que vem para embasar melhor a acusação. “Estamos recebendo documentos do Ministério Público sobre o caso dele. A nossa assessoria jurídica está estudando”, afirmou. </P>
<P align=left>O presidente do Conselho de Ética do Senado, senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO), não foi localizado pela reportagem, mas seus auxiliares disseram que a pauta do colegiado está livre. “Há apenas documentos, outros expedientes, denúncias anônimas”, comentaram.</P>
<P align=left><STRONG>Prefeito aliado<BR></STRONG>Segundo transcrições de um grampo telefônico feito pela PF e transcrito pela revista <EM>Época</EM>, Perillo telefonou, em dezembro de 2006, para a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco. Ele avisa que uma ação contra a prefeitura de Itumbiara, dirigida pelo aliado político José Gomes da Rocha, tinha sido distribuída para o gabinete da magistrada. Antes de explicar, ele é interrompido pela desembargadora, que ontem (dia 19) assumiu o cargo de presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás.</P>
<P align=left>“O problema é o seguinte, o interesse é conceder ou negar a liminar? Contra, né?”, questiona Beatriz. “Negar. Negar”, responde Perillo, segundo a transcrição dos diálogos. </P>
<P align=left>A liminar contra o município foi rejeitada depois da conversa. Em jogo, estava uma partilha de impostos que garantiria a Itumbiara uma receita extra de R$ 30 milhões, segundo Época. A Procuradoria Geral da República (PGR) pediu a abertura de inquérito sobre o caso.</P>
<P align=left><STRONG>Só manchetes<BR></STRONG>A assessoria do senador goiano desqualificou a futura representação do partido de Chico Alencar: “O Psol vive dessas denúncias, que rendem notícias e manchetes, mas não prosperam”. Os auxiliares do tucano lembram que os fatos aconteceram antes de o parlamentar assumir seu mandato, o que impediria o Conselho de apurar os fatos. </P>
<P align=left>Os assessores do senador argumentam que a conversa não registra nada de antiético ou de ilegal, como um suposto tráfico de influência. “O senador não pediu para favorecer uma pessoa, mas uma cidade de 70 mil habitantes. Ele estava defendendo uma causa pública. Ele fez isso e vai continuar fazendo.”</P>
<P align=left>A assessoria de Perillo diz que ele não pode ser acusado de tráfico de influência porque a lei diz que isso significa obter vantagens valendo-se dos cargos ocupados. A conversa ocorreu em dezembro de 2006, dois meses depois de ele ter sido eleito senador e quando já estava fora do governo de Goiás. “O Marconi Perillo era um 'ninguém'”, afirmou a assessoria. </P>
<P align=left><A href="http://congressoemfoco.ig.com.br/Noticia.aspx?id=22372">Clique aqui</A> e veja mais no sítio do Congresso em Foco na web</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=749]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-20 22:57:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pingo é letra]]></title>
<description><![CDATA[<P>A direção regional do PSDB de Goiás divulgou nota hoje em que diz que são “corriqueiros” telefonemas do senador Marconi Perillo (desde quando era governador) para a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, sempre fazendo pedidos.</P>
<P>A nota era para apoiar Marconi Perillo, claro, mas acaba provando que as relações entre ambos foram pouco republicanas.</P>
<P>Mas, ao chamar de "corriqueiros", a nota também tem a função de ser uma espécie de "habeas corpus preventivo" contra novas gravações que podem aparecer. </P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=748]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-19 23:01:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Novas gravações comprometem Marconi]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Procurador-Geral da República investiga se houve tráfico de influência em conversa telefônica entre Marconi Perillo e desembargadora que assume TRE de Goiás. Conversa foi&nbsp;gravada pela Polícia Federal. ÉPOCA teve acesso exclusivo à transcrição do diálogo</STRONG></P>
<P>MATHEUS LEITÃO E RODRIGO RANGEL<BR>Da Revista Época</P>
<P>Semana passada, ÉPOCA trouxe a público uma denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, contra o senador Marconi Perillo (PSDB) e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP). Num processo que corre em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal, o procurador denunciou a dupla goiana pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, caixa dois, exploração da máquina pública na campanha e uso de notas frias e laranjas para fraudar a prestação de contas na eleição de 2006. </P>
<P>Agora, ÉPOCA revela com exclusividade que há mais do que isso na investigação que embasou a peça acusatória. Dentre os documentos enviados ao Ministério Público pela Polícia Federal, há novas gravações telefônicas com potencial de enredar o senador tucano em outros processos. Uma delas, em especial, levou o procurador-geral a pedir abertura de novo inquérito contra Perillo, pelo crime de tráfico de influência. Trata-se de um comprometedor diálogo com a desembargadora Beatriz Figueiredo Franco, do Tribunal de Justiça de Goiás, que nesta sexta-feira (16) assume a presidência do Tribunal Regional Eleitoral do estado e, a partir do posto, vai comandar as eleições goianas deste ano. </P>
<P>Na conversa, Marconi Perillo tenta conduzir uma decisão da desembargadora num processo envolvendo a prefeitura de Itumbiara, município do interior administrado por um aliado seu. A magistrada, escolhida desembargadora pelo próprio Perillo, demonstra presteza. "O interesse é conceder ou negar a liminar?", pergunta Beatriz. Ela se nega a ser tratada com deferência. "Que vossa excelência, o quê", diz. O diálogo foi gravado no final de dezembro de 2006. Marconi havia deixado o governo nove meses antes para se dedicar à campanha ao Senado. A seguir, a conversa: </P>
<P>"DESEMBARGADORA: Alô. <BR>MARCONI: DESEMBARGADORA tudo bem? <BR>MARCONI: Ohh, ta entrando hoje uma rescisória com pedido de liminar, contra a PREFEITURA DE ITUMBIARA. <BR>DESEMBARGADORA: Contra a prefeitura? <BR>MARCONI: É, então ta entrando, e parece que foi distribuído para Vossa Excelência. <BR>DESEMBARGADORA: Que Vossa Excelência o que? O problema é o seguinte, o interesse é conceder ou negar a liminar? Contra né? <BR>MARCONI: Negar. Negar. <BR>DESEMBARGADORA: O problema é que eu tô de férias em janeiro, se foi distribuído hoje, eu vou ligar para o assessor, pois eles estão trabalhando hoje e amanhã. <BR>MARCONI: Já foi distribuído. <BR>DESEMBARGADORA: Pois é, então pegar e negar, porque se não vai pro presidente <BR>MARCONI: A senhora quer anotar o número do processo. <BR>DESEMBARGADORA: Quero.Eu vou ser presidente dessa Câmara, a Segunda Seção Cívil. <BR>MARCONI: Já ta na mão da senhora, já ta distribuído. <BR>DESEMBARGADORA: Pois é, é da Segunda Seção Cível, ou é do Órgão Especial. <BR>MARCONI: Órgão Especial ou Seção Cível? (parece estar perguntando para outra pessoa) <BR>MARCONI: Seção Civil, viu. <BR>DESEMBARGADORA: Ah tá, é melhor, pois é, porque eu que vou ser presidente, mas como eu tô em festa de férias, aí fica sendo o DESEMBARGADOR FELIPE, e aí vai pra ele despachar então. <BR>MARCONI: A senhora tem que resolver hoje. <BR>DESEMBARGADORA: É melhor, é.<BR>MARCONI: A senhora quer anotar o número?" </P>
<P>A proximidade entre a desembargadora e o hoje senador Marconi Perillo vai além do fato dele tê-la nomeado para o cargo. Beatriz Figueiredo é casada com o padrinho de batismo de Perillo, Marcos Laveran, que também foi flagrado nas escutas telefônicas. Antes de passar o telefone para a desembargadora, o padrinho ouviu uma prévia do pedido. Laveran trabalhou como funcionário do gabinete da mulher até a resolução que pôs fim ao nepotismo nas repartições do Judiciário. Na transcrição, o nome dele foi reproduzido pelos agentes federais como Laverã. </P>
<P>"DR. MARCOS LAVERÃ: Tá na mão de quem? <BR>MARCONI: Tá na mão aí. <BR>DR MARCOS LAVERÃ: Oi? <BR>MARCONI: Ta na mão, ta na sua mão aí. Ta nas mãos da desembargadora. <BR>DR MARCOS LAVERÃ: Tá bom. <BR>MARCONI: Você quer anotar o número? <BR>DR MARCOS LAVERÃ: Quero, você quer falar direto com ela ou não? <BR>MARCONI: Ela ta aí perto do Sr? <BR>DR MARCOS LAVERÃ: Tá. <BR>MARCONI: Não eu prefiro... aé, eu falo com ela então. (parece estar meio contrariado) <BR>DR MARCOS LAVERÃ: Não, você que manda. <BR>MARCONI: Não, é porque eu não queria... bom, tudo bem eu falo. <BR>DR MARCOS LAVERÃ: Sabe o que que é? <BR>MARCONI: Ahhh. <BR>DR MARCOS LAVERÃ: Porque hoje não deve ter nada, por que ela vai viajar daqui a pouquinho. <BR>MARCONI: Foi distribuído hoje uma liminar para ela. <BR>DR MARCOS LAVERÃ: Não, então tem que conversar com ela aqui mesmo. <BR>MARCONI: Deixa eu falar com ela então <BR>DR MARCOS LAVERÃ: Por que ela vai viajar daqui a pouco. <BR>MARCONI: Ela vai para onde chefe? <BR>DR MARCOS LAVERÃ: Ela vai pra Aparecida. <BR>MARCONI: Ah então tá bom. </P>
<P>(...) conversa sem interesse para investigação </P>
<P>DR MARCOS LAVERÃ: Eu acho que é melhor conversar com ela agora, porque aí qualquer coisa que precisar ela passa pra mim, eu to aqui junto, aqui." </P>
<P>Itumbiara é um município de 86 mil habitantes localizado no sul de Goiás. A ação rescisória que motivou o pedido de Perillo à desembargadora faz parte de uma intensa guerra judicial travada por mais de 40 municípios goianos, entre eles a capital Goiânia, contra a Prefeitura de Itumbiara. O pano de fundo dessa briga é o rateio da parcela do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços, o ICMS, distribuído pelo estado aos municípios. Goiânia e as demais prefeituras, dentre as quais a de Montividiu, queriam reverter uma decisão anterior, do próprio Tribunal de Justiça, que havia aumentado o valor da parcela destinada a Itumbiara. </P>
<P>Desde o começo, a tramitação do processo foi turbulenta. Passou por outros gabinetes do tribunal, cujos titulares acabaram afastados do caso por razões processuais. No fim de dezembro de 2006, a ação foi finalmente redistribuída e caiu nas mãos da desembargadora Beatriz. Foi quando Perillo entrou em cena para pedir o "favor". O pedido foi atendido prontamente. Se passaram menos de 48 horas entre a ligação do senador e o despacho da magistrada. Em 28 de dezembro, antes de entrar de férias, ela negou a liminar. Exatamente como solicitou Marconi Perillo. </P>
<P>Não era uma decisão qualquer. Ao negar a liminar, a desembargadora abriu caminho para que Itumbiara continuasse a receber sua parcela extra no rateio do ICMS. Os valores ultrapassam R$ 30 milhões. Parte foi destinada a escritórios particulares de advocacia que defendiam os interesses da prefeitura. </P>
<P>O caso, a exemplo da denúncia revelada por ÉPOCA semana passada, está sob a mesa do ministro Ricardo Lewandowski, do STF. O grampo telefônico feito no telefone celular de Perillo, com autorização judicial, é parte da Operação Voto da Polícia Federal. O procurador-geral da República também pede que Marconi seja investigado por irregularidades na Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop). A suspeita surgiu, também, das gravações telefônicas feitas pela PF. A missão dos agentes era investigar denúncias de crimes eleitorais supostamente praticados pelo grupo político de Marconi. O tucano, após dois mandatos consecutivos de governador, era candidato ao Senado. E, para sucedê-lo, apoiava o seu vice, Alcides Rodrigues Filho. A alta popularidade de Marconi serviu não apenas para elegê-lo senador como para alçar o inexpressivo Alcides ao comando do estado. A eleição se deu sob inúmeras denúncias de uso da máquina pública em favor da dupla. </P>
<P>A conduta da desembargadora Beatriz Figueiredo também está sob análise do Ministério Público, que examina a possibilidade de pedir o afastamento imediato da magistrada. Procuradores também pretendem processá-la em Brasília perante o Conselho Nacional de Justiça, órgão criado para fazer o chamado controle externo do Poder Judiciário. Para ela, é uma inusitada inversão de papel. Até a cerimônia em que será empossada presidente do TRE de Goiás, nesta sexta, ela comanda a Corregedoria do tribunal. Lá, ironicamente, sua incumbência era justamente fiscalizar a conduta dos juízes eleitorais goianos. </P>
<P>Marconi Perillo não foi localizado para falar sobre o caso. Seu advogado, Antonio Carlos "Kakay" Almeida Castro, disse que o senador está em viagem à África. Castro afirmou que não há na conversa nada que caracterize tráfico de influência. "O senador não fez nada errado. Trata-se de um pedido legítimo feito por um homem público". </P>
<P>ÉPOCA também procurou a desembargadora Beatriz Figueiredo. Na quarta-feira, uma funcionária do gabinete informou que ela atenderia no dia seguinte. Nesta quinta-feira, porém, a mesma funcionária afirmou que magistrada não poderia atender "nem hoje nem amanhã". Marcos Laveran não foi localizado. </P>
<P>Perillo nomeou Beatriz Figueiredo como desembargadora no ano 2000, em vaga destinada a membros do Ministério Público (ela era procuradora de justiça até então). A relação próxima entre os dois, porém, não foi a única a chamar atenção dos agentes federais no curso da apuração. </P>
<P>A explicação para o empenho de Perillo em defesa dos interesses do município de Itumbiara está no tabuleiro da política goiana. Na mesma semana em que telefonou para a desembargadora, Perillo estava terminando de negociar uma aliança com o prefeito da cidade, José Gomes da Rocha. À época, Gomes era filiado ao PMDB, partido de alguns dos maiores rivais do senador tucano em Goiás. Perillo estava empenhado em levá-lo para um dos partidos que compunham seu arco de alianças. Em troca, conforme registraram os jornais locais à época, chegou a prometer ao prefeito a vaga de vice caso venha a concorrer novamente ao governo goiano em 2010. Agora, isso depende dele sobreviver politicamente a mais essa investigação.&nbsp;</P>
<P><A href="http://epoca.globo.com/edic/521/documento1.jpg">Clique aqui</A> e leia trechos da denúncia contra Marconi</P>
<P><A href="http://epoca.globo.com/edic/521/documento2.jpg">Clique aqui</A> e veja como a desembargadora Beatriz Figueiredo negou a liminar, conforme pedido de Perillo </P>
