Vanderlan sobe, Marconi oscila e Iris cai
Vanderlan é o menos rejeitado
Senado: Demóstenes e Renner crescem
Dilma dispara: vantagem de 24,2 pontos
Debate mostra fragilidades de Marconi
Veja: houve "armação" contra Marconi
Conheça o histórico de Marconi nos debates
TRE divulga o que leitor do blog já sabia
Veja o tempo dos candidatos ao Senado
Serpes nas entrelinhas: nada definido
Senadores põem na campanha assessores pagos pela Casa
Marconi volta a ter mais tempo de TV
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras
STF abre inquérito contra Marconi
Iris tem mais tempo de TV
Os 60,1% que preocupam Iris e Marconi
Eleição em Goiás não está definida
Um passeio fácil da Coreia do Sul
Nem tradição salvou o jogo
 
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02/11/07 - Sexta-feira
Voltamos
Dia de finados? O blog não morreu

Leitor: por vários problemas, este blog ficou inativo até hoje. A partir de amanhã, atualizações.

Postado por Eduardo Horácio às 18:50 de 02/11/07.
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03/11/07 - Sábado
Análise
A força eleitoral da Copa-2014

Não é só no plano nacional que a Copa do Mundo tem tudo para, nos próximos anos, ser um importante cabo eleitoral. No fim de 2008, serão definidas as 12 cidades-sede do mundial de futebol que será realizado em 2014. Goiânia, provavelmente, estará entre as 12.

O senador Marconi Perillo (PSDB) está adiantado, em relação a seus adversários, na articulação para capitalizar para si mesmo uma possível Copa em Goiânia.

Sua assessoria já trabalha nisso.

Além de batalhar para que Goiânia seja sede, sonha que um dos jogos do Brasil na primeira fase seja no estádio Serra Dourada. Missão difícil. Os favoritos são o Morumbi (São Paulo), o Maracanã (Rio de Janeiro) e o Mineirão (Belo Horizonte). Mas o senador vai tentar.

Embora despercebido por muitos, Marconi é hoje o "líder" da Bancada da Bola no Congresso Nacional. Ele foi a Zurique, na cerimônia que confirmou o Brasil como sede, como representante número 1 do Congresso, a convite da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Sua ligação com Ricardo Teixeira, presidente da CBF, não é repentina: ele foi o terceiro político brasileiro que mais recebeu doações da entidade na campanha eleitoral de 2006, que o elegeu para o Senado. Ao todo, foram doados R$ 50 mil.

O líder desta mesma Bancada da Bola já foi Maguito Vilela (PMDB).

O peemedebista chegou a ser um dos vice-presidentes de Ricardo Teixeira na CBF, nos anos 90. No cargo de senador, foi protagonista da mutilação do texto original da Lei Pelé, com o aval da CBF, em 1999.

A Bancada da Bola, de Maguito e Marconi, também atrapalhou as duas CPIs que investigaram o futebol brasileiro no Congresso Nacional, em 2000.

Mas será que o futebol ainda influencia a política?

Em 1970, a ditadura militar soube capitalizar bem o clima "pra frente Brasil" da seleção tricampeã no México.

Mas em 2002, o pentacampeonato na Ásia não ajudou em nada a melhorar a popularidade do então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Nem alavancou a candidatura de seu aliado para a sucessão, José Serra.

Mas todas essas Copas foram realizadas longe do Brasil.

Uma Copa do Mundo realizada em solo brasileiro faz toda a diferença.

Jacques Chirac, presidente da França em 1998 (quando a Copa foi realizada em seu país), teve a popularidade elevada na época do mundial, sem contar o prestígio conquistado por ministros e aliados.

Não foi gratuita, portanto, a ida de 12 governadores a Zurique, nem mesmo a da ministra Marta Suplicy.

Os 12 governadores têm pretensões nas próximas duas eleições. Muitos serão candidatos à reeleição em 2010 ou pretendem voltar ao governo em 2014.

Alguns miram uma candidatura presidencial: é o caso dos tucanos José Serra (São Paulo) e Aécio Neves (Minas Gerais) e do petista Jacques Wagner (Bahia).

Também não foi gratuito o comparecimento de várias agências de publicidade, todas com experiência em eleições, para Zurique. Elas filmaram governadores, ministros e presidente da República na cerimônia que confirmou a escolha do Brasil.

Em Goiás, na próxima eleição estadual, Marconi deve usar a Copa do Mundo para turbinar sua candidatura a governador.

Quem se eleger em 2010 será o governador do Estado em junho de 2014, mês em que a Copa será disputada. Se eleito em 2010, Marconi poderá também usar a mesma Copa para promover sua reeleição em 2014.

Faltando sete anos para o evento, parece delírio imaginar tal cenário. Mas não é.

Delírio, apenas aparentemente, é o fato do prefeito de Itumbiara, José Gomes da Rocha, estar trabalhando para que a cidade que administra seja hóspede de pelo menos uma seleção durante a Copa no Brasil.

Delírio? Só para quem não conhece "Zé Gomes".

José Gomes também já pertenceu ao primeiro time da Bancada da Bola, quando foi deputado federal. Foi um dos primeiros políticos brasileiros a receber doações eleitorais da CBF, ainda no início dos anos 90. Sempre foi fiel a Ricardo Teixeira, inclusive nos momentos de crise.

O papel do governador Alcides Rodrigues (PP) - que também esteve em Zurique - em uma possível Copa do Mundo é que segue como incógnita.

Alcides escolherá algum nome para exercer a função de "embaixador" de Goiás na luta para que a capital do Estado seja sede? Ou assumirá ele mesmo a função? Ou deixará tudo nas mãos de Marconi Perillo, como sempre?

De qualquer forma, um perdedor já conhecemos: o futebol. Aliás, quando a política fala mais alto no esporte, quem perde não são os políticos.

Postado por Eduardo Horácio às 18:14 de 03/11/07.
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04/11/07 - Domingo
Futebol e Política
Marconi lidera Bancada da Bola

Entra Marconi...
Passou despercebido por muita gente: o senador Marconi Perillo (PSDB) é hoje um dos principais líderes da Bancada da Bola no Congresso Nacional. O tucano foi a Zurique, na cerimônia que confirmou o Brasil como sede, como representante de todo o Congresso. O senador goiano recebeu R$ 50 mil em doações da CBF na campanha eleitoral de 2006.

... E sai Maguito
Nunca é demais lembrar: um dos líderes desta mesma Bancada da Bola já foi Maguito Vilela, político que mais adulterou o texto original da Lei Pelé, com aval da CBF, em 1999. Bancada da Bola que, em 2000, atrapalhou bastante as duas CPIs instaladas no Congresso que investigaram o futebol brasileiro.

Coincidência
Dos mais de 209 deputados e 38 senadores que haviam assinado o pedido de CPI da MSI/Corinthians (que a CBF faz de tudo para impedir), só havia um único aliado de Marconi Perillo: Carlos Alberto Leréia (PSDB). 

Desistiu a tempo
Leréia, no entanto, foi um dos primeiros a retirar seu nome da lista dos que haviam solicitado a CPI. Ele assinou a CPI inicialmente para protestar contra a eleição de Leonardo Vilela para o diretório estadual do PSDB. Leréia sabia que, assinando a CPI, incomodaria quem colocou Leonardo no comando do PSDB goiano.

