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Vanderlan é o menos rejeitado
Senado: Demóstenes e Renner crescem
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Veja: houve "armação" contra Marconi
Conheça o histórico de Marconi nos debates
TRE divulga o que leitor do blog já sabia
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Serpes nas entrelinhas: nada definido
Senadores põem na campanha assessores pagos pela Casa
Marconi volta a ter mais tempo de TV
Perillo se contradiz ao explicar documentos e diz que denúncia é "café requentado"
Tucano diz que denúncias são eleitoreiras
STF abre inquérito contra Marconi
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02/10/07 - Terça-feira
Política
A saída à francesa de Marconi

Por Eduardo Sartorato
Da Tribuna do Planalto

Na segunda-feira, 24, deputados tucanos se reuniram na casa de Daniel Goulart e, por meio de uma votação improvisada, definiram que o senador Marconi Perillo (PSDB) não será candidato em Goiânia. Decisão previsível.

Nas últimas semanas, o discurso de que Marconi deveria ser preservado para 2010 cresceu justamente entre os aliados mais próximos dele. Leonardo Vilela, Raquel Teixeira e Jardel Sebba foram algumas das lideranças que fizeram uma espécie de 'campanha' para que Marconi continuasse em Brasília.

Pode parecer, mas a ação não foi isolada.

Espertamente, Marconi articulou sua saída do processo, pois a sustentação de uma postulação já estava ficando perigosa.

Quando o senador se pôs à disposição, o PSDB corria riscos de uma debandada em massa. Criar expectativa de poder foi a estratégia usada para evitar o enfraquecimento do PSDB. O tiro, porém, saiu pela culatra.

A possibilidade não pegou bem entre as lideranças do interior. A lém disso, ao deixar o nome, Marconi intimidou o surgimento de novos pré-candidatos. Sem falar que, a idéia estava começando a ganhar força e seria difícil dizer 'não' depois. Com a manobra, Marconi resolveu o problema. Saiu de cena sem desgaste. O problema é que a decisão deixa o PSDB na estaca zero.

Leia a íntegra da coluna Linha Direta, assinada por Filemon Pereira e colaboradores, clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 10:38 de 02/10/07.
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02/10/07 - Terça-feira
Política
‘Eu vou romper’ está no forno
Reprodução

Em mais um capítulo do livro "Eu vou romper!", o senador Marconi Perillo (PSDB) ataca o governador Alcides Rodrigues (PP) em seu boletim número 34, publicado ontem.

“Pior do que perder uma eleição é ganhar e não dar conta do recado” é o título do boletim, frase pronunciada pelo próprio Marconi.

Não há nenhuma citação a Alcides no texto.

Mas não há como a frase ter sido endereçada a outra pessoa, principalmente pelo contexto atual de crise entre ambos.

Curiosamente, o texto da matéria não cita a frase forte do título.

Apenas diz que Marconi deixou dinheiro em caixa, pagamento em dia, todos os programas sociais pagos e ampla melhoria no perfil da dívida que herdou de governos passados.

Para ler o boletim na íntegra, clique aqui.

Em tempo: note como a foto de Marconi foi mal recortada e jogada em cima da platéia na foto que ilustra a edição deste boletim. Além do recorte ter sido mal feito, tem-se a sensação que Marconi está falando para um lado e a platéia está olhando para o outro. É no mínimo engraçado.

Postado por Eduardo Horácio às 18:45 de 02/10/07.
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03/10/07 - Quarta-feira
"Demissão"
Gerundismo não é o problema central. É o que ele significa

Uma coisa é o gerúndio, outra é o gerundismo. Mesmo assim, até agora não entendi qual dos dois o governador-marqueteiro José Arruda (DEM) "demitiu" do Distrito Federal.

De qualquer forma, o pior do gerundismo não é o gerundismo e, sim, o que leva a pessoa a praticá-lo: a falta de compromisso de quem o pronuncia. Quem diz isso é o lingüista Sírio Possenti.

Aliás, pergunte ao cidadão do DF qual das duas alternativas ele prefere:
A) falta de compromisso sem gerundismo
B) gerundismo sem falta de compromisso.

Certamente optará pela segunda opção.

Até porque, ao "demitir" o gerundismo, logo os atores da falta de compromisso encontrarão um substituto para justificar a ineficiência.

O que foi "demitido" foi a conseqüência e não a causa do problema.

Repita-se: O gerundismo (ou o gerúndio) não é o problema central. É o que ele significa.

Postado por Eduardo Horácio às 04:54 de 03/10/07.
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03/10/07 - Quarta-feira
Futebol
Em defesa de Cuca

Cuca, que pediu demissão do Botafogo semana passada, é hoje o único técnico de futebol do Brasil que sabe armar times para jogar para frente, com beleza, sem descuidar da eficiência.

Muricy Ramalho e Mano Menezes são bons técnicos? Sim. Mas só se preocupam com a eficiência.

Cuca gosta de botar seus times no ataque. Foi assim quando esteve no Goiás, em 2003.

Ele assumiu a equipe esmeraldina quando ela amargava a última posição da tabela, com o primeiro turno já encerrado.

Mesmo com a equipe se reabilitando e passando para a zona intermediária, sem chances de título e de Libertadores, a média de público dos jogos do Goiás no Serra Dourada foi superior a 25 mil pagantes.

Geninho, em 2005, deixou o Goiás em terceiro lugar, classificando-o para a Libertadores, mas a média de público foi de 15 mil.

Qual a diferença entre Cuca e Geninho? Cuca fazia o time jogar bonito. Geninho só se preocupou com resultados.

A torcida preferiu a primeira opção (que também trouxe resultados, tanto que o Goiás foi vice-campeão do segundo turno).

O time do São Paulo campeão da Libertadores e do Mundo em 2005 foi montado por Cuca - um ano antes, em 2004.

O mesmo Cuca que conseguiu, no primeiro turno deste ano, fazer o Botafogo ter o futebol mais bonito do Brasil, o que rendeu a liderança do campeonato durante alguns meses.

O caso-Dodô e instabilidades internas foram mais responsáveis pela má fase do Botafogo do que o comando de Cuca.

Tanto que, no jogo Botafogo 0 x 3 Goiás, na estréia do retranqueiro Mário Sérgio, o grito da torcida no Maracanã era "olê, olá, Cuca, Cuca".

O grande problema que atrapalha a carreira de Cuca, por enquanto, é o fato de não ter títulos em seu currículo. O que é apenas questão de tempo.

Postado por Eduardo Horácio às 14:10 de 03/10/07.
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03/10/07 - Quarta-feira
Política
Boletim de Marconi volta atrás e diz que tucano não deixou dinheiro em caixa
Reprodução

Como diz o jornalista Vassil Oliveira, acompanhar o boletim diário do senador Marconi Perillo (PSDB) é uma diversão só.

Hoje, o boletim extra solta uma "errata" em relação ao boletim de anteontem, noticiado aqui (clique aqui e leia de novo o boletim de anteontem)

Tem sido prática do boletim de Marconi, aliás, pregar o rompimento com Alcides num dia e pedir desculpas no dia seguinte.