<P><A href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG83709-6009-521-1,00-NOVAS+GRAVACOES+COMPROMETEM+SENADOR+DE+GO.html">Clique aqui e veja a matéria</A>, que já está no sítio da revista Época na internet</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=747]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-15 20:10:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Perillo responderá ao 4º inquérito]]></title>
<description><![CDATA[<DIV id=c>
<P><STRONG>Ex-prefeito de Itapaci acusa&nbsp;Perillo de cobrar propina para liberar verbas</STRONG></P>
<P><STRONG>Perillo poderá ser denunciado por corrupção passiva, cuja pena máxima é de 12 anos de prisão</STRONG></P>
<P><STRONG>Em outro processo federal, revelado pela revista Época, senador também é acusado de formação de quadrilha, peculato, crime eleitoral, fraude contábil e ocultação de provas</STRONG></P>
<P>Felipe Recondo<BR>No Estadão de hoje</P></DIV>
<DIV></DIV>
<DIV>Um novo inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), aberto a pedido do Ministério Público na última quinta-feira, fechou uma semana repleta de problemas para o senador Marconi Perillo (PSDB-GO). Ele agora será investigado pela acusação de ter cobrado propina para ajudar na liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para a Prefeitura de Itapaci (GO).<BR><BR>O suposto envolvimento de Perillo data de 1996, quando ele era deputado federal. De acordo com depoimento prestado ao Ministério Público de Goiás, o ex-prefeito de Itapaci Francisco Agra Alencar disse que Perillo o chamou a Brasília e impôs, para que ajudasse a liberar recursos do FNDE, o pagamento de propina equivalente a 20% do valor reservado para a construção de uma escola no município.<BR><BR>O caso chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2004, mas por decisão dos ministros foi encaminhado ao Supremo, que só começou a examinar o tema no ano passado. </DIV>
<DIV>&nbsp;</DIV>
<DIV>Na quinta-feira, o Ministério Público pediu que um inquérito fosse aberto para investigar o assunto e determinou que o senador seja convidado para prestar depoimento e que o Banco Sudameris, onde a propina teria sido paga, investigue se algum pagamento foi feito em seu nome.<BR><BR>Caso haja indícios suficientes, já adiantou o Ministério Público, Perillo poderá ser denunciado por corrupção passiva, cuja pena máxima é de 12 anos de prisão.<BR><BR>Foi o último capítulo de uma semana que começou no depoimento da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Comissão de Infra-Estrutura do Senado, presidida por Perillo. O senador foi um dos artífices da estratégia que culminou na convocação de Dilma para tratar do dossiê com gastos do cartão corporativo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Viu o senador José Agripino (DEM-RN), numa pergunta desastrada sobre a tortura sofrida pela ministra durante a ditadura, levantar a bola para Dilma. <BR><BR>Depois, veio a público a denúncia de 16 páginas encaminhada pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, ao Supremo.<BR><BR>No documento, Marconi Perillo é acusado de formação de quadrilha, peculato, crime eleitoral, fraude contábil e ocultação de provas. <BR><BR>De acordo com o Ministério Público, durante a campanha de 2006, Perillo e Alcides Rodrigues (PP), atual governador de Goiás, teriam montado "um esquema de captação ilícita de recursos, utilização de notas fiscais frias, pagamento de despesas de campanha por meio de laranjas e outras fraudes eleitorais". Além disso, os dois teriam usado servidores públicos, em horário normal de expediente, como cabos eleitorais. <BR><BR>Além desses casos, há outros três inquéritos contra o senador em tramitação no Supremo. Nenhum deles está próximo de ser concluído.<BR><BR>Perillo ainda tem seis anos e meio de mandato a cumprir. </DIV>
<DIV>&nbsp;</DIV>
<DIV><A href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080511/not_imp170909,0.php">Clique aqui</A> e leia a matéria no sítio do Estadão na internet</DIV>
<SCRIPT>var keywords = "";</SCRIPT>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=746]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-12 11:42:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Iris repete maio de 68]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Popularidade de peemedebista é a mesma de&nbsp;40 anos atrás, quando&nbsp;foi prefeito de Goiânia pela primeira vez</STRONG></P>
<P>A popularidade de Iris Rezende é a maior prova de que o mítico maio de 68 não acabou. Exatos 40 anos atrás, Iris Rezende era prefeito de Goiânia e, mais do que isso, gozava de imensa popularidade. Era um dos prefeitos mais populares do País, como inclusive registrou a revista Realidade. </P>
<P>Além disso, era o candidato mais forte para a eleição para governador que ocorreria dois anos depois (em 1970). <BR><BR>Todos os dados acima, retirados de 1968, são reais e - coincidência histórica - repetem-se agora. A julgar pelos dados da pesquisa Grupom (publicada há duas semanas na Tribuna do Planalto) e agora da pesquisa Fortiori (na edição desta semana da Tribuna), o Iris de 2008 copia o Iris de 1968. </P>
<P>É altamente popular (71,6% de aprovação) e forte candidato na próxima eleição a governador. Alcançou popularidade principalmente com obras físicas (agora e também em 68), enfocando&nbsp;a pavimentação asfáltica. </P>
<P>Se Iris não mudou de 1968 para 2008, o goianiense parece também não ter mudado. </P>
<P>Os problemas que vê hoje na cidade são parecidos com aqueles vistos quarenta anos atrás. As obras físicas (e não tanto os serviços, como defende, por exemplo, Nion Albernaz – que era secretário das finanças de Iris em 1968) ainda seduzem o goianiense. </P>
<P>O voluntarismo, a intuição e o amadorismo ainda funcionam para determinar o sucesso de uma administração, pelo menos aos olhos do eleitor de Goiânia.<BR><BR>Os números mostram o massacre de Iris. Na pesquisa espontânea (que mostra a consolidação de candidaturas), Iris está quase 34 pontos à frente do segundo colocado. </P>
<P>Seu potencial de voto é superior a 70%, enquanto o segundo colocado (Demóstenes Torres, do DEM), só vai até 33,6%. </P>
<P>No cenário da pesquisa estimulada que tem nove candidatos, Iris tem 57,3% contra 12,4% de Demóstenes, novamente segundo colocado.</P>
<P>Iris também lidera em todas as clivagens. </P>
<P>Ganha em todas as escolaridades, em todas as idades (é muito forte entre os eleitores mais jovens, com mais de 56% das intenções de voto), nos dois sexos (embora esteja um pouco pior entre as mulheres), em todas as rendas (com pequena queda entre os mais ricos) e em todas as zonas eleitorais (na 147ª zona, quase alcança 70%). <BR><BR>Há algo que, hoje, impeça Iris de ser reeleito? No atual momento de pré-campanha, é difícil de visualizar. </P>
<P>Na campanha, no entanto, muita coisa sempre acontece. O único nome, hoje, que pode ameaçar Iris (na visão particular deste colunista) é Demóstenes Torres. Mesmo sem se apresentar como candidato, Demóstenes está consolidado na segunda posição, representando talvez o único nome&nbsp;anti-Iris da campanha. <BR><BR>Nos poucos momentos em que o massacre de Iris não é tão forte, quem se sobressai é o possível candidato do DEM. </P>
<P>Num cenário da pesquisa Fortiori com apenas três candidatos (Iris, Demóstenes e Martiniano Cavalcante), Demóstenes consegue atrair grande parte dos votos dos outros candidatos retirados do cenário. </P>
<P>Exemplo: na 1ª zona eleitoral, a diferença entre Iris e Demóstenes é de "apenas" 14 pontos porcentuais. </P>
<P>Entre eleitores com curso superior (em tese, os formadores de opinião), Demóstenes alcança 24,7% contra 62,4% de Iris. </P>
<P>O possível candidato do DEM ainda estaria, hoje, distante do sonho de uma vitória mas, se for anunciado candidato, deve crescer mais um pouco. Se tiver uma boa estrutura e um bom tempo de televisão (daí precisar de um partido como PP ou PSDB na aliança), pode crescer ainda mais.&nbsp;<BR><BR>Independente de&nbsp;Demóstenes&nbsp;ser ou não o&nbsp;nome ideal da oposição a Iris, o fato é que os demais candidatos vão de mal a pior. </P>
<P>Raquel Teixeira (PSDB) está mesmo líder em rejeição. Repetindo índices do Grupom, o Fortiori aponta que espantosos 30,7% dos eleitores não votariam nela. </P>
<P>Iris Rezende, por sua vez, é o menos rejeitado: apenas 9,3% dos eleitores pesquisados pelo Fortiori dizem que não votariam no peemedebista em hipótese alguma. <BR><BR>No cenário com nove candidatos, Sandes Júnior (PP) aparece em terceiro lugar, com 8,3% dos votos. Entre os eleitores com curso superior, Sandes não passa de 4,7%. </P>
<P>É um candidato com potencial fraco, mas, com a divisão da base aliada, tem boas chances de acabar sendo candidato pelo partido do governador. <BR><BR>Com a candidatura adormecida, Barbosa Neto (PSB) está em quarto lugar, com 6,2%. </P>
<P>Se estivesse levando sua candidatura a sério, Barbosa certamente teria índices melhores. Como se boicotou, logo poderá ser ultrapassado até mesmo por Raquel Teixeira, que é quinta colocada. <BR><BR>Representante de alguns dos ideais da esquerda de 68, o candidato do Psol, Martiniano Cavalcante, está na sétima posição com 0,2%. É quase impossível Martiniano vencer a eleição, até pela falta de estrutura de seu partido. </P>
<P>Mas tem tudo para crescer. Afinal, já que o PT não tem candidato próprio, ele tende a angariar grande parte dos votos dos eleitores de esquerda. Martiniano promete também um discurso agressivo contra a administração de Iris Rezende. Terá, ainda, a presença da ex-senadora Heloísa Helena (Psol) nos comícios e nos programas de televisão.</P>
<P><A href="http://www.tribunadoplanalto.com.br/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=5498&amp;mode=thread&amp;order=0&amp;thold=0">Clique aqui</A> e veja os números da pesquisa <A href="http://www.tribunadoplanalto.com.br/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=5498&amp;mode=thread&amp;order=0&amp;thold=0">Fortiori/Tribuna do Planalto</A></P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=745]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-11 17:12:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Marconi preocupado com Meirelles]]></title>
<description><![CDATA[<P>O Correio Braziliense trouxe na edição de ontem, dia 9, uma matéria que diz que Henrique Meirelles já avisou a Lula que deixará o Banco Central para ser candidato a governador em Goiás em 2010 - provavelmente pelo PRB, partido de José Alencar, segundo está na matéria. </P>
<P>Até aí, nada anormal.</P>
<P>A novidade mesmo é essa matéria ter ido parar, na íntegra, no <A href="http://www.marconiperillo.com.br/site/iframe/noticias.php?not_id=7426">sítio do senador Marconi Perillo (PSDB) na internet</A>. Marconi que, como todos sabem, também é candidato a governador daqui a dois anos. </P>
<P>Ou seja: os boatos de que Marconi se preocupa 24 horas por&nbsp;dia&nbsp;com Meirelles são mesmo verdadeiros.</P>
<P>Para ler a matéria sobre Meirelles no sítio de Marconi na internet, <A href="http://www.marconiperillo.com.br/site/iframe/noticias.php?not_id=7426">clique aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=744]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-10 05:46:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Pegaram Perillo]]></title>
<description><![CDATA[<STRONG>Por Juca Kfouri<BR><BR></STRONG>
<P>Quando governador de Goiás, Marconi Perillo tantas fez que Jorge Kajuru abandonou sua emissora de rádio, a Rádio K do Brasil,&nbsp;que liderava audiência em Goiânia, e voltou para São Paulo, onde acabou por se deprimir e ficar gravemente doente.</P>
<P>Perillo processava Kajuru a cada espirro que ele desse. E ele espirrava muito...</P>
<P>Em alguns processos, Kajuru até foi condenado, o que só agravou sua situação psicológica, hoje em recuperação.</P>
<P>Pois leia o que a revista "Época" conta sobre o ex-governador e atual senador tucano na edição que está chegando às bancas:</P>
<P><A href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG83588-9295-520,00-MP+DENUNCIA+PERILLO+E+ALCIDES+POR+CAIXA+DOIS.html">http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG83588-9295-520,00-MP+DENUNCIA+PERILLO+E+ALCIDES+POR+CAIXA+DOIS.html</A></P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=743]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-10 05:38:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Procurador da República denuncia Marconi e Alcides por caixa dois]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Matéria principal da Época desta semana diz que&nbsp;o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denuncia o senador e o governardor de Goiás por fraude na campanha eleitoral de 2006 </STRONG></P>
<P><STRONG>Marconi Perillo é acusado do crime de peculato por ser suspeito de ter voado durante a campanha em aviões do governo do estado e ter utilizado policiais militares como seguranças pessoais</STRONG></P>
<P><STRONG>Marconi&nbsp;e Alcides Rodrigues foram os mentores e principais beneficiários de um esquema de captação ilícita de recursos, diz procurador</STRONG></P>
<P><STRONG>Provas mostram que Marconi Perillo e Alcides Rodrigues usaram servidores e bens públicos na campanha de 2006</STRONG></P>
<P>Por Matheus Leitão e Rodrigo Rangel</P>
<P>Até quinze dias atrás, o senador Marconi Perillo (PSDB-GO)&nbsp;e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho (PP), formavam uma dupla de sucesso no mundo político. Depois de governar o estado por dois mandatos, acabando com o domínio do PMDB local, Perillo elegeu-se senador, em outubro de 2006, com 75% dos votos, e ainda transformou seu vice, o então desconhecido Alcides Filho, o "Cidinho”, em seu sucessor no governo. </P>
<P>Na manhã de 28 de março, o Ministério Público Federal finalizou uma denúncia devastadora contra os dois. Num processo que tramita em segredo de Justiça, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, denunciou os políticos ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, caixa dois, uso da máquina pública e utilização de notas frias e laranjas para fraudar a eleição de 2006. Se for aceita pelo plenário do STF, a denúncia vai desafinar o sucesso da dupla goiana. </P>
<P>No documento de 16 páginas, ao qual ÉPOCA teve acesso com exclusividade, o procurador-geral descreve uma investigação da Polícia Federal que produziu cinco CDs com escutas telefônicas de uma dezena de pessoas, relacionadas em seis volumes. A denúncia foi distribuída ao ministro Ricardo Lewandowsky, que será o relator no plenário do STF. Por meio das escutas, a Polícia Federal detectou um esquema para transferir recursos da campanha de Cidinho para a de Perillo, e depois tentar encobrir essa manobra ilegal por meio de notas frias. </P>
