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Vanderlan é o menos rejeitado
Senado: Demóstenes e Renner crescem
Dilma dispara: vantagem de 24,2 pontos
Debate mostra fragilidades de Marconi
Veja: houve "armação" contra Marconi
Conheça o histórico de Marconi nos debates
TRE divulga o que leitor do blog já sabia
Veja o tempo dos candidatos ao Senado
Serpes nas entrelinhas: nada definido
Senadores põem na campanha assessores pagos pela Casa
Marconi volta a ter mais tempo de TV
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras
STF abre inquérito contra Marconi
Iris tem mais tempo de TV
Os 60,1% que preocupam Iris e Marconi
Eleição em Goiás não está definida
Um passeio fácil da Coreia do Sul
Nem tradição salvou o jogo
 
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05/07/08 - Sábado
Eleições 2008
PP x PSDB é o tom de 2008

Terminada a pré-campanha, algumas constatações das eleições nas principais cidades do Estado. A principal: 1) Alcides e Marconi querem o fim um do outro nem que, para tanto, o PMDB tenha de vencer. O PP é adversário do PSDB em muitos municípios (caso de Rio Verde, Luziânia, Caldas Novas e Aparecida, por exemplo). O PSDB lança candidato próprio em mais de 140 cidades, tentando preparar o terreno para 2010.

Outras: 2) a redução de candidaturas se compararmos 2008 com 2004. Os partidos se aglutinaram mais; 3) A base aliada está unida em Goiânia porque tem certeza que vai perder e está fragmentada nas cidades em que acha que pode ganhar; 4) Em geral, o PMDB começa a campanha de 2008 bem melhor do que começou em 2004. É superfavorito em Goiânia, Aparecida e Rio Verde. Mas cometeu dois erros no funil pré-eleitoral: perder o PT (já entregue) Anápolis, Luziânia, Rio Verde e Aparecida e deixá-lo insatisfeito em Catalão; 5) PTB e PR se comportaram como sempre: negociaram, cidade a cidade, os apoios.

Uma a uma, como ficou o panorama nas principais eleições deste ano:

Goiânia
O PMDB deu um baile nos adversários. Já está em campanha há meses. A coordenação da campanha de Iris Rezende já tem a cidade mapeada há tempos. PT e PR integram a aliança. Sandes Júnior reuniu PP, PSDB, DEM, PTB e PSB juntos - o que só foi possível porque todo mundo tem certeza que Iris já ganhou. Apesar disso, a eleição goianiense nunca é morna. O único candidato da esquerda na eleição (Martiniano Cavalcante, do Psol) deve crescer, mas é improvável que alguém atrapalhe a reeleição de Iris. Dependendo do rumo da campanha, Gilvane Felipe (PPS-PV) e Martiniano podem terminar a eleição na frente do pepista. Sandes que, em 2004, disse que não ia fazer campanha em julho porque o eleitor queria férias, vai repetir a "estratégia". Vontade de perder tem ou não tem limite?

Aparecida de Goiânia
Assim como em Goiânia, o PMDB é amplo favorito. Maguito só perde se errar muito. O PP vai apoiá-lo, rachando a base. Alcides contraria o partido (pelo menos nas aparências) e apóia Marlúcio Pereira, da coligação que tem PR, PSDB, PTB e PT. PT? Sim, Maguito vacilou e perdeu o apoio dos petistas. A eleição será, certamente, a mais "suja" do Estado, a julgar pelas ameaças proferidas por Marlúcio em tão pouco tempo. Não é novidade: em 2004 foi assim. Já Maguito continua em repouso. Também não é novidade. Foi assim nas duas últimas eleições para governador.

Anápolis
Aqui, PMDB e PT se atrapalharam. O combinado era que o PMDB indicasse o vice do PT. Com a desistência da candidatura de Rubens Otoni, o PMDB abandonou o PT e resolveu lançar Onaide Santillo pela enésima vez. O PT erra em não lançar Otoni (e, sim, seu irmão Gomide). O PMDB erra em lançar Onaide, que sempre larga bem e termina mal. Bom para Marconi, que tem dois candidatos: o favorito Frei Valdair (PTB) e o ressuscitado Ridoval Chiarelotto (PSDB). Também em Anápolis, Marconi fez as pazes com Ernani de Paula.