O boletim-errata de hoje diz que "esta assessoria de imprensa transcreveu de forma errada discurso do senador Marconi Perillo em cidades do interior, onde tem participado de eventos do PSDB. Marconi Perillo não disse que deixou dinheiro em caixa, mas as folhas de pagamento do funcionalismo público em dia, exceto do Tribunal de Justiça e do MP, pagas no 1º dia útil do Governo Alcides Rodrigues".

Enfim, o texto (bastante confuso, por sinal) acaba por confirmar, pela primeira vez em público, que Marconi Perillo não deixou nenhum dinheiro em caixa para o seu sucessor, Alcides Rodrigues (PP).

Em outro trecho do boletim, chamado de "Reflexões (De responsabilidade do editor)", há mais confusão do que esclarecimento.

Voltando ao primeiro texto, ele informa que "também errou esta assessoria, supondo ligação natural entre a manchete e o texto correspondente (contidos no boletim 34, ao lado), referindo-se à exigência do Senador de pressupostos para seu aval a candidatos para as eleições municipais. Trata-se de exigência aos candidatos do PSDB que queiram ter o aval do Senador nas Eleições Municipais de 2008. Marconi tem colocado pré-requisitos p/ dar seu apoio, tais como: ser bom candidato, ter história e credibilidade, ter bom projeto e, depois de eleito, administrar bem. Com estar Pré-condições, "é melhor perder com um candidato qualificado do que avalizar qualquer um” (frase do Senador)."

Não sei se o texto esclarece alguma coisa. Mas de qualquer forma, está feito o registro.

Recomendo ao leitor que veja o boletim-errata na íntegra. Para tanto, basta clicar aqui.

E quem quiser ler o boletim que provocou esta errata, favor clicar aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 15:45 de 03/10/07.
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04/10/07 - Quinta-feira
Poluição
Detritos da Perdigão caem em rio

Empresa recebeu multa de R$ 500 mil e pode levar outra de R$ 7,2 milhões

A água contaminada foi distribuída para 93% dos consumidores de Rio Verde (GO), segundo a Secretaria do Meio Ambiente da cidade

POR FELIPE BÄCHTOLD
Publicado hoje na Folha de S.Paulo

Um acidente em uma fábrica da Perdigão provocou a contaminação de um manancial e comprometeu o abastecimento de água em Rio Verde (241 km de Goiânia), em Goiás.
A Agência Ambiental do Estado aplicou multa de R$ 500 mil à empresa, que pode ser autuada ainda em R$ 7,2 milhões pela prefeitura.

Em 14 de setembro, uma falha em um sistema de bombeamento na indústria da Perdigão levou rejeitos de animais ao rio que abastece a cidade, que tem 133 mil habitantes.
A Saneago, empresa responsável pelo tratamento da água, não foi alertada em tempo, e o material vazado chegou aos consumidores.

A Secretaria do Meio Ambiente da cidade diz que houve aumento de casos de infecção intestinal no município nos dias subseqüentes ao acidente. A água contaminada foi distribuída para 93% dos consumidores da cidade, segundo a secretaria.

O acidente teve início durante a madrugada, após pane em equipamento que bombeava restos de animais para tratamento na fábrica da Perdigão. A unidade da indústria é a maior do Brasil na área de carnes, segundo a empresa.

Os detritos se espalharam pela fábrica, encheram e transbordaram de uma lagoa de contenção e atingiram o córrego Abóbora, onde é feita a captação de água para a rede de abastecimento público da cidade de Rio Verde.

O problema na fábrica só foi percebido e contido durante a manhã. Peritos estimam que tenham vazado pelo menos 400 m3 de matéria orgânica, o que equivale a 400 caixas d'água de mil litros.
A estação de tratamento de água da Saneago teve que interromper o fornecimento de água. Os consumidores foram orientados a esvaziar e a limpar as suas caixas d'água. A Saneago estima que em cada uma das residências tenha ocorrido uma perda de cerca de 7.500 litros de água.

A estação de captação fechou por algumas horas para limpeza de filtros e decantadores.
A Secretaria do Meio Ambiente de Rio Verde pretende multar a indústria em outros R$ 7,2 milhões. A Saneago vai pedir indenização pelos prejuízos causados à rede de abastecimento da cidade.

Papel e celulose
Na sexta-feira, um novo acidente voltou a ocorrer no mesmo rio em Rio Verde. Um vazamento de óleo, usado na caldeira de uma fábrica de papel e celulose da empresa Orsa, atingiu o córrego. O material não chegou a afetar a estação de tratamento de água.

A prefeitura e a Agência Ambiental de Goiás ainda avaliam os danos provocados pelo acidente. Segundo a agência, a região onde é feita a captação de água fica em um distrito industrial da cidade e fica sujeita a problemas ambientais.

Não houve negligência, diz empresa

A Perdigão informou que o vazamento em Rio Verde (GO) foi uma "fatalidade" e que não houve "negligência ou omissão".

Ela afirmou que o vazamento ocorreu por canais pluviais subterrâneos e que não era facilmente perceptível. Técnicos suas pararam atividades assim que o problema foi notado, para estancar o vazamento. A Perdigão disse que o material provocou somente mudanças na cor e no odor da água consumida, sem causar danos à saúde.

A substância que vazou, de acordo com a empresa, continha apenas água com corante e gordura.
A Perdigão afirmou desconhecer suspeita de problemas de saúde na população após o acidente.
Já a Orsa, responsável pela fábrica onde ocorreu outro vazamento, diz que peritos da empresa estão avaliando, com supervisão da prefeitura, as causas do acidente e afirma que ampliará ações para evitar novos problemas.

Para ler a matéria no sítio da Folha de S.Paulo, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 01:36 de 04/10/07.
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05/10/07 - Sexta-feira
Pesquisa TNS Sports/Placar
Goiás E.C. tem a maior torcida de Goiânia. São Paulo é 2º e Vila Nova é 5º
Ilustração: Revista Placar

A TNS Sports, conceituado instituto de pesquisa inglês, fez uma parceria com a revista Placar que resultou num Raio X completo das torcidas de futebol no Brasil e em outros nove países apaixonados por futebol. 

É a primeira vez que um instituto fora de Goiás fez uma pesquisa em Goiânia para saber qual time tem maior torcida.

E na pesquisa, o Goiás E.C. é o líder com 23,7% das preferências dos goianienses.

A surpresa é o segundo colocado em Goiânia: o São Paulo F.C., com 17,1%. O terceiro colocado é o Palmeiras com 10,5%.

A quarta posição é do Corinthians, com 7,9%.

E só na quinta posição aparece um outro time goiano: o Vila Nova, com 6,6%. O Vila, no entanto, tem mais torcida na capital do que o Flamengo, que aparece na sexta posição com 5,3% das preferências.

Se formos contar as pessoas que disseram torcer apenas pela seleção brasileira, o Vila Nova cai para a sexta posição.

11,8% dizem torcer para outros times além dos já citados no quadro que ilustra esta postagem.

É bom lembrar que a pesquisa foi feita só em Goiânia. Se fosse realizada no Estado todo, a liderança do Goiás tenderia a crescer ainda mais, conforme já foi comprovado por outros institutos locais, como o Serpes, por exemplo.