<P>As acusações mais graves são contra Perillo, suspeito de ter voado durante a campanha em aviões do governo do estado e ter utilizado policiais militares como seguranças pessoais. Por isso, o senador é acusado do crime de peculato (apropriação ilegal de recursos públicos), com pena de até 12 anos de prisão. </P>
<P>“O senador Marconi Perillo e o governador de Goiás, Alcides Rodrigues, foram os mentores e principais beneficiários de um esquema de captação ilícita de recursos, utilização de notas frias, pagamentos de despesa de campanha por meio de 'laranjas' e outras fraudes eleitorais”, escreveu o procurador-geral Antonio Fernando. O advogado de Perillo, Antonio Carlos Almeida Castro, o Kakay, diz que o procurador errou ao basear a denúncia nas escutas telefônicas sem ter ouvido antes os dois políticos. “Só lamento que eu não tenha sido ouvido pelo Ministério Público, porque já teria esclarecido o que fosse necessário”, afirmou Marconi Perillo, por meio de sua assessoria.</P>
<P>“Estou absolutamente tranqüilo porque chequei, rechequei e fui muito exigente com a minha prestação de contas”, disse o senador. De acordo com a defesa, Perillo utilizou apenas aviões particulares na campanha. ÉPOCA procurou a assessoria e os advogados do governador Rodrigues, mas não obteve comentários sobre a denúncia até a noite desta quinta. </P>
<P><STRONG>Os detalhes da denúncia </STRONG><BR>Em tópicos, o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, listou as supostas fraudes na campanha: </P>
<P>1 - Constatou-se adulteração de contratos de carros de som. Para o procurador-geral, houve fraude na alteração dos contratos de aluguéis desses veículos nas campanhas de Alcides e Perillo. Com a ajuda de Waldete Faleiros, contadora do diretório estadual do PSDB em Goiás, notas fiscais de gastos de Perillo com carros de som foram alteradas para a campanha de Alcides para justificar um erro logístico percebido no fim da eleição: não havia sido contabilizada legalmente nas contas de Perillo nenhuma doação para esse tipo de serviço. </P>
<P>2 - Utilização de caixa 2 por meio da Multcooper, uma empresa de serviços especializados, responsável pelo pagamento de funcionários dos dois candidatos. Para o Ministério Público, a prestação de contas mostrou que havia um contrato entre as duas campanhas e a Multcooper no valor de R$ 711 mil. Cada candidato deveria pagar metade, cerca de R$ 355 mil. Entretanto, Marconi declarou à Justiça Eleitoral o pagamento de uma única parcela de R$ 416 mil, R$ 60 mil acima, o que seria indício de caixa 2. Há também o depoimento de um prestador de serviços da empresa, Vasco Melo Santos Camargo Junior, que recebeu o pagamento pelo seu serviço em dinheiro vivo, sem recibo ou contrato. As notas fiscais apreendidas da campanha de Alcides também mostram pagamento de R$ 600 mil a uma empresa chamada Cantagalo Comunicação Ltda. A despeito do alto valor, não existe esse pagamento na prestação de contas à Justiça. </P>
<P>3 - Utilização de notas frias - O procurador-geral Antonio Fernando acusa os dois candidatos de apresentarem uma série de notas frias para justificar gastos de campanha. Cabia à Waldete Faleiros contatar empresas para “regularizar” contas de campanha. Em uma interceptação telefônica feita pela Policia Federal, no dia 18 de dezembro de 2006, Waldete consegue realizar a fraude com o presidente da Multicooper, Genaro Herculano, de acordo com o MP. </P>
<P><EM>Waldete - Eu preciso fazer uma operação em nome do PSDB, no valor de quinze mil, é possível? <BR>Genaro - O que você precisa de mim? <BR>Waldete - Uai, eu preciso de uma nota... e descontar o cheque. <BR>Genaro - Tá, e os impostos, como é que você faz? <BR>Waldete - Pois é, quanto que seria? <BR>Genaro - Dá 16.33 <BR>Waldete - Bom, eu queria assim... na realidade são trinta, entendeu? Mas eu tava precisando fracionar. <BR>Genaro - Mas o que é que seria? O que a gente vai colocar? <BR>Waldete - Pois é, aí poderia ser locação de veículo. <BR>Genaro - É, locação de veículo dá, porque eu tenho muito veículo. <BR>Waldete - Eu só quero saber assim... como é que eu faço... Se você deposita o dinheiro e devolve... <BR>Genaro - Faz igual aquele dia... Você traz o cheque e ela te devolve em dinheiro. Te devolve em dinheiro pra não ter problema. </EM></P>
<P>Na mesma investigação, o procurador-geral aponta Lúcio Fiúza, administrador financeiro da campanha de Marconi, como seu cúmplice e homem de total confiança. Waldete liga para Fiúza no dia 20 de dezembro de 2006 para consultá-lo sobre notas frias de uma outra empresa, a Promix. Antonio Fernando afirma que fica “evidente” a participação de Marconi Perillo. </P>
<P><EM>Waldete - Deixa eu falar com o senhor. Eu tô tendo dificuldade para conseguir aquele documento. <BR>Lúcio - Hum. <BR>Waldete - Mas me ocorreu uma idéia, vamos ver se o senhor concorda. É o Reinaldo (da Promix), ele tem um saldo devedor contábil lá no diretório. Eu não poderia... desfazer pra ele e ele...? <BR>Lúcio - Uai... Eu não sei como é a confiabilidade, né? <BR>Waldete - Pois é, foi por isso que eu te liguei. <BR>Lúcio - Vamos pensar mais um pouco... Continua pensando por enquanto... Até eu pegar uma luz com o chefe. <BR>Waldete - Tá. Porque aí não precisa nem nota entendeu? Só recibo. </EM></P>
<P>4 - Ocultação de provas - Na denúncia do Ministério Público existe ainda a acusação de ocultação de provas contra Marconi Perillo, Waldete Faleiros e Lúcio Fiúza. Os diálogos interceptados no período de 8 e 12 de dezembro de 2006 mostram, de acordo com o MP, que os denunciados tiraram provas do comitê, a fim de obstruir investigação eleitoral. As provas teriam sido levadas para a casa de Marconi. </P>
<P>No dia 8 de dezembro, Waldete orienta Rodrigo, funcionários de um dos comitês, a esconder documentos e computadores. </P>
<P><EM>Waldete - Agora que eu vi que tinha duas chamadas aqui. Pois é, era pra você sair daí, tirar o notebook, tirar os documentos... <BR>Rodrigo - Deixa eu te falar, eles chegou de supetão, eles pegou os documentos do PSDB, viu. <BR>Waldete - Pegou tudo? <BR>Rodrigo - Pegou. <BR>Waldete - Ai, meu Deus. </EM></P>
<P>Mais tarde, no mesmo dia, Waldete conversa com Lúcio. </P>
<P><EM>Lúcio - Por que só levaram computador?! <BR>Waldete - Não. Levaram a documentação toda e os computadores. <BR>Lúcio - A nossa documentação também? <BR>Waldete - Não, a nossa tá comigo. <BR>Lúcio - Tá certo. Deixa bem guardado, hein? Não tinha nenhum papel, nenhum rascunho. <BR>Waldete - Não Dr. Lúcio, não tinha nada assim que comprometesse, a não ser por muita falta de sorte. </EM></P>
<P>Interceptação do dia 3 de janeiro de 2007, escreve Antonio Fernando, revela que parte dos documentos subtraídos, inicialmente guardado em um cofre no Palácio das Esmeraldas, foi levado para a casa de Marconi Perillo. </P>
<P>5 - Uso da máquina pública - As provas colhidas durante a investigação, afirma o MP, revelam que Marconi Perillo e Alcides Rodrigues usaram servidores e bens públicos na campanha de 2006. De acordo com a investigação da Policia Federal, os seguranças usados nas campanhas eram policiais militares estaduais durante o horário do expediente. </P>
<P>No dia 2 de janeiro, uma interceptação telefônica entre Marconi Perillo e Lúcio Fiúza é resumida na denúncia. “Marconi avisa a Lúcio que pagou os funcionários da Fazenda e os seguranças, faltando agora o valor do salário dos sargentos que ele não sabe, diz que os sargentos vieram com uma conversa de ser 700,00, mas ele acha que é menos pois eles estão recebendo uma parte do governo”. </P>
<P>Além do processo no STF, o governador e o senador devem responder a ação por crime eleitoral, provocada pelo Ministério Público Eleitoral. Nesse caso, se forem condenados, podem perder o mandato.</P>
<P><A href="http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG83588-9295-520-1,00-MP+DENUNCIA+PERILLO+E+ALCIDES+POR+CAIXA+DOIS.html">Leia mais na revista Época desta semana</A></P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=742]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-09 16:50:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Caio Jr. deixa Goiás e assume Fla]]></title>
<description><![CDATA[<P>Conforme antecipado anteontem com exclusividade por este blog, Caio Júnior acaba de deixar o comando técnico do Goiás para assumir o Flamengo.</P>
<P>A contratação já estava acertada desde terça-feira, um dia antes do Goiás ser eliminado da Copa do Brasil e cinco dias antes da decisão do Campeonato Goiano.</P>
<P>O Goiás, agora, tenta a contratação de Geninho, que pode ser dispensado do Atlético-MG.<BR></P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=741]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-05 11:39:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O 'horror-show' do PT goiano]]></title>
<description><![CDATA[<P>A tragédia de Lucélia, vítima de tortura e submetida a trabalho escravo pela madrasta Sílvia Calabresi, não tem fim. Não bastasse um empresário goiano auto-promoção em cima da menina, dando a ela uma bolsa-de-estudos (por que não oferecer a bolsa em anonimato?), o PT goiano também não perdeu a oportunidade. </P>
<P>No dia 19, a menina de 12 anos foi levada por uma militante pró-candidatura própria para a reunião do PT que definiria se o partido teria ou não candidato próprio. Vestiu-se a camisa do PT em Lucélia, que dizia defender o grupo pró-candidatura. </P>
<P>Para um grupo que sempre defendeu os direitos humanos, é um retrocesso e tanto. No mínimo, a atitude dos petistas foi um 'horror-show', como gostava de dizer o protagonista de Laranja Mecânica.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=739]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-04 21:14:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[PT 'anti-Iris' perdeu o rumo]]></title>
<description><![CDATA[<P>O PT já se definiu: vai se aliar a Iris. Mas os desdobramentos da aliança continuam. Na última semana, por exemplo, a ala que defendeu candidatura própria nos encontros partidários agiu estranhamente. Essas ações merecem reflexão.<BR><BR>Antes, no entanto, um breve retrospecto. A começar por 2004. </P>
<P>Desde que perdeu a reeleição naquele ano, Pedro Wilson e seu grupo nunca mais foram os mesmos. Pedro não levantou do chão - foi eleito deputado federal em 2006 apesar de não fazer campanha. </P>
<P>A vereadora Marina Sant'Anna, líder de rejeição interna na administração petista, foi perdendo apoio gradualmente, até se isolar. </P>
<P>No último dia 19, Pedro e Marina perderam mais uma: o partido preferiu aliança com Iris Rezende (PMDB), em vez de lançar candidatura própria. <BR><BR>Poucos dias antes da decisão final, quando a derrota já estava mais do que prevista, o PT de Pedro e Marina criou um factóide: plantou na imprensa uma possível aliança entre PT e o governador Alcides Rodrigues (PP). A condição, impossível de ser atendida, era que o PP rompesse com PSDB e DEM. </P>
<P>A intenção real desta parte do PT era outra: mostrar à ala pró-Iris que uma aliança poderia ser feita não só com o PMDB. Morreu como factóide, já que Alcides (como se imaginava) descartou rompimento com tucanos e demistas.<BR><BR>No sábado, 19, a decisão final: por um voto de diferença, os delegados petistas optaram por uma aliança formal com Iris, indicando seu vice. Não satisfeita com a derrota, a ala petista derrotada começou a 'exigir' que o PMDB oficializasse a cessão da vice aos petistas e que o PT teria de estar livre para escolher seu nome. Há contradições nesse discurso. </P>
<P>Afinal, se essa ala queria mesmo candidatura própria, não é estranho agora querer exigir o contrário - que Iris oficialize o PT como vice? Não seria mais natural que essa ala torcesse para a aliança com o PMDB naufragar, como ocorreu em 2006? </P>
<P>E outra: por que essa exigência de liberdade para o PT escolher o nome? Se essa ala é mesmo contra uma aliança com Iris, o mais natural é nem lançar um nome para ser vice de Iris, correto? </P>
<P>Pelo menos é a lógica. Daí não fazer a mínima diferença a forma como esse "vice" vai ser escolhido. A não ser que, no fundo, a ala pró-candidatura própria agora se junte a ala que sempre quis aliança com Iris. <BR><BR>De todo modo, vai ficando mais do que claro que algo de estranho aconteceu durante os últimos seis meses. Quando Carlos Soares levantou a possibilidade do PT ser vice de Iris, a ala pró-candidatura própria era majoritária no início das discussões. </P>
<P>A expectativa era que a aliança não vingaria. Em cada etapa, no entanto, a ala irista cresceu dentro do PT. Sempre lentamente, até se tornar majoritária. <BR><BR>A derrota da candidatura própria é uma história que ainda precisa ser bem contada. </P>
<P>De duas, uma: ou o grupo pró-candidatura própria foi incompetente ao extremo ou não fez tanto esforço assim para que o PT estivesse longe de Iris. </P>
<P>A segunda hipótese parece improvável, está mais para alguma 'teoria da conspiração', mas não deve ser descartada. </P>
<P>Basta notar que o PT inteiro - inclusive vereadores que estiveram, nos últimos seis meses, contra a aliança com o PMDB na eleição - apoiou grande parte das medidas da administração Iris na Câmara de Vereadores de Goiânia. <BR><BR>No mínimo, é uma posição dúbia. Se esses petistas queriam enfrentar Iris em 2008, não seria mais lógico que eles tivessem feito oposição a Iris o tempo todo? São respostas que as ações do PT dirão daqui em diante. Talvez, no fundo, a ala do PT derrotada no encontro partidário esteja sendo apenas pragmática. "Se é pra se aliar com Iris, que assim seja", talvez pensem. </P>
<P>Afinal, o vice de Iris (se o peemedebista for reeleito, claro) tem tudo para assumir a prefeitura em 2010. E tudo que o grupo de Pedro e Marina quer é voltar ao poder. O que mostra que as alas do PT não são tão diferentes assim. </P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=738]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-04 20:12:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Caio Júnior pode deixar Goiás]]></title>