Catalão
Com o favoritismo de Jardel Sebba (PSDB), imaginava-se que o PMDB fosse mais humilde. Mas, ao contrário, o prefeito Adib mandou o PMDB ir de chapa pura, desprezando o PT (forte em Catalão) que se ofereceu para ser vice. O PT, no entanto, segue na aliança. O candidato do PMDB será Velomar Rios. Já Jardel terá ao seu lado o PP e o DEM (que na última eleição apoiou Adib). Dos grandes municípios, é um dos poucos que PP e PSDB estão do mesmo lado.

Rio Verde
Nessa cidade, a base rachou de vez. O PMDB deu um grande golpe nos adversários. Conseguiu ter o PSDB - de Padre Ferreira - na vice. O peemedebista Wagner Guimarães - que perdeu a última eleição por menos de 400 votos - é amplo favorito. O PP de Alcides e do atual prefeito Paulo Roberto Cunha está isolado. Leonardo Veloso (PP) pode até ganhar a eleição, mas começou perdendo na pré-campanha. Nem o apoio do PT terá.

Luziânia
O PSDB parecia fadado ao fracasso. PMDB, PT e PP lançariam uma chapa forte. No entanto, o prefeito Célio Silveira (PSDB) conseguiu trazer o PMDB de volta para a chapa. Sem alternativa, o PP abandonou o projeto anti-tucano e aderiu a Célio Silveira.

Itumbiara
O atual prefeito - e candidato à reeleição - José Gomes da Rocha (PP) terá 18 partidos em sua coligação e apenas um adversário, o sindicalista João Maria (PSOL). A eleição de José Gomes parece certa, mas não será morna, até porque o candidato do Psol terá muito tempo de televisão. Basta observar que, em 2004, o mesmo aconteceu em Luziânia em torno de Célio Silveira. No fim, o candidato do PT que concorreu contra Célio teve mais de 30% dos votos.

Jataí
O prefeito de Jataí, Fernando Peres (PR), é candidato à reeleição com o apoio de 13 partidos. Mas o PMDB lançou o ex-prefeito Humberto Machado, com chapa puro sangue. A disputa - entre Peres e Machado - tende a ser uma das mais equilibradas, embora hoje Machado tenha vantagem nas pesquisas. O PSDB corre por fora com Vítor Priori e o PT lançou a ex-vereadora Maria Eusébia.

Postado por Eduardo Horácio às 03:23 de 05/07/08.
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06/07/08 - Domingo
Eleições 2008
Tucanos e pepistas se distanciam

Por Fabiana Pulcineli
Hoje em O Popular

A análise das candidaturas nos 15 maiores municípios do Estado mostra o distanciamento entre os dois principais partidos da base aliada ao governo estadual. PP e PSDB estão unidos em sete municípios e separados na mesma quantia.

Em Anápolis, o PP ensaiou apoiar Ridoval Chiareloto (PSDB), mas acabou ficando neutro na disputa majoritária, em respeito a Frei Valdair (PTB) e Rubens Otoni (PT).

Em pelo menos dois municípios em que tucanos e pepistas marcham juntos, houve grande resistência na união. Em Goiânia, o PSDB relutou em apoiar o deputado federal Sandes Júnior (PP) e, mesmo participando da chapa, não mostra entusiasmo para a campanha.

Já em Luziânia, a resistência é do PP em se empenhar pela reeleição do prefeito Célio Silveira (PSDB). Os pepistas chegaram a fechar aliança com o PMDB, que lançaria Edmar Braz, mas a candidatura não decolou. "A legenda está oficialmente com Célio, mas as lideranças não vão trabalhar pela vitória dele”, diz o secretário-geral do PP, Sérgio Lucas.

Os atritos entre PSDB e PP são fortes também em Rio Verde. Os tucanos estão na chapa do peemedebista Wagner Guimarães contra o pepista Leonardo Veloso, candidato do prefeito Paulo Roberto Cunha (PP).

Os dois partidos estarão em lados opostos também em Aparecida de Goiânia, Jataí, Caldas Novas, Trindade e Senador Canedo. Em Formosa, o PSDB regional decretou intervenção no partido local para impor apoio do prefeito Clarival Miranda ao candidato do PP, Pedro Ivo. Clarival, porém, conseguiu na justiça manter sua candidatura.

Leia mais clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 03:19 de 06/07/08.
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12/07/08 - Sábado
Eleições 2008
E não é que Sandes está certo?