Entre outras coisas, descubriu-se que o Corinthians tem hoje torcida idêntica à do Flamengo no Brasil: 15,3% para o time carioca e 14,8% para o time paulista.

Antes que algum flamenguista critique a pesquisa, uma ressalva: o instituto só fez o levamento em 13 capitais do Brasil e algumas cidades maiores de São Paulo, Rio e Minas.

Quando o levantamento é feito no Brasil inteiro, com amostra de todas as cidades do interior, o Flamengo ainda vence o Corinthians com folga.

Uma prova da superioridade do Flamengo no Brasil inteiro é que o Datafolha fez pesquisa nacional em setembro deste ano, que deu 17% ao time carioca e 12% ao Corinthians, índice semelhante a uma pesquisa idêntica feita em 1993.

Na pesquisa da TNS Sports, O Goiás E.C. tem a 17ª maior torcida do Brasil, com 0,38% da preferência dos brasileiros, índice que é maior do que a do Santa Cruz ou do Coritiba, por exemplo.  É o único time goiano que aparece na lista dos 40 primeiros colocados.

A pesquisa completa em todas as capitais, com mais detalhes, pode ser lida na edição de outubro da revista Placar, que já está nas bancas de Goiânia.

Em tempo: aqui vai o link para uma pesquisa Serpes feita em Goiânia em janeiro deste ano. A pesquisa, no entanto, só aceitava que o entrevistado respondesse um time goiano. O Goiás teve 46,1% contra 14,9% do Vila Nova. O que dá a mesma proporção da pesquisa da TNS se computarmos apenas os times goianos.

Para visualizar a pesquisa Serpes clique aqui.

O sítio do Globo Esporte também noticiou a pesquisa. Para ver a matéria, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 14:56 de 05/10/07.
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05/10/07 - Sexta-feira
Blogosfera
Uma reestréia importante

Reestreou hoje o blog do jornalista Vassil Oliveira.

E a reestréia veio com dois textos bons sobre Mabel, um cujo título é "A referência Braga" e uma retrospectiva do confronto histórico entre Nion Albernaz (PSDB) e Luiz Bittencourt (PMDB) em 1996.

A eleição de 1996 em Goiânia mudou o curso da política goiana no século passado. Foi a primeira vitória importante da história do PSDB goiano e a primeira vez que o PT se aliou ao PMDB (veladamente no primeiro turno, declaradamente no segundo).

O endereço para acessar o blog, que promete ser atualizado diariamente, é www.vassil.com.br

Postado por Eduardo Horácio às 14:47 de 05/10/07.
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07/10/07 - Domingo
Cinema
Blog de Fernando Meirelles

O cineasta brasileiro Fernando Meirelles agora também tem blog.

O espaço trata, principalmente, dos bastidores do novo filme do diretor: Blindness – Ensaio sobre a Cegueira.

Para acessar o blog, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 00:54 de 07/10/07.
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06/10/07 - Sábado
Veja
Revista diz que Renan investigou vida particular de Marconi e Demóstenes

Espionagem de Renan tentou incluir Pedrinho Abrão

Objetivo era filmar Marconi e Demóstenes em atividades ilegais no aeroporto de Goiânia

Arapongas também procuraram familiares de Demóstenes em Rio Verde

Por Policarpo Junior e Otávio Cabral
Revista Veja desta semana

Para salvar seu mandato, o senador Renan Calheiros já usou a tática de constranger e ameaçar colegas do Parlamento com a divulgação de informações supostamente comprometedoras.

(...)

Às vésperas de enfrentar três outros processos no Conselho de Ética, Renan Calheiros é flagrado em outro movimento clandestino e espúrio: a espionagem de senadores. VEJA apurou que Calheiros montou um grupo de arapongas e advogados para bisbilhotar a vida de seus adversários.

Na mira estão dois dos principais oponentes do presidente do Congresso: o tucano Marconi Perillo e o democrata Demostenes Torres. Ambos tiveram a vida privada devassada nos últimos três meses.

A ousadia chegou ao ponto de, há duas semanas, os arapongas planejarem instalar câmeras de vídeo em um hangar de táxi aéreo no Aeroporto de Goiânia para filmar os embarques e os desembarques dos parlamentares. O objetivo era tentar flagrar os senadores em alguma atividade ilegal para depois chantageá-los em troca de apoio. O plano só não foi em frente porque o dono do hangar não concordou em participar da operação.

O grupo de espionagem é comandado pelo ex-senador Francisco Escórcio, amigo, correligionário e assessor direto de Renan Calheiros. No dia 24 passado, o assessor se reuniu em Goiânia com os advogados Heli Dourado e Wilson Azevedo.

Discutiram uma estratégia para criar uma situação que comprometesse os senadores Perillo e Demostenes. "Vamos ter de estourá-los", sentenciou Escórcio. Um dos advogados disse que a melhor maneira de constranger os senadores oposicionistas era colher imagens deles embarcando em jatos particulares pertencentes a empresários da região.

Um dos presentes lembrou que os vôos eram feitos a partir do hangar da empresa Voar, cujo proprietário é o ex-deputado Pedro Abrão, um ex-peemedebista. Na mesma noite, Abrão foi convidado a ir a um escritório no centro de Goiânia. Lá, na presença dos advogados, ouviu a proposta diretamente de Francisco Escórcio: "Nós precisamos de sua ajuda para resolver um problema para Renan", disse Escórcio.

Os dois já se conheciam do Congresso Nacional. "Queremos instalar câmeras de vídeo para gravar Perillo e Demostenes usando seus aviões." E completou: "Quero ver a cara deles depois disso, se eles (os senadores) vão continuar nos incomodando". Abrão ouviu a proposta e ficou de estudar. Depois, preocupado, narrou o estranho encontro a um amigo.

Ex-governador de Goiás, Perillo está em seu primeiro mandato. Na reta final do processo que investigava o envolvimento de Calheiros com o lobista de empreiteira, foi Perillo que apresentou a tese vencedora de que o voto no Conselho de Ética deveria ser aberto.

Já Demostenes Torres, ex-promotor público, é hoje um dos mais destacados parlamentares da oposição. Não é a primeira vez que ele, titular do Conselho de Ética, é vítima de arapongas. Em junho passado, logo depois das primeiras denúncias contra Calheiros, Demostenes foi um dos primeiros a defender com veemência a instalação do processo por quebra de decoro.

Os arapongas de Renan passaram a investigá-lo desde então. Sem cerimônia, estiveram na cidade de Rio Verde, no interior de Goiás, onde moram pessoas próximas a Demostenes. Lá, procuraram amigos e amigas que já fizeram parte da intimidade do senador. Uma dessas pessoas chegou a receber uma oferta para gravar um depoimento. Os arapongas se apresentavam como advogados, tinham sotaque carregado e, ao que parece, estavam muito interessados em fazer futrica. Não escondiam que o objetivo era intimidar o senador.

Na semana passada, Demostenes Torres e Marconi Perillo foram procurados por amigos em comum e avisados da trama dos arapongas de Renan.