<description><![CDATA[<P>É informação: terça-feira passada (um dia antes do jogo Corinthians 4x0 Goiás), o diretor do Flamengo Kléber Leite procurou Caio Júnior para ser o técnico do Flamengo a partir da próxima segunda-feira, 5. </P>
<P>Caio informou a diretoria do Goiás sobre a proposta flamenguista, mas ainda não se decidiu.</P>
<P>A diretoria do Goiás, no entanto, já se antecipou. Se Caio Júnior deixar o Goiás na segunda-feira, Geninho (hoje no Atlético-MG) chega em Goiânia na terça-feira.</P>
<P>A outra possibilidade é que Caio Júnior fique no Goiás e Geninho vá para o Flamengo.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=737]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-03 07:35:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Iris é favorito, mas já não é imbatível]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Nos bairros centrais de Goiânia, Demóstenes já está empatado com Iris<BR><BR></STRONG>Desde que as pesquisas eleitorais sobre a sucessão de Goiânia começaram, Iris Rezende (PMDB) sempre apareceu isolado de seus concorrentes. Nenhum adversário parecia, sequer, fazer cócegas no seu favoritismo. </P>
<P>De novembro (data da primeira pesquisa Grupom) até hoje, Iris cresceu ainda mais nas intenções de voto. Continua líder em todas as estratificações. Mas um nome já se consolida como adversário: o senador Demóstenes Torres (DEM). <BR><BR>Com a nova pesquisa do instituto, publicada na Tribuna do Planalto (<A href="http://www.tribunadoplanalto.com.br/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=5454&amp;mode=thread&amp;order=0&amp;thold=0">clique aqui e veja os números</A>), o favoritismo de Iris continua, mas alguns sinais de alerta devem ser observados pelo peemedebista. </P>
<P>Um deles: entre os eleitores formadores de opinião - que geralmente se concentram entre aqueles que têm curso superior -, Iris experimenta uma leve oscilação para baixo, enquanto Demóstenes Torres (DEM) cresce. Entre esses eleitores, o índice de Iris foi de 29,4% em novembro para 26% agora, enquanto Demóstenes subiu de 10,3% naquela oportunidade para 15,4%. </P>
<P><STRONG>A sombra de 1998</STRONG><BR>O ano de 1998 não tem nada a ver com 2008, mas Iris começou a perder a campanha para governador de dez anos atrás exatamente no momento em que o então adversário Marconi Perillo (PSDB) cresceu entre os eleitores com curso superior. </P>
<P>O fenômeno pode se repetir agora? Talvez. Em 2004, Pedro Wilson cresceu no segundo turno justamente porque os formadores de opinião migraram de Iris para Pedro, mas não o suficiente para impedir o peemedebista de ser eleito.<BR><BR>Entre os eleitores que moram na região Central de Goiânia (onde também estão os formadores de opinião), Demóstenes cresce mais do que Iris e empata com o peemedebista. De novembro pra cá, Iris subiu de 23,6% para 29,2%, enquanto Demóstenes cresceu de 9,1% para 27,1%. Ou seja: na região Central da cidade, Demóstenes já está empatado tecnicamente com Iris. Faltando mais de cinco meses para a eleição, é um dado importante a favor de Demóstenes.<BR><BR>No cômputo geral, Demóstenes aparece em segundo lugar na estimulada (13,4%) e na potencialidade de votos (36,6%), quando se leva em consideração até quatro candidatos preferidos de cada eleitor pesquisado. Mais do que isso: em todos os cenários em que aparece, quaisquer que forem os candidatos, Demóstenes é sempre o segundo colocado.<BR><BR>Quando o eleitor é perguntado sobre o melhor nome para enfrentar Iris, o postulante do DEM aparece com 34,9% das preferências, contra 20,8% de Sandes Júnior (PP) e 18,9% de Barbosa Neto.<BR><BR>Demóstenes é, hoje, o nome com maior fôlego eleitoral, embora ainda distante da popularidade alcançada por Iris nas regiões periféricas da cidade. Se tiver mesmo o apoio do PSDB, como se desenha hoje, Demóstenes passa a ser o nome que de fato vai ser o contraponto a Iris na eleição deste ano. Pode até não ganhar, mas incomodará Iris na campanha. </P>
<P><STRONG>O cuidado de Demóstenes<BR></STRONG>Mas se Demóstenes for mesmo candidato, um cuidado ele deve ter. Como já observado aqui em outra oportunidade, a impopularidade crônica de Alcides Rodrigues (PP) e o desgaste de Marconi Perillo (PSDB) fazem com que o candidato centro-liberal mais forte hoje seja alguém desvinculado aos dois. </P>
<P>Se Marconi - e, porventura, também Alcides - passarem a apoiar ostensivamente Demóstenes na campanha, há uma chance de sua candidatura crescer em rejeição. Apoios de Marconi e Alcides terão de ser discretos, para que o candidato do DEM tenha o lado bom do apoio (a estrutura de PP e PSDB), sem pegar o lado ruim (a impopularidade de seus líderes).<BR><BR>O pré-candidato do PP, Sandes Júnior, que aparece com 10,3% das intenções de voto na estimulada, é um enigma. </P>
<P>Apesar de sua terceira colocação, tudo indica que o PP não vai lançá-lo, principalmente pelo seu fraco desempenho em 2004 quando, mesmo tendo o apoio de Alcides e Marconi Perillo (PSDB), ficou fora do segundo turno. </P>
<P>Só há uma chance da candidatura de Sandes vingar: se os partidos aliados decidirem que devem lançar vários nomes para tentar forçar um segundo turno. <BR><BR>É bom notar um dado relevante da pesquisa: não sendo candidato, os votos de Sandes tendem a ir, majoritariamente, para Demóstenes Torres e Iris Rezende.<BR><BR>Barbosa Neto (PSB) vai muito bem para um candidato que está completamente ausente do cenário pré-eleitoral. Está entre os menos rejeitados, aparece em quarto lugar no cenário estimulado (8,2%) e empatado em terceiro no potencial de votos (30,3%). Se não for candidato - como se especula hoje – Barbosa tende a transferir a maioria dos seus votos para Iris Rezende, segundo o levantamento do Grupom.<BR><BR>A pesquisa, por outro lado, esvazia a já esvaziada candidatura de Raquel Teixeira (PSDB). Abandonada por seus próprios colegas de partido, Raquel é a candidata mais rejeitada de todos os 11 nomes colocados na pesquisa estimulada. 33,4% dos eleitores goianienses dizem que jamais votariam em Raquel. <BR><BR>A rejeição da tucana vem da época em que denunciou Sandro Mabel (PR) no episódio do mensalão – e depois foi canibalizada por seu próprio partido – e também da rejeição crescente do goianiense ao senador Marconi Perillo (PSDB). Raquel tem sua imagem bastante vinculada a Marconi. E ele, Marconi, sofre hoje com o desgaste de ter endividado o Estado no período em que foi governador. <BR><BR>O cuidado que Raquel não teve, Demóstenes terá de ter daqui em diante: ter o apoio de Marconi, sem se vincular ostensivamente a ele.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=740]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-05-02 22:16:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Secretário de Comunicação tem contrato com governo Alcides]]></title>
<description><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">Empresa de Túlio Isac compra espaço em TV estatal, o que vai contra a Constituição<br><br>Empresa de Túlio também deve R$ 204 mil à Agecom, que dirige TV estatal</span><br><br>Por Fabiana Pulcineli<br>Hoje em O Popular<br><br>Deputado estadual licenciado e recém-nomeado secretário Extraordinário de Comunicação, Túlio Isac (PSDB) é proprietário de uma empresa que tem contrato com o governo, por meio da Agência Goiana de Comunicação (Agecom). O contrato, que será investigado pelo Ministério Público Estadual, estaria em desacordo com o que determina a Constituição Federal.<br><br>Na interpretação de juristas consultados pelo POPULAR, o artigo 54 impede que parlamentares tenham contrato com órgãos públicos. Segundo os especialistas, a condição de secretário equivale a de deputados e senadores e a situação ainda pode ser mais grave - poderia se encaixar também no descumprimento dos princípios de moralidade e impessoalidade.<br><br>Túlio é sócio da empresa Top Produções e Publicidade Ltda., responsável pela produção do programa que ele mantém na Televisão Brasil Central, da Agecom. Ele compra o espaço na grade da TV para apresentar seu programa diário Cidade Esperança.<br><br>Para a promotora Marlene Nunes Freitas Bueno, da Promotoria de Patrimônio Público, há elementos para a abertura de inquérito civil público para avaliar a legalidade do contrato. Segundo ela, o caso se encaixaria no inciso I do artigo 54, que abre exceção para a obediência a cláusulas uniformes.<br><br>Leia a matéria completa <a href="http://www.opopular.com.br/anteriores/26abr2008/politica/11.htm">clicando aqui</a>.<br><br><span style="font-weight: bold;">Túlio Isac: 'Estou sem paz para trabalhar'</span><br>O secretário Extraordinário de Comunicação, Túlio Isac, não quis dar entrevista sobre a possível ilegalidade no contrato e as dívidas com a Agecom e atribuiu a reportagem à "perseguição e birra” contra ele. “Não estou tendo paz para trabalhar.”<br><br>A reportagem propôs conversar pessoalmente com o secretário para apresentar documentos, mas ele não aceitou. “Sou totalmente legal, não tenho vantagens, sou tratado do mesmo jeito dos demais. Se eu não pagar, tiram meu programa do ar”, disse por telefone. “Não vou falar mais nada com vocês. Que a justiça me puna”, finalizou.<br><br>Leia mais <a href="http://www.opopular.com.br/anteriores/26abr2008/politica/13.htm">clicando aqui</a>.<br><br><span style="font-weight: bold;">Empresa de Túlio deve R$ 204 mil à Agecom</span><br>Em fevereiro deste ano, a empresa da qual Túlio Isac é proprietário – Top Produções e Publicidade Ltda. – negociou parcelamento de dívida de R$ 204 mil com a Agecom. O POPULAR teve acesso a documentos que mostram que as cobranças vinham sendo feitas, pelo menos, desde dezembro de 2006.<br><br>No dia 5 daquele mês, Túlio assinou documento confessando dívida de R$ 128 mil e se comprometendo a quitar o débito em 40 parcelas de R$ 3,64 mil – que somaria um total de R$ 145,6 mil. O documento alertava que o não-pagamento poderia acarretar a suspensão da cessão de espaço na TV e cobrança judicial.<br><br>Em 29 de agosto de 2007, o despacho 0357 – da Gerência de Faturamento e Cobrança para a Diretoria Administrativa e Financeira da Agecom – informava que, após cobrança à empresa, “não houve interesse por parte do devedor em quitar o débito”.<br><br>A negociação deste ano previa pagamento de 45 parcelas mensais de R$ 5,24 mil. Chefe da Diretoria Financeira, Maíres Moraes disse que só informaria se houve pagamento das parcelas e a dívida atual com autorização do presidente, Valterli Alves, que não foi encontrado pela reportagem. Ele não atendeu o celular.]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=736]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-26 03:47:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Resposta de Alcides é vazia]]></title>
<description><![CDATA[<p>A entrevista que o governador Alcides Rodrigues (PP) concedeu ontém à tarde - e tem trechos publicados hoje nos jornais - é desastrosa e vazia.</p>
<p>Desastrosa porque diz não ver "problema" em pedir ajuda a um lobista da Gautama para resolver "problemas financeiros da Celg", como ele mesmo diz.</p>
<p>Vazia porque diz que a divulgação dos dados estaria ligada a interesses políticos. </p>
<p>"A verdade é que estamos fazendo uma reforma administrativa profunda, estamos mexendo numa caixa de marimbondo. Os interesses contrariados podem estar, quem sabe, por trás disso”, diz ele.</p>
<p>Interesses contrariados? De quem? Da PF? Estaria a Polícia Federal intrigada com a "reforma administrativa profunda" de Alcides? </p>
<p>Lula? O governo federal - que&nbsp;trata Alcides como&nbsp;aliado político - é quem mais deseja ver o nome Gautama longe dos jornais. </p>
<p>Quem mais? A oposição? O PMDB goiano não arrisca uma crítica sequer a Alcides e é sempre o primeiro a bater palmas.</p>
<p>Ou seria o PSDB, que estaria dando um tiro no próprio pé, já que Marconi é citado como "nosso senador"?</p>
<p>Os argumentos de Alcides não páram em pé nem por alguns segundos. São tão vazios quanto seu governo.</p>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=735]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-25 05:37:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Sérgio Sá tinha trânsito livre na Celg]]></title>
<description><![CDATA[<P>Por Fabiana Pulcineli<BR>Hoje em O Popular</P>
<P>Representante da empresa Engevix, que faz parte de um grupo que mantinha contrato com a Celg no programa Luz Para Todos desde 2006, o lobista Sérgio Sá circulava pelos corredores da estatal goiana com desenvoltura. Auxiliares da Celg ouvidos pelo POPULAR afirmam que ele freqüentava muito a empresa, onde sempre ressaltava seus contatos no governo federal. "Ele falava com todo mundo. Passava pelas salas perguntando de novidades e tal”, disse um funcionário do alto escalão da empresa.</P>
<P>De acordo com as gravações ouvidas pela reportagem da Folha, o lobista negociou com diretores da Celg a aprovação de aditivo de R$ 1,1 milhão sobre o contrato de R$ 4,5 milhões do programa do governo federal - antes mesmo de haver completado um ano da assinatura inicial.</P>
<P>O presidente da Celg, Enio Branco, confirmou ontem ao POPULAR que o aditivo foi aprovado, mas ressaltou que a operação foi legal. Embora não estivesse ainda no comando da empresa, Enio disse ter se informado sobre o aditivo. Ele explicou que a licitação do Luz Para Todos foi feita em setembro de 2005 e o resultado saiu em fevereiro de 2006. Segundo Enio, o aditivo foi aprovado em abril do ano passado.</P>
<P>O governador Alcides Rodrigues (PP) disse ontem que o contrato com a Celg foi cancelado, mas defendeu a operação: "A Celg tem um corpo jurídico competente e ela certamente olhou a legalidade para fazer o aditivo que foi anunciado”. Enio disse que a lei permite aditivo de até 25% do valor mesmo antes dos 12 meses.</P>
<P>A reportagem da Folha afirma que Sérgio Sá teria dito que o governador ofereceu a ele o comando da Celg. O governo nega a informação. Segundo a reportagem, o diretor-financeiro da Celg, Nerivaldo Costa, participou das conversas entre o governador e Sérgio.</P>
<P>Leia mais <A href="http://www.opopular.com.br/anteriores/25abr2008/politica/default.htm">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=734]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-25 05:20:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Recordar é...]]></title>