Candidato do PP em Goiânia acerta no diagnóstico e nas propostas para o trânsito. Problema é acreditar nele. O que o pepista diz hoje é exatamente o contrário do que defendeu em 2004

Em uma semana de campanha eleitoral, uma surpresa: Sandes Júnior. O candidato do PP a prefeito de Goiânia largou bem e, durante a semana, conseguiu mais espaço na mídia do que seus adversários, especialmente o candidato à reeleição Iris Rezende (PMDB).

Sandes está pautando a eleição de 2008, exatamente o que Iris fez na largada da campanha de quatro anos atrás. A maior surpresa, no entanto, é o fato do discurso de Sandes ter lógica própria e estar atualizado com o resto do mundo, diferentemente do que ocorreu quatro anos atrás.

Nesta primeira semana, Sandes propôs medidas precisas para o trânsito da capital. Uma delas: a substituição da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o que já ocorre no Brasil todo.

Claro que a mudança não tem sentido se for só nominal. A questão principal é fazer com o que o novo órgão seja estritamente técnico, que planeje rumos a longo prazo e que todos os cargos sejam ocupados por profissionais concursados, evitando interferência política.

A SMT e a CMTC, nos moldes de hoje, não passam de órgãos paliativos. A SMT nas mãos de Iris tem proposto mudanças que só priorizam o trânsito dos carros (em vez de pedestres), não pensa suas obras em conjunto com entidades do meio-ambiente e faz recapeamentos mal-feitos (que vão destruindo qualquer meio-fio).

Entre as medidas populistas que priorizam os carros, as principais são:

1) construções de marginais, viadutos e trincheiras: obras desse tipo tornam a cidade refém de obras semelhantes. Basta ver o caso de São Paulo, por exemplo. A cada novo viaduto, o trânsito fica mais veloz no início e lento no médio prazo. A marginal Botafogo, em Goiânia, é um exemplo. Foi uma obra feita exclusivamente para carros que, hoje, é lenta em vários horários de pico;

2) implantação da onda verde: desde que Iris assumiu a prefeitura, o trânsito em avenidas como Castelo Branco e Assis Chateaubriand tem ficado mais rápido - e provocado, por conseqüência, acidentes mais graves. O motivo é a onda verde. Se um carro correr acima de 80 km/h, ele consegue pegar quase todos os sinais abertos. O pedestre não foi levado em consideração. Mas é uma medida populista, que agrada em cheio a classe média goianiense, apaixonada por automóveis.

Já a CMTC não enfrenta, de verdade, as empresas de transporte coletivo. Funciona muito mais como uma babá delas. Como a amizade de Iris com empresários do setor é forte, os interesses dos empresários muitas vezes se sobrepõem aos do cidadão.

A melhoria no transporte coletivo é uma promessa que Iris não conseguiu cumprir. Se os cargos da CMTC também fossem ocupados por técnicos, certamente a situação seria bem melhor.

Há, ainda, outro elogio que deve ser feito a Sandes: a recusa ao discurso fácil da "indústria da multa" que ele mesmo adotou em 2004.

Afinal, se há uma indústria no trânsito de Goiânia, essa indústria é da impunidade. Estudos da UCG estimam que menos de 1% de todas as infrações ocorridas no trânsito de Goiânia recebem multas.

Exagero? Basta o leitor por uma cadeira na calçada e observar o trânsito da avenida 85 por 10 minutos. Anote quantas infrações você vê nesse período. Certamente, dezenas. Conte, agora, quantas receberam multas. Provavelmente, nenhuma. Logo se vê que, se há indústria, não é de multas.

E o metrô?
Das propostas de Sandes, certamente a mais polêmica é a que envolve a construção de um metrô. É uma obra bastante cara - e que deve ser planejada a longo prazo. O que Sandes propõe inicialmente é que o metrô seja feito onde passam os ônibus do eixo Anhangüera. É a decisão mais sábia. Foi o que Henrique Santillo planejou para Goiânia 21 anos atrás, quando foi governador do Estado. Um metrô de superfície inicialmente no eixo Anhangüera teria custo mais baixo e impacto ambiental próximo de zero.

O que mais atrapalha Sandes, no entanto, é seu passado. Falta credibilidade. O que Sandes defende agora é exatamente o contrário do que ele propôs quatro anos atrás. Em 2004, Sandes falava em fazer "dezenas" de viadutos, elevados e trincheiras. Dizia, ainda, que Goiânia não deveria se preocupar com pedestres - porque eles eram raros.

E mais: era contra a construção do metrô e vivia propagando a lorota de que existe uma "indústria da multa" na capital.