Os senadores se reuniram na segunda-feira no gabinete do presidente do Tribunal de Contas de Goiás, onde chegaram a discutir a possibilidade de procurar a polícia para tentar flagrar os arapongas em ação. "Essa história é muito grave e, se confirmada, vai ser alvo de uma nova representação do meu partido contra o senador Renan Calheiros", disse o tucano Marconi Perillo.

"Se alguém quiser saber os meus itinerários, basta me perguntar. Tenho todos os comprovantes de vôos e os respectivos pagamentos." Demostenes Torres disse que vai solicitar uma reunião extraordinária das lideranças do DEM para decidir quais as providências que serão tomadas contra Calheiros. "É intolerável sob qualquer critério que o presidente utilize a estrutura funcional do Congresso para cometer crimes", afirma Demóstenes.

Francisco Escórcio foi contratado em novembro do ano passado pelo senador Calheiros como assessor técnico da Presidência. Antes, trabalhou com o ex-ministro José Dirceu no cargo de assessor especial da Casa Civil. Despacha em uma sala a poucos metros de Renan e ganha um salário de 9.301 reais. O que ele faz? "Faço o que Renan me mandar fazer", disse a VEJA. Escórcio, o advogado Heli Dourado e seu sócio Wilson Azevedo foram ouvidos simultaneamente sobre o plano para bisbilhotar os senadores.

Escórcio afirmou que esteve em Goiânia no dia 24 "para pegar umas fotos", que se reuniu com o advogado Heli Dourado e "outras pessoas" num escritório e que, por acaso, o empresário Pedro Abrão "apareceu por lá e eu até disse que ele estava bem magrinho".

Heli Dourado confirma que esteve reunido com Escórcio "para discutir um processo judicial de interesse da família Sarney" e garante que "Pedro Abrão não participou da conversa". Wilson Azevedo, seu sócio, diz que "esteve com Escórcio há uns dez dias num encontro informal" e que não vê Pedro Abrão "há uns seis anos". Pedro Abrão, por sua vez, confirma que os senadores usam seu hangar, que conhece os personagens citados, mas que não participou de nenhuma reunião. O empresário, que já pesou mais de 120 quilos, fez uma cirurgia de redução de estômago e está bem magrinho, como disse Escórcio. Renan Calheiros não quis falar.

Para ler a matéria completa no sítio da Veja, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 00:45 de 06/10/07.
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06/10/07 - Sábado
Política
Marconi: ‘PSDB está cansado de carregar piano para PP’

Senador tucano volta a atacar partido de Alcides:
- Diz que as lideranças do PP não o cumprimentam mais
- Afirma que os pepistas estão com 'dor de cotovelo'
- Critica Paulo Roberto Cunha, principal nome do PP no interior

 

Por Fernando Machado
da Tribuna do Sudoeste

 

Antes fiéis aliados, PP e PSDB já não falam a mesma língua. Pior, não fazem nem questão de esconder as divergências, apenas negam. A prova inconteste foi dada no último dia 30, quando os dois partidos realizaram, simultaneamente, encontros para marcar as novas filiações em Rio Verde.

 

O PP do prefeito Paulo Roberto Cunha organizou no Centro de Tradições Gaúchas churrasco para quase mil pessoas prestigiarem o ingresso do presidente da Câmara Dione Vieira Guimarães (ex-PTN) no partido e de mais 200 novos filiados.

 

No mesmo horário, em um restaurante do outro lado da cidade, o senador Marconi Perillo (PSDB) e o deputado estadual Padre Ferreira (PSDB) serviram um almoço recheado de críticas ao partido do governador Alcides Rodrigues (PP).

 

Principal nome do tucanato em Goiás, Marconi afirmou que o seu partido já está cansado de "carregar o piano para o PP". Ele ainda se disse responsável pelo fortalecimento do prefeito Paulo Roberto Cunha no município e protestou pela falta de reconhecimento. "Na minha gestão como governador, o Estado investiu mais de R$ 500 milhões somente em Rio Verde. Tudo isso para que, hoje em dia, as lideranças do PP sequer nos cumprimentem quando a gente se encontra".

 

Em uma crítica direta ao prefeito Paulo Roberto Cunha, Marconi Perillo afirmou que a administração pública do município não pode mais "ficar nas mãos de um cacique que não admite jovens no poder". Sem medir palavras, o senador ainda disse que os pepistas sofrem de "dor de cotovelo".

 

O deputado estadual Padre Ferreira garantiu estar pronto para administrar Rio Verde e também atacou o atual chefe do Executivo Municipal. "Uma cidade tão progressista não pode continuar entregue a uma política arcaica e, muito menos, ao coronelismo", sentenciou.

 

Também presente no evento, o deputado federal Leonardo Vilela, cotado para suceder Antônio Faleiros na presidência do diretório estadual do PSDB, pregou a necessidade de renovação política no município. De acordo com as lideranças tucanas, Marconi será o mais importante cabo eleitoral de Padre Ferreira, conseguindo transferir parte de sua popularidade para o parlamentar.

 

Para ler a continuação da matéria no sítio da Tribuna do Planalto, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 14:50 de 06/10/07.
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08/10/07 - Segunda-feira
Análise
A negação da crise

Sem coragem para resolver problemas, os partidos comandantes da base aliada que hoje administra o Estado adiam qualquer tentativa de resolução. Os comandantes, em questão, são o PP do governador Alcides Rodrigues e o PSDB do senador Marconi Perillo.

Os dois partidos ocupam, juntos, pelo menos 80% dos cargos comissionados no governo do Estado.

Eles sabem que não são poucos os problemas para serem resolvidos: crise financeira deixada pelo PSDB, paralisia do governo Alcides, diferenças de estilo entre PP e PSDB, disputa por cargos no Estado e formação das coligações para as eleições de 2008 e 2010.

Até agora, PP e PSDB adotam a estratégia de negar tudo. Até onde não der mais.

No debate sobre a dívida do Estado, o PSDB tratou de usar estrutura e chancela do governo Alcides para fazer um relatório, via Secretaria da Fazenda, que isentava Marconi da culpa pelo endividamento.

Alcidistas ficaram bravos, mas não reagiram publicamente. O próprio Alcides, idem: não confirmou, nem negou que tivesse assinado o relatório. E seguiu negando as crises política e financeira que ficaram ainda mais explícitas com o relatório de José Carlos Siqueira (secretário da Fazenda).

Marconi, igualmente, segue negando qualquer responsabilidade pelo endividamento e qualquer rusga com o governador pepista.

Irritado com José Carlos Siqueira, Alcides Rodrigues (PP) afastou sete nomes marconistas do Conselho da Saneago, entre eles o próprio Siqueira. Mas negou haver qualquer crise com os marconistas. Disse que o afastamento dos marconista era algo "normal".

Certamente dirá que também foi coincidência os tucanos Sérgio Cardoso e Raquel Teixeira terem deixado, magoados, secretarias no governo.

O PSDB nega qualquer divergência com Alcides. A cúpula do partido adora dizer que Alcides é parceiro de Marconi, embora deixe claro, apenas nas entrelinhas das entrelinhas, que desejam romper.

Na mesma linha da negação, Marconi disse esta semana, por meio de seu boletim na segunda-feira, dia 1º, que "pior do que perder uma eleição é ganhar e não dar conta do recado".