<description><![CDATA[<P>Em maio do ano passado, três políticos goianos apareciam na lista dos presenteados pela construtora Gautama: Alcides Rodrigues (PP), Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB) (<A href="http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=525">veja mais clicando aqui</A>).&nbsp; <BR><BR>Iris e Marconi falaram do assunto naquela oportunidade (<A href="http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=546">clique aqui</A> e leia).<BR></P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=733]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-25 00:15:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Alcides Rodrigues é alvo da Polícia Federal na Operação Navalha]]></title>
<description><![CDATA[<span style="font-weight: bold;">Grampos mostram diálogos entre atual governador de Goiás e Sérgio Sá, lobista da Gautama</span><br style="font-weight: bold;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Lobista da Gautama se refere a Marconi Perillo como "nosso senador"</span><br style="font-weight: bold;"><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">Alcides Rodrigues, Ronaldo Caiado, Kátia Abreu e diretor financeiro da Celg, Nerivaldo Costa, jantaram com lobista</span><br><br>ANDRÉA MICHAEL<br>Na Folha de S.Paulo de hoje<br><br>O próximo alvo das investigações relacionadas à Operação Navalha é o governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP). Conhecido como Cidinho, conforme diálogos gravados pela Polícia Federal aos quais a Folha teve acesso com exclusividade, ele trocou ligações, jantou e cumpriu agenda na Esplanada dos Ministérios, com o lobista Sérgio Sá, representante da Engevix e dos negócios do empreiteiro Zuleido Veras, acusado de montar um esquema de fraude a licitações em benefício da empresa Gautama.<br><br>Desde maio de 2007, quando foi deflagrada a Operação Navalha, o Ministério Público Federal trabalha na denúncia, que deve ser apresentada ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) nos próximos dias e por meio da qual deve acusar pelo menos 55 pessoas pela prática de vários crimes, como corrupção ativa, passiva, fraude a licitações e formação de quadrilha. <br><br>Entre os denunciados estarão os governadores Teotônio Vilela (AL) e Jackson Lago (MA), o ex-governador João Alves Filho (SE) e o ex-ministro Silas Rondeau (Minas e Energia).<br><br>As conversas às quais a Folha teve acesso e que estão sob análise do Ministério Público de Goiás revelam que o lobista Sérgio Sá negociou com diretores da Celg, a companhia de energia goiana, a aprovação de aditivo de R$ 1,1 milhão sobre um contrato de R$ 4,5 milhões do Programa Luz Para Todos, do governo federal - antes mesmo de haver completado 12 meses de assinatura inicial, tempo previsto para execução da obra - e a autorização de passagem de uma linha de energia até Tocantins.<br><br>Documento obtido pela Folha revela que, em 22 de novembro de 2006, Rondeau recebeu Rodrigues e Sérgio Sá para tratar do programa. Na ocasião, o contrato já havia sido assinado. O despacho do ministro é: "encaminhar projeto".<br><br><span style="font-weight: bold;">"Nosso senador"</span><br>As relações de Sá com Rodrigues iniciaram em 2006, como relatou à Folha o ex-presidente da Celg André Costa na gestão do governador Marconi Perillo, hoje senador (PSDB). Nas gravações, o lobista se refere ao parlamentar como "nosso senador". Sá pede que o assessor de Rondeau Ivo Costa dê satisfações a Perillo por ele ainda não ter sido recebido pelo então ministro, conforme diálogo de 15 de fevereiro de 2007.<br><br>Tais ligações tornaram-se mais intensas na gestão de Rodrigues, segundo o lobista, que diz que lhe fora oferecida, pelo governador, a presidência da Celg. <br><br>Também em fevereiro de 2007, o lobista convocou políticos para um jantar, que ocorreu no dia 15 daquele mês. Participaram, além de Rodrigues, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e o diretor financeiro da Celg, Nerivaldo Costa. O ajudante-de-ordens do governador, em conversa com o lobista gravada, confirma a presença do pepista.<br><br>Sá conseguiu de forma considerada rápida a concessão de autorização de passagem, por Goiás, da linha de transmissão de energia. Em conversa gravada em 13 de fevereiro, Sá diz que precisa do documento para uma reunião no BNDES. O interlocutor diz que o estudo levaria cerca de três meses, mas, a pedido dele, fora executado em dois dias e meio. Sá chama de "amiga" a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e Rondeau de "nosso ministro".<br><br>Um ponto de interesse de Zuleido é o alcooduto que vai transportar combustível do Centro-Oeste a Paulínia (SP). O investimento é de US$ 1 bilhão, sustentado por Petrobras, Camargo Corrêa e a japonesa Mitsui. O início da construção está previsto para 2009, mas, segundo conversas gravadas em março de 2007, o grupo criminoso já demonstra interesse em entrar no negócio.<br><br style="font-weight: bold;"><span style="font-weight: bold;">"Não cometi irregularidade", diz Alcides</span><br>O governador de Goiás, Alcides Rodrigues (PP), afirmou à Folha que "o melhor que poderia acontecer é que fosse tudo investigado à exaustão, até para mostrar que eu não cometi nenhuma irregularidade".<br><br>Rodrigues confirmou que participou de um jantar, em Brasília, na companhia de Sérgio Sá, então lobista da Engevix. O governador disse que o tema da conversa na ocasião foi política.<br><br>O senador Marconi Perillo (PSDB), que afirmou nunca ter visto Sérgio Sá, declarou que "a utilização de meu nome é indevida e criminosa".<br><br>O secretário de Meio Ambiente de Goiás, José de Paula, também disse desconhecer Sá e não se lembrar dos detalhes da autorização de passagem para a linha de energia concedida pelo Estado às empreiteiras.<br><br>Pela Intesa, o presidente da companhia, Marcelo Pedreira, disse que em nenhum momento Sá atuou em nome dos interesses da empresa.<br><br>O presidente da Engevix, Cristiano Kok, afirmou à reportagem que Sá recebia participação de 2% a 3% dos negócios que conseguisse prospectar para a empresa, mas que nunca foi autorizado a proceder à prática de tráfico de influência.<br>Participante do jantar em Brasília, o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) disse que, a pedido da senadora Kátia Abreu (DEM-TO), compareceu ao evento para falar de política.<br><br>A senadora afirmou que por duas vezes solicitou a intermediação de Sérgio Sá: uma para obter um audiência na Petrobras para um amigo e outra num encontro de Sá na Secretaria de Fazenda de Goiás.<br><br>"Mas eu só marquei a audiência. Nunca participei de reunião nenhuma, somente do jantar, que foi uma discussão política", disse Abreu.<br><br>Sérgio Sá não foi localizado pela reportagem.<br><br>Veja a matéria completa da Folha <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2404200815.htm">clicando aqui</a>.<br>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=732]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-24 23:49:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Oficial: PT vai apoiar Iris]]></title>
<description><![CDATA[<P>Agora já não há mais dúvidas: a aliança do PT com o PMDB nas eleições deste ano está&nbsp;oficialmente confirmada.</P>
<P>Na recontagem dos votos, 116 delegados optaram por aliança com o PMDB, enquanto 115 votaram na possibilidade de candidatura própria.</P>
<P>Ou seja: por 1 voto, o PT não lança candidato e apóia a reeleição de Iris Rezende em outubro. </P>
<P>Parte do partido que desejava candidatura própria já fala em cruzar os braços e não fazer campanha para Iris.</P>
<P>O PT, como acontece desde que nasceu, está rachado.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=731]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-19 16:45:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Quase oficial: PT vai se aliar com Iris]]></title>
<description><![CDATA[<P>A aliança do PT com o PMDB nas eleições deste ano está praticamente confirmada.</P>
<P>O encontro regional do partido está acontecendo agora.</P>
<P>No total, conforme previsto, 116 delegados optaram por aliança com o PMDB de Iris Rezende, enquanto 115 votaram na possibilidade de candidatura própria.</P>
<P>Ou seja: por 1 voto, o PT deve deixar de lançar candidato e apoiar a reeleição de Iris em outubro. </P>
<P>O partido, agora, reconta os votos para, enfim, oficializar o resultado.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=730]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-19 16:01:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O pesadelo de Ademir Menezes]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Pesquisa mostra que vice-governador não tem candidato para vencer Maguito Vilela na eleição de Aparecida</STRONG></P>
<P>A pesquisa Ecope divulgada na semana que passou balançou a política de Aparecida e mostrou o que todo o meio político do município já suspeitava: o grupo político do vice-governador Ademir Menezes (PR) vive sua maior crise. </P>
<P>No levantamento, o peemedebista Maguito Vilela aparece com 64% das intenções de voto. Ademir Menezes, se fosse candidato, viria em segundo, com 9,8%, mais de 54 pontos porcentuais atrás do peemedebista. Ozair José (PP) e Marlúcio Pereira (PTB) aparecem em terceiro, com 6,8% e 6,5%, respectivamente. O atual prefeito de Aparecida, José Macedo (PR), alcança míseros 4,5%, e o tucano Daniel Goulart não passa de 1,3%. <BR><BR>O grupo político de Ademir, do qual fazem parte o atual prefeito e Marlúcio Pereira, entre outros, respondeu mal aos números. Argumentou-se que Maguito teria índices tão altos por já ser "muito conhecido". </P>
<P>Faz até sentido, já que o peemedebista foi governador e só deixou de ser senador recentemente. No entanto, o argumento mostra furos porque Ademir, Macedo e Ozair também são bastante conhecidos na cidade. Ademir já foi prefeito, Macedo é o atual prefeito e Ozair já disputou algumas eleições em Aparecida. Na cidade, os adversários de Maguito são tão conhecidos quanto o peemedebista. </P>
<P>Maguito até pode perder a eleição (como já perdeu outras em que também era favorito), mas não por esse motivo. <BR><BR>Mais do que mostrar que Maguito é líder, a pesquisa Ecope mostra mesmo é o cansaço da população de Aparecida com o grupo que dirige a cidade há quase 20 anos. </P>
<P>A impopularidade crônica do prefeito José Macedo contaminou em cheio o vice-governador Ademir Menezes (PR). Nenhum dos dois é mais benquisto pelo eleitor. Há possibilidade de reversão? Claro. Mas Macedo e Ademir terão de trabalhar mais nos próximos seis meses do que nos últimos três anos.<BR><BR>A impopularidade de Ademir não é de hoje. Em 2006, na eleição para governador, mesmo com Ademir Menezes sendo vice na chapa de Alcides Rodrigues (PP), Maguito foi campeão de votos em Aparecida nos dois turnos. </P>
<P>Em vez de trazer votos, a presença de Ademir na chapa de Alcides acabou atrapalhando o candidato a governador do PP na cidade. <BR><BR>Os adversários do PMDB&nbsp;seguem dormindo em pleno ano eleitoral e gastam o tempo que tem desqualificando Maguito. </P>
<P>Possível candidato, Daniel Goulart diz que Maguito é "um cavalo paraguaio", fazendo referência às eleições de 2002 e 2006, quando Maguito saiu na frente na disputa para governador e terminou em segundo. </P>
<P>Marlúcio Pereira diz que Maguito vai experimentar seu "fim de carreira", menosprezando inclusive a própria cidade onde mora. Afinal, por que perder uma eleição em Aparecida é "fim de carreira"?<BR><BR>Como vencer Maguito? Essa deveria ser a pergunta que o grupo de Ademir deveria se fazer. </P>
<P>Qualquer iniciante em marketing político teria algumas pistas. </P>
<P>Uma delas: quem lançar um nome novo, não vinculado a Ademir Menezes, vai ter mais chances de enfrentar e até ganhar de Maguito Vilela. Para derrotar Maguito, no entanto, será preciso ir além do discurso fácil de que Maguito é um "forasteiro".<BR><BR>O PSDB, com o tucano Daniel Goulart, vai mal na cidade. Ele poderia ser o "nome novo". Mas sua candidatura mal passa de 1%. </P>
<P>A vantagem de Goulart é ser pouco conhecido em Aparecida. Mas o PSDB estaria disposto a torná-lo mais conhecido? E mais: Goulart - que não une nem seu partido - conseguiria a adesão de partidos aliados? Dificilmente.<BR><BR>Problemas não faltam ao grupo de Ademir Menezes. Um deles: unir já no primeiro turno ou deixar a união para o segundo turno? </P>
<P>Uma junção de forças em uma única candidatura pode facilitar uma vitória de Maguito já no primeiro turno - que, hoje, seria fácil. Se os pré-candidatos deixarem a união apenas no segundo turno, correm risco de se atacarem mutuamente, preservando o adversário peemedebista. <BR><BR>Outro problema a ser resolvido: a quem será destinado o apoio do governador Alcides Rodrigues. </P>
<P>Hoje, há a possibilidade do PP de Ozair José ser o vice de Maguito. Se isso se confirmar, no mínimo Alcides terá de ficar neutro na eleição, não podendo, por exemplo, declarar apoio ao candidato apoiado por seu vice, Ademir Menezes. </P>
<P>Conseguir a neutralidade de Alcides (ou até mesmo seu apoio explícito) é um outro trunfo que Maguito pode carregar até o início da campanha. <BR><BR>Enfim, o grupo de Ademir Menezes tende a passar por seu maior teste de fogo desde que assumiu o poder na cidade. </P>
<P>Terá de escolher um candidato, terá de segurar Alcides e terá de vencer um candidato que, hoje, está com mais de 50 pontos porcentuais de vantagem. </P>
<P>Estrutura esse grupo tem. Já ficou mais do que provado nas eleições passadas, ao contrário de Maguito (que ainda está montando sua estrutura). </P>
<P>O que falta a Ademir é, daqui em diante, transformar essa estrutura em votos. Não será nada fácil.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=729]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-19 15:09:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[A base e a ‘Era da desconfiança’]]></title>
<description><![CDATA[Por Vassil Oliveira<BR>