Cartola
Romário virou mesmo um dirigente esportivo, no sentido mais clichê do termo. Não é, infelizmente, um novo Bebeto de Freitas. Ao contrário. É aliado número 1 de Eurico Miranda no Vasco e de Ricardo Teixeira na CBF. Seus parceiros dizem tudo.

Bom início
Romário, aliás, deu uma entrevista curiosa sobre o Brasil ser sede. Ele disse que "o Brasil tem muitos problemas, mas o brasileiro é muito pacífico". O fato de ser pacífico ajuda a resolver problemas? Não seria, ao contrário, essa uma das causas de tantos problemas?

Postado por Eduardo Horácio às 06:24 de 04/11/07.
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04/11/07 - Domingo
Doações eleitorais
Oito receberam da CBF em 2006

A CBF, em 2006, doou R$ 600 mil a oito políticos brasileiros que foram candidatos. Entre os nomes que receberam, há dois candidatos a governador, dois candidatos a deputado estadual e três candidatos a deputado federal.

De todos os candidatos ao Senado de todo o Brasil, apenas um teve a "honra": Marconi Perillo.

Veja a lista para quem a CBF fez doações eleitorais em 2006:

1) ROSEANA SARNEY - R$ 200.000,00
2) DARCISIO PAULO PERONDI - R$ 100.000,00
3) MARCONI PERILLO - R$ 50.000,00
    JOSÉ ALVES ROCHA - R$ 50.000,00
    MARCUS ANTÔNIO VICENTE - R$ 50.000,00
    GUSTAVO REIS FERREIRA - R$ 50.000,00
    LEOMAR QUINTANILHA - R$ 50.000,00
    JOSÉ ANTONIO BARROS MUNHOZ - R$ 50.000,00

Os números são oficias, retirados do sítio do TSE na internet.

Postado por Eduardo Horácio às 06:35 de 04/11/07.
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04/11/07 - Domingo
Política
Vereadores e deputados ‘maltratam gramática’. Isso é um problema?

O jornal O Popular trouxe hoje uma matéria que, supostamente, aborda o mau uso da língua portuguesa por vereadores e deputados estaduais.

Não há, curiosamente, menção aos erros de gramática de deputados federais, governador, senadores e prefeitos. Mas isso não vem ao caso.

O lingüista Sírio Possenti costuma abordar com freqüência a voracidade com que jornais tratam erros de português... dos outros, claro.

Caio Túlio Costa, primeiro ombudsman da história da Folha de S.Paulo, diz que, em média, um jornal como a Folha publica cerca de 200 erros por dia. Metade desses erros está relacionado ao mau uso da língua.

Se a Folha comete 200 erros, a estatística não deve ser diferente em outros jornais.

Possenti também diz que jornais corrigem, mas não explicam. Para ele, uma das razões para que certas "regras" não sejam aprendidas na escola é essa mesmo: "não se explica, manda-se".

Ademais, convenhamos: há erros e erros.

Faltar "s" no final de palavras que formam plural não é problema de gramática: é regionalismo.

O ex-prefeito de Goiânia Pedro Wilson (PT) era mestre em engolir o bendito "s" do final das palavras, mas sempre escreveu corretamente. Ou seja: falta de conhecimento não é.

Afinal, quem não conhece a piada "me dá dois real que eu te entrego um chopes"?

Gostemos ou não, engolir o "s" é uma subversão da oralidade que, no futuro, pode até virar regra (e não será o fim da civilização, nem da língua portuguesa).

Outras "subversões" do passado hoje são regras. A língua portuguesa, assim como as demais, está sempre em evolução. Ainda bem.

E nem acho que o mau uso da língua signifique que políticos dão pouca atenção à educação pública.

Fosse assim, políticos que tratam mal da própria saúde também estão dando pouca atenção à saúde pública? Uma coisa não leva à outra.

Sinceramente, vereadores e deputados têm muitos problemas. Se a educação pública vai mal, certamente é porque sobra corrupção, autoritarismo, visão anti-republicana e falta de transparência nas casas legislativas. E não porque vereadores e deputados falam mal.

Esquecer o "s" no final das palavras é provavelmente o menor dos erros da carreira política do deputado estadual Marlúcio Pereira (PTB), por exemplo.

Lembremos dos falsos mendigos nas ruas: nós (jornalistas) damos mais atenção a eles (denunciando-os) do que falando dos verdadeiros mendigos. Não é uma inversão de prioridades?

Postado por Eduardo Horácio às 23:58 de 04/11/07.
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03/11/07 - Sábado
Poder absoluto
Nem na ditadura foi assim

Durante a semana, comentarei alguns assuntos que ficaram pendentes.

Entre eles, o principal é a Assembléia Legislativa de Goiás abrir mão de seu poder para o governador Alcides Rodrigues (PP) fazer, ao seu gosto, a reforma administrativa.

Poder que nem Leonino Caiado e Irapuan Costa Júnior, no auge da ditadura militar em Goiás, tiveram.

Postado por Eduardo Horácio às 18:04 de 03/11/07.
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06/11/07 - Terça-feira
Comunicação
Kajuru admite ressuscitar Rádio K
Foto: Filemon Pereira

O radialista Jorge Kajuru pensa seriamente em voltar com sua Rádio K do Brasil, nome antigo da atual Rádio 730, de Goiânia.

Mas agora a rádio voltaria apenas na internet, longe do AM e do FM.

Quem fez a proposta para que Kajuru "reabra" a Rádio é a empresa Blaster Shop, que hospeda seu blog.

Kajuru diz que a "volta ou não" depende apenas de um bate-papo com seu amigo José Luiz Datena.

Para bom entendedor, basta: se estivesse apenas especulando, Kajuru não anunciara o projeto em seu blog.

A Rádio K deve, portanto, voltar ao ar.

E estar apenas na internet tem um lado positivo: não pode ser retirada do ar com a mesma facilidade que uma rádio AM (objeto de concessão pública) pode.

Para saber mais da volta da Rádio K, clique aqui.

Em tempo: em abril de 2006, este blog entrevistou Kajuru. Para reler a entrevista, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 01:18 de 06/11/07.
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08/11/07 - Quinta-feira
Análise
Consenso ou constrangimento?

Articulador do Palácio, Roberto Balestra age como se ele fosse "forçar um consenso". Se há uso de força política, o nome certo da brincadeira é constrangimento

Qual a melhor forma de se escolher um candidato? Prévias, como deseja Sandes Júnior (PP), que assim venceu Barbosa Neto (PSB) em 2004? Consenso, como deseja Roberto Balestra (PP), o principal articulador de Alcides Rodrigues (PP)? Melhor posição nas pesquisas, como querem alguns tucanos? Ou eleições primárias, como manda o figurino dos Estados Unidos? 

Nem sobre isso há consenso. O que dizer então de escolher um candidato único no diálogo? Impossível no quadro atual. Como já se falou aqui neste blog, governo forte tem mais facilidade para unir. Balestra faz bem (para a base aliada) em tentar o consenso, mas estará enxugando gelo se a popularidade de Alcides não melhorar.