Sandes dificilmente derrota Iris. Conquistar o voto da classe média é a sua maior dificuldade. Seu passado, como aqui já foi dito, é que o atrapalha.

Mas o candidato do PP terá saído vitorioso - e Goiânia, principalmente - se algumas das suas idéias forem adotadas pelos adversários, especialmente Iris Rezende, o virtual vencedor. Se as idéias de Sandes para o trânsito seguirem firmes - e ele continuar pautando a campanha eleitoral - o rumo do trânsito e do transporte público da cidade pode, enfim, começar a mudar.

Postado por Eduardo Horácio às 04:41 de 12/07/08.
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20/07/08 - Domingo
Eleições 2008
Anápolis: imprevisível como sempre

A sucessão de Anápolis só tem uma semelhança com as anteriores realizadas na cidade: é imprevisível.

Os números da pesquisa Grupom divulgados na Rádio 730 na Tribuna do Planalto, se lidos na entrelinhas, reforçam essa idéia.

Faltando menos de 75 dias para a eleição, há ainda quatro candidatos no páreo: Frei Valdair (PTB), Onaide Santillo (PMDB), Antonio Gomide (PT) e Ridoval Chiareloto (PSDB).

Valdair e Onaide estão no pelotão da frente, ambos com 30,3% e 27,4% das intenções de voto, respectivamente. Mais de 15 pontos porcentuais atrás estão Gomide (12,2%) e Ridoval (10,7%).

Todos os quatro, no entanto, têm ainda chances (nada remotas) de ir para o segundo turno (cada vez mais provável), a ser realizado dia 26 de outubro.

É preciso ver, candidato a candidato, singularidades que fazem um nome ter fôlego e, outro, nem tanto.

Valdair, por exemplo, conta com a boa imagem passada em 2004, quando quase foi ao segundo turno. Hoje, líder nas pesquisas, tem a situação aparentemente facilitada com a saída de Otoni (irmão de Gomide) da disputa. De fato, sua potencialidade de voto estimulado alcança 49%, quando se leva em consideração as quatro primeiras indicações do eleitor.

Valdair, no entanto, perde para Gomide quando se observa apenas os eleitores com curso superior - justamente aqueles que formam a maioria dos formadores de opinião. A rejeição ao nome de Valdair também não é grande, mas é maior do que a rejeição a Gomide, por exemplo.

Onaide, empatada tecnicamente com Valdair, merece ser vista com desconfiança.

Nas duas últimas eleições, largou bem (até mesmo liderando as pesquisas), mas perdeu o poder de fogo no final, não ficando nem em segundo lugar.

No levantamento da Grupom, sua potencialidade de voto estimulado também alcança 49%, quando são levadas em consideração as quatro primeiras indicações do eleitor. Mas índice semelhante também foi exibido em 2004 - e sua campanha não decolou.

A candidata peemedebista ainda carrega a rejeição de seu marido (Adhemar), ex-prefeito da cidade. De todos os nomes, Onaide é a mais rejeitada. 26,4% dos eleitores dizem que jamais votariam nela. Em dois meses, sua rejeição cresceu mais de 6 pontos porcentuais. Não é um número assustador - ao contrário, é até reversível -, mas vai depender da capacidade de Onaide de criar fatos novos e mudar seu próprio estilo.

Se continuar seguindo o rumo e as idéias usadas nas campanhas anteriores, o eleitor vai logo sentir o cheiro de naftalina em Onaide - e sua rejeição crescerá ainda mais.

Há um ponto a favor de Onaide que não deve ser desprezado. De todos os nomes, é o mais experiente. Cansado de aventuras, o eleitor pode achar que Valdair, Gomide e Ridoval não estão preparados.

Há, ainda, o efeito Iris - que pode ecoar em Anápolis e levantar o ânimo do PMDB. Bem colocado nas pesquisas em Goiânia, Iris pode fazer com que o PMDB volte a ser forte onde não era há tempos, como é o caso de Aparecida com a candidatura de Maguito Vilela.

Gomide, do PT, aparenta não ter fôlego para a campanha, mas alguns detalhes das pesquisas apontam para o contrário.

Na última pesquisa Grupom, seu irmão Rubens Otoni ainda aparecia como candidato, com 23,4% das intenções de voto. Hoje, Gomide herda pouco mais da metade dos votos do irmão (12,2%).

Não é um mau início. Gomide tem um aspecto importante a seu favor: entre os eleitores com curso superior, lidera com 23,3%. Na fase atual da campanha, é um índice que deve ajudá-lo.