A frase não foi contextualizada no texto, estava solta na manchete do boletim. Havia, no entanto, uma mensagem clara na frase: era endereçada a Alcides. Qualquer criança de dez anos entendeu assim.

Mensagem que, dois dias depois, foi desmentida.

O assessor de imprensa do senador pediu desculpas pelo engano no mesmo boletim e disse que a frase claramente se referia aos futuros candidatos do PSDB nas prefeituras do interior do Estado. "É melhor concorrer com um bom nome e perder do que apresentar alguém que ganhe a eleição e não corresponda às expectativas", explicou o boletim.

A interpretação errada da frase se devia a uma "insistência na construção de uma cizânia no seio da base governista". Ora, se a frase estava tão clara e foram os "algozes partidários da cizânia" que interpretaram errado, porque a palavra "Erramos" estampada na manchete do boletim? Onde houve o erro, se não foi nisso? Tem-se, novamente, um caso de negação.

Os tucanos também sabem que a paralisia do governo Alcides faz o endividamento parecer maior do que já é. O que, entre outras coisas, é péssimo para o PSDB e para Marconi Perillo.

O PSDB morre vontade de abrir a boca, mas permanece calado, adiando a solução. Já Roberto Balestra (PP), secretário extraordinário e principal articulador de Alcides, nega tanto a crise entre PP e PSDB que até chega a fazer o papel de assessor do PSDB, jogando contra os interesses do PP.

Em vez de dar força para uma discussão real sobre a situação do Estado, Balestra insiste na tese de "futricas" por parte da imprensa, discurso mais tucano do que o praticado por Marconi Perillo, por exemplo.

Ao negarem tudo, o que inclui a própria crise e as diferenças entre PSDB e PP, toda a base aliada (que reza a mesma cartilha dos dois partidos) só adia a resolução do problema.

Em vez de tentar resolver tudo agora - em um ano frio eleitoralmente -, a base acabará deixando o embate de posições para o ano que vem, o que tende a ser uma solução apressada e traumática, sem preparo prévio.

Nada melhor para o PMDB e para os outros partidos adversários da base comandada por PP-PSDB.

Postado por Eduardo Horácio às 00:33 de 08/10/07.
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08/10/07 - Segunda-feira
Política
Por enquanto, o nome é Dilma

Se fosse apostador e tivesse 50 fichas, não apostaria uma sequer que Ciro Gomes (PSB) terá apoio de Lula e do PT em 2010 na sua possível candidatura à presidência da República.

Para mim, Lula e PT lançam Ciro agora exatamente para acontecer o que já se vê: para queimá-lo publicamente.

Assim, Ciro apanha na imprensa (vide revista Época), passa a ser mal visto por petistas e aliados e cada vez mais rejeitado pelo eleitor.

Dilma, a candidata preferida de Lula e Dirceu, continua no casulo. E só sai da discrição para se lançar candidata na hora certa. Se houver uma hora certa.

Postado por Eduardo Horácio às 22:39 de 08/10/07.
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07/10/07 - Domingo
Ombudsman
O valerioduto é mineiro ou tucano?

Se o mensalão é do PT, o valerioduto é do PSDB; sem equivalência de critério, os petistas aparecem mal, e os tucanos são poupados

Por Mário Magalhães
Ombudsman, hoje na Folha de S.Paulo

A rigor, é mineiro e é tucano.

Mas a resposta depende de outra pergunta: o mensalão é nacional ou petista? Sem dúvida, é tanto nacional como petista.

O que não pode é o mensalão ser nacional e, o valerioduto, tucano. Ou o valerioduto ser mineiro e, o mensalão, petista.

Não se trata de joguete de adjetivos, mas do exercício de um dos pilares do projeto editorial da Folha, o apartidarismo.

Foi o que faltou à Primeira Página do domingo passado, quando a manchete - "Valerioduto de MG pagou juiz eleitoral, afirma PF"- sintetizou uma boa reportagem.

Na chamada, o texto curto que resume as informações das páginas internas, a expressão "mensalão do PT" contrastou com "valerioduto mineiro".

Quem lê "mensalão petista" recebe uma informação correta: o esquema ilícito de pagamento a políticos de vários Estados e outros associados ao governo federal foi tocado a partir de 2003 por dirigentes do PT e próceres da administração -é a opinião do procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Já quem lê "valerioduto mineiro" se informa pela metade: o desvio de verbas públicas que alimentaram em 1998 a campanha de reeleição ao governo de Minas do hoje senador Eduardo Azeredo se concentrou no PSDB -conforme inquérito da Polícia Federal.

Portanto, se o mensalão é do PT, o valerioduto é do PSDB. Sem equivalência de critério, empregam-se dois pesos e duas medidas -os petistas aparecem mal, e os tucanos são poupados.

Leia a continuação deste texto clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 01:33 de 07/10/07.
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07/10/07 - Domingo
Iris e Marconi
Pesos iguais?

Em março de 2006, o Ministério Público puniu o então governador Marconi Perillo (PSDB) porque seu governo promoveu uma avalanche de comerciais em jornais impressos que comparava o governo de Marconi ao de Maguito Vilela (PMDB). Eram propagandas bancadas com dinheiro público.

Agora, na TV e no rádio, a prefeitura de Iris Rezende (PMDB) está veiculando uma avalanche de comerciais em que compara sua gestão com a anterior, de Pedro Wilson (PT). Também com dinheiro público.

O Ministério Público vai fazer alguma coisa?

E mais: noves fora a questão jurídica, fica mais uma vez provado que Iris não quer mesmo aliança política com o PT, já que volta a criticar - até em propagandas oficiais - a gestão do ex-prefeito petista.

Postado por Eduardo Horácio às 16:04 de 07/10/07.
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08/10/07 - Segunda-feira
Política
Waldomiro Diniz mora em Goiânia e vende ração para animais

- Sem declarar Imposto de Renda desde 2005, ex-assessor de Dirceu já perdeu o CPF

- Petista vai quase todos os dias a uma empresa de ração e produtos animais em Goiânia, mas ninguém esclarece qual a sua função

- Sócios de Waldomiro chamaram a polícia, que revistou os repórteres da Folha com armas em punho

ANDRÉA MICHAEL
Enviada Especial a Goiânia

Hoje na Folha de S.Paulo

Três anos e oito meses depois de protagonizar o primeiro grande escândalo do governo Lula, o ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz seria responsável pela área financeira de uma fábrica de ração e produtos para animais instalada em Goiânia -embora para a Receita Federal ele seja um fantasma, que não apresenta declarações de renda desde 2005 e tenha o CPF cancelado.

Como e do quê Waldomiro vive é um dos mistérios remanescentes do primeiro mandato de Lula. Ele, que era o braço-direito de José Dirceu no contato com o Congresso e é considerado um "arquivo vivo" do modus operandi do Planalto, desapareceu do ponto de vista fiscal e pessoal, raramente sendo avistado, e a tentativa de elucidar o caso levanta tantas dúvidas quanto respostas.

Para ler texto completo, clique aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 09:47 de 08/10/07.
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08/10/07 - Segunda-feira
Globo vs. Record
‘Milagrosa’ imparcialidade de Veja

Por Alberto Dines
Observatório da Imprensa

Milagre: a Veja foi imparcial na matéria de capa sobre a briga TV Globo vs. TV Record.