Ademais, consenso - da forma como deseja Balestra - nunca é consenso quando há atores políticos bem mais fortes do que outros dispostos a utilizar a força que possuem.

Lembremos de 2006: Alcides foi candidato a governador por "consenso" porque Marconi Perillo o apoiou.

Se Marconi não o apoiasse, não teria havido consenso.

Daí que a própria palavra já perde seu sentido original. Balestra, por sinal, age como se ele e o governador fossem, paradoxalmente, "forçar um consenso". Se há uso de força política, o nome certo da brincadeira é constrangimento - e não consenso.

Não há, então, motivo para engano: quando PP ou PSDB falam em consenso, deve sobrar desconfiança.

Consenso, para eles, é sacar um candidato do bolso do colete, como manda a tradição coronelística da política local, e produzir o falso consenso.

Algo que Iris já fez várias vezes, especialmente quando era governador. Maguito Vilela (PMDB), em 1994, foi um consenso produzido por Iris. Algo que seus sucessores e antecessores também fizeram.
Se há falso consenso, há também falsas prévias. Barbosa Neto sabe muito bem disso. Perdeu para Luiz Bittencourt (PMDB) as prévias de 1996, quando estava em disputa o nome do candidato a prefeito pelo PMDB. E perdeu para Sandes Júnior (PP) prévias semelhantes, em 2004, quando estava em jogo o nome do candidato a prefeito pela base aliada.

Em 1996, Iris atuou para que Bittencourt vencesse. Em 2004, Marconi jogou tudo para que Sandes saísse vitorioso. Mudam os coronéis, mas a história não se altera. E Barbosa, que já foi derrubado duas vezes, ainda procura outro coronel para encostar (desta vez é Alcides).

Da mesma forma, quando o critério "pesquisa" decide quem será o candidato, novo motivo para desconfiança.

Se alguém resolve adotar esse critério, é porque ele interessa a alguém. Até porque pesquisa de intenção de voto diz pouco sobre chances de vitória. O PMDB largou na frente na pesquisa nas últimas três campanhas eleitorais para governador - e perdeu todas.

O ideal mesmo era que a base toda fizesse uma eleição primária com todos os pré-candidatos, no melhor estilo norte-americano de fazer política.

Os aliados forneceriam visibilidade extra ao seu futuro candidato, destruiriram um pouco da imagem autoritária que o passado udenista carrega e dariam transparência ao processo, algo decisivo para quem tem como meta derrotar Iris Rezende (PMDB).

Mas se não há transparência nem na realização de prévias em um colégio eleitoral restrito, o que dizer de prévias?

Aliás, transparência, em qualquer patamar, ainda é algo impensável para partidos políticos brasileiros, especialmente os goianos.

Antes de falar em prévias, primárias, pesquisa ou consenso, seria melhor primeiro optar pela transparência. Já seria um grande salto para o bem da democracia.

Postado por Eduardo Horácio às 00:48 de 08/11/07.
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09/11/07 - Sexta-feira
Política
PMDB, PT, DEM e PSDB são diferentes?

Quinze anos atrás, a política nos Estados Unidos carregava um clichê inescapável: os partidos Democrata e Republicado, os dois principais do país, são idênticos. As diferenças estavam apenas em questões menores.

Na mesma época, no Brasil, havia pelo menos quatro partidos bem diferentes entre si: PMDB, PT, PFL e PSDB.

Quinze anos depois, a situação é inversa. Republicanos e Democratas se distanciaram. Os quatro principais partidos políticos brasileiros se aproximaram. Estão hoje todos no espectro de centro-direita. O PT, talvez, ainda tenha resquícios de centro. De esquerda, pouco.

No Brasil, O PMDB perdeu o resto de sua identidade para virar um partido fragmentado em federações, abrigando figuras díspares como Pedro Simon, José Sarney, Roberto Requião e Anthony Garotinho.

O PSDB, quinze anos atrás, ainda era recém-saído da costela do PMDB. Hoje caminha a passos largos para se tornar, no futuro próximo, o que o PMDB é hoje. Tem pontas fortes em Minas, Ceará e Goiás, mas é todo comandado em São Paulo. A identidade construída por Mario Covas foi pro espaço, principalmente quando Fernando Henrique Cardoso se elegeu presidente.

O PFL até mudou de nome. Abandonou o "P”, antes obrigatório, para receber o nome de DEM, de “Democratas”. Embora ideologicamente esteja lado a lado com os Republicanos (e não com os Democratas) nos Estados Unidos. Sua ideologia não mudou muito, mas o DEM vive dois problemas: 1) Alta rotatividade de quadros saindo; 2) Vergonha de se assumir como partido da direita brasileira.

O PT é, sem dúvida, o partido que mais mudou. No governo Lula, é defensor de programas assistencialistas sem pudor. Teve o mérito de aprimorar o “mensalão” nascido no PSDB. Promove lucros recordes de bancos e sente prazer em mostrar que é um partido enquadrado no capitalismo.

Petistas ingênuos da base do partido até acham o contrário, mas o PT copiou e aprofundou a política econômica de FHC por acreditar nessa opção. Não foi por falta de alternativa.

Tanto que, com e sem Palocci, a política econômica, antes rotulada de “neoliberal” nos tempos de FHC, nunca foi alterada.

Nos Estados Unidos, as diferenças entre Democratas e Republicanos estão hoje bem claras. Democratas são contra a política repressiva contra os usuários de drogas. Os Republicanos, não. Democratas defendem métodos anticoncepcionais. Os Republicanos, com Bush no poder, gastam milhões em propagandas pregando abstinência sexual. Democratas defendem a legalização do aborto. Republicanos, não.

Democratas defendem que ricos paguem mais impostos. Republicanos, não. Democratas valorizam mais as liberdades individuais. Republicanos, não. Pena de morte é defendida por Republicanos. Democratas, não. Estes são só alguns exemplos.

No Brasil, PT, PSDB, PMDB e DEM defendem carga tributária alta, sempre a maior possível, quando estão no governo.

Todos são vagos quando falam da legalização do aborto. A opinião dos partidos sobre a pena de morte é desconhecida. Não consta de estatuto, não consta de debates. As privatizações são, hoje, defendidas pelos quatro partidos.

Mudam apenas o ritmo e a tonalidade. Todos também defendem acriticamente os programas assistencialistas e sem apontar, na prática, uma porta de saída.

Em Goiás é diferente? Muito menos. PMDB e PP hoje estão mais próximos do que estiveram nas origens, quando eram PSD e UDN. Tanto que, na última campanha para governador, ficaram apenas brigando para ver quem prometia mais programas assistencialistas diferentes.

O PT também entrou na dança transgênica. Darci Accorsi, quando prefeito (1993-1996) pelo partido, foi aliado do PMDB de Iris e Maguito. Pedro Wilson, em sua gestão (2001-2004), teve relação pra lá de harmoniosa com o PSDB de Marconi Perillo, então governador do Estado.

Hoje o PT planeja aliança com o PMDB, com quem ainda tem divergências. O prefeito Iris Rezende tem criticado a gestão que recebeu de Pedro Wilson. Mas nenhuma divergência é ideológica. A discussão é para saber quem fez mais praças, quem reformou mais creches, quem fez mais asfalto.