<P>O que o senador Marconi Perillo (PSDB) quer com o senador Demóstenes Torres (DEM)? A pergunta foi feita pelo jornalista Eduardo Horácio (DEM), em sua coluna na página 2, na semana passada, e deu o que falar.<BR><BR>Ouvi de muita gente que Marconi precisa de Demóstenes para se fortalecer nacionalmente (o DEM e o PSDB podem fechar aliança) e principalmente para não ficar isolado em Goiás, já que PR e PP estão cada um cuidando de sua vida e boa parte do DEM goiano há muito se comporta como seu adversário. Por isso estaria estimulando a candidatura do colega senador.<BR><BR>Bem, e Demóstenes, não precisa de Marconi? Nacionalmente, o democrata não deve favor a ninguém. Mas, em Goiás, Demóstenes tem o DEM e... quem mais? No fundo, o objetivo de Demóstenes é buscar a reeleição ao Senado. Para isso, precisa de aliados. Sozinho, não faz a reeleição. Melhor (re)aliar-se a Marconi agora, apesar dos pesares pontuados por Eduardo Horácio?<BR><BR>Uma aposta é que, com Demóstenes candidato - um candidato segundo colocado em todas as pesquisas até aqui publicadas –, Marconi forçaria o governador Alcides Rodrigues e o seu PP a colocar um ponto final nesta história de diálogo político com o presidente Lula e o PP (entre a base e Iris Rezende, Alcides escolheria a base para não parecer traidor), e, de quebra, jogaria água fria no namoro de Alcides com Iris e o PMDB na Capital. Tudo em nome de seu projeto de volta ao governo em 2010.</P>
<P>Leia a continuação do texto <A href="http://www.tribunadoplanalto.com.br/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=5362&amp;mode=thread&amp;order=0&amp;thold=0">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=728]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-19 15:07:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Um deputado pouco republicano]]></title>
<description><![CDATA[<P>O deputado federal Sandro Mabel (PR-GO) conseguiu o que queria: vai ser o relator da comissão especial da Câmara dos Deputados que vai discutir a reforma tributária. </P>
<P>Mabel, como se sabe há tempos, é favor da guerra fiscal, aquela que acaba levando alguns Estados a renunciar aos impostos que deveriam receber das empresas. </P>
<P>Não é pra menos.</P>
<P>Mabel é um dos empresários que mais lucram com a guerra fiscal. É dono de uma famosa empresa de alimentos que leva seu nome e, além de Goiás, recebe incentivos fiscais no Mato Grosso do Sul, por exemplo. </P>
<P>E mais: sua empresa tem processos correndo na Justiça por não-recolhimento de impostos. A Mabel também é investigada por um suposto crime contra a ordem tributária (<A href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL2694-5601,00.html">leia mais clicando aqui</A>). </P>
<P>Ou seja: seus interesses na reforma tributária não combinam com o nome de seu partido. </P>
<P>De republicano, Mabel não tem nada.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=727]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-18 00:11:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O que Marconi quer com Demóstenes?]]></title>
<description><![CDATA[<P>O fato novo da sucessão em Goiânia é o possível lançamento da candidatura a prefeito de Demóstenes Torres (DEM). </P>
<P>O assunto já era levemente discutido antes, já que o deputado federal Vilmar Rocha (DEM) nunca quis, de fato, ser candidato a prefeito pelo partido. </P>
<P>O que faz a candidatura de Demóstenes ser agora uma possibilidade real é o apoio que o senador Marconi Perillo (PSDB) daria a ele. </P>
<P>Marconi apoiando Demóstenes? Dois anos atrás, essa idéia era mais do que uma impossibilidade. Na campanha eleitoral de 2006, Demóstenes acusou Marconi de ser um dos possíveis mandantes dos tiros que acertaram sua residência. Até explorou isso em seus programas eleitorais no rádio e na televisão. </P>
<P>No fim da campanha, o ódio mútuo entre ambos era tão alto que Marconi chegou a dizer, em entrevista, que Demóstenes era uma "pessoa do mal, doentia, bajuladora, desprovida de caráter e leviana". Demóstenes retrucou dizendo que Marconi era "analfabeto, vagabundo, maloqueiro e ladrão". Em resumo, parecia que seriam inimigos para sempre. </P>
<P>Em 2007, já com Marconi empossado no Senado, o impossível aconteceu. Eles se reaproximaram. Elogios mútuos foram freqüentes, houve uma união para denunciar um suposto esquema de espionagem organizado pelo senador Renan Calheiros (PMDB) e a idéia de parceria em 2010 já não era mais tabu. </P>
<P>Agora, Marconi acena para o DEM nacional. Diz que pode retirar a candidatura de Raquel Teixeira (PSDB) à prefeitura de Goiânia e levar o partido a apoiar Demóstenes. </P>
<P>O que estaria por trás dessa nova postura de Marconi? Há hipóteses a serem consideradas, com base inclusive no próprio retrospecto de Marconi Perillo. Vejamos:</P>
<P><STRONG>1)</STRONG> Marconi só faz de conta que pode apoiar Demóstenes, imitando a estratégia de 2004, quando prometeu ao então prefeito Pedro Wilson (PT) que levaria o PSDB a apoiar sua reeleição e, no fim das contas, acabou mesmo apoiando Sandes Júnior (PP). E reeditando também o que fez a Barbosa Neto, no mesmo ano de 2004, quando jurou ao candidato do PSB que ele seria o candidato a prefeito da base aliada. O risco para Marconi: ao enganar Demóstenes, o tucano pode reviver o ódio mútuo entre ambos e ficar ainda mais isolado no cenário político goiano.</P>
<P><STRONG>2)</STRONG> Como Marconi sinaliza a aliados que já considera Iris reeleito este ano, o tucano pode apoiar Demóstenes para queimá-lo, levando-o a uma segunda derrota consecutiva em cargos majoritários (a primeira foi em 2006, quando ficou em quarto lugar na disputa para governador). Assim, enfraqueceria Demóstenes em 2010, quando ele poderia tentar a reeleição para o Senado. O risco para Marconi: ao levar Demóstenes a perder para Iris, o tucano estará fortalecendo o projeto do peemedebista para 2010, o que não é nada bom para o PSDB. </P>
<P><STRONG>3)</STRONG> Marconi pode mesmo apoiar Demóstenes, até como forma de se fortalecer diante da inesperada aliança PP-PMDB. Apoiando o DEM em 2008, poderia amarrar um acordo desde já para ter o apoio do mesmo DEM na eleição para governador em 2010, quando o DEM ficaria com uma das vagas ao Senado. O risco para Marconi: mínimo, já que aqui o tucano está arrumando uma estratégia de sobrevivência frente à união de Alcides e Iris.</P>
<P>Por outro lado, mesmo que leve o apoio a Demóstenes até o fim, Marconi estará desagradando muitos de seus aliados mais fiéis. </P>
<P>A começar por Raquel Teixeira, uma tucana fiel a Marconi que novamente ficaria a ver navios. </P>
<P>Estaria também jogando para escanteio Vilmar Rocha, uma das partes marconistas do DEM. Vilmar apoiou Marconi quando era governador do início ao fim, ao contrário de Demóstenes. Mas, desde que virou pré-candidato a prefeito, Vilmar nunca recebeu um aceno sequer de Marconi. Ao contrário. </P>
<P>Marconi estaria deixando de lado, novamente, Barbosa Neto (PSB). Desprezado em 2004, Barbosa ficaria novamente isolado agora em 2008, apesar de nunca ter criticado Marconi publicamente. O que Marconi também estará excluindo são seus aliados do PSDB. Muitos deles (como João Campos) deixaram de tentar uma candidatura a prefeito este ano porque imaginaram que Marconi apoiaria Raquel Teixeira. </P>
<P>E Demóstenes? É viável? Claro que sim. Sabe argumentar, é bom de debates e repercute nacionalmente. </P>
<P>Tem, no entanto, de evitar os erros de 2006, quando agiu na campanha eleitoral mais como promotor público do que como candidato a governador. Precisa também ser mais sereno ao se comunicar pela televisão. </P>
<P>Demóstenes tem, ainda, um trunfo que o fortalece: já venceu Iris Rezende uma vez. Foi em 2002, na disputa para o Senado. Em toda a história de Goiás, só Demóstenes, Marconi e Lúcia Vânia podem se orgulhar de já terem vencido Iris Rezende. Não é pouco. Afinal, assim como há dez anos, agora em 2008 Iris Rezende novamente é tido como imbatível.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=726]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-12 11:43:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[O único nome de esquerda em Goiânia]]></title>
<description><![CDATA[<P><STRONG>Com PT se aliando ao PMDB, nome do Psol tem tudo para ser o único candidato de esquerda na sucessão de Goiânia deste ano. Ele concedeu entrevista à Tribuna do Planalto</STRONG></P>
<P><EM>Por Anapaula Hoekveld, Eduardo Sartorato, Elizeth Araújo e Filemon Pereira</EM></P>
<P>Se a chamada base aliada ainda não se definiu em Goiânia e o PT nem mesmo sabe se disputará a eleição de outubro com candidato próprio, o prefeito Iris Rezende (PMDB) terá ao menos um adversário disposto a confrontá-lo. </P>
<P>O engenheiro e militante de esquerda Martiniano Cavalcante é o pré-candidato do PSOL à Prefeitura de Goiânia. Martiniano, que já disputou a prefeitura em 1996, critica a disposição do PT em apoiar a reeleição de Iris. O socialista minimiza a gestão peemedebista em Goiânia, ressaltando que o prefeito só se destaca pela comparação com o fracasso da administração do ex-prefeito Pedro Wilson (PT). </P>
<P>Ele elogia, contudo, a quebra de contratos que Iris promoveu na prefeitura, mas em seguida ressalva que é possível fazer mais. </P>
<P>Martiniano Cavalcante quer implantar na em Goiânia um modelo de gestão onde sobressaia a democracia participativa. Fala na formação de conselhos de gestão das principais secretarias e em mutirões permanentes para, entre outras ações, zerar o déficit de habitação na capital. Martiniano Cavalcante visitou a redação da Tribuna do Planalto na segunda-feira, 7. </P>
<P><STRONG>Tribuna do Planalto - Como o PSOL se prepara para disputar as eleições municipais de outubro?<BR>Martiniano Cavalcante -</STRONG> A nossa conferência eleitoral realizada em março definiu que teremos candidatura própria em todas as capitais. Em algumas capitais o Psol já desponta como uma alternativa considerável. Em Porto Alegre, a Luciana Genro (deputada federal) aparece em segundo lugar em todas as pesquisas, disputando com a Maria do Rosário (deputada federal, PT) e com a Manoela Ávila (deputada federal pelo PC do B). No Rio de Janeiro, o Chico Alencar (deputado federal pelo Psol) aparece no bloco de candidaturas que já ocuparam espaço de competitividade. E em Belém nós estamos numa luta com o Edmilson Rodrigues para que ele saia candidato. Ele está em primeiro lugar, mas não quer ser candidato, quer terminar o doutorado. Aqui em Goiânia nós temos pré-candidatura a prefeito. Sou eu o pré-candidato e temos uma chapa bastante competitiva de vereadores com lideranças do movimento sindical, popular, comunitário e que disputarão com muito apetite essas cadeiras da Câmara. O Psol tem todas as condições de disputar as eleições em Goiânia.</P>
<P><STRONG>Essa possível aliança entre PT e PMDB ajuda o Psol a completar essa lacuna da esquerda em Goiânia?</STRONG> <BR>Ajuda os eleitores a compreenderem a verdade de modo mais explícito. O que ocorre aqui é um reflexo muito simétrico do que ocorre em Brasília. Então, o eleitorado de Goiânia terá oportunidade de perceber com seus próprios olhos que a hegemonia do Delúbio (Soares) e dos métodos delubianos no PT de Goiás, leva o partido a posicionar-se diante de um balcão de negócios, cujo propósito é voltar ao comando da prefeitura de Goiânia sem disputar eleições, pelo caminho mais fácil, do conluio com o PMDB. Ao tempo em que o Iris quer garantir seu espaço para o retorno ao governo do Estado, o PT quer voltar à prefeitura. E ambos com uma gula impressionante, fugindo da verdade, omitindo a verdade dos eleitores. O Iris faz de conta que é candidato a prefeito, na verdade é candidato a governador. E essa parte do PT, essa banda delubiana do PT, indica um nome para vice e, na verdade, é candidato a ser prefeito por dois anos e oito meses. Goiânia tem a característica de ter uma população muito combativa, de oposição. E, às vezes, com uma tendência à esquerda reiterada nas últimas seis eleições. O Psol iluminará esse cenário político no debate que nós faremos, mostrando aos eleitores e a população, separando o joio do trigo. Nós vamos mostrar que o PT disse durante toda sua vida, que eram todos 'farinha do mesmo saco', acabou se resumindo ao PT pulando para dentro do saco depois de 25 anos. E nós queremos dialogar com a população para ganhar esse espaço político. Dialogar de maneira positiva, com um programa inovador, com um programa de transformações profundas na sociedade goianiense e que efetivamente nenhum outro partido pode apresentar. O Psol se coloca na disputa com uma candidatura para valer. Inclusive, o programa que nós vamos apresentar nas eleições desmistifica essa idéia do cacique, do caudilho, da estrela. Ele propõe que sejam os cidadãos e cidadãs dessa cidade os protagonistas da construção de uma experiência de democracia direta, que nós não vivemos ainda no Brasil. </P>
<P><STRONG>Para fazer essas propostas, mostrar durante o processo eleitoral, o partido precisa de estrutura. Qual a estrutura do Psol para essa campanha?</STRONG><BR>O Psol não toma isso como uma verdade absoluta. Se fosse uma verdade absoluta a Heloisa Helena não teria tido 7 milhões de votos sem gastar nada na campanha presidencial. Nós achamos que despertar a consciência de milhares de pessoas se dá, sobretudo, pelo posicionamento político. Fazer material, fazer panfleto e fazer o programa de televisão se tornou muito barato hoje. Para um partido que tenha dignidade política, que tenha o compromisso de combater a corrupção, de fato o compromisso de democratizar o aparelho de Estado e não de usá-lo como espaço de marcas políticas, o partido que se contraponha a isso não precisa de dinheiro. Quem precisa de dinheiro para comprar voto, para enriquecer aqueles que são seduzidos durante as campanhas eleitorais, esses partidos aí de fato precisam de milhões, mas felizmente o Psol não se encontra entre eles. </P>
<P><STRONG>Na visão do sr. a minirreforma foi um avanço, não?</STRONG><BR>Não foi um avanço. Na verdade, são barganhas. Quando a pressão social cresce demais, se ameaça ilegitimar o processo político-eleitoral, pequenas mudanças são feitas, mas que efetivamente não atingem a essência do programa. A eleição continua do mesmo modo com o voto aberto e não voto em lista, os partidos têm muito pouca influência. Então, essas medidas são incapazes de bloquear o intuito desses que usam o poder econômico, que burlam essas medidas com facilidade. Ela legitima aparentemente o processo eleitoral, mas mantém o mecanismo que permite a compra de votos. Tem gente aí que sai uma semana antes da eleição e se elege a vereador. </P>