Imparcial e informativa, opção que o maior semanário brasileiro abandonou já há algum tempo.

Veja mostrou os avanços da emissora de Edir Macedo, mas não escondeu as ligações do bispo com a Igreja Universal. Ao contrário, enfatizou o exótico parentesco entre a seita evangélica, teoricamente dogmática, e um canal de TV tão volúvel como seus concorrentes.

Veja certamente desagradou às duas empresas. Tentou a objetividade e foi realista, cuidou dos seus interesses. De quebra, atendeu à obrigação de informar seus leitores, sem preconceitos.

O que chama a atenção é que a Record é uma aliada ostensiva do governo e de seus postulados, enquanto o semanário está no extremo oposto, ferrenhamente antipetista e antiesquerdista.

A matéria evidentemente não esgota a briga na telinha, mas oferece subsídios importantes. Essa é a função de um semanário de notícias.

Leia a matéria e outros detalhes no sítio do Observatório da Imprensa.

Postado por Eduardo Horácio às 22:00 de 08/10/07.
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08/10/07 - Segunda-feira
Justiça
TSE: haverá julgamento de Marconi Perillo e diretores da Agecom

Publicado hoje no Centro de Divulgação da Justiça Eleitoral

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ari Pargendler, aceitou recurso do Ministério Público na ação que move contra o ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), o ex-presidente da Agência Goiana de Comunicação (Agecom), José Paulo Loureiro, e o ex-diretor da Agecom Valterli José Alves, por suposta realização de propaganda extemporânea nas eleições de 2002.

Relator do Agravo de Instrumento (AG) 6879, o ministro Ari Pargendler deu provimento ao apelo para assegurar "melhor exame do recurso”.

Entenda o caso 
As ações foram propostas pelo Ministério Público Eleitoral em Goiás, em janeiro de 2003.

Conforme Representação oferecida pelo MPE, o programa “Goiás Hoje”, produzido pela Agência de Comunicação e veiculado pelo Governo estadual, teria feito promoção pessoal do governador candidato à reeleição na época, “de forma subliminar”.

Para ler a notícia completa, acesse o sítio do TSE clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 23:06 de 08/10/07.
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08/10/07 - Segunda-feira
Política
Túlio Maravilha vereador pelo PMDB?

Túlio Maravilha, o atacante do Vila Nova (GO) que também persegue os 1000 gols, se filiou semana passada ao PMDB.

Será candidato a vereador de Goiânia.

Pesou, em sua decisão, o pedido do ex-governador e ex-senador Maguito Vilela (PMDB).

Postado por Eduardo Horácio às 23:29 de 08/10/07.
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09/10/07 - Terça-feira
Entrevista
Marconi diz que não é candidato a governador em 2010. Quem acredita?

Em entrevista ao diário Hoje, o senador Marconi Perillo (PSDB) diz, pela primeira vez, que não será candidato a governador em 2010.

E diz que os ataques que têm sofrido se devem ao fato de as pessoas pensarem que ele é candidato. Aí está, portanto, o motivo para Marconi negar (por ora apenas, claro) uma candidatura em 2010.

Se alguém o ataca por isso, não vai deixar de atacar agora. Simplesmente porque Marconi é, sim, candidato em 2010. Até meus primos de seis anos de idade sabem disso.

A seguir, as principais declarações de Marconi:

"Eu ajudei Alcides na eleição, mas não posso ficar respondendo pelo governo, o qual deixei há mais de um ano e meio"

"Não vou me candidatar ao governo em 2010 e desautorizo qualquer especulação a este respeito"

"Os ataques que tenho sofrido se devem ao fato de que as pessoas pensam que serei candidato em 2010"

"Em momento algum eu ataquei o prefeito (Iris). Mas ele, sempre que pode, me ataca gratuitamente"

Opa, no dia 1º de outubro Marconi divulgou nota em que chamava Iris de:
- coronel político rancoroso
- arrogante
- megalomaníaco
- truculento
- avesso às críticas e ao contraditório
- reacionário

Marconi nunca atacou Iris? Será que a nota de 1º de outubro também vai ganhar um "Erramos"?

Leia a entrevista na íntegra clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 14:41 de 09/10/07.
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09/10/07 - Terça-feira
Eleições 2008
Nova enquete: em quem você vota?

Está encerrada a enquete 'Quem consegue ser pior na política goiana?'. Veja os resultados:
 
1) A base aliada de Alcides e Marconi - 58,70 %
2) A oposição do PMDB -  21,74 %
3) A oposição do PT - 19,57 %

Votaram 46 internautas. É preciso enfatizar que o leitor do Jornal X não podia votar duas vezes: a enquete está programada para receber apenas um voto de cada computador (IP).

Já está postada, a partir de agora, a mais nova enquete: Dos candidatos abaixo, em quem você vota para prefeito de Goiânia?

A Iris Rezende (PMDB)
B Nion Albernaz (PSDB)
C Marina Sant'Anna (PT)
D Martiniano Cavalcante (Psol)
E Sandes Júnior (PP)
F Darci Accorsi (PR)
G Vilmar Rocha (DEM)
H Barbosa Neto (PSB)

Para participar, basta ir até a coluna direita desta página e votar na sua opção preferida. Esta enquete fica no ar até meia-noite do dia de finados, 2 de novembro.

Postado por Eduardo Horácio às 18:30 de 09/10/07.
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09/10/07 - Terça-feira
Política
Debate entre Marconi e Vassil

O jornalista Vassil Oliveira, em seu blog, destaca ponto a ponto vários trechos da entrevista do senador Marconi Perillo (PSDB) ao diário goiano Hoje (veja post onde a entrevista já foi citada).

O Jornal X reproduz estes trechos, seguidos do comentário de Vassil, abaixo:

Marconi: “Volta e meia sou atacado por alguma liderança política em Goiás e tenho de responder.”
Vassil: É verdade. Marconi mesmo, justiça seja feita, raras vezes ataca diretamente alguém. Tem quem faça isso muito bem por ele.

Marconi: “Não vou me candidatar ao governo em 2010 e desautorizo qualquer especulação a este respeito. E tem mais: os ataques que tenho sofrido se devem ao fato de que as pessoas pensam que serei candidato em 2010. Como pensam assim, acabam polemizando comigo. Se Alcides fosse candidato à reeleição, todas as baterias estariam direcionadas a ele.”
Vassil: Mas não foi o PSDB que o lançou a governador em 2010, em seus encontros regionais? Não são os marconistas que a todo momento lembram que ‘ELE vai voltar!’?
E anotem: ele não será candidato em 2010.

Marconi: “Ninguém vai conseguir fazer com que eu brigue. Quando um não quer, dois não brigam. No caso de Alcides, quando dois não querem, dois não brigam.”
Vassil: Ok!