Daí que o eleitor não tem mesmo culpa nenhuma de sentir, cada vez mais, nojo da política e dos políticos.

Se a sociedade atual já leva o cidadão à apatia, os partidos só contribuem para agravá-la. Sem ideologia, os partidos têm cada vez mais torcedores e militantes profissionais e, cada vez menos, simpatizantes ideológicos e programáticos. Nem os Estados Unidos são tão profissionais (no mau sentido da palavra) assim.

Postado por Eduardo Horácio às 00:59 de 09/11/07.
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07/11/07 - Quarta-feira
Análise
A tentação de Alcides

Uma tentação ronda o governador Alcides Rodrigues (PP): apoiar o lançamento de vários candidatos a prefeito, em Goiânia. É uma idéia furada. Com governo impopular não se brinca. Com governo forte já é difícil carregar vários candidatos. Estando fraco, é autodestruição na certa.

Marconi estava com a popularidade nas nuvens em 2004 e resolveu lançar Sandes Júnior (PP), sem o apoio de Darci Accorsi (no PL, hoje PR), enfrentando a candidatura avulsa de Rachel Azeredo (então no velho PFL) e do PTB que preferiu ser vice de Pedro Wilson (PT).

Resultado: Sandes não foi ao segundo turno, o PR nunca mais foi amistoso, o PFL se distanciou de vez, o PTB reclama até hoje e o PSDB se mostra arrependido de ter apoiado Sandes.

A pesquisa Serpes feita em Goiânia, divulgada em outubro (veja aqui mais detalhes), diz que Alcides tem 47,2% de avaliações ruim e péssima. É como se metade de Goiânia o rejeitasse, enquanto a soma de ótimo e bom só chega a 18,7%, índice baixo para quem comandará os aliados na eleição do ano que vem.

A impopularidade de Alcides, por si só, já traz um sério problema: a tendência do candidato da base fazer campanha envergonhada, sem assumir Alcides como cabo eleitoral. José Serra (PSDB), em 2002, não quis o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em seu palanque.

Se com um candidato só, a parada já será dura, com vários a maionese tende a desandar. Com dois, três ou quatro candidatos no campo aliado, o governo Alcides fica imobilizado. Se a relação já não é boa entre PP e PSDB, ela ficará ainda pior se ambos tiverem candidatos a governador. O quase-rompimento de hoje se tornará traumático e, possivelmente, irreversível.

E não é só PP e PSDB que vão para o ringue. Essa é apenas a luta principal. Haverá também o PR brigando com o PP, que briga com o PTB, que se une ao PSDB contra o PP. Até parece poema de Drummond, mas o resultado é que a base brigará entre si enquanto o favorito Iris Rezende (PMDB) voará em céu de brigadeiro.

Se o sinal vermelho tende a aparecer para Alcides na eleição do ano que vem, o pós-eleição será ainda mais complicado.

Se Iris ou o PT (se este tiver candidato) vencem, haverá um Tribunal de Nuremberg na base aliada para apontar os culpados na eleição.

E a culpa, nestes casos, sempre cai no colo do governador, seja ele qual for. É para o Palácio das Esmeraldas que todo mundo apontará, dada a força política e econômica do homem que ocupa a cadeira de governador.

A guerra eleitoral, no entanto, pode não ser o pior. Reconstruir a base no pós-guerra (aliás, pós-eleição) será tarefa das mais complicadas.

E, se Alcides continuar com a administração no mesmo ritmo e rumo de hoje, haverá um início de revoada para o colo do outro lado, que pode ser o PMDB, por exemplo.

E aí já será tarde. Daqui a um ano, se tudo estiver como está hoje, Alcides terá o triplo do trabalho.

Hoje, a base toda só pensa em 2008.

Daqui a um ano, estará pensando em 2010, o que tornará Alcides um alvo interno do PSDB, por exemplo.

O mesmo serve para a oposição. Hoje, Iris tenta se controlar: só pensa em 2008. Daqui a um ano, se tiver sido reeleito, já estará mirando em 2010. E um de seus alvos também será Alcides.  

Alcides, portanto, terá que tomar várias decisões. A primeira delas é fazer seu governo começar, tentando superar as picuinhas internas. Se não estiver popular em 2008, pouca força terá. A segunda decisão é fazer de tudo para a base sair unida. Até agora, no entanto, não parece ser sua vontade.

Postado por Eduardo Horácio às 00:07 de 07/11/07.
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07/11/07 - Quarta-feira
Futebol
Está na Folha de hoje: ‘Prefeito boleiro controla zebra da Série C em Goiás’
Foto: Reprodução

Por Paulo Cobos
Da Folha de S.Paulo

Em regime de comodato, município de Catalão toca o Crac sem intermediários

Time, que custa R$ 1 milhão em 2007, ainda tem apoio de empresas multinacionais beneficiadas por incentivos fiscais na sua cidade-sede

A Folha de S.Paulo destaca hoje, em seu caderno de esportes, as relações entre o prefeito "boleiro" de Catalão (GO), Adib Elias (PMDB), e o time do Crac, que representa a cidade na Série C do Campeonato Brasileiro.

Veja a matéria abaixo:

O nome vai ser motivo de piada se o Crac (Clube Recreativo e Atlético Catalano) encontrar o Corinthians na Série B do Brasileiro no próximo ano.

Mas o clube de Goiás, vice-líder do octogonal decisivo da Série C (hoje enfrenta o Vila Nova-GO), tem uma inusitada fórmula para se manter que é um sucesso quando comparada com a penúria financeira do gigante paulista, seriamente ameaçado de cair na Série A.

Em regime de comodato, o clube foi cedido à Prefeitura de Catalão por 20 anos. É ela que administra o time, banca 60% das despesas (avaliadas em R$ 1 milhão só nesta temporada) e corre atrás de patrocinadores para completar o rateio.

E aí o Crac tem um rol de empresas de causar inveja. Fazem parte dela uma subsidiária da Anglo American, uma das três maiores mineradoras do mundo, a John Deere, fábrica americana de tratores e máquinas agrícolas, e a Mitsubishi, montadora japonesa.

Todas essas empresas possuem plantas em Catalão, município que cresce muito acima da média nacional e tem alto índice de desenvolvimento humano, segundo metodologia criada pela ONU. Todas receberam gordos incentivos fiscais para se instalarem lá.

"Elas nunca falharam com a gente", diz Adib Elias Júnior, prefeito de Catalão e presidente de honra do Crac. Giovani Cortopassi, secretário de Esportes do município e diretor de marketing do clube, é mais direto. "É quase uma obrigação delas [as empresas] ajudarem. E deveriam ajudar mais."

A associação entre o Crac e a prefeitura de sua cidade não tem nada de misterioso, como é comum em outros casos.

"A maneira mais rápida e mais barata de propagar o nome da cidade era através do futebol", diz o prefeito Adib, que logo quando tomou posse no primeiro mandato, em 2001, fez o acordo para tomar o clube em comodato -em troca investiu na sede social do time, que devia na época R$ 576 mil (hoje o clube diz não ter débitos).