Por último, tem a menor rejeição de todos os candidatos. Não dá para dizer que ele é favorito, mas é possível dizer que tem boas chances de estar no segundo turno.

Já Ridoval, do PSDB, é o nome que mais surpreende. Está em quarto lugar, mas tem mais votos do que Valdair e Gomide no centro da cidade, por exemplo.

O tucano também tem rejeição baixa - só a de Gomide consegue ser menor. Por último, Ridoval tem o apoio de Marconi Perillo, que promete fazer campanha para ele. Marconi teve votação recorde em Anápolis quando foi candidato a governador em 2002 e melhorou os números em 2006, quando foi eleito para o Senado. No mínimo, é um cabo eleitoral que todo candidato deseja.

Apesar dos números da estimulada apontarem hoje para um segundo turno entre Valdair e Onaide, é bom estar atento ao segundo pelotão, onde figuram Gomide e Ridoval.

Todos os quatro têm boas chances de ir ao segundo turno. Além de todos os pontos fortes e fracos de cada candidato, a facilidade com que o eleitor anapolino muda de voto - algo comprovado em 2000 e 2004 - só vem reforçar ainda mais essa tese.

Postado por Eduardo Horácio às 14:20 de 20/07/08.
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20/07/08 - Domingo
Política
Meirelles quase perdeu BC

Lula decidiu trocá-lo quando Meirelles o procurou para dizer que seria candidato a governador em 2010

KENNEDY ALENCAR
colunista da Folha Online

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, quase deixou o cargo na virada de abril para maio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu trocá-lo quando Meirelles o procurou para dizer que pensava em deixar o banco em 2009 a fim de disputar o governo de Goiás no ano seguinte. O presidente disse que seria melhor antecipar a mudança. O presidente do BC ficou surpreso, mas não teve como voltar atrás. E começou a dizer a pessoas próximas que deixaria o cargo.

Mais uma vez, a sorte, ou o melhor, o azar do governo Lula salvou Meirelles. No primeiro mandato, apareceu uma crise todas as vezes em que Lula e os opositores da política monetária se julgavam fortes para atacar o BC.

Dessa vez, Meirelles foi salvo por um fator econômico: a disparada da inflação levou Lula a desistir da mudança. O presidente avaliou que a mudança poderia contaminar as expectativas de inflação para 2008 e que poderia indicar algum relaxamento na intenção de combater a alta dos preços até o final de seu mandato, em 2010.

Havia duas opções na cabeça de Lula: indicar o diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, que tem se dado melhor com a Fazenda nas discussões econômicas, ou tentar convencer o relutante economista Luiz Gonzaga Belluzzo a assumir o posto.

Na hipótese Belluzzo, havia chance de o superávit primário ser elevado para, pelo menos, 4,5% do PIB (Produto Interno Bruto). Seria uma forma de evitar reação negativa do mercado a um economista visto como desenvolvimentista e descrito por ele próprio como "keynesiano". Belluzzo tem defendido um aperto fiscal até maior nas reuniões internas do governo, das quais participa na condição de conselheiro. Lula já o convidou a assumir postos na área econômica, mas ele recusou.

Na alternativa Tombini, o governo avalia que o mercado o receberia bem. A quase saída de Meirelles foi muito influenciada pela péssima relação dele com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Os dois sempre se estranharam, mas na virada de abril para maio, quando o Brasil recebeu o grau de investimento, os dois viveram seu pior momento.

Para Meirelles, Mantega quis faturar politicamente o grau de investimento (grosso modo, um selo internacional de que o Brasil é um cumpridor de seus compromissos externos). O presidente do BC ficou chateado. Chegou a dizer a Lula que Mantega lhe dava chá de cadeira de horas e que demorava dias a dar retorno a um telefonema. Meirelles falou que se sentia desrespeitado pelo colega da Fazenda.

Mantega bombardeava Meirelles. Principal argumento: o BC teria errado ao não reduzir os juros mais rapidamente quando podia e tinha de voltar a subir a taxa Selic no primeiro semestre devido à alta da inflação.

Lula preferiu manter Meirelles no posto, deixando claro que deseja que o Banco Central atue para que a inflação volte ao centro da meta oficial do governo, que é de 4,5% ao ano pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Reservadamente, o Planalto já admite que a inflação deverá superar o teto da meta oficial, que é de 6,5% ao ano. No sistema de meta de inflação do Brasil, há um intervalo de dois pontos percentuais para cima ou para baixo em relação ao centro de 4,5% a fim de acomodar choques.