Marconi: “Sinceramente, eu não quero mais saber desse assunto (dos ateadores de fogo no PP e no PSDB). Não quero saber de intrigas. Se há ateadores de fogo, é problema deles. A partir de agora ficarei no meu canto, valorizando a minha função de senador.”
Vassil: ‘A partir de agora’? Então, antes…

Marconi: “Não trabalharei, em hipótese alguma, para criar cizânia nos municípios. Fala-se muito em Rio Verde, onde temos dois nomes da base, mas o fato é que vou trabalhar para buscar a unidade entre nossos colegas, sob o comando do governador Alcides Rodrigues.”
Vassil: Interessante. Desta vez, provavelmente, ao contrário da eleição passada para prefeito, ele já avisa que não vai tirar fotos com dois ou três candidatos da base aliada em um mesmo município. Mudança de hábito.

Marconi: “Vou sentar-me com (o senador) Demóstenes (Torres), já que somos vítimas da mesma armação de Renan (o caso da tentativa de espionagem contra os goianos). E sei que o PSDB e o Democratas vão atuar juntos, como sempre.”
Vassil: PSDB e Democratas juntos? Como sempre? A exemplo de Goiás?

Marconi: “Vou ficar sentado assistindo ao espetáculo (tentativa de união na base aliada nas eleições do ano que vem). Se conseguir unidade, ótimo; se não, vamos ver o que acontece.”
Vassil: Vamos ver o que acontece.

Marconi: “Detesto injustiça. Em momento algum eu ataquei o prefeito (de Goiânia, Iris Rezende, PMDB). Mas ele, sempre que pode, me ataca gratuitamente. Eu respeito a história política do prefeito, mas quero que ele faça o mesmo.”
Vassil: Sem comentários. Sem comentários.

Para ler tudo, vá direto ao blog do Vassil. Basta clicar aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 23:22 de 09/10/07.
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09/10/07 - Terça-feira
Blog da Lucia Hippolito
Que o PMDB descanse em paz

Por Lucia Hippolito
Em seu blog

É impossível passar em branco sobre a histórica decisão do Supremo de acabar com a pouca-vergonha do troca-troca partidário.

Suas Excelências transformaram em lei aquilo que as pessoas de bem já sabiam há muito tempo: o mandato pertence ao partido. E ponto final. Não é preciso dizer mais nada.

Com todo o respeito, suas Excelências estão batendo um bolão.

Mas também é impossível passar em branco sobre a histórica decisão do PMDB de expulsar da CCJ do Senado dois dos fundadores do PMDB (aliás, do MDB): Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos.

Com isso, os caciques do partido mandam dizer que não querem gente séria em suas fileiras.

O PMDB de hoje é de gente como Renan, Sarney, Wellington Salgado, Valdir Raupp, Almeida Lima e outros do mesmo calibre.

Daqui a uma semana, no dia 12 de outubro, vai fazer 15 anos que o dr. Ulysses desapareceu no mar de Angra dos Reis.

Agora sabemos todos que o PMDB desapareceu com ele.

Que descanse em paz.

Visite o blog da cientista política e jornalista (recém-formada) Lucia Hippolito clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 21:11 de 09/10/07.
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09/10/07 - Terça-feira
Privatização
Cai o último tabu petista

O governo Lula fez leilão hoje de vários trechos de rodovias federais. Os espanhóis levaram a maioria.

O PT chama de concessão. Mas não é. É privatização mesmo.

Tanto que foi a palavra "privatização" a escolhida pelo PT para criticar, desde 1995, ações idênticas do PSDB de São Paulo no comando do maior Estado do país.

Mesmo com a estrada saindo das mãos do Governo Federal, Lula vai continuar cobrando os mesmos impostos ligados à manutenção dessas estradas.

Cai o último tabu do PT. Agora, é também um partido que privatiza. Ainda cheio de pudores, apenas para a platéia, claro.

Afinal, quando praticou o mensalão, o PT já estava privatizando o Estado.

A pior das privatizações não é a que o PSDB fez no governo FHC, quando vendeu a Vale e as Teles, por exemplo.

É a confusão entre público e privado. Feita por Collor, por FHC e, desde 2003, por Lula.

Postado por Eduardo Horácio às 23:30 de 09/10/07.
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11/10/07 - Quinta-feira
Caiado governador?
20 mil rejeições por minuto

O deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) fala em ser candidato a governador em 2010.

Ele, no entanto, sabe que sua rejeição é alta.

É mais fácil Zimbábue e Austrália disputarem a final da próxima Copa do Mundo do que Caiado um dia se eleger governador.

Ele é bom de voto em eleições proporcinais. Em majoritárias, tem muitas dificuldades.

O conjunto voz-rosto arrogante dele espanta, calculo eu, “20 mil eleitores por minuto” na TV.

Quando Caiado fala em ser candidato a governador, está na verdade mandando recados. Cabe aos interlocutores tentar entendê-los.

Postado por Eduardo Horácio às 00:22 de 11/10/07.
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11/10/07 - Quinta-feira
Política
PT assume sua face masoquista

Iris Rezende (PMDB) até que tenta espantar o PT quando critica, em discursos e propagandas da prefeitura, a administração do ex-prefeito petista Pedro Wilson.

Mas o PT, pelo jeito, resolveu assumir seu lado masoquista.

O próprio Pedro Wilson, a vereadora Marina Sant'Anna, o deputado fedral Rubens Otoni e outros do campo majoritário da legenda deram um passo importante para que o PT seja vice de Iris na chapa do ano que vem.

Pedro, Otoni e Marina montaram, unidos, chapas de consenso para os diretórios regional e da capital. As chapas formadas disputam, com amplo favoritismo, a eleição de 2 de dezembro.

Valdi Camárcio, candidato da chapa e quase-eleito ao diretório estadual, quer o PT na vice de Iris.

Luiz Alberto Gomes de Oliveira, candidato da chapa e quase-eleito ao diretório municipal, também quer.

Vão ficar no chove-não-molha até março (talvez com prorrogação até junho) do ano que vem.

Apenas para negociarem melhor com Iris.

A desculpa que darão para a aliança é que o PT nacional e Lula desejam. Que nada! O PT daqui já não mostra resistência nenhuma. Vai ser vice de Iris para, em 2010, o prefeito reeleito do PMDB sair candidato a governador e deixar dois anos de prefeitura de graça para o PT.

Antes partido campeão de votos na capital, agora o PT sonha com migalhas de poder.

Merece, portanto, estar onde está.

Postado por Eduardo Horácio às 00:43 de 11/10/07.
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12/10/07 - Sexta-feira
Goiânia 2008
Marina nega chance de PT ser vice
Foto: Paulo José/Tribuna do Planalto

A entrevista da vereadora Marina Sant'Anna à edição deste domingo da Tribuna do Planalto (que já está no sítio do jornal) faz até acreditar que o PT quer mesmo ter candidato próprio - e não ser vice de Iris Rezende (PMDB).

Marina, claro, não é do mesmo grupo de Rubens Otoni, que é majoritário no Estado e sinaliza para uma dobradinha com Iris.

Mas de qualquer maneira, seu nome - somado à força de Pedro Wilson - são majoritários na capital, o que pode ajudar em suas pretensões de ser candidata pelo partido.