A ascensão foi rápida. Em 2004, ganhou o Campeonato Goiano. Agora, faz ótima campanha e está perto do inédito acesso à Série B nacional.

Adib, que não sabe calcular com exatidão o quanto a cidade gastou no Crac, diz que o desempenho do clube não foi essencial na sua carreira até aqui, mas admite que pode ser importante no futuro (tem seu nome cotado para disputar o governo de Goiás em 2010).

"Fui deputado duas vezes sem o Crac, ganhei a eleição para prefeito a primeira vez sem o Crac, mas é claro que a população sabe que o Crac é diretamente ligado ao prefeito", afirma Adib. E ele não toca só a parte administrativa da agremiação, que tem luxos raros para a Série C -mesmo sem ter as despesas bancadas pela CBF, sempre viaja de avião para as cidades mais distantes, numa competição famosa por suas maratonas rodoviárias.

"Noventa por cento das contratações de jogadores são indicadas por mim. Gosto de futebol e acompanho profundamente os campeonatos, até a Série A-3 de São Paulo", diz o prefeito, que tem Romildo, ex-Atlético-MG, e Tico Mineiro, ex-Botafogo, como principais nomes no time que administra.


"Conspiração" faz time jogar em Minas

Uma polêmica de centímetros tirou do Crac o direito de jogar em casa e fez o time ir para outro Estado no octogonal final da Série C.

O clube alega que, levado em conta um espaço de 42 centímetros por torcedor, como a CBF já havia concordado (também de acordo com a versão do Crac), o estádio Genervino da Fonseca comportaria os 10 mil fãs exigidos pelo regulamento para esta fase da competição.

Mas, na última hora, foi lembrada uma lei estadual de Goiás que manda cada torcedor ocupar 50 centímetros.

O prefeito de Catalão e presidente de honra do Crac vê o dedo de adversários políticos no caso, apesar de dizer que a cidade concorda com os gastos feitos no clube.

"Foi uma denúncia partidária [a exigência dos 50 cm]. Tenho absoluta certeza, mas não quero falar para não ficar na mesmice dos políticos querendo culpar os adversários", diz Adib Elias Júnior.
Sem campo, o Crac passou, primeiro, pela também goiana Itumbiara. Mas o estádio dessa cidade foi fechado para reformas, e o jeito foi ir para Uberlândia, em Minas, a cerca de 100 quilômetros de Catalão. Não é sem razão que essa mudança incomoda.

Antes do início do octogonal, o Crac havia feito nove partidas em sua cidade. Nelas, teve um aproveitamento de 78%. Em igual número de jogos como visitante, o clube registrou performance muito mais modesta (48%).

A estréia em Minas também não foi promissora. O time perdeu para o Vila Nova e deixou a liderança do octogonal que classifica quatro times para a Série B da próxima temporada. (PC)

INVASÃO GOIANA: ESTADO PODE TER 4 TIMES NA SEGUNDA DIVISÃO EM 2008
Em 2007, nenhum dos 20 times que disputam a Série B é de Goiás. No próximo ano, podem ser quatro, o que deixaria o Estado só atrás de São Paulo. A invasão pode ter duas frentes. Pela classificação atual da elite, o Goiás estaria rebaixado. Na terceira divisão, 3 dos 8 participantes do octogonal decisivo são goianos. O Crac é o único hoje na zona de acesso, que tem quatro times. Mas Vila Nova e Atlético estão na luta. Os dois têm dez pontos, ou apenas um a menos do que o ABC de Natal, o quarto colocado.

Veja também a matéria no sítio da Folha na internet clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 18:05 de 07/11/07.
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09/11/07 - Sexta-feira
Imprensa nacional
Direitos Humanos: Conselho denunciará PM de Goiás à ONU

Hoje na Folha de S.Paulo

O Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana, presidido pelo ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), relatará à ONU denúncias sobre assassinatos e desaparecimentos atribuídos a policiais militares de Goiás. Em uma reunião na terça, serão relatados 18 casos ocorridos desde 2000. Famílias de vítimas dizem que houve abordagem policial antes do assassinato ou do desaparecimento e criticam a morosidade nas investigações. Para a PM, "não há evidência" de morosidade.

O texto acima foi retirado da Folha de S.Paulo de hoje. Para ler no sítio da Folha, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 11:13 de 09/11/07.
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11/11/07 - Domingo
Política
O que foi feito do PC do B?

Fazendo justiça ao nome, o PC do B foi o partido que mais celebrou este mês os 90 anos de aniversário da Revolução Russa.

Mais do que olhar para o passado, no entanto, o partido deveria tentar enxergar a si próprio e compreender um pouco das causas da crise que atravessa.

Especificamente em Goiás, a legenda vive seu pior período desde que foi legalizado. E qualquer bom entendedor sabe que crise tem mais a ver com o passado recente do que com a queda do muro de Berlim, por exemplo.

Não que o fim da União Soviética e aliados do Leste Europeu tenham sido irrelevantes.

Provocaram, na melhor das hipóteses, uma crise ideológica. Não foi gratuitamente, por exemplo, que Roberto Freire transformou o PCB (anos depois, reaberto) no centrista PPS que hoje abriga em Goiás, entre outros, Linda Monteiro.

A questão principal que aflige o PC do B é sua insconstância na escolha de aliados. E isso, até onde se sabe, nada tem a ver com a queda do muro.

Lembremos: até 1998, era o PC do B o partido que mais fazia oposição aos governadores do PMDB (o auge do contraponto se deu nos governos Iris e Maguito), mas sem deixar de se opor à oposição chamada de centro-liberal (liderada por PP, PSDB e PFL).

Em 1999, no entanto, assumiu cargos no governo Marconi Perillo (PSDB), formado pelos centro-liberais. Em 2000, apoiou a candidatura de Pedro Wilson (PT) à prefeitura de Goiânia, mesmo ocupando cargos num governo que rachou entre duas outras candidaturas (Lúcia Vânia e Darci Accorsi).

A salada transgênica do PC do B estava, no entanto, só no início.

Em 2001, com Pedro Wilson já no comando de Goiânia, o PC do B ganhou cargos na prefeitura sem abrir mão de um sequer no Estado.

Em 2002, um momento de crise: o partido opta por apoiar a candidatura da petista Marina Sant'Anna ao governo do Estado, mas tenta manter seus cargos no governo Marconi, candidato à reeleição contra Marina, entre outros.

Perde os cargos no governo Marconi, o que leva a um racha no PC do B, que leva à saída de Gilvane Felipe e Horácio Santos, entre outros, da legenda. Entre ficar com o partido ou abraçar Marconi, o grupo de Gilvane a segunda opção.

O mesmo PC do B que, em 2002, perde quadros porque rompe com o governo Marconi, volta ao mesmo governo Marconi, pós-reeleição, em 2003. Isso mesmo. Em 2002, o partido considera absurda a posição daqueles que deixam o partido para ficar no governo. Mas um ano depois, este mesmo partido volta ao governo que abandonou.

Em 2003, aliás, pela primeira vez na história, o PC do B goiano passa a ocupar cargos nas instâncias municipal (Pedro Wilson), estadual (Marconi Perillo) e federal (Luiz Inácio Lula da Silva). 