<P><STRONG>A gente percebe um posicionamento mais duro do sr. em relação ao vereador Elias Vaz. É só uma questão de temperamento ou são posições diferentes no partido?</STRONG><BR>O&nbsp;Elias tem sido muito duro com o Iris. Tem sido bem mais duro com o Iris do que eu. Tenho feito críticas políticas, o Elias tem sido uma pedra no sapato do Iris. O Elias denunciou no início da gestão a tentativa de locação de equipamentos de informática, que era uma fraude. Segundo as más línguas, não sou eu que estou dizendo, por trás estava o vice-prefeito Valdivino de Oliveira. O Elias denunciou as pessoas que estavam encasteladas, que eram parentes e apaniguados de vereadores e que o prefeito cooptava para a sua base de governo. O Elias denunciou a construção irregular das faculdades. O Elias travou um embate duríssimo com o Iris. O Iris tem agido de uma maneira inteligente com o Elias, provoca pouco a fera. O Elias é a oposição que existe em Goiânia ao prefeito. Outra coisa, nem eu e nem ele não tratamos as pessoas como inimigas. Eu travei um embate muito duro contra o ex-governador Marconi Perillo, inclusive na justiça, ele me processou várias vezes, mas não tratamos os indivíduos como se fosse uma relação pessoal. Nem o Elias é inimigo pessoal do Iris, nem eu sou. Entretanto, juntos nós vamos derrotar o Iris, eu, o Elias e a população de Goiânia. </P>
<P><STRONG>Iris foi eleito prometendo asfalto, saúde 24 horas e transporte coletivo de qualidade em seis meses. O transporte coletivo tem solução? O PSOL defendia o transporte alternativo, que não funcionou.</STRONG><BR>Não foi isso que nós vimos. Nós vimos que havia um estímulo a destruição do transporte alternativo. E a destruição do transporte alternativo proposto pela imprensa, pelos grandes anunciantes, pelos empresários do transporte e pelo governo estadual e municipal tinha um único alvo: destruir a liderança política que estava à frente do transporte. </P>
<P><STRONG>Mas há experiências positivas com transporte alternativo?</STRONG><BR>Em todos os países da Europa existe transporte alternativo. Ele é um transporte complementar. E funciona bem em todos os lugares onde ele é estabelecido com esse caráter. Por que ele é um transporte complementar e por que ele funciona bem? Você não pode querer que um metrô tenha a capilaridade de um transporte alternativo. O metrô não tem a capilaridade que tem um ônibus e um ônibus não tem a capilaridade que podem ter os micro-ônibus. Então, é um processo progressivo. A combinação dessas formas de transporte é que tem de ser estabelecida em Goiânia. E o começo do estabelecimento disso passaria por uma democratização efetiva do transporte em Goiânia. E não é o que a prefeitura fez. O transporte nessas condições vai sofrer melhorias cosméticas, com ônibus novos, mas a demanda continuará a mesma. Há uma queda no número de pessoas que utilizam o transporte em Goiânia. O futuro, em todos os aspectos, inclusive o ambiental, demanda menos transporte e não mais deslocamento. E estamos andando no sentido contrário do que o futuro exige. As pessoas deixam de andar de ônibus em Goiânia para andar de moto ou de carro.</P>
<P><STRONG>E a prefeitura irá estrear agora uma campanha para fortalecer o uso do transporte coletivo, mas se as pessoas forem usar...</STRONG><BR>Não tem qualidade suficiente. Então, o sujeito cai em um círculo vicioso. Se não tem qualidade também não tem arrecadação suficiente para se projetar como uma solução adequada. Então, é preciso mudar isso. E a Prefeitura de Goiânia tem de incidir concretamente como sujeito do transporte. E existe um aspecto no planejamento urbano que precisa ser trabalhado com muita seriedade. Não há solução para o transporte urbano quando o deslocamento das pessoas ocorre de maneira anárquica. Quando se diz menos transporte, se fala em menos deslocamento. Quando se fala em menos deslocamento, se fala em universalização dos serviços e da vida em partes menores da cidade. Isso não é difícil. Uma das últimas intervenções de planejamento urbano que nós tivemos em Goiânia foi a duplicação da T-63. E aquilo propiciou o surgimento de um pólo alternativo na cidade. Aquela região da T-63, no Setor Bueno, já dispõe de quase todos os serviços públicos. E foi uma iniciativa pequena. Nós temos condições de ter entre 10 e 15 pólos de desenvolvimento em Goiânia, de tal modo que as pessoas trabalhem perto de onde moram. Isso é possível fazer com o manejo do Plano Diretor, da Lei do uso do solo e com modificações no Código Tributário. Isso é possível de ser feito e pode tirar muito o impacto da necessidade de transporte. Outra coisa fundamental, que é óbvia aos olhos de qualquer pessoa, é que se você estabelece uma alternância de horários no início das atividades, você constrói uma vida mais saudável. Sobrecarrega menos as estruturas, em geral. Se as escolas começam a funcionar às 7 horas, o serviço público às 8 horas e o comércio às 10 horas, você tem um fluxo que permite ao transporte coletivo, por exemplo, suportar a demanda.</P>
<P><STRONG>‘Quando se mede a figura de Iris frente a necessidade de Goiânia, ela desaparece’</STRONG></P>
<P><STRONG>Que avaliação o sr. faz da gestão Iris Rezende e do favoritismo dele apontado pelas pesquisas?</STRONG><BR>Essa é a pergunta que todos me fazem e eu repondo com muita firmeza. Existe na população de Goiânia um sentimento que me lembra aquela anedota - a população chorando na praça porque o rei estava prestes a morrer. Alguém viu e disse: 'Ora, mas então esse rei é muito bom, todos querem que ele sobreviva.' E as pessoas respondiam: 'não, não é que ele é muito bom, é que o filho dele, o príncipe, é péssimo.' Então, parece que boa parte da popularidade do Iris se deve ao desastre que foi a administração do Pedro Wilson. Em todos os aspectos piores do que a atual. Talvez seja difícil encontrar uma administração em Goiânia pior do que foi a do Pedro Wilson. </P>
<P><STRONG>E esse favoritismo se deve também à fragilidade das outras pré-candidaturas?</STRONG><BR>Não, disputa real só quando começa mesmo. Não acho que a gente deva subestimar candidaturas. Mas eu penso o seguinte. Uma parte é a comparação com o que foi e outra parte é que o Iris se via acuado. Dizem que o um gato acuado é um animal extremamente feroz. E o Iris estava acuado por duas derrotas terríveis e estava tão acuado que lançou mão de parte de um programa que nós defendemos. Em 1996, eu fui candidato a prefeito de Goiânia. Essa cidade sabe que quem pautou a proposta de ruptura dos grandes contratos da prefeitura fomos nós. E o Iris precisava de dinheiro para fazer alguma coisa. Então, ele rompeu o contrato da Enterpa, ele reduziu o contrato da Ita pela metade, rompeu o contrato com a Enza. A prefeitura economizou R$ 6 milhões por mês. São mais de R$ 70 milhões por ano. Você multiplica isso por quatro anos, dá o dinheiro do asfalto e das obras que estão sendo feitas. Entretanto, é preciso fazer muito mais. Isso tem um impacto. Quando você joga essas obras aos olhos da população, comparado com o Pedro Wilson, que era o Pedro dormindo... Então, quando se compara as duas coisas, a figura do Iris cresce. Mas quando se mede a figura de Iris frente à necessidade de uma cidade como Goiânia, ela desaparece. Porque não tem capacidade para entrar nesse debate. E eu quero propor o debate com ele. Primeiro, do ponto de vista da forma da gestão política nós estamos vendo a educação e a saúde em uma situação de impasse. É um dono de hospital particular que está gerindo a saúde em Goiânia. Não há nada mais atrasado do que isso. Nós queremos fazer esse debate com alguém que se considera ou se porta como messiânico, como caudilho, como chefe, como coronel. </P>
<P><STRONG>E qual a proposta administrativa do Psol para essas áreas?</STRONG><BR>A proposta do PSOL para essas áreas, que são áreas fins da prefeitura, é que os profissionais tenham o direito permanente de eleger e de revogar os mandatos dos que têm cargos de chefia e da definição do conteúdo da ação pública. Portanto, os trabalhadores da educação de uma maneira geral, não só definirão o caráter do programa pedagógico como irão eleger o conselho de gestão da Secretaria de Educação, que cumprirá o papel de secretariado. Assim também será na saúde. Nós pensamos em instituir um conselho na cidade, eleito por um número proporcional de votos e esse conselho se reúne periodicamente, discute, faz o balanço das áreas, dos programas. Pensamos em fazer uma revolução no problema da reforma urbana em Goiânia. Nós temos 50 mil famílias que não tem lote em Goiânia, e temos 100 mil lotes dentro de Goiânia. O nosso programa tem três eixos: Primeiro, o respeito às questões dos direitos humanos, não como discurso, mas para solucionar esses problemas. Segundo, o problema da democracia direta. Terceiro, o problema da reforma urbana e das novas formas de sustentação econômica. O atual prefeito fala em mutirão, nós vamos demonstrar como é que se faz um mutirão permanente. Como é que se faz uma revolução democrática permanente em uma cidade, incorporando as pessoas na luta para solucionar os seus próprios problemas. </P>
<P><STRONG>Quando o sr. faz uma avaliação negativa da gestão Pedro Wilson, isso de certa forma prejudicou a esquerda em Goiânia e no Estado?</STRONG><BR>E eu votei no Pedro, lamentavelmente. Embora o Lula diga que não é de esquerda, a história teima em vê-lo como o maior ícone que a esquerda brasileira construiu. E às vezes a história é mais pelo que parece do que pelo que é realmente. Então, de fato sim prejudicou bastante. Prejudica, sobretudo, porque a direita no Brasil há muitos anos faz um trabalho consciente, casado com os meios de comunicação, para destruir a credibilidade da política como busca coletiva de solução dos problemas. E um dos elementos importantes de propaganda da direita é de que a política é suja, é corrupta e pertence à meia dúzia de inescrupulosos. E, lamentavelmente, a chegada do PT ao governo, tanto ao governo do município quanto o governo federal, fortaleceu no senso comum essa idéia. Isso é o prejuízo maior que eu vejo. </P>
<P><STRONG>Apesar dos escândalos, por que na hora da disputa eleitoral os partidos tradicionais tendem a conquistar mais o eleitorado?</STRONG><BR>Em um país como o Brasil, eu penso que o PT chegou ao governo em uma trajetória considerável. Foram duas décadas e meia, não é um tempo longo. No nosso caso, e no caso das pessoas que tinham uma corrente de pensamento à esquerda do PT, era necessário que ocorresse a prova dos nove. A primeira eleição que o Lula disputou, em 1989, nós fazíamos uma polêmica porque tinha um setor ainda mais à esquerda do que nós que discordava da candidatura de Lula. E eu dizia: 'se a população não souber que o Lula governa e vai governar desse modo, como é que vai sobrar espaço para a esquerda fazer política.' Nós tínhamos de propiciar que governassem para tirar a prova dos nove. E o PT tirou a prova dos nove. Aplicou o seu programa, aplicou a metodologia da conversão ao ideário do inimigo e o Brasil não mudou. Então, se nós lutávamos pelas condições sociais injustas, contra o atraso econômico e cultural do nosso país, nós temos os motivos para continuar lutando. O Psol ganha a prefeitura. Não sei se nessa eleição ou em outra. O Psol disputará o poder no Brasil. </P>
<P><STRONG>Como o sr. assiste a esse momento de crise do Estado?</STRONG><BR>Eu assisto de uma maneira monótona, enfadonha. E me preocupa muito, de uma maneira geral, na perspectiva dos atores políticos. Quem está no Palácio das Esmeraldas hoje é absolutamente previsível. A situação que o ex-governador deixou o Estado também era previsível. Agora, o que deixa a gente com certo temor sobre o futuro de Goiás é que os sujeitos econômicos não vêem o tamanho da tragédia que provocarão. O Cerrado foi reduzido a 7% do seu bioma natural. O Cerrado é o segundo maior bioma do Brasil. A maior fonte de água doce do país. Isso devia ser cuidado pelo exército, é uma riqueza universal. A água movimenta no mundo hoje cifras equivalente à metade do que o mercado do petróleo movimenta, e em dez ou 15 anos movimentará muito mais do que o petróleo. E nós estamos exportando em cada tonelada de soja, 1,3 mil litros de água. Em cada boi, nós estamos exportando 2,5 mil litros de água. Então, você vai a Santa Helena, você uma das regiões mais degradadas do planeta. E estão programadas mais 20 usinas em Goiás. O governo do Estado dá subsídios, isenção de ICMS, apoio para obtenção de créditos para construir uma indústria de devastação ambiental, que não deixa retorno nenhum. Na verdade, essa indústria do Etanol é utilizada para fortalecer a ideologia do automóvel na sociedade, criar os problemas os problemas urbanos, fechando um cerco de dominação e alienação política. </P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=725]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-12 11:37:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Não basta querer a Copa 2014]]></title>
<description><![CDATA[Por Vassil Oliveira<BR><BR>
<P>É&nbsp;preciso agir. E logo.</P>
<P>O maior adversário hoje para Goiás conquistar o direito de sediar alguns jogos da Copa 2014 é o próprio Estado de Goiás. Cadê as ações propositivas para 'vender' Goiânia como boa sede? Cadê a promoção da idéia da Copa entre os goianos, para que entendam a importância da iniciativa? Cadê o foco no resultado, no interesse comum?<BR><BR>A definição do técnico Felipão como nosso garoto-propaganda já é um passo grande, mas um Felipão sozinho não faz uma Copa. Temos acima de tudo de fazer a nossa parte. E ela começa por entender que a Copa em Goiás não é uma obra do governo do Estado ou da Prefeitura de Goiânia. Não basta ao governador ou ao prefeito só olhar; eles têm de participar. Sim, mas isso, a busca pela Copa, é algo que precisa ir além deles.</P>
<P>Leia o texto na íntegra <A href="http://www.tribunadoplanalto.com.br/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=5280&amp;mode=thread&amp;order=0&amp;thold=0">clicando aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=724]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-05 06:47:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Raquel Teixeira está sozinha]]></title>
<description><![CDATA[<P>Não há dúvidas: a candidatura de Raquel Teixeira (PSDB) está mesmo abandonada à própria sorte. Os tucanos de Goiás, no máximo, só a elogiam lugares reservados. Até agora, nunca vieram a público falar bem de sua candidatura ou, pelo menos, mal do adversário a ser batido, Iris Rezende. </P>