Confira, abaixo, em entrevista aos jornalistas Eduardo Sartorato, Filemon Pereira e João Camargo Neto, algumas declarações fortes de Marina sobre uma possível aliança com o PMDB:

Tribuna - Qual a chance de o PT não ter candidato próprio em Goiânia?
Marina -
Na minha opinião, com todo o recato que merece a situação, devido algumas lideranças se manifestarem diferente, não há possibilidade de o PT não ter candidatura própria.

Tribuna - Se a decisão for por composição com o prefeito Iris, a sra. é candidata à reeleição?
Marina -
Não há essa possibilidade. Minha resposta para todas as perguntas acumuladas: não há essa possibilidade.

Tribuna - É impossível ver no ano que vem a sra. se justificando do porquê de ter aceitado a vice de Iris?
Marina -
Não há essa possibilidade. E eu não sei por que as coisas estão sendo colocadas desse modo. (...) Se todos nós (PT e PMDB) estivéssemos fora da prefeitura poderíamos ter um campo de centro-esquerda. Poderíamos. Agora, não é o caso. Mas como nós temos posições diferentes, leituras político-administrativas diferentes, não só do conteúdo programático, mas também do modo de gestão.

Tribuna - Há uma rejeição muito grande da sra. entre as diversas tendências do PT. Por que essa rejeição existe e o que a sra. pretende fazer para quebrá-la?
Marina -
Na verdade, porque eu disputo. Eu sou uma mulher que disputa, e isso faz estranhar.

Tribuna - Se esses 12 partidos sentarem e discutirem uma aliança com pontos que possam convergir, é possível uma aliança?
Marina -
Olha, com todo respeito, nós estamos no terceiro ano de gestão e o PT já tem opinião formulada sobre o assunto. A nossa avaliação de não entrar na administração, a despeito do convite que é honroso, a opinião do PT, a posição unânime de não entrar, já sinalizou o entendimento a respeito desse assunto. Nós teremos candidatura própria e não seria adequado que nós tivéssemos uma costura artificial.

Leia a entrevista na íntegra clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 00:33 de 12/10/07.
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12/10/07 - Sexta-feira
Política
O xadrez petista em Goiânia

Por Filemon Pereira
Colunista da Tribuna do Planalto

Por enquanto, a maior parte das lideranças petistas sustenta candidatura própria na Capital.

Os deputados Mauro Rubem e Humberto Aidar, sozinhos, e Marina Sant'Anna, com o barulho dos integrantes de sua tendência Movimento Cerrado.

A renovação dos diretórios praticamente definida (a eleição é pró-forma) com a eleição de Valdi Camárcio (diretório regional) e Luiz Alberto de Oliveira (metropolitano), porém, vai ao encontro de uma aliança com o prefeito Iris Rezende (PMDB) e contra o trabalho dos três pré-candidatos.

Os grupos de Aidar e Marina, por sinal, participaram da escolha quase consensual dos dois novos dirigentes. No mínimo, contraditório.

Como mistério pouco é bobagem, em entrevista à Tribuna, Marina defende com ardor a candidatura própria (leia a entrevista na íntegra clicando aqui ou trechos comentados aqui).

Nos bastidores, porém, Marina recebe ameaça de que, se for até o fim com a candidatura, o grupo de Carlos Soares e Neyde Aparecida - que hoje defende aliança com Iris - apoiará Humberto Aidar.

Humberto, porém, não agrada quase ninguém por sua proximidade com o senador Marconi Perillo (eles são amigos).

No momento, o que parece é que o PT não chega inteiro em 2008. Nem aliado a Iris, nem com chapa própria.

Leia a ótima coluna de Filemon na íntegra clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 13:16 de 12/10/07.
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12/10/07 - Sexta-feira
Política
76,7% desaprovam Alcides em Goiânia

É assim no Brasil inteiro: para saber a aprovação de um político, as avaliações "ótimo" e "bom" são somadas. Para saber a rejeição, faz-se a soma dos índices porcentuais de regular, ruim e péssimo.

É assim que os jornais (inclusive os diários goianos) avaliam a popularidade de Lula, por exemplo.

E é assim que devemos também avaliar a popularidade de Alcides Rodrigues (PP), governador de Goiás.

O Serpes fez pequisa sobre sua popularidade, mas apenas em Goiânia.

Os resultados foram os seguintes:
Aprovam Alcides (ótimo e bom) - 18,7%
Reprovam Alcides (regular, ruim e péssimo) - 76,7%
Não sabem - 4,5%

Nem Daniel Antônio, quando era prefeito e estava prestes a ser cassado, foi tão rejeitado em Goiânia.

Ou seja: Alcides caminha ladeira abaixo, rumo ao fundo do poço, onde já se meteu o ex-governador Ari Valadão, por exemplo. Há tempo para reagir? Há. Mas não parece ser a vontade dele, pelo menos por agora. E, se começar a reagir, os resultados devem demorar a aparecer.

É esse "poderoso" cabo eleitoral que a base aliada carregará no ano que vem, quando tentará derrotar Iris Rezende (PMDB) em Goiânia.

Isso explica - em parte - porque Marconi está mesmo louco para romper com Alcides.

Leia matéria de O Popular com detalhes da pesquisa clicando aqui.

Postado por Eduardo Horácio às 13:30 de 12/10/07.
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12/10/07 - Sexta-feira
Cinema
Sobre torturas e público recorde

Acabei de ver Tropa de Elite, na sessão das 15h do Lumière, no Shopping Bougainville.

Desde 14h já havia fila na bilheteria para comprar ingressos para o filme. Os ingressos de 17h se esgotaram rapidamente.

E estou falando do Bougainville, que é um Atacama perto do Flamboyant, por exemplo. Havia gente nas escadas e no chão.

Sobre o filme, comentarei mais tarde, aqui mesmo neste espaço. Mas já adianto que é triste ver o público dando gargalhada com as cenas de tortura mostradas no filme.

Enfim, estamos perdidos.

Postado por Eduardo Horácio às 17:30 de 12/10/07.
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12/10/07 - Sexta-feira
Política
Alcides e a piada da semana

É conversa fiada essa história de que Alcides vai mal em Goiânia porque falta comunicação.

Falta ao governo iniciativa política e administrativa.

Para pegar apenas um exemplo, falemos apenas de Iris Rezende: nos dois primeiros anos de sua gestão em Goiânia, praticamente não houve comunicação. E ainda assim Iris sempre teve a popularidade em alta.

Melhor Alcides e seus auxiliares começarem a governar e pararem com a desculpa-clichê de "falta de comunicação".

Afinal, é a falta de comunicação que impede a formação do resto de seu secretariado e a tão prometida reforma administrativa?

É a falta de comunicação que faz Alcides cancelar os programas sociais e até falar em calote?

É a falta de comunicação que faz Alcides não ter coragem de apontar o culpado pela dívida de Goiás?

Postado por Eduardo Horácio às 17:49 de 12/10/07.
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O que Marconi quis dizer com a frase "Eu esperei esse debate como o vigia espera o alvorecer" dita depois do debate da OJC de 31 de agosto?
Que, assim como um vigia, queria ir embora logo do debate;
Que ele está vigiando os adversários até de madrugada;
Que ele não estava nem aí para o debate (ou o alvorecer)
Que depois de Lua Nova e Eclipse ele mal pode esperar pelo Alvorecer
 
 
 
 
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