Já encaixado no ninho centro-liberal, em 2004 o PC do B repete a novela de 2000. Apóia a reeleição de Pedro Wilson contra Sandes Júnior (PP), candidato apoiado por Marconi.

Claro, sem deixar os cargos no governo tucano.

Em 2005, o símbolo maior do partido no Estado, o ex-deputado federal Aldo Arantes (PC do B), assume uma secretaria no governo Marconi. Em 2006, faltando nove meses para a eleição, Aldo deixa o governo Marconi com o propósito de derrotar no Senado o então candidato... Marconi Perillo!

No segundo turno da eleição de 2006, mesmo tendo participado do governo PSDB-PP durante oito anos consecutivos, resolve apoiar Maguito Vilela (PMDB) contra Alcides Rodrigues (PP).

O PMDB, antes rival do PC do B, agora passa a ser aliado.

Com tanta incoerência, o governador Alcides Rodrigues (PP), em 2007, nem discute a possibilidade de abrir participação em seu governo para o PC do B. Os comunistas, então, optam pelo pragmatismo, como sempre: cavam espaço na prefeitura de Iris Rezende (PMDB). Depois de muita insistência, conseguem: Luiz Carlos Orro passa a ocupar a Secretaria de Esportes.

Nesse período, no entanto, o partido diminui eleitoralmente. Até pouco tempo, o PC do B tinha um deputado federal goiano, dois estaduais e sempre mais de um vereador em Goiânia. Além dos números, era um partido barulhento, o que potencializava sua relevância.

Atualmente, não tem nenhum deputado federal, nenhum estadual e nenhum vereador na capital. Nada!

Denise Carvalho, outrora estrela do partido, está fora da legenda. Aldo Arantes já não tem a mesma força política de dez anos atrás. No movimento estudantil de Goiás, antigo reduto, o partido nunca esteve tão fraco. E a renovação do partido é tão lenta quanto a mudança de seu estatuto.

Só o PC do B é assim? Outros partidos não são? Essa é a questão: nos últimos dez anos, o PC do B tem sido igual à maioria. Basta citar dois partidos que também seguem o mesmo acorde: PR e PTB.

O erro de PR e PTB, entre outros, é tão grave quanto o do PC do B. Mas há uma diferença: o PC do B recebe votos ideológicos, ao contrário dos outros dois.

Se a ideologia enfraquece, o PC do B entra em crise. Partidos de centro e de direita (a maioria, pelo menos), não.

Se o PC do B planeja sobreviver, uma sacudida terá de ser feita.

A primeira passa pela coerência. Ou o partido assume um lado e se mantém firme, ou morre.

A segunda passa pela renovação de quadros.

A tendência, no entanto, é que nada disso seja feito. Um bom teste será a eleição do ano que vem, em Goiânia. Se o PT tiver candidato próprio contra a reeleição de Iris Rezende (PMDB), de que lado os comunistas vão ficar? Hoje estão no governo Iris. Em 2008 também estarão ou mudarão de lado outra vez?

Postado por Eduardo Horácio às 23:38 de 11/11/07.
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12/11/07 - Segunda-feira
Política
Iris e Maguito convidaram Delúbio?

Só para constar: a revista Época diz que o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares deve ser candidato a deputado federal em 2010 pelo Estado de Goiás. Por qual partido? Pelo PMDB.

Postado por Eduardo Horácio às 00:02 de 12/11/07.
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12/11/07 - Segunda-feira
Copa do Mundo
Goiânia-2014 que se cuide

Há um início de movimento, principalmente dentro do PT, para não deixar que Goiânia seja uma das 12 (ou 10) sedes da Copa do Mundo de 2008.

 

Quem lançou a primeira flecha foi a senadora Ideli Salvati (PT-SC): "Goiânia não é cidade turística, enquanto Florianópolis é", disse ela na tribuna do Senado, contrariada com a primeira reprovação a Florianópolis (e aprovação a Goiânia) no relatório da Fifa.

 

Já a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), diz que Goiânia só tem um hotel cinco-estrelas, o que também seria problema.

 

Há 12 cidades favoritas para sediar a Copa, mas as duas escolheram atacar apenas Goiânia (uma das favoritas). Como adora dizer um grupo de jornalistas goianos, ‘jabuti não sobe em árvore’.

Postado por Eduardo Horácio às 00:08 de 12/11/07.
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14/11/07 - Quarta-feira
Pequi com caviar
Goiânia, 8 anos depois

Em texto hoje no Diário da Manhã (reproduzido pelo blog do Vassil), o jornalista Jorge Taleb relembra, entre outras coisas, uma matéria da Veja de 1999 que falava de Goiânia. O título era Pequi com caviar.

Taleb, na época secretário do então prefeito Nion Albernaz, tentou mostrar que Goiânia não era assim. E criticou o que chamava de "figurinhas pouco representativas, mas arroz-de-festa, que deram alguns palpites ridículos sobre Goiânia".

Será que Goiânia não era assim? Será que não é?

Com a palavra, os leitores do blog.

Para ler o texto de Taleb hoje no DM, clique aqui (acesso livre)

Para ler o texto de Veja que motivou o debate, clique aqui (acesso livre)

Postado por Eduardo Horácio às 12:55 de 14/11/07.
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24/11/07 - Sábado
Título nacional
Goiânia, campeã de inflação

Notícia de hoje nos principais jornais brasileiros:

Goiânia volta a impulsionar IPCA-15 de novembro 
 
Do Jornal do Brasil

Assim como ocorreu em outubro, a cidade de Goiânia foi o principal destaque negativo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) de novembro, medido pelo Instituto Brasileiro de Gerografia e Estatística (IBGE). A inflação na cidade ficou em 0,73%, bastante acima da média nacional, de 0,23%. Em outubro, o IPCA-15 de Goiânia já havia crescido 0,54%, contra uma expansão nacional de 0,24%.

Leia mais clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 03:08 de 24/11/07.
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27/11/07 - Terça-feira
Futebol
Goiânia fora da Copa?

Matéria do DM hoje informa que Goiânia é uma das poucas cidades que ainda não apresentaram o projeto de reforma de estádio para a Copa do Mundo de 2014.

Quem conhece o ritmo de trabalho do governador Alcides Rodrigues (PP) e do secretário de turismo Barbosa Neto (PSB) aposta até mesmo que Goiânia ficará de fora da relação das 12 sedes da Copa.

Para ler a matéria do DM, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 03:50 de 27/11/07.
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18/11/07 - Domingo
Futebol
Hotéis de Goiânia dão conta da Copa

Com 129 hotéis, Goiânia possui mais de 12 mil leitos; outros 10 mil devem ser criados até 2014, ano do mundial da Fifa

Por João Camargo Neto
Tribuna do Planalto

 
A ministra do Turismo, Marta Suplicy, demonstrando desconhecimento das normas da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em entrevista a um veículo de comunicação paulista, criticou a capital goiana por ter apenas um hotel cinco estrelas.

"Nós vamos ter de ter planejamento, assim como infra-estrutura hoteleira. Por exemplo (...), Goiânia tem um cinco estrelas ...", afirmou a ministra ao site Terra Magazine na semana passada.