Na última semana, um auxiliar de Lula disse que Meirelles fica e mais forte.

Clique aqui e leia a matéria na Folha

Postado por Eduardo Horácio às 13:08 de 20/07/08.
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22/07/08 - Terça-feira
Eleições 2008
Na lista-suja, só Iris aparece

Na polêmica "lista-suja", preparada pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que varreu a folha corrida de 350 candidatos a prefeito e vice-prefeito nas 26 capitas brasileiras, apenas um de Goiás tem a "ficha suja", segundo os critérios da AMB.

É o prefeito de Goiânia Iris Rezende (PMDB), candidato à reeleição este ano.

O processo contra Iris é de improbidade administrativa, relativo ao ano de 2006. Foi julgado improcedente em primeiro grau. Tem a ver com uma invasão tida como irregular de uma área pública no Jardim Liberdade, em Goiânia. Como o Ministério Público recorreu, a ação aguarda decisão do Tribunal de Justiça de Goiás.

Para a elaboração do levantamento da AMB, publicado hoje, os magistrados consideraram apenas processos de iniciativa do Ministério Público e ações de improbidade administrativa.

A AMB diz em sua página que "todos os dados disponibilizados foram rigorosamente checados para evitar que informações incorretas venham a prejudicar qualquer candidato".

No entanto, na mesma página em que essa informação é dita, lá aparece que Iris é filiado ao PP - e não ao PMDB.

Para ter acesso à lista completa, vá ao sítio da AMB. Basta clicar aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 23:53 de 22/07/08.
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27/07/08 - Domingo
Eleições 2008
Iris cresce até quando erra
Reprodução

Até os iristas reconhecem: nos primeiros dias de campanha eleitoral em Goiânia, o PMDB derrapou. Não lançou idéias novas, foi pautado pelos adversários e se limitou a responder às provocações do pepista Sandes Júnior.

Ainda assim, os números da nova rodada da pesquisa Grupom apontam um favoritismo sem precedentes de Iris Rezende, candidato à reeleição. Se a eleição fosse hoje, Iris teria 70,8% dos votos - ou 82,4% dos votos válidos. Nem em julho de 1998, quando Iris foi candidato a governador com amplo favoritismo, seus índices eram tão bons. Naquele mês e ano - exatos dez anos atrás - o peemedebista alcançava menos de 70% dos votos (sofria leve queda em relação ao mês anterior).

Há, claro, outra diferença significativa entre 1998 e 2008. Há dez anos, Iris acabou perdendo a eleição. Agora, dificilmente isso volta a ocorrer. Mas há cuidados que Iris deve tomar. O primeiro deles é virar o disco da campanha e deixar de ser pautado por Sandes. O peemedebista cresceu muito em julho também porque há menos candidatos do que havia em abril, data da última pesquisa Grupom.

A vitória de Iris é uma certeza de todos os aliados e adversários. Por isso mesmo, os aliados estão trabalhando pouco, enquanto os adversários criam bases para tentar derrubar - ou, pelo menos, arranhar - a popularidade de Iris.

Alguns erros de 1998, Iris volta a cometer agora. O primeiro e mais grave deles é não comparecer aos debates. Em 1998 fugiu de todos no primeiro turno e deu desculpas esfarrapadas, como agora.

No debate de terça-feira, 22, na Rádio 730, o que se viu foi a união de todos os adversários contra Iris. Durante algumas horas, Iris apanhou como nunca e não teve como se defender - porque abriu mão dessa oportunidade. A curto prazo, a ausência faz pouco efeito. Mas ao longo da campanha - que terá dezenas de debates - o efeito negativo vira uma bola de neve, muitas vezes incontrolável. 

Se der uma olhada nos gráficos das pesquisas de 1998, Iris vai notar que sua queda só começou a ser acentuada na segunda quinzena de setembro.

Naquela eleição, Iris faltou a 18 debates no primeiro turno. No dia 15 de setembro de 1998, Iris já perdia para Marconi Perillo entre os eleitores com curso superior. Quinze dias depois, Marconi passaria Iris entre todos os eleitores. No segundo turno, Iris resolve ir aos debates. Já era tarde demais.
 
Iris deveria se espelhar mais em 2004 e menos em 1998.

Afinal, em 2004, Iris também liderou as pesquisas do início ao fim da campanha - mas não faltou a um debate sequer. E mais: derrotou todos os adversários (especialmente Pedro Wilson, do PT) em todos os confrontos. Não cometeu uma gafe e pautou os oponentes - principalmente nos temas transporte coletivo e pavimentação asfáltica.
 