<P>Com o Tribunal de Contas da União (TCU) condenando Raquel a devolver R$ 12 milhões aos cofres públicos quando foi secretária da Educação em Goiás, esperava-se que, desta vez, os tucanos fossem ao menos defendê-la. Nada. Fizeram um jantar na casa da tucana, mas o assunto foi um só: a briga do PSDB com o governo Alcides. Na saída do jantar, nenhuma palavra sobre Raquel. </P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=723]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-05 06:44:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Lula-3 mudaria tudo em Goiás]]></title>
<description><![CDATA[<STRONG></STRONG>
<P>Embora seja o desejo secreto de muitos petistas, o projeto que estabelece a possibilidade de disputar um terceiro mandato consecutivo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dificilmente sai do papel. Pelo menos é a tendência atual. Há resistência interna no PT, entre aliados e, principalmente, na oposição e na imprensa. </P>
<P>É bom mesmo que não saia do papel. Altamente casuística, a proposta, uma vez aprovada, fragilizaria uma democracia que ainda caminha para o amadurecimento. Não seria bom pra o País, independente de ser Lula ou não o nome a ser beneficiado. <BR><BR>Mas, se a idéia vier a se tornar realidade, muita coisa muda - e não só no cenário nacional. A proposta de uma nova reeleição, – assim como a que permitiu que FHC disputasse uma reeleição, aprovada em janeiro de 1997 – estaria automaticamente estendida a todos os governadores e prefeitos também. Em Goiás, muitas reviravoltas aconteceriam.&nbsp; <BR><BR>Exemplo: Iris Rezende (PMDB), igualmente, poderia ser reeleito prefeito em 2008 e, se quisesse, novamente em 2012. Embora o desejo de Iris, todos sabem, seja disputar o cargo de governador no meio do segundo mandato. </P>
<P>O grande fato novo seria a possibilidade do governador Alcides Rodrigues (PP) poder se candidatar à reeleição, em 2010. Com as regras atuais, já foi reeleito uma vez (em 2006) e, portanto, não pode postular o mesmo cargo novamente. <BR><BR>Quem mais perderia com a possibilidade de Alcides se candidatar a governador em 2010 é o senador Marconi Perillo (PSDB). Candidatíssimo a voltar ao Palácio das Esmeraldas daqui a dois anos, o tucano teria de enfrentar um governador candidato à reeleição. Mesmo que Alcides estivesse em baixa, não seria fácil. Bem ou mal, o tucano experimentaria do próprio veneno: ter de enfrentar um candidato com a máquina administrativa na mão. </P>
<P>Em baixa ou em alta, Alcides seria forte porque, entre outros motivos, candidatos com a máquina na mão costumam atrair muitos partidos para uma ampla aliança. Pelo menos sempre foi assim em Goiás. <BR><BR>Se as regras não mudarem – e Alcides não puder ser reeleito pela segunda vez&nbsp;– Marconi até pode ser um candidato de oposição a Alcides. Mas as facilidades são maiores. Sua oposição a Alcides estaria em outro patamar, parecida com a que fez Iris em 1990, quando atacou sem dó o ex-aliado Henrique Santillo (que não era candidato à reeleição, medida inexistente à época). Em 1990, como Santillo não era candidato, ele não teve como enfrentar Iris diretamente. Apenas apoiou, discretamente, a candidatura de Paulo Roberto Cunha.<BR><BR>Quem também perderia com a possibilidade de Alcides ser outra vez candidato seriam alguns aliados. Hoje há nomes que sonham ter o apoio do Palácio das Esmeraldas em 2010 para enfrentar, entre outros, Marconi Perillo. </P>
<P>Iris Rezende é um deles, embora saiba que chance de ter o PP em seu palanque é remota. Outro postulante é o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Este, sim, dá sinais de que considera o apoio de Alcides importante para sua candidatura a governador ganhar força. <BR><BR>No interior do Estado, candidatos a prefeito que em 2008 tentarão a&nbsp; g reeleição poderiam, em 2012, tentar uma nova candidatura ao mesmo posto. Locais onde há lideranças mais fortes tenderiam a 'perpetuar' poucos nomes no poder, com pouca alternância de idéias. <BR><BR>Em Goiânia, a vice de Iris na candidatura à reeleição do peemedebista este ano tenderia a ser ainda mais disputada. </P>
<P>Afinal, com Iris (se for reeleito este ano) renunciando à prefeitura em 2010 para tentar ser governador, seu vice teria dois anos e nove meses de mandato e ainda poderia se candidatar à reeleição outras duas vezes. Um atrativo e tanto. <BR><BR>Tudo, claro, ainda não passa de hipóteses. Afinal, a proposta de um terceiro mandato para Lula é polêmica e não deve sair do papel. Mas, amanhã, a tendência pode ser outra. </P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=722]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-04-05 06:42:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Ninguém reage à aliança PP-PMDB]]></title>
<description><![CDATA[<P>Quando, há três semanas, o governador Alcides Rodrigues (PP) e o prefeito Iris Rezende (PMDB) passaram a dar sinais de que a aliança entre seus partidos poderia sair do campo da ficção, muitos imaginavam que, na pior das hipóteses, haveria uma forte reação. </P>
<P>O que aconteceu? O oposto. A aliança avançou e nenhuma reação significante apareceu, nem na capital, nem no interior. Nem no PP, nem no PMDB. <BR><BR>Na quinta-feira da semana passada, dia 27, Alcides foi ainda mais longe. Poucos dias depois de afastar mais tucanos de sua administração, elogiou o ex-governador Maguito Vilela (PMDB), candidato a prefeito que o PP pode apoiar em Aparecida de Goiânia. </P>
<P>Em discurso no Palácio das Esmeraldas, o governador pepista afirmou que Maguito foi um "leão" quando governador, ao garantir a instalação da Perdigão em Goiás, em Rio Verde. </P>
<P>Na campanha para governador, em 2006, Alcides dizia que não tinha como falar bem ou mal de Maguito porque ele "simplesmente não tinha feito nenhuma obra em Goiás" durante seus quatro anos de mandato. Uma mudança e tanto de postura. </P>
<P>Tão relevante quanto a declaração de Alcides foram os aplausos entusiasmados de vários pepistas presentes ao evento. Não é pouco. <BR><BR>Se a relação entre PP e PMDB avança, na mesma proporção a distância entre PP e PSDB aumenta. Além de se afastar&nbsp;do PP, o PSDB dá sinais de que não se importa mesmo de perder o aliado ou de fortalecer o PMDB. </P>
<P>Em outros tempos, o senador Marconi Perillo (PSDB) e sua tropa já teriam criticado publicamente a aliança pepista com o PMDB. </P>
<P>Ou seja: os tucanos já consideram o governador um ex-aliado.<BR><BR>Impressionante mesmo é a calmaria nas bases de PP e PMDB. Quando o presidente regional do PP de Goiás, Sérgio Caiado, disse que o PP daria "total liberdade" para Ozair José (PP) formar aliança com o PMDB em Aparecida, não houve uma só voz dissonante nos dois partidos, mesmo com a possibilidade do PMDB ser o cabeça-de-chapa.<BR><BR>Ao mesmo tempo, o deputado federal Sandes Júnior (PP), pré-candidato do partido em Goiânia, sinaliza a quatro ventos que quer ser o vice de Iris Rezende (PMDB) em Goiânia. Já é rotina no Paço Municipal, por exemplo, Sandes visitar Iris. E nenhum pepista censura ou condena a atitude de Sandes. Há quem, inclusive, incentive a atitude do pepista. </P>
<P>A reação tão branda das bases chega a ser curiosa. Os eleitores tradicionais das duas legendas teriam gostado mesmo da idéia?<BR><BR>Não é tão ilógico imaginar que sim. Os pepistas, por exemplo, já trabalham com a idéia de formar uma maioria na Assembléia Legislativa sem o PSDB. </P>
<P>A melhor alternativa (talvez a única) seja mesmo se unir ao PMDB, ao menos em pontos estratégicos para o Palácio das Esmeraldas. <BR><BR>Mas o fator principal que leva pepistas a digerir melhor a aliança PP-PMDB é o fato de o PSDB, hoje, ser um partido menos benquisto do que o PMDB. </P>
<P>Fora do poder, a rejeição anti-tucana em Goiás floresceu. Sem contar aqueles que, antes, apenas fingiam convenientemente gostar do PSDB e de Marconi Perillo. <BR><BR>Entre peemedebistas, o quase-ódio ao PSDB também ajuda o partido a se unir ao PP. É como se PP e PMDB tivessem um inimigo número 1 em comum. <BR><BR>Para o PMDB, é oportuno aliar-se ao PP até como forma de reoxigenação. Como o partido perdeu as três últimas eleições estaduais para governador (sempre com chapa pura), a aliança com o PP pode ser uma saída do isolamento a que se submeteu. </P>
<P>Uma aliança com um governador - que não pode ser candidato à reeleição e, portanto, não atrapalha Iris - é uma opção confortável para um partido que sonha voltar ao Palácio das Esmeraldas em 2010. <BR><BR>Claro que contribui para a não-reação das bases pepistas e peemedebistas o fato de Alcides ser o governador do Estado e, Iris, um dos favoritos da eleição de 2010. Ninguém do interior quer se indispor, ao menos prematuramente, com nenhum dos dois. <BR><BR>É esse o segredo: a disposição e força de Alcides e Iris podem aumentar ou sepultar a chance de sucesso da aliança PP-PMDB. </P>
<P>Por mais que as bases resistam (resistência que até agora não apareceu), é difícil para qualquer partido se opor a um projeto liderado por seu líder máximo. E, hoje, mais do que nunca, Alcides e Iris são os líderes de seus partidos.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=721]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-03-29 09:09:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Fim da trégua]]></title>
<description><![CDATA[<P>O senador Demóstenes Torres (DEM) vai apresentar emenda que proíbe qualquer senador de deixar o mandato para ser candidato ao Executivo. </P>
<P>O objetivo é um só: impedir Marconi Perillo (PSDB) de ser candidato a governador em 2010. O que comprova que a paz entre ele e Marconi é só aparente.</P>
<P>Vai conseguir aprovar a emenda? Nunca. Principalmente porque nove entre dez senadores pretendem, em algum momento, voltar a ocupar um cargo executivo. </P>
<P>Inclusive&nbsp;Demóstenes. Afinal, ele próprio foi candidato a governador em 2006. Se tivesse sido eleito, teria abandonado seu cargo no Senado na metade do mandato. O mesmo Demóstenes que, ao se eleger senador em 2002, havia prometido jamais cair na tentação de disputar algum cargo em 2006. </P>
<P>O relatório de Demóstenes será apreciado quarta-feira pela CCJ do Senado.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=720]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-03-28 00:24:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[Adib Elias participa de reunião no Congresso com dinheiro na meia]]></title>
<description><![CDATA[<P>Do G1</P>
<P>O Prefeito de Catalão (GO), Adib Elias (PMDB),&nbsp;diz que guarda dinheiro na meia para não fazer volume no bolso. Ele participava de reunião da bancada do PMDB, no Congresso Nacional.</P>
<P>Para ver a foto com mais detalhes, <A href="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,MUL365098-5601,00.html">clique aqui</A>.</P>]]></description>
<link><![CDATA[http://www.jornalx.com.br/blog.php?id_post=719]]></link>
<author><![CDATA[Eduardo Horácio]]></author>
<pubDate><![CDATA[2008-03-27 02:37:00]]></pubDate>
</item>
<item>
<title><![CDATA[2008, o ano que já acabou]]></title>
<description><![CDATA[<P>Tanto faz o partido. PP, PSDB, PMDB, PT, PR ou DEM. Todos eles têm uma coisa em comum: discutem mais a eleição de 2010 do que a deste ano, em 2008. </P>
<P>Há algo de estranho. Afinal, se o PMDB pensa mais em 2010 do que em 2008, é porque considera que Iris Rezende já está reeleito prefeito de Goiânia. Se PP e PSDB excluem 2008 de suas agendas é em função de já se considerarem derrotados este ano? </P>
<P>O PSDB não parece incomodado de ver Iris reeleito. Aparenta ter lançado Raquel Teixeira à sucessão em Goiânia apenas para fazer 'birra' a Alcides. </P>
<P>Raquel está abandonada à própria sorte. </P>
<P>Todos os líderes tucanos (deputados estaduais e federais, principalmente) se preocupam mais em atacar o governador "aliado" Alcides Rodrigues (PP) do que criticar o "adversário" Iris Rezende (PMDB). </P>
<P>Nem mesmo se lembram da existência de Raquel, quanto mais de elogiá-la. <BR><BR>O PP, por sua vez, não acende um fósforo sequer para a candidatura de Sandes Júnior (PP), apesar de sua boa colocação nas pesquisas. </P>
<P>Seus líderes estão mais preocupados em atacar o governo tucano que antecedeu Alcides ou, no caso de alguns (como o deputado federal Roberto Balestra) ficar repetindo <EM>ad infinitum</EM> que a crise é invenção da imprensa. </P>
<P>De 2008, nada falam. Alcides, por exemplo, nunca pronunciou uma só palavra contra Iris. <BR><BR>Barbosa Neto (PSB), que desta vez parecia ter força suficiente para se impor como candidato a prefeito, submergiu. Não fala com jornalistas, não articula nos bastidores, abandonou sua própria candidatura.&nbsp; <BR><BR>No lado do DEM, mesmo com o partido lhe dando total apoio, o deputado federal Vilmar Rocha não dá a mínima para a possibilidade de ser candidato a prefeito em Goiânia. </P>
<P>Não era ele, Vilmar, que tanto reclamava da falta de espaço no antigo PFL? Em conversa com aliados, Vilmar só fala de 2010: o que fazer para voltar a ser deputado federal ou sonhar com o Senado.<BR><BR>PTB e PR, pragmáticos ao extremo, querem usar 2008 apenas para ganhar força para a eleição maior, a de 2010. Sandro Mabel quer seu PR elegendo mais prefeitos para ter maior poder de negociação daqui a dois anos. Jovair usa o PTB nas prefeituras para se cacifar na aliança em torno de Marconi Perillo em 2010. <BR><BR>Tão estranho quanto é ver o PT usar a eleição de 2008 para estar no poder em 2010. </P>
<P>Independente da decisão interna do partido (a ser tomada na próxima terça, dia 25), a ala pró-candidatura própria sempre quis mesmo&nbsp;marcar posição e mostrar que a candidatura de 2010 depende dos arranjos de agora. </P>
<P>A ala pró-aliança com Iris busca a vice do PMDB agora para, em 2010, assumir a prefeitura com a provável renúncia de Iris para concorrer ao governo do Estado. <BR><BR><STRONG>Paradoxo<BR></STRONG>Tudo isso expõe um imenso paradoxo: todos os partidos dizem que a eleição de 2010 está ligada à de 2008, mas todos acabam por menosprezar 2008, só mirando mesmo em 2010. <BR><BR>No caso dos partidos da ex-base aliada, é fato que a antecipação de 2010 tem muito a ver com Alcides não poder mais ser candidato à reeleição. </P>
<P>Se Alcides pudesse se candidatar outra vez ao mesmo posto, o próprio governador estaria freando o acelerado debate de 2010. Como o atual governador não terá mais perspectiva de poder, vários partidos (especialmente o PSDB)