Se as estrelas fossem condição necessária para sediar jogos da Copa, muitas capitais que pleiteiam uma vaga ficariam de fora por não possuírem empreendimentos luxuosos. De acordo com a classificação da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), há somente 17 hotéis cinco estrelas no Brasil. Entre os quais está o Castro's Hotel, em Goiânia.

Sendo assim, se a Copa do Mundo no Brasil fosse hoje, Goiânia teria condições de ser uma das sedes. Isto é, se o critério fosse apenas a rede hoteleira da Capital. Os 129 hotéis da cidade possuem mais de 12 mil leitos.

A Fifa exige, em média, a reserva de 2,5 mil quartos para a delegação oficial para que Goiás participe do maior evento do planeta. A comissão da Fifa é composta pelos integrantes dos times, por jornalistas, funcionários da Federação, árbitros e convidados.

O que ninguém sabe precisar é o número de turistas que o mundial deve atrair. Ainda assim, não será somente a Capital do Estado que ganhará caso venha a estar entre as escolhidas. A Fifa permite que cidades no raio de até 150 quilômetros do estádio - no caso, o Serra Dourada, em Goiânia – ofereçam alojamentos. Os principais municípios turísticos goianos, como Caldas Novas, Goiás, Pirenópolis e Rio Quente, também podem vir a hospedar alguma das quatro seleções que Goiás pode vir a receber.

Leia o restante da matéria clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 03:55 de 18/11/07.
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27/11/07 - Terça-feira
Política
Falta a reforma republicana

O todo-poderoso secretário da Fazenda Jorcelino Braga diz à coluna de Filemon Pereira (da Tribuna do Planalto) que “há muitas pessoas no Estado ganhando até R$ 30 mil por mês”.

Os nome dos marajás estão com ele, todos anotados na ponta do lápis. Mas, segundo Braga, podem ser, ou não, divulgados, dependendo das circunstâncias.

Braga tem informações preciosas sobre o Estado. Inclusive essa dos salários de R$ 30 mil, quantia irregular para qualquer funcionário.

Mas Braga só vai divulgar dependendo das circunstâncias? Isso, em outra época, não recebia outro nome?

Quer dizer que, se as circunstâncias forem favoráveis a ele, os nomes não serão divulgados? O interesse republicano que se dane?

Se Braga não divulgar os nomes dos marajás do Estado, a reforma administrativa - anunciada com tanto barulho - não passará do departamento de secos e molhados.

Postado por Eduardo Horácio às 19:09 de 27/11/07.
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30/11/07 - Sexta-feira
Análise Política
Há “vítimas” e vítimas

Quando implantou a reforma administrativa, o governador Alcides Rodrigues (PP) sabia que ela já era tardia, embora necessária.

Desde que assumiu o cargo em abril de 2006, foram 20 meses de espera até que a reforma se consolidasse na prática. Neste pós-reforma, no entanto, Alcides precisa de muito cuidado para tratar das conseqüências administrativas e políticas.

Há vítimas reais e há oportunistas que posam de vítima. O governador precisará de frieza para diferenciá-las.

O fato de ser tardia potencializou o impacto negativo da mesma sobre seus aliados.

Se a mesma reforma tivesse sido feita em janeiro, o susto seria menor.

O rombo financeiro deixado pelo governo anterior não seria tão grande como é hoje e os cortes (de órgãos, de funcionários e de salários) poderiam ser mais suaves. 

Claro que Alcides deve ter suas razões (não-republicanas, provavelmente) para sua reforma não ter sido feita antes. Afinal, masoquista não é. Mas o apoio às reformas, certamente, teria sido maior. Sua popularidade ainda era maior. O cofre do Estado teria sofrido menos.

No campo administrativo, o governo acerta ao extinguir vários órgãos inúteis e ineficazes, a maioria usada para cabide de emprego de aliados.

Há, no entanto, aqueles que não deveriam ser extintos. Como a Fapeg, que se transformou em superintendência, ocupando pequeno espaço na Secretaria de Ciência e Tecnologia. É um erro, como se falará mais abaixo.

No campo político, sobram oportunistas que posam de vítimas. Há aliados que só agora começam a sentir que o governador, enfim, é outro e não aquele que ficou quase oito anos consecutivos no Palácio das Esmeraldas. Todos os partidos e grupos políticos - alguns mais, outros menos – terão perdas com a reforma. E teria de ser assim mesmo. Nunca a máquina administrativa de Goiás esteve tão inchada.

O PSDB, que tem esticado a corda do rompimento desde janeiro, pensa seriamente em oficializar uma ruptura com o governador. Tucanos aliados do senador Marconi Perillo (PSDB) perderam nove cargos na reforma.

Marconi, especialmente, tem dado sinais de rompimento antes mesmo da reforma. Em Rio Verde, em outubro deste ano, o tucano disse que o PSDB estava "cansado de carregar piano para o PP" e que os pepistas sofrem "dor-de-cotovelo". Não pareciam declarações de um aliado. Junto com o PSDB, quem também pode abandonar o ninho governista é o PTB, comandado pelo deputado federal Jovair Arantes, também marconista.

Outro partido que talvez deixe o governo do Estado é o PR, do deputado federal Sandro Mabel.

O partido pode aproveitar a reforma de Alcides para concretizar as articulações e ser vice de Iris em 2008. Iris, se reeleito, deixaria a prefeitura e sairia candidato a governador em 2010, deixando Mabel no cargo de prefeito por dois anos e nove meses.

O sonho de Mabel de ser prefeito de Goiânia é antigo. Além da realização de um sonho, sendo prefeito de Goiânia, Mabel seria também um candidato natural à reeleição em 2012. É um belo trampolim para seu partido.

Fapeg
Além das questões políticas, há nós administrativos que precisam ser resolvidos, como a já falada transformação da Fapeg em superintendência. A Fapeg, mais até do que a Secretaria de Ciência e Tecnologia, tem mais força para captar verbas do Ministério da Educação e do CNPq.

Qualquer governante, quando assume um mandato, deveria ter em sua cabeça que nenhum Estado ou País avança sem investimento em ciência, cultura e funcionalismo público. O que o atual governo tem feito? Cortou praticamente todos os investimentos na área cultural desde janeiro, com exceção das verbas para eventos.

No quesito funcionalismo, terá de ter coragem para mandar embora os comissionados que só ocupam espaço e valorizar os funcionários que realmente ajudam o Estado. Se, para agradar aliados, Alcides optar pela fórmula inversa, o Estado pára. Não há nada pior para qualquer Estado do que funcionário público insatisfeito.

A máquina pública, para usar uma expressão do médico Alcides, aí sim se torna "paquidérmica".

Voltando à Fapeg, é bom lembrar que, desde janeiro, ela foi o órgão do governo (junto com a Agepel, que cuida da Cultura) que mais teve recursos cortados proporcionalmente.

Que Alcides e o secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, corrijam esse erro. Imaginar que Cultura e Ciência são coisas menores é o mesmo que sabotar o futuro a médio e longo do prazo do Estado de Goiás.