Se em 2004 foi a todos os debates e foi eleito, por que se ausentar agora? Excesso de confiança?

Outro erro da campanha peemedebista que começa a ser visualizado são os candidatos a vereador. Hoje, nenhum deles pede votos para Iris. Exemplo semelhante ocorreu em 1998. O PMDB fez a maior bancada da Assembléia Legislativa naquele ano, mas não conseguiu eleger o governador. Esse é um erro fácil de ser corrigido.

Por último, Iris novamente faz campanha confiando nos amigos.

Há um ponto positivo: a confiança. Há um negativo: o amadorismo.

Quem novamente faz sua campanha eleitoral é o marqueteiro Hamilton Carneiro. Em 1998, Carneiro foi desastroso do início ao fim. Marconi batia em Iris o tempo todo, mas Iris só começou a responder quando a eleição já estava perdida. O desastre foi tão grande que, no segundo turno, Carneiro foi dispensado e a equipe de Duda Mendonça assumiu seu posto.

Em 2004, Iris é que deu o mote da campanha - e não sua equipe de marketing. Sua intuição se sobrepôs ao marketing de Carneiro, o que fez com que vencesse a eleição. Carneiro também errou há dois anos, na campanha de Maguito a governador, tanto que também foi substituído no segundo turno - quando a derrota já estava consolidada.
 
Iris, no entanto, prefere assessores de confiança - em vez de apostar no profissionalismo. Pode dar certo, mas é sempre um risco.

Postado por Eduardo Horácio às 09:53 de 27/07/08.
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27/07/08 - Domingo
Política
Grampos, algemas e elites
Foto: Leo Iran

Colunista da Folha relembra frase infeliz de Iris Rezende e diz que ele era "um tipo de capitão-do-mato, testemunha involuntária da cegueira da Justiça numa época em que o tucanato todo-poderoso reservava o ministério da Justiça para acertos com a fisiologia e o atraso".

Por Fernando de Barros
Hoje na pág. 2 da Folha de SP

Alçado ao Ministério da Justiça por FHC em 1997, o então senador goiano Iris Rezende também dizia que "o crime, muitas vezes, é inevitável".

Rezende era um tipo de capitão-do-mato, testemunha involuntária da cegueira da Justiça numa época em que o tucanato todo-poderoso reservava aquela pasta para acertos com a fisiologia e o atraso.

SÃO PAULO - "Chegamos a um ponto em que temos de nos acostumar com o seguinte: falar no telefone com a presunção de que alguém está escutando". Tarso Genro tem companhia, além do colega José Múcio, que comparou seu celular a uma "rádio comunitária".

Alçado ao Ministério da Justiça por FHC em 1997, o então senador goiano Iris Rezende também dizia que "o crime, muitas vezes, é inevitável".

Rezende era um tipo de capitão-do-mato, testemunha involuntária da cegueira da Justiça numa época em que o tucanato todo-poderoso reservava aquela pasta para acertos com a fisiologia e o atraso.

Evoluímos. No lugar do capataz, temos um falastrão do direito a comandar a temida PF. Conceda-se ao ministro Genro, como atenuante, que fazia uma "boutade" quando disse à platéia que, sim, estamos todos virtualmente grampeados e a vida é assim mesmo, ora, ora.

Um consumidor (ou cidadão?) menos afeito a ironias poderá não gostar da piada e exigir indenização (do governo?, das telefônicas?).

Mas Genro devia falar muito sério quando disse que as elites dão ao país uma inestimável contribuição ao apontar "lacunas legais" e "abusos" da polícia, o que só fazem agora porque a PF chegou até seu quintal.

O ministro brinca de luta de classes enquanto o governo a que serve as acomoda. Lula trata suas elites a pão-de-ló. A faxina da PF parece, de resto, seletiva. Quem se lembra dos "aloprados"? No final, tanto som e tanta fúria talvez tornem o país mais espetacular do que justo.

Genro, porém, nos oferece um suflê requentado do marxismo de almanaque mastigado pela retórica do bacharel. Quer fazer da universalização das algemas uma metáfora dos novos tempos republicanos.

Talvez acredite pavimentar seu caminho para 2010. Mas convém combinar com o mundo real. Os corpos que vemos diariamente na TV sendo arrastados até os camburões mostram que algema, para bandido pobre, ainda é privilégio de poucos, só uma pulseirinha de luxo.

Leia a coluna de Fernando de Barros no sítio da Folha clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 21:37 de 27/07/08.
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28/07/08 - Segunda-feira
Jornalismo
Outro não-jornal a ser lançado

Quem informa é o jornalista Fleurymar de Souza: a Jaime Câmera vai lançar um jornal diário em Anápolis, nos mesmos moldes do Daqui, que circula em Goiânia.

Postado por Eduardo Horácio às 00:50 de 28/07/08.
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30/07/08 - Quarta-feira
Jornal X
Mudanças no blog

A partir de amanhã, a política vai sumir deste blog. No seu lugar, entram cultura, esportes, política internacional e outros assuntos.

Antes de seguir, peço duas licenças ao leitor.

A primeira, para falar em primeira pessoa. A segunda, para me alongar mais do que deveria, só para que não pairem confusões.

A política goiana some do blog porque amanhã tomo posse em uma função jornalística na Assembléia Legislativa, graças a um concurso realizado em 2006.

Parto do pressuposto que há incompatibilidade entre escrever sobre política e ocupar uma função na Assembleia. Pode ser que eu esteja errado em pensar assim e posso até mudar de idéia. Afinal, não ocuparei cargo de confiança e não serei comissionado - estou pegando a vaga que adquiri via concurso público. Por isso, essa decisão de agora é algo bem particular - daí inclusive eu usar a primeira pessoa.

E antes que alguém interprete errado, nada tem a ver com caráter, com experiência, isenção, cabelos brancos, nada disso. São apenas duas funções conflitantes. Sejamos menos pretenciosos.

Daí que minha coluna na Tribuna do Planalto também deixa de ser publicada. A última foi no domingo passado, dia 27/07.

De resto, por ora, é isso. Chega de primeira pessoa.

Alguém viu o filme Nome Próprio?

Falarei dele no próximo post.

Postado por Eduardo Horácio às 02:52 de 30/07/08.
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30/07/08 - Quarta-feira
Cinema
Sem julgamentos apressados
Foto: Divulgação

Há quem diga que Nome Próprio, filme de Murilo Salles em cartaz nos cinemas, tenha clichês demais.

Quem aborda a relação das pessoas com a internet muitas vezes é tentado a cair nesse erro.

Mas a história - e sua protagonista - tem complexidades demais para um clichê. Aliás, o filme desmonta vários.

Nome Próprio faz um recorte histórico na vida da escritora Clarah Averbuck. Quem a interpreta é Leandra Leal, cada vez melhor atriz.

Clarah é da primeira leva brasileira de escritores nascidos na internet. Foi "revelada" na época do saudoso Cardosonline, distribuído por e-mail nos anos 90. Depois, consolidou-se com dois blogs, um deles já falecido (leia o antigo aqui e o novo aqui) e três livros.

Voltando ao filme, não há compromisso literal com a realidade - e nem se faz propaganda disso. No filme, Clarah recebe o nome de Camila Lopes. E a própria autobiografia que Clarah escreveu - e na qual o filme foi baseado - foi taxada por ela mesmo de ficcional.

Temos um olhar narrativo predominante. Em geral, o filme consegue fazer com que o público mergulhe dentro dos pensamentos instáveis de uma futura escritora que faz de tudo para não encarar a vida lá fora. Em outros momentos, o público toma distância. As razões que fazem o público entrar-e-sair (aderir-e-rejeitar) são boas amostras da riqueza do filme.

Como brinde, é interessante observar o resgate de como era a internet em 2001. Parece que aquilo ocorreu há 50 anos.
 
Murilo Salles conseguiu passar, graças também à interpretação de Leandra Leal, uma forma de ver o mundo bastante recorrente por aí, mas que ainda não havia sido tratada no cinema sem julgamentos apressados.

Nome Próprio
(Brasil, 2008)
Diretor: Murilo Salles
Em cartaz: no Lumière Bougainville
Avaliação: ótimo

Postado por Eduardo Horácio às 02:54 de 30/07/08.
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O que Marconi quis dizer com a frase "Eu esperei esse debate como o vigia espera o alvorecer" dita depois do debate da OJC de 31 de agosto?
Que, assim como um vigia, queria ir embora logo do debate;
Que ele está vigiando os adversários até de madrugada;
Que ele não estava nem aí para o debate (ou o alvorecer)
Que depois de Lua Nova e Eclipse ele mal pode esperar pelo Alvorecer
 
 
 
 
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