(texto escrito originalmente dia 13 de novembro, quando foi publicado na Tribuna do Planalto)

Postado por Eduardo Horácio às 16:46 de 30/11/07.
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30/11/07 - Sexta-feira
Análise
Raquel Teixeira é mesmo candidata?

A exemplo de quatro anos atrás, Raquel Teixeira (PSDB) volta a dizer que é candidata à Prefeitura de Goiânia.

Se vai mesmo jogar suas fichas nisso, terá de dar alguns saltos.

Um: tornar-se independente de Marconi Perillo.

Dois: assumir-se desde já como contraponto a Iris Rezende, favorito no ano que vem.

Sem se desgrudar de Marconi e sem se mostrar alternativa real a Iris, Raquel terá poucas chances. Aliás, nem será levada a sério, como não foi quatro anos atrás quanto foi pré-candidata.

Um exemplo para Raquel se mirar está próximo: sua colega de partido, a senadora Lúcia Vânia (PSDB).

Lúcia só é o que é porque se impôs. Evitou usar a influência de seu marido, o ex-governador Irapuan Costa Júnior. Não se escorou em ninguém. Ao contrário, construiu caminho próprio. Para isso, se preparou intelectualmente, mostrou fibra política e não recusou assumir riscos e responsabilidades.

Não é de graça que Lúcia conseguiu, em um Estado tão machista, ter sido candidata ao Governo de Goiás, à Prefeitura de Goiânia e ao Senado num intervalo de apenas oito anos. É até hoje a única mulher do Estado que conseguiu tal feito.

Perdeu duas eleições, mas saiu de cabeça erguida. Tanto que derrotou o poderoso lobby de Henrique Meirelles em 2002 para ser candidata ao Senado e, depois, se eleger.

Raquel será instigada a avaliar se, de fato, vale a pena seguir o caminho de Lúcia Vânia. Afinal, há quem chame Lúcia de instransigente, entre outros sinônimos.

O que ela não pode esquecer é que, sem intransigência e teimosia, Lúcia não teria chegado a lugar algum. Se não tivesse batido o pé, não seria candidata à Prefeitura de Goiânia em 2000. Muito menos ao Senado em 2002. Para uma mulher entrar na política pela porta da frente, a instransigência é necessidade; não é opção. Raquel sabe disso? Pelo jeito, não.

Se soubesse, não teria feito o que fez ainda em 2003. Lançou-se candidata à prefeitura, mas ficou esperando que alguém a empurrasse. Claro, ninguém a empurrou.

Pouca coisa na vida é tão ingrata quanto a política. Aliás, o mais comum é que a espera pela gratidão seja respondida com indiferença. Quem tem munição para queimar costuma ser mais respeitado do que aquele que joga flores à espera de uma recompensa. Lúcia sabe disso. Raquel, ainda não.

Se soubesse, Raquel Teixeira não teria agido como agiu ao "denunciar" Sandro Mabel (PR) em junho de 2005, no auge do mensalão.

Sem ser consultada, viu colegas de partido vazarem informações para a imprensa. Um resumo: Raquel teria sido procurada por Mabel para entrar no então PL (hoje PR) em troca de dinheiro. Raquel parecia "surpresa" com sua própria denúncia. Concedeu uma confusa entrevista à Folha de S.Paulo em que dizia que não tinha falado o nome de Mabel "em lugar nenhum". "Na verdade, eu falei desse assunto, quando aconteceu, com o governador (Marconi), e com mais ninguém. Todo mundo que falou até agora em meu nome o fez indevidamente", disse ela à jornalista Mônica Bergamo.

Para o desgosto de Raquel, Marconi, depois, defenderia Mabel no episódio. E Raquel engoliria seco o fato de estar com Mabel na aliança que elegeu Alcides Rodrigues (PP) governador. E sua imagem ficaria arranhada, mesmo tendo sido a "autora" da denúncia.

Se for menos ingênua e esperar menos de seus aliados, Raquel até pode se viabilizar como candidata da base aliada à Prefeitura de Goiânia.

Mas terá que caminhar com as próprias pernas. Ninguém fará nada por ela. Há até um exemplo em carne viva para provar isso: Barbosa Neto (PSB) confiou na palavra pública de Marconi Perillo em 2003 e viu sua candidatura naufragar no ano seguinte.

Em resumo, Raquel terá de ser outra Raquel.

Terá de ser mais agressiva com os adversários e até contra alguns aliados. Terá de atacar Iris, não só no ponto considerado fraco do peemedebista (que é o forte de Raquel): educação. É pouco. Terá de fazer mais.

E, sobretudo, sem hesitar, sem recuar. Ou seja: Raquel terá de correr riscos. E não há hoje risco maior do que ser candidata por uma base aliada em crise, pronta para implodir.

Raquel, enfim, terá seu teste de fogo. Ou assume os riscos, ou estará condenada a ser eternamente deputada federal. Isso, claro, enquanto seus aliados deixarem. Gratidão não existe em política.

Postado por Eduardo Horácio às 18:51 de 30/11/07.
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22/11/07 - Quinta-feira
Futebol
Hoje, na Folha, sobre a Copa-14

Inimiga

Em resposta a Marta Suplicy (Turismo), que disse que Goiânia não tem hotel de luxo para abrigar a Copa-14, a Secretaria Estadual de Esportes disse que tratará o assunto só com o Ministério do Esporte, deixando de lado a pasta comandada por ela.

Para ir ao link da nota, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 05:34 de 22/11/07.
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23/11/07 - Sexta-feira
Goiânia-2014
Marta Suplicy ligou para Alcides

Na edição de hoje, no Painel de Esportes da Folha de S.Paulo:

De bem

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, ligou ontem para o governador de Goiás, Alcides Rodrigues Filho, a fim de apagar incêndio provocado por sua declaração de que Goiânia não tem hotel de luxo para receber a Copa de 2014. Declarou não ter nada contra a cidade.

Para ler a nota na página da Folha, clique aqui.

Postado por http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2311200701.htm às 05:39 de 23/11/07.
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07/11/07 - Quarta-feira
Copa do Mundo 2014
Marta reclama da hotelaria de Goiânia

Hoje, na Folha de S.Paulo (para ler tudo, clique aqui):

Vila da Copa

O Ministério do Turismo prevê que a falta de hotéis seja o ponto fraco de algumas cidades candidatas à Copa-14. "Goiânia, por exemplo, só tem um hotel cinco estrelas", diz a ministra Marta Suplicy. Para superar o problema, a pasta estuda a construção de prédios nos moldes da Vila do Pan, no Rio. Os apartamentos seriam vendidos e ocupados pelos compradores após o Mundial. A avaliação é que novos hotéis ficariam ociosos após a competição. Depois da escolha das subsedes, a FGV fará um estudo sobre o número de leitos.

Postado por Eduardo Horácio às 04:42 de 07/11/07.
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O que Marconi quis dizer com a frase "Eu esperei esse debate como o vigia espera o alvorecer" dita depois do debate da OJC de 31 de agosto?
Que, assim como um vigia, queria ir embora logo do debate;
Que ele está vigiando os adversários até de madrugada;
Que ele não estava nem aí para o debate (ou o alvorecer)
Que depois de Lua Nova e Eclipse ele mal pode esperar pelo Alvorecer
 
 
 
